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"Let's play"

Albus

Que grande idiota você é, hein Albus Potter! Você queria beijar o Scorpius?!
Por Deus, eu nunca mais vou beber.

Me sento na cama e esfrego os olhos antes de olhar para o relógio na mesa de cabeceira e vejo que ainda estava muito cedo. Era um sábado e não haveria nada no colégio até às 15 horas que era o horário do jogo GrifinóriaXSonserina.

Procuro o Malfoy e o vejo deitado em uma espécie de sofá que havia encaixado na janela. Ele parecia desconfortável naquele pequeno espaço e mesmo assim me deixou ficar com a sua cama mais uma vez. E eu nem sequer tentava ser legal com ele.
Por que ele fazia isso?

Vejo as pílulas junto a um copo de água, eu pego e tomo rapidamente. Confiro se meu celular e a carteira estavam no bolso antes de pegar os sapatos e descer as escadas tentando não fazer barulho.

- Dormiu aqui outra vez, Albus? - tomo um susto com a voz vinda da cozinha.

Deus! Ele acorda muito cedo, eram cinco da manhã. Droga! Havia esquecido que ele era médico e seus horários eram sempre pela manhã. Mas mesmo assim não fazia ideia de que ele saia tão cedo.

- Sim - aceno com a cabeça, eu simplesmente não sabia o que dizer - Eu tenho que ir.

- Albus - ele me chama.

- O que? - pergunto baixo.

- Não quero que você machuque o Scorpius - ele me olha preocupado.

- Por que eu faria isso? - pergunto ofendido.

- Eu sei que você não gosta da minha relação com seu pai e... Eu não quero que você o use - ele fala sincero.

- Pode ficar tranquilo - falo sério - Essa foi a última vez que ele me ajudou.

- Eu espero - ele diz sem qualquer meio termo. Ele era um Sonserino afinal. Sem meias palavras.

- Agradeça ao Scorpius por mim - digo antes de sair batendo a porta.

Atravesso o jardim que separa as duas casas e entro pela porta da cozinha ainda sem sapatos para não fazer barulho no chão.

- Posso saber onde você dormiu? - sou surpreendido pelo meu pai segurando um copo de água.

- Na casa do Draco - percebi sua expressão confusa - Eu passei a noite lá, o Scorpius está me ajudando em algumas matérias.

- Albus... - ele me repreendeu.

- Não estou mentindo - finjo estar ofendido - Pergunte ao Scorpius se quiser.

Espero que ele me ajude outra vez.

- Tudo bem - ele suspira - Eu queria conversar com você sobre o assunto de ontem...

- Pai, eu tenho que dormir um pouco mais. Tenho jogo mais tarde - digo mudando de assunto - Depois a gente fala sobre isso.

Subo as escadas e vou direto para o quarto, tiro minhas roupas e vou para o banheiro. Tomo uma ducha, visto uma calça de moletom e uma camiseta confortável antes de me jogar na cama.

Viro de um lado pro outro sem conseguir dormir, então levanto e vou até o quarto da Lily. Abro e vejo ela deitada abraçada à um ursinho de pelúcia. Ando até a pequena cama e me deito no espacinho que restava.

- Albus? - ela murmurou baixinho.

- Me desculpa - sussurro - Eu sou um idiota.

- Eu sei - ela deu uma risadinha - Dorme. Mais tarde a gente conversa.

Acordei e a Lily já havia levantado, olho no relógio e já era mais de uma hora. Corro até meu quarto para tomar um banho rápido e vestir uma roupa qualquer. Pego minha mochila e desço apressado.
Vou até a cozinha e como um sanduíche antes de sair

- Droga! - digo colocando a mão no bolso e vendo que a chave do carro não estava.

- Seu irmão precisou do carro - meu pai fala descendo as escadas - Vamos, eu te dou uma carona.

- Não precisa... - comecei, mas ele ignorou.

...

Ele dirigia tranquilamente, raramente tinha trânsito em Hogsmead. O rádio estava desligado e nós estávamos em silêncio.

- Albus, Eu nunca equeci a sua mãe - ele começou - E nunca vou esquecer, ela é a mãe dos meus filhos. Mas você tem que entender que eu encontrei outra pessoa, filho. Eu amo o Draco.

Permaneci em silêncio e ele continuou.

- Ele não vai roubar o lugar da sua mãe, as fotos dela vão continuar na sala, assim como as memórias que nós guardamos. Você pode entender que o seu pai está feliz? - ele pergunta ao estacionar.

- Eu tenho jogo agora - digo ao abrir a porta do carro.

- Você puxou essa sua cabeça dura da família dela - ele dá um sorriso contido - Bom jogo.

Caminhei até o vestiário pensando no que o meu pai havia dito. Ele merecia ser feliz, ele havia sofrido muito durante o período que minha mãe ficou doente. E se o Draco faria bem pra ele, eu iria fazer um esforço, tentaria me entender com o Draco.
Pela minha família, eu odiava brigar com a Lily ou com o James sem ser por diversão. Se todos estavam felizes, eu também iria tentar.

Antes de entrar para me trocar sinto uma mão apertar meu ombro.

- Jeff? - olho para o mais velho assustado.

- Vai querer um esquenta pro jogo de hoje? - ele dá um sorrisinho.

- Não, o treinador me mataria - digo me afastando.

- Ele nem vai descobrir - coloca uma garrafinha dentro da mochila e pisca o olho - Só um presente.

Scorpius

Meu pescoço doía pela posição que dormi, levantei e o Albus já não estava mais lá. Escovei os dentes e desci para tomar café ainda vestindo a calça de moletom e uma camisa folgada.

