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"The day that i hate talk about"
• Albus
Os jogos aqui eram levados a sério, mesmo sendo treino, e como capitão meu papel era manter o time em ordem e dar incentivo. Sabia que eu não precisava me preocupar, a vitória para o nosso time estava óbvia, mas eu estava estressado, gritando com todos os jogadores sem parar.
Ouço o apito e a voz do treinador nos chamando para uma pausa. Bebemos água e enxugamos o rosto, enquanto as líderes de torcida entrertiam o público no meio do campo.
O treinador nos dá alguns conselhos e muda a estratégia de jogos. Juntamos as mãos e gritamos o nome da casa e aplaudimos antes de correr de volta para o campo.
Começo a correr também, mas o treinador segura meu braço.
- Sim, treinador? - olho para ele sem entender.
- Segura a onda, Potter! - ele fala sério - você está ficando quase sem voz. Eu sei que estamos naquela semana, mas...
- Não tem nada haver com isso - digo ríspido.
- Tudo bem - finge acreditar - Só não desconta no time ou vou ter que te colocar no banco.
- Tá, tá - murmuro e volto para o campo.
Encontro a Rose no caminho de volta e ela me olha preocupada.
- O que foi? - sussurra.
- Nada - nego com a cabeça.
Tento me manter concentrado no jogo e não pensar em nada que não tenha haver com VITÓRIA!
...
Depois do longo e acirrado jogo, eu estava suado e cansado, mas havia válido a pena. Os caras se abraçam e as líderes de torcida correm pra nos parabenizar.
A Rose se joga em meus braços e me beija profundamente.
- Você está suado - ela me dá um sorriso e faz cara de nojo.
- Não sei se você percebeu, mas eu estava jogando - era pra ser uma brincadeira, mas acabei sendo um pouco estupido.
- Olha, eu sei que estamos naquela data e... - ela começa, mas eu a paro.
- Desculpa - afasto ela - Eu vou tomar banho, quando eu sair a gente conversa.
Corro para o vestiário, ignorei as brincadeiras e zoações dos meus colegas de e time. Apenas me jogo embaixo de um dos chuveiros com água gelada e deixo toda raiva escorrer junto com a sujeira.
Me visto rapidamente e saio do vestiário com minha mochila para esperar a Rose.
Eu iria sentar na arquibancada e colocar meu fone, mas o treinador me chama.
- Sim? - Sorrio, mas logo o desmancho ao ver o Scorpius e a Amy.
- Potter, acho que nós deveríamos fazer uma avaliação com o Malfoy - ele falou sorrindo.
- Pra? - O olho sem entender, talvez eu tenha soado como um babaca, só talvez.
- Pro time é óbvio - ele ignora minha babaquice - O pai dele foi um dos melhores jogadores da casa.
Apenas prendi o riso, lembrando das histórias que meu pai contava sobre como o Draco pagou para entrar no time.
- Não, treinador - O Scorpius fala rapidamente com o rosto vermelho - Não sou bom em esportes, prefiro a segurança dos livros - abraça a mochila contra seu peito.
- Não pode ser? - o treinador sorri tristemente.
- Acho melhor o senhor acreditar - A Amy sorri e dá um empurrão de leve no Scorpius - Meu primo aqui não é bom com esse tipo de bola.
- Amy! - o Malfoy a repreende.
Então eles eram primos? Hm
O que ela quis dizer com “esse tipo de bola"?!
Saio do transe quando sinto braços rodearem meu tronco, viro e vejo a Rose.
- Vamos? - ela me pergunta.
- Se me dão licença - aceno e saio andando e mãos dadas com ela.
...
Andamos de mãos dadas até em casa, a Rose falava animadamente sobre a nova coreografia da torcida e sobre algo que eu deixei passar do cabelo do Thomas ou da roupa da Spence. Eu escutava, mas minha mente estava longe.
A questão é que essa semana de novembro é péssima pra mim, amanhã é o aniversário de morte da minha mãe. Todos sabiam o quanto isso me atrasou e quanto eu ainda sofro com isso.
Me irrita todos estarem pisando em ovos pra falar comigo, como se eu fosse surtar a qualquer momento... Eles não estão errados, já aconteceu outras vezes.
- Albus?... Albus Severus? - ouço a voz da Rose e sinto sua mão apertar a minha, eu havia parado de caminhar.
- Oi? - levantei a cabeça e olhei para ela ainda meio confuso.
- Você ouviu o que eu falei? - ela me olhou e perguntou suavemente.
- Ouvi sim - balanço a cabeça afirmando.
- O que eu te perguntei? - pergunta com um meio sorriso.
- Desculpa - digo sorrindo pra ela - Minha mente estava longe.
- Pensando na sua mãe? - me olha preocupada.
- É - suspiro.
- Quer que eu vá lá com você? - arqueia a sobrancelha.
- Não precisa - dou um selinho nela.
Deixo ela na loja do tio Ron, ela geralmente o ajudava na loja de doces durante a tarde. Caminhei até em casa, eu iria deixar minha mochila antes de ir ao cemitério.
Entro em casa e vejo a bolsa do papai jogada no sofá, então eu vou até a cozinha e o vejo beijando o Draco.
