One

Repostando essa fanfic. Sou muito cadelinha deles, tenho outros plots deles, mas não pretendo escrevê-los tão cedo. Os capítulos são narrados pelo Changbin. Não sei se terá hot, mas caso tenha aviso antes.

É isso, espero que gostem e desculpem se algum erro passou despercebido, não está betada.

Finalmente era sábado e eu poderia descansar. Pelo menos era o que eu desejava, até Felix me mandar mensagem convidando para a noite dos meninos em seu apartamento.

Admito que não queria ir, mas é impossível negar algo para o australiano, principalmente quando ele vem com aquela carinha meiga e aqueles ‘’olhinhos’’ brilhando. Impossível! Sabendo disso, esse safado me mandou uma foto bem fofa, alegando que sem minha presença a noite não seria a mesma. É um filho da mãe mesmo. Qualquer pessoa se sente mal em negar, então fui coagido a aceitar!

Moro com Seungmin, mas o rapaz ia da casa de Hyunjin, namorado dele, então era só eu me arrumar e ir.

Passava das 19:30, quando saí do banho e comecei a me arrumar. Estava quase de saída quando Christopher Bang me mandou uma mensagem perguntando se eu poderia ir buscá-lo. Bang é meu melhor amigo há anos. Mandei mensagem para o hyung avisando que logo estaria em sua casa. Christopher mora cinco ruas depois da minha, o que facilita bastante minha vida, mesmo se ele morasse longe, eu iria buscá-lo, mas isso ele não precisa saber.

Peguei as chaves da moto, minha mochila com uma roupa extra, os capacetes e segui para a casa do mais velho. Quando cheguei, mandei mensagem avisando que o esperava e felizmente ele não demorou a sair.

Christopher suspirou quando olhou para a moto - eu poderia ir de carro, foi proposital - e sorri devido à expressão do mesmo. Quando estava a centímetros de mim, esbravejou sua indignação.

— Seo, se queria que eu te abraçasse, era só pedir. Não precisa usar a moto como desculpa!

Não controlei e gargalhei devido ao drama, ele não assume que gosta desse contato. Entreguei minha mochila e o capacete reserva a ele, no segundo que colocou, subiu na moto, me abraçou e dei partida rumo ao apartamento do Lee. Como sei que ele odeia alta velocidade, fui o mais devagar dentro do meu limite em respeito a ele. Tenho uma S1000RR, me diz qual a graça de andar nessa obra de arte devagar? Difícil, viu! Mas, como Christopher é meu melhor amigo, não tenho problema em fazer as vontades dele às vezes.

Faltavam três ruas para chegarmos ao prédio de Felix. Parei no sinal e olhei o celular, respondi algumas mensagens e olhei novamente para o semáforo. Pouco antes de abrir, virei o rosto para o Bang e falei.

— Para quem não queria me abraçar, está muito confortável aí. - Ele resmungou e apertou minha cintura em resposta. Gargalhei e falei novamente — o sinal está perto de abrir, se segure.

Ele apenas concordou e me abraçou novamente. A luz verde apareceu e seguimos caminho.

Quando estávamos próximos da rua do Lix, dei sinal e levei a moto para a esquerda, afinal já ia adentrar naquela rua. Diminui a velocidade e, no momento em que liguei a sinaleira novamente para adentrar a rua do Lee, um carro veio na contramão e por pouco escapamos dele. Soltei um palavrão alto e finalmente parei em frente ao prédio de Felix e comecei a esculhambar o desgraçado do motorista. Christopher desceu da moto, retirou o capacete e disse que eu me acalmasse. Respirei fundo e apenas concordei.

Meu celular começou tocou. Lee Minho, irmão do Felix, perguntou se eu poderia buscá-lo. Ele mora cinco quadras depois do irmão, mas é um preguiçoso que está com o carro na oficina e não quer vir andando. Bom, não tenho problema em ir buscá-lo. Pedi para Chris subir que eu logo voltaria. Ele me entregou o capacete e pediu que eu fosse devagar, concordei, liguei a moto e segui pelo caminho oposto do qual viemos.

