13- Alívio
Penúltimo capítulo antes do epílogo.
Nanda
Uma semana se passou desde que Deric me sequestrou, e até agora ninguém tentou vir me socorrer.
Eu entendo que deve demorar, mas eu estou quase entrando em pânico.
Tive que me masturbar três vezes durante essa semana, e pelo menos eu tive alto controle suficiente para não passar disso. Se eu ficar mais uma semana aqui, não sei o que eu vou fazer, e não sei se vou conseguir me controlar.
Meu principal medo é que todo o meu tratamento tenha ido por água a baixo por causa do Deric.
Bom, eu tenho comido bem, pelo menos, eles não me deixam passar fome. E Deric vem me ver todo dia, achando que vai conseguir me convencer.
Eu não sei como ele pôde ser tão doente, arquitetar todo esse plano para simplesmente ficar comigo. Ele com certeza é doente.
Além disso, o fato de ele ter Satiríase me preocupa, porque se ele não se satisfazer achando que minha ninfomania vai me fazer sucumbir ao desejo e me entregar para ele, isso vai me causar problemas.
Ele pode querer me tomar a força, e levando em conta o que ele já tentou fazer, eu não duvido nada, ainda mais agora que estamos praticamente sozinhos, sabe Deus onde.
- Já pensou em minha proposta, Nanda? - ele perguntou, entrando no quarto onde eu estava.
No quarto a única coisa útil que tem é o colchão em que eu estou sentada. Ele está em um canto afastado, encostado em duas paredes, deitado no chão.
Eu tento me encolher o máximo que consigo, abraçando minhas pernas.
- Deric, por favor, me deixa ir embora, eu não aguento mais ficar aqui - eu pedi, sentindo uma lágrima escorrer em minha bochecha.
- Você nunca vai sair daqui! - ele disse, em um tom auto. - Ao menos não até ser minha.
Ele se aproximou de mim, tocando em meus braços, que estavam gelados pelo frio que fazia naquele lugar.
Eu tentei me afastar, mas não havia lugar para onde fugir.
Dessa forma, ele se afastou bruscamente, saindo pela porta e mais uma vez me deixando sozinha naquele lugar horrível.
Tudo o que eu queria era ir para casa, poder ficar com Félix, trabalhar e estudar. Eu nem mesmo pude ver meu resultado das provas.
Eu só quero sair daqui.
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Félix
Faz uma semana que eu estou procurando por Nanda, e ainda não encontrei. Eu sei que algo ruim aconteceu, ela não sumiria assim do nada.
Eu fui até a casa dela para saber alguma coisa, mas a mãe dela não sabe nada também. A única coisa que ela me disse que foi útil foi que Deric anda estranho ultimamente.
Segundo ela; ele mal para em casa, e quando está vive de mal humor. Ele era meu amigo, e sei que isso quer dizer que ele está aprontando algo.
Levando em conta o que ele tentou fazer com Nanda a alguns dias atrás, eu imaginei que talvez ele tivesse algum envolvimento no sumiço dela, então eu tirei um dia para seguir ele. Sim, eu fiz isso, e não me arrependo nem um pouco.
Eu vi quando ele dirigiu para uma área afastada da cidade, e ele nem percebeu que eu estava o seguindo. Depois, eu fiquei um tempo analisando o local, prestando atenção no movimento. No total, eram ele e mais dois homens.
Ele sempre sai, tendo em conta que tem uma vida fora dali, e um dos caras fica de olho enquanto o outro dorme, e assim sucessivamente.
Eu já sabia o que deveria fazer, e não passaria de hoje.
Eu esperei até Deric voltar, e quando ele finalmente fez isso, eu liguei para a polícia, passando toda a localização de onde eu estava.
Mas eles estão demorando demais, e eu não posso entrar lá antes de algum policial chegar. Dessa forma, eu fiquei em agonia até que eles chegassem.
Nanda é realmente importante para mim, e eu faria de tudo para tê-la em meus braços novamente.
Mesmo que ela seja uma ninfomaníaca, não significa que não possa amar e que não tenha a chance de não ser tão compulsiva.
E claro, essa situação toda me preocupa também em relação à sua ninfomania, Nanda estava fazendo um tratamento e essa situação toda pode agravar tudo.
Mas o principal é que sua saúde esteja bem, que ela esteja se alimentando bem e que não esteja sendo maltratada.
Um barulho ao longe me tira de meus pensamentos, e posso distinguir o som como as sirenes da viatura dos policiais.
É agora, e espero que tudo dê certo.
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Nanda
Deric havia voltado depois de ter saído mais cedo, estava conversando com os capangas e sei que boa coisa não vem, principalmente se tratando dele.
Eu constatei isso no exato instante em que ele entrou no quarto, com passos rápidos e decididos. Ele estava vindo direto até mim, e tudo o que pude fazer foi ficar em pé e tentar correr.
Mas ele é mais rápido que eu, e mais forte também. Sendo assim, me alcançou rápido, e me agarrou com toda a sua força, por trás.
- Me solta, Deric, por favor, me solta! - eu gritei, me debatendo em seus braços.
- Cale a boca! - ele gritou, me virando de frente para si, acertando um tapa em meu rosto. - Você não vai escapar de mim dessa vez! Eu tentei fazer você aceitar e fazer por querer, mas você é teimosa, e agora eu vou te ter, querendo ou não!
Eu estava desesperada, me debatendo o máximo que eu conseguia. Ele era forte demais, e só um milagre me tiraria dessa.
Ele cansou de tentar me fazer parar de me debater, então me jogou no colchão, com toda a força, o que fez com que eu batesse a cabeça na parede.
Eu fiquei meio tonta, a dor que eu sentia era grande, e não conseguia pensar em muita coisa. Tudo o que eu conseguia ouvir era um zunido, indicando que eu estava a poucos passos da inconsistência.
Então, tudo virou uma confusão.
Vários homens armados entraram ali, levando Deric com eles.
Um dos homens se aproximou de mim correndo, demonstrando toda a sua preocupação.
Ele dizia algo, mas eu não ouvia. Ao menos, consegui reconhecê-lo. E eu sabia que ele viria.
Uma lágrima de felicidade escorreu por meus olhos, e eu levei uma de minhas mãos até sua bochecha o acariciando.
Mas meu medo é o de meu subconsciente estar me pregando uma peça.
- F-félix? É você mesmo? - eu perguntei, com a voz fraca.
- Sim, sou eu - sua voz saiu baixa, eu estava lutando contra mim mesma para me manter acordada. O cansaço mental era enorme. - Eu vim salvar você, meu amor.
Eu sorri fraco, tendo a total certeza de que realmente é ele ali.
Então, tudo o que eu passei esses dias veio a tona:
Minha excitação fora de hora, o sono por não conseguir dormir direito, o cansaço mental e corporal, tudo combinado com a pancada que levei na cabeça e somando com o alívio que eu estava sentindo por finalmente poder sair dali.
Aos poucos, eu fui perdendo os sentidos, senti meu corpo mais leve, minhas vistas ficarem escuras. Tudo o que eu conseguia ouvir era Félix chamando meu nome, mas como se estivesse muito distante.
Ao fim, tudo escureceu, levando minha consciência. Tudo se transformou em um completo breu, um completo nada.
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O capítulo ficou bom? Não sei, tô insegura.
Enfim, se cuidem direitinho. Espero que estejam bem.
Não esqueçam de curtir e comentar, é muito importante, e também me faz saber se estão gostando ou não.
Até a próxima ♥️
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