- Vocês tem que realmente fazer isso na minha casa? - falo alto e eles se afastam, mas meu pai continua mantendo a mão na cintura do Draco.
- Essa casa também é minha Albbie - meu pai fala calmo.
- Tanto faz - dou de ombros.
- Não vai cumprimentar o Draco? - ele me olha sério.
- Harry... Deixa isso pra lá - ouço ele murmurar.
- Oi - aceno ironicamente apenas para evitar mais uma discussão com meu pai.
Ando até a geladeira e pego a caixinha de suco, coloco um pouco no copo e guarda a caixa novamente. Enquanto estou bebendo vejo alguns papéis em cima da bancada da cozinha.
- Fala sério?! - olho pra eles incrédulo.
- Vocês estão falando de casamento hoje? - falo alto - Pai!
- Albus - meu pai me olha preocupado.
- Não me olha assim - grito - Depois não querem que eu surte. Você já a esqueceu... Nem ao menos tem respeito pela memória dela.
- Albus não é assim - o Draco começa - Você sabe que seu pai...
- Não fala nada - coloco o copo na mesa e saio da cozinha - A culpa é sua.
- Albus Potter! - ouço a voz irritada e ao mesmo tempo preocupada do meu pai, mas eu já havia batido a porta da sala.
...
Não sei por quanto tempo eu andei, mas me vi em frente ao túmulo. Eu já havia feito isso algumas vezes. Sentei em frente aquela pedra e comecei a falar.
- Eu sinto sua falta, sabe? - sinto as lágrimas molharem o meu rosto - Tudo está uma bagunça. O papai está com o Draco, o filho dele é um idiota. O James está ocupado demais com o Teddy e a Lily está vivendo a adolescência dela. E meu namoro com a Rose não é mais a mesma coisa...
Falei sozinho por algum tempo, coloquei tudo que eu estava guardando pra fora.
A pior parte de tudo era que quando tudo saia, eu não sentia mais nada. Era aí que tudo dava errado.
Levanto rapidamente limpando minha calça com as mãos, me apresso a chegar em uma das muitas festas que sempre havia na casa de algum veterano prestes a sair da escola.
A casa do Jace não é muito longe dali, logo me vejo em meio a uma sala cheia de gente bêbada e suada dançando alguma música sem letra.
Eu estou bebado, mas não só bêbado. Bêbado mesmo.
- Hey, Potter! - ouço a voz do Jeff.
O Jeff está no último ano da escola, geralmente é ele que banca a bebida das festas aqui na cidade e drogas também. Mas hoje eu não estava afim.
- Vai querer algo hoje? - perguntou com um sorriso sacana.
- Já estou bêbado o suficiente - digo virando mais um copo.
- Qual é, Potter? - aperta meu ombro - Só pra animar.
- Tô de boa - me afasto dele.
- Toma essa balinha - abre a minha mão e coloca uma balinha verde - Por conta da casa - dá um sorriso e sai andando.
Eu não tinha nada a perder, então apenas coloco na boca.
...
Eu estava muito louco... Minha cabeça girava e eu só queria chegar em casa, mas não sabia como. E tudo só piorou quando alguém eu estava beijando alguém que eu sequer conseguia ver o rosto através da minha visão turva. A única coisa que vejo é quando a pessoa é arrancado por um cara grande que depois me soca forte no rosto.
- Qual é a sua cara? - pergunto tentando ficar em pé, mas apenas caio no sofá.
- É ele? - ouço um voz perguntar - O babaca do capitão da Sonserina?
- É... É sim - ouço vozes afirmarem.
- Já passou da hora desse babaca ter uma lição - a pessoa falou e em seguido seguiram-se algumas risadas.
Sinto quando seguram meus braços e começam a me puxar. Eu tento me soltar, mas não consigo, nem forças pra gritar eu tinha.
Será que ninguém estava vendo isso?
O caminho até a rua, foi uma sequência de borrões, depois apenas dor. Foram chutes e murros ... Minha cabeça latejava e tudo estava escuro.
...
Depois de um tempo abro os olhos e pisco rapidamente tentando saber onde eu estava. Ainda continuava na rua, eu ainda estava tonto, mas daria um jeito de chegar em casa. De onde eu estava conseguia ver as luzes e o barulho da festa. Toquei o meu lábio com a ponta do dedo e senti o gosto metálico do sangue em minha boca.
Não sei como, mas eu consegui caminhar até em casa, a lâmpada acesa na janela da sala era como a luz no fim do túnel. Estava na calçada quando não aguentei e me encostei na árvore que separava nossa casa da dos Malfoys.
Tudo estava em silêncio até que ouço passos na grama e logo vejo os cabelos brancos bagunçados e as bochechas vermelhas.
- Potter? - ele me olha preocupado.
- Mal... - começo, mas sinto um incômodo no estômago.
- Droga, Potter! - tinha que ser exatamente no meu pé.
O ouço reclamar, tento rir, mas minha cabeça doi, então eu apago e tudo fica escuro.
Passei a madrugada escrevendo esse capítulo. O wattpad estava travando e não consegui postar. Depois eu reviso
Não deixem de comentar e dar estrelinha. Campanha “Faça uma garotinha sonserina feliz "
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