É uma rua longa, não tinha movimentação e segui em velocidade mediana. Ao chegar no final da rua, só vi o clarão e o impacto. Quando dei por mim, estava no chão e minha moto estava em cima da minha perna. Consegui sentar com dificuldade e reconheci ser o carro do filho da puta que quase nos atropelou minutos antes. Como esse imbecil chegou ali tão rápido? Puta que pariu! Retirei o capacete e vi sangue pingando da minha mão. Tentei retirar a moto, mas ela é pesada, no entanto, eu não sentia nada.

O motorista simplesmente deu ré e fugiu. Brotou gente do inferno, para uma rua que estava praticamente sem movimentação, junto dessas pessoas estava Christopher. Ofegante e um pouco desesperado, o que me chamou atenção devo afirmar. Geralmente, ele sabe lidar com calmaria e uma certa liderança em situações difíceis e complexas, mas lá estava ele à beira da exasperação.

— Changbin! - Falou próximo de mim, segurando meu rosto com delicadeza. — Calma, meu bem, já chamei a ambulância.

Quase sorri pelo “meu bem”, todavia não era hora, falei baixo tentando passar segurança.

— Calma você, hyung, eu estou bem! Respira!

Ele revirou os olhos e tentou se acalmar. Se eu não estivesse naquela situação, com certeza iria levar uns tapas dele.

Várias pessoas curiosas permaneceram no local e admito que revirei os olhos ao constatar a cena. Tão desnecessário, além de não ajudarem em nada, só atrapalham. Christopher mandou mensagem para nossos amigos contando o que houve, recebeu a ligação de Felix falando que já estava indo. Vi as mãos do hyung tremerem e as segurei levemente, tentando transmitir confiança novamente.

Eu sabia que em poucos minutos todos iriam chegar ali. Não me leve a mal, mas a última coisa que eu desejava eram eles ali. Juro! Amo meus meninos, mas alguns deles são dramáticos demais e por mais que eu saiba estarem preocupados, não foi um acidente do qual eles precisem fazer disso um caos. Poderia ser pior? Com certeza! Mas não foi, então eu não queria eles lá fazendo mais alarde. Eu estava vivo, só tinha alguns arranhões e talvez um pé ou perna quebrado, mas nem sabia direito, afinal não estava sentindo nada.

Consegui a muito custo retirar meu celular do bolso de trás e vi que ele estava todo quebrado, merda! Não tive tempo de esculhambar tudo e a todos, pois a ambulância chegou. Com cuidado retiraram a moto de cima da minha perna e admito que estava um negócio feio. Me fizeram algumas perguntas, respondi tranquilamente, me imobilizaram e seguimos para a ambulância.

Não vou mentir, mas fiquei preocupado com minha moto… Como quem brota do chão também, Minho apareceu com Felix na cola dele e disse que iria resolver a situação da moto com a seguradora. Como ele chegou ali tão rápido é um mistério para mim. Chris queria ir comigo na ambulância, porém, o enfermeiro disse que não era necessário, então Jeongin disse que levaria o hyung.

Algum tempo depois, a adrenalina em meu corpo foi cessando e a dor apareceu. Puta merda! Jamais pensei que fosse sentir aquilo. Era uma dor insuportável, como se algo estivesse rasgando minha pele e quebrasse tudo o que visse nesta região. Chegando ao hospital, rapidamente me levaram para a sala de raio-x e constataram que houve uma fratura em minha clavícula e, infelizmente, precisava operar.

Minha perna, apesar de ter machucado muito, foi mais pelo impacto e o peso da moto, porém, não quebrou nada. Me levaram para um quarto e o médico falou todos os prós e contras da cirurgia, mas ela precisava ser feita, não tinha para onde correr. Consenti afirmando que as pessoas que vieram comigo iriam se responsabilizar pela liberação da papelada e afins.

Jeongin disse que faria isso e saiu do local. Felix estava sentado na cadeira ao lado da maca e Christopher me olhava próximo à porta, com os braços cruzados e suas feições não eram as melhores, no entanto, naquela hora eu simplesmente não tinha condições de questionar ou pensar sobre.