Meu pai já havia saído para o trabalho, mas vejo que ele havia deixado café da manhã pronto e um bilhete na bancada da cozinha.

" Bom dia
Coma tudo e esteja pronto as 14:30. O Blaise vai levar você e a Amy para o colégio. Mais tarde quero conversar com você.
E o Albus pediu para dizer: Obrigado."

Eu já fazia uma ideia sobre o que meu pai iria querer conversar comigo.

Como as panquecas enquanto assistia um filme qualquer que passava na televisão.
Passei a manhã lendo e quando deu perto do horário de almoço, eu subo para tomar um banho e me trocar, não precisaria do uniforme, mas coloquei uma camisa da casa.

Desci, comi um sanduíche e tomei um suco.

Esperei o tio Blaise vir me buscar e ele contou para a Amy e para mim sobre os jogos da época dele e sobre como o Harry era um filho da mãe sortudo. Ele nunca iria admitir uma derrota, então eu apenas assentia.

...

Eu e a Amy fomos para a arquibancada separada para os alunos da Sonserina e esperamos o jogo começar.

Todos gritaram quando os jogadores entraram em campo. Os alunos estavam nervosos, aquele jogo era muito importante.
O que ninguém esperava era que a Sonserina estivesse jogando tão mal. O Albus não estava se aguentando em pé e estava atrapalhando o time inteiro, logo o treinador o substituiu.

O time não conseguiu se recuperar e nós acabamos sendo vencidos pela Grifinória. O que era uma droga.

Fomos em direção ao estacionamento para esperar meu pai ir nos buscar.

- Com quem você foi pra casa ontem? - ela arqueou as sobrancelhas.

- Eu levei o Potter pra casa - dou de ombros - Ele tinha levado o carro e estava bêbado demais para voltar dirigindo.

- Você ajudou ele de novo? - ela perguntou frustrada e eu apenas afirmo com a cabeça.

- Por que? - ela pergunta exasperada - Eu sei que ele é bonitinho, mas ele é um babaca.

- Eu não sei! - falo exasperado.

...

Depois de deixarmos a Amy na casa dela, o meu pai dirigiu de volta para casa. Assim que ele estaciona, eu saio do carro.

- Sem pressa, Scorpie - ele sorri - Nós precisamos conversar.

- Eu já sei sobre o que é - digo ao abrir a porta da sala - E eu não quero falar sobre isso.

- Eu só quero saber o que está acontecendo entre vocês - ele afirma fechando a porta depois de entrar.

- Eu só ajudei ele - falo calmamente.

- Você gosta dele? - ele me encara esperando a resposta.

- Não! - digo exasperado - Só achei que deveria ajudá-lo.

- Se você diz - ele dá um beijo na minha cabeça - Vou preparar o jantar.

- Okay - sorrio de canto.

...

Depois do jantar, eu subo para o quarto para atualizar as séries quando ouço algo bater em minha janela. Ando até lá e vejo o Albus, ele entra assim que eu abro.

- Como você chegou aqui em cima? - o olho assustado.

- Por ali - aponta para a árvore entre nossos jardins.

- O que você está fazendo aqui? - pergunto confuso.

- Preciso de ajuda - ele suspira e senta na minha cama.

- Minha ajuda? - o olho sem entender.

- Eu tava bêbado no jogo de hoje, o treinador me afastou da posição de capitão e eu não posso mais jogar até ele decidir - ele fala sério.

- Sim... E onde eu entro nisso? - o encaro.

- Ele só vai me deixar jogar se perceber que eu mudei - ele fala de cabeça baixa - E bom... Você é o bom moço por aqui.

- Ahh - me sento de frente para ele.

- Eu preciso aumentar minhas notas, mudar meu comportamento e ficar longe de festas - ele fala e me dá um sorriso.

- E o que eu ganho com isso? - arqueio as sobrancelhas.

- O que você quer? - ele me pergunta, ele parecia desesperado.

- Não sei - dou de ombros - Não tem nada que eu queira.

- Você joga? - ele aponta para os controles do videogame perto da tv.

- Um pouco - dou de ombros.

- Vamos fazer assim - ele sorri convencido - Se eu ganhar você me ajuda e se você ganhar, eu vou embora.

- Fechado - prendo o sorriso.

Foi um bom jogo, ele era um bom adversário, mas mesmo assim eu ganho.

- Mas... - ele me olha confuso.

- Talvez eu jogue muito - prendo o riso.

- Seu mentiroso - ele tenta me bater.

- Ei! Você tá na minha casa - sorrio evitando os golpes.

- Revanche - ele grita.

- Por que você não pede ajuda pra sua namorada? - olho para ele.

- Ela tá brava comigo e ela iria querer envolver a família... Algo que eu não quero agora - ele suspira.

- Tá bom - eu respiro profundamente.

- Foi fácil - ele se deita na minha cama. Folgado do caralho - Eu achei que iria ter que te irritar mais até que você aceitasse.

- Você é um idiota - Jogo uma almofada nele.

- Falando o sério - ele senta e me encara - O time é algo muito importante pra mim... É uma das únicas coisas que eu tenho em comum com meu pai.

- certo - afirmo com a cabeça. Eu sabia o que era querer a aprovação de alguém.

- Não vou desgrudar de você - ele dá um sorrisinho sacana.

- Aí meu saco - deito ao lado dele - Onde eu fui me meter?!

- Foi você que veio me ajudar antes - ele brinca - Acho que apaixonei.

- Cala boca - empurro ele - Vamos jogar!

Ele apenas sorri e pega o controle

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Dêem estrelinhas, ajuda muito. Me digam o que estão achando. Críticas construtivas são sempre bem vindas.

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