10- Euforia

Nanda

Mesmo com pouco tempo após a consulta, eu já comecei a colocar os conselhos do médico em prática.

Eu resolvi diminuir a quantidade com que me envolvo sexualmente.

Para começar, eu parei de ir à baladas e festas todos os dia, agora eu ia apenas aos sábados e domingos, já que estou diminuindo aos poucos, as vezes ia nas sextas-feiras também.

Também parei de me masturbar na escola. E obviamente, parei de transar com Félix no meio da semana, o que na maioria das vezes faz com que eu vá para a casa dele aos fins de semana, e não à boates. Mas, claro, as vezes eu não aguento eu vou à sua casa no meio da semana.

Félix me contou que Deric está desconfiado ultimamente, isso porque sempre que ele chama o amigo para sair ele diz que não pode porque está ocupado.

Outra coisa que eu fiz foi cortar o conteúdo sexual que eu assistia na internet. Mas a única coisa que eu não cortei foram meus livros, mesmo que tenham conteúdo erótico. Deles eu não abro mão, ao menos não agora.

Fazem um mês que eu venho tentando esse método, e tudo isso teve sua reação ainda na primeira semana de tentativa: eu estou extremamente estressada, acho que nem Tyler está me aguentando mais.

E também, como consequência, eu venho ficando cada vez mais insaciável, fazendo com que eu transe umas quatro ou cinco vezes em uma noite, no fim de semana.

Mas obviamente não é sempre que eu consigo me segurar, e acabo sedendo ao vício, seja lá onde eu estiver.

O médico disse que é normal.

- Eu não estou me aguentando mais, estou estressada demais e é quase impossível me controlar.

- Isso é normal, é só no início, depois fica mais fácil. Eu lhe asseguro.

Eu realmente espero que seja mais fácil no futuro.

E agora, já é sábado novamente, e eu, mais uma vez, estou me arrumando para sair.

Eu pretendo ir para a casa de Félix, não sei explicar a falta que estou sentindo dele. Principalmente, a falta que sinto dele dentro de mim.

Nesse momento, depois de já ter me arrumado, eu estou saindo para finalmente ir até a casa de Félix. Porém, o que não estava em meus planos era encontrar Deric em casa, muito menos que ele estivesse bêbado.

- Nanda, que bom ver você - ele disse, de forma meio enrolada pela quantidade que já deve ter bebido.

- Eu estou saindo, e não estou com tempo para falar com você agora - eu disse, caminhando até a cozinha, para tomar um copo de água antes de seguir meu caminho.

- Você não vai sair, Nanda, você vai ficar aqui comigo - eu estranhei o que ele disse, até porquê eu não tinha o dever de ficar ali.

Ao que me virei para poder olhar para ele, senti meu corpo ir de encontro com a bancada que tem ali.

Eu não sabia o que fazer, e obviamente estava assustada.

- Deric, me solta, ficou maluco? - eu me debatia e tentava me soltar, mas ele era claramente mais forte que eu.

Ele não dizia nada, apenas tentava me segurar mais forte e me beijar, o que eu fazia de tudo para não deixar.

Sem querer, acabei desviando minha atenção para o lado, onde consegui enxergar uma garrafa de vinho aberta, que ele provavelmente estaria bebendo.

Então, passei a tentar alcançar a garrafa, e quando consegui, a primeira coisa que eu fiz, na euforia do momento, foi jogar a garrafa em sua cabeça.

Claro, ele me soltou na hora, e acho que estava mais bêbado do que o esperado, porque ele acabou desmaiando.

Com medo de continuar ali, eu peguei minha bolsa que havia caído no chão e saí de casa.

Eu não sabia mais para onde ir, estava tentada a ir para uma balada e voltar a fazer o que eu fazia antes.

Mas eu não poderia esquecer o tratamento, então segui o cronograma original e foi para a casa de Félix, que já estava me esperando, até um tanto preocupado por eu ter demorado.

- O que aconteceu? - ele perguntou, vendo que eu estava chorando.

Eu mal consegui responder, a primeira coisa que eu fiz foi beijá-lo.

Levando em conta que eu como ninfomaníaca me excito com qualquer coisa, e que estou tentando não ser mais assim, o que eu quero agora não é o certo a se fazer.

Eu estando excitada apenas pelo que acabou de me acontecer, não deveria ceder ao vício, e Félix sabe disso.

- Ei, o que aconteceu? - ele interrompeu o beijo.

Eu fiquei em silêncio por um instante, minha cabeça estava uma bagunça.

Minha sorte é que eu não sou inconsequente, caso contrário sairia daqui e iria para a balada mais próxima só para ter o que meu vício quer.

- Deric tentou me beijar a força, acho que ele tentaria ir mais além, e não sei o que teria acontecido se eu não tivesse impedido - eu contei, me sentando no sofá da sala.

- Meu Deus - foi o que ele disse, antes de se aproximar e me abraçar forte.