Naquele momento, meu maior desejo era fazer essa cirurgia logo e ir para casa, mesmo sabendo que permaneceria no hospital alguns dias. Estava sentindo tanta dor que o Bang perguntou se não poderiam me dar algo para amenizar a dor, todavia, já estavam organizando a sala da cirurgia e já iriam me levar. Minutos depois, outra enfermeira adentrou o quarto e disse que estava tudo pronto e já poderíamos ir. Me despedi do Lee e seguimos para a sala de cirurgia. Incrivelmente, estava acontecendo tudo muito rápido. Me colocaram na mesa de cirurgia e o anestesista conversou comigo enquanto organizavam o que era necessário para a operação. Ele disse que me daria a anestesia e, em segundos, tudo escureceu.

(...)

Manhã seguinte.

Abrir os olhos lentamente, sentindo uma dor latejante no braço e no peito. Lembrei do acidente e sei que estou no hospital.

Quando minha visão foi melhorando, vi alguns borrões em pé ao meu lado. Escutei uma voz agitada, mas baixa, quando minha visão melhorou de fato, vi meu meio-irmão Seo Han Jisung. Normalmente não temos dois sobrenomes, mas ele gosta tanto do Han do pai que permaneceu.

Ele pegou na minha mão e dei um mínimo sorriso, apertando a mão dele de leve. Jisung normalmente não é uma pessoa de choro fácil, contudo, lá estava ele deitado com a cabeça em meu braço, chorando enquanto outra pessoa afagava os fios dourados na cabeça dele.

— Ei, não chore. Está tudo bem!

Falei baixo e tentei fazer carinho nele, mas estava dolorido demais para isso. Vi meu braço na tipoia e olhei ao redor do quarto, notei que Christopher não estava ali. Tentei disfarçar um pouco minha decepção, ele poderia estar cansado, iria me ver depois. Se alguém percebeu meus possíveis pensamentos, nada disseram. Notei que Minho estava ali e olhei para Jisung, como se entendesse o que eu dizia. Ele apenas suspirou e deu de ombros. Hyunjin estava próximo aos meus pés e sorriu quando dei um mínimo sorriso na direção dele. Tentei sentar e gemi de dor, então permaneci deitado mesmo.

— Quando o Minnie me ligou falando sobre o acidente, vi o mais rápido que consegui. - Jisung comentou limpando as lágrimas — mamãe chega de viagem pela tarde. - Suspirei e fechei os olhos, um pouco frustrado por atrapalhar ela. Jisung fez carinho no meu rosto e continuou — não faça essa cara. Sabe muito bem que ela viria!

Claro que sei. Ela está em Yongin a trabalho, iria vir só na próxima semana. Ela vive viajando a trabalho, na realidade, iria vê-la pouco tempo em casa, por isso preferi morar com Seungmin. Uma companhia para mim e uma ajuda enorme no aluguel para ele. Juntei o útil ao agradável. Olhei na direção do meu irmão e falei baixo.

— Tudo bem... Estou com saudades dela, será bom revê-la, apesar da situação.

Olhei para Seungmin e ia falar com ele, mas a enfermeira adentrou o quarto e disse:

— Bom dia, pessoal, acabou a visita! - Meus amigos reclamaram e ela não deu a mínima — não adianta reclamar, nem era para todos vocês estarem aqui. O doutor foi muito gentil em deixar todos entrarem.

Ri e tentei encontrar uma posição confortável. Agradeci por eles estarem ali e me despedi, alegando que os encontraria novamente à tarde no horário de visita. Felix beijou minha testa e se despediu. Minho veio em nossa direção e Jisung que estava com a cabeça baixa, permaneceu. Lee se despediu de mim e disse que voltaria. Ele ainda olhou na direção do Hannie e abriu a boca como se fosse falar, mas nada saiu, então simplesmente desistiu e foi embora acompanhado do Hwang e Seungmin que se despediram da gente e saíram.

Arqueei a sobrancelha e olhei na direção de Jisung. Ele deu um mínimo sorriso triste e falou.

— Apenas descanse, Bin, estarei lá fora caso precise de algo.

Beijou minha testa e levantou. A enfermeira me deu remédio para dor e para dormir. Jisung agradeceu a ela, me olhou novamente e saiu.

— Tudo bem…

Comentei baixinho e pouco depois adormeci. Meu corpo estava pesado, talvez por efeito da anestesia que não saiu cem por cento. Vi a enfermeira sair do quarto e adormeci poucos minutos depois.

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