Capítulo 73
— M. Karolinna: Cê é louco é?
— Luíz: Ih, fiz nada, mina! Tá louca é? — Disse enxugando o rosto suado com a camisa
Embora eu tenha oito anos, eu não sou cega nem tão santa. Dei uma olhada de dois segundos pra barriga dele. Não é tão trincada quanto a barriga do meu pai, mas tudo bem. Voltei a olhar pra ele. Chega dói minha cabeça, menino alto do cacete.
— M. Karolinna: Cê deu uma bolada na Dani!
— Luíz: Que Dani?
— M. Karolinna: Minha prima!
— Luíz: Ah, velho, nem vi ela passar — Disse depois de olhar pra Dani
— M. Karolinna: Primeiramente, não se fala "vi ela", se fala "a vi", aprendi isso com a mamãe, e segundo, por que tu olhou pra cara dela? Perdeu algo na cara dela? Vai ameaçar ela de algo por ela ter contado pra mim? Ela só tem quatro anos, você tem o triplo da idade dela! — Disse de braços cruzados, encarando ele
— Luíz: Tu fica mó gostosinha toda bolada, anãzinha de jardim.
Ele não deixou nem eu respondi e já foi me agarrando. Foi tão forte que eu soltei a bola de futebol no chão e não consegui me soltar.
— Luíz narrando —
Pô, sempre fui gamadinho pela Karol, mas a mina é complicada pra caralho, e ainda é filha do patrão, que é ciumento. Embaçado pra carai, mas... Deixei nem ela falar e já agarrei ela pela cintura, no meio do campo mermo. Ela ficou tão sem reação que só soltou a bola e fez me beijar. Hehehe, beija bem, ein. Pensei que não sabia, mas a piveta sabe. Tirou nem a caatinga de mijo da roupa ainda! Passamos nem mais de um minuto se beijando, que ela conseguiu sair de perto de mim. Limpou ao redor da boca com o braço e me encarou feio.
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