Nós continuamos abraçados por mais algum tempo, tempo o suficiente para fazer com que eu me acalmasse.

- Vem, vamos deitar - ele me chamou, me puxando em direção ao quarto.

Meu cansaço mental está me matando ultimamente. Eu ando realmente cansada e não tenho muito tempo para descansar, levando em conta que eu estudo, trabalho e ainda tenho que seguir o tratamento para melhorar minha ninfomania.

Por causa disso, eu acabei dormindo, ainda abraçada a Félix, deitados na cama.

Eu não acordei mais no sábado, apenas no domingo de manhã.

Eu queria poder ficar ali mais tempo, mas sei que tenho que resolver o que aconteceu ontem a noite, e o que devo fazer é contar para minha mãe, eu não esconderia uma coisa dessas dela.

- Bom dia - eu disse, assim que entrei na cozinha, tendo a visão de Félix preparando alguma coisa, provavelmente para o café da manhã.

— Bom dia, linda. Que bom que acordou, o que quer fazer hoje?

— Queria ficar aqui com você mais tempo, mas não posso. Tenho que conversar com a minha mãe, sobre o que aconteceu ontem a noite — eu respondi, sentando em uma cadeira à mesa.

— Entendo, é muito bom que você converse com sua mãe. A propósito, eu sei que não sou seu psicólogo, mas eu queria te dar um conselho, posso? — ele perguntou, se sentando ao meu lado.

— Claro, conselhos são sempre bem-vindos.

— Seria bom você contar a sua mãe sobre a ninfomania, pode te ajudar no tratamento. As vezes contar o que você está passando sempre ajuda, te faz sentir mais leve.

— Sim, é verdade. Quando eu te contei, eu me senti mais leve por não ter que esconder de você, isso também aconteceu quando eu contei para Tyler. Vou tentar falar com a minha mãe, mas vai ser depois que eu contar sobre o que aconteceu com Deric.

Dessa forma, depois de tomarmos o café da manhã, eu voltei para casa, nervosa por saber que encontraria meu padrasto ali, o que eu realmente não queria que acontecesse.

Quando entrei pela porta principal, encontrei minha mãe sentada no sofá, e aparentemente estava me esperando.

— Onde você estava? Desde quando você dorme fora de casa? — ela perguntou, se levantando do sofá.

— Não se preocupe, eu não estava na casa de alguém desconhecido. Mas antes que você continue a me dar a bronca, quero contar uma coisa.

— Ah, talvez você queira contar sobre como você atacou Deric ontem, sem motivo algum — ela rebateu, cruzando os braços.

— Sem motivo!? Ele tentou me beijar a força, eu só estava me defendendo.

— Não foi isso que eu fiquei sabendo, e ele não faria isso. Até onde eu sei, você tentou beijá-lo, e quando ele se recusou você agrediu ele — nosso tom de voz já estavam totalmente alterados, já estávamos praticamente gritando.

— O que!? Eu nunca faria algo assim, ainda mais com ele. Por que não confia em mim? Eu sou sua filha!

— Você está totalmente diferente, e anda muito rebelde, não duvido que tenha feito isso. Além de que você nunca para em casa, vive saindo, não sei nem com quem você anda. Eu não te reconheço mais.

Minhas lágrimas já tinham começado a escorrer, e eu com certeza não esperava que minha mãe não fosse acreditar e confiar me mim.

A primeira coisa que eu fiz foi ir para meu quarto, decidindo que não queria mais ficar ali.

Minha mãe não confia mais em mim, e eu não vou ficar em uma casa onde tem uma uma pessoa que tenta me ter a força e outra que não confia em mim.

E a primeira pessoa que penso em ligar para pedir ajuda é Félix, porque eu sei que Tyler não pode me ajudar, tendo em conta que mora com os pais e eu não quero dar trabalho e despesas.

Depois de explicar o que aconteceu para Félix, ele disse que eu poderia passar a morar com ele, contanto que ninguém do colégio e nem do trabalho soubessem.

O trabalho nem é muito problema, tendo em conta que ele é meu chefe, o consultório é seu e ele pode fazer o que quiser.

Mas na escola é diferente, e talvez a diretora não queira alguém que mora com um dos alunos com psicólogo.

Então, nesse mesmo dia, eu me mudei para a casa de Félix, não tendo ninguém para me impedir, já que minha mãe havia saído com Deric e minha meia irmã.

Eu só espero que minha mãe não se arrependa de ter confiado em alguém como meu padastro, que com toda certeza não é alguém confiável.

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Vim dizer que já estamos na reta final :(

Eu estou pensando em futuramente transferir essa história para outro perfil, sinto que esse aqui está um pouco confuso, tendo em conta que também escrevo fanfics. Se eu mudar, vocês me acompanhariam lá?

Se cuidem direitinho, viu.

Não esqueçam de curtir e comentar, preciso saber se vocês estão gostando. E é muito importante.

Até a próxima ♥️

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