Capítulo 18 🦋
Sinto o braço de Elijah em minha cintura e ergo o olhar vendo que estava quase caindo devido ao sangue e a força, já que eu já havia dado sangue a ele antes disso.
Sorri e me apoiei nele que me estendeu seu pulso, contrai os lábios pensando se é melhor eu tomar agora ou quando sairmos.
— Depois, vamos sair primeiro — sussurro pois se eu morrer quando descermos, será para sempre.
Ele me olha preocupado e eu desvio meus olhos não querendo lidar com isso agora. Descemos as escadas rapidamente, sendo interceptados por Marcel e alguns vampiros que nos olhavam como se fossemos aberrações ou somente assombrações.
— Acho que nossa conversa acabou Marcel, aguarde minhas visitas — digo e pego uma adaga tremendo um pouco, acerto o coração da vampira que ía atacar. — Domestique seus animaizinhos direito.
Saímos dali num piscar de olhos, suspiro sendo o local da mordida arder, Elijah rapidamente mordeu o pulso e me estendeu, tomei um pouco de seu sangue e senti a dor aliviar.
— Pode me carregar? — questiono cansada e ele solta um riso me pegando no colo estilo noiva.
Deito minha cabeça em seu ombro e sinto uma vertigem, além do vento em meu rosto. Logo estávamos na mansão exagerada e bonita, Elijah me colocou no chão e fiquei meio zonza, mas me mantive de pé.
— Niklaus Mikaelson... — rosnei e começo a andar em passos duros até dentro da casa, olhei em volta e peguei minhas unhas de metal arrumando-as em meus dedos.
Ouço um ruído na sala e vou até lá, vejo Klaus sentado com um copo em mãos, além de papéis. Me aproximo e ele fica de pé me olhando de cima, o que me irritou mais ainda.
Seguro sua nuca enfiando as unhas metalizadas em sua carne, a perfurando. Faço o mesmo em seu coração, o agarro com minhas mãos e a expressão dele ficou sombria.
— Nunca, nunca mais tente fazer uma porra dessas! — aviso e ele não respondeu apenas cuspiu sangue, retiro minha mão de seu coração e arranho toda a sua muca até o ombro direito. — Eu não posso te matar, mas posso te machucar Niklaus e você sabe disso.
Eu nunca o machucaria se não fosse necessário, mas é preciso algumas vezes para pôr senso na cabeça desse mongolóide. Respiro fundo e e no Elijah na porta da sala, Hayley na outra ponta observando tudo chocada.
— Acho que fazer acordos com o seu filho, não é mais uma opção — murmuro e viro as costas subindo as escadas, minhas malas devem estar em algum quarto.
— Sempre é uma opção — tenho certeza de que ouvi isso, mas não é uma frase tão típica dele.
Solto toda a respiração que estava prendendo e ouço uma movimentação no quarto ao lado, abro a porta e vejo Rebekah colocando minhas malas na cama.
— Ah, obrigada Bekah — ela sorri levemente e vem até mim, me abraçando.
— Você trouxe meu irmão de volta, é o mínimo que eu poderia fazer — ela diz olhando intensamente nos meus olhos e eu sorri beijando sua bochecha.
Logo ela saiu do quarto e eu pude respirar realmente, fecho a porta e tiro minhas roupas. Entro debaixo do chuveiro e deixo a água o mais fria possível, deixo meu corpo se arrepiar e minha cabeça doer pelo contato gelado.
Fecho os olhos e deixo as lágrimas saírem com liberdade, solto um suspiro pesado e aperto minhas unhas em meus braços, mas não reparei até agora que ainda estava com aquelas unhas infernais. Fazendo com que eu rasgue minha própria pele, a dor e a agonia no meu peito sumindo em meio a dor física e ao choro aliviante.
Eu sinto como se o mundo estivesse nas minhas costas e não conseguisse deixar para trás, me preocupar com todos é o maior defeito que eu poderia ter, mas a força, a habilidade e a estratégia têm me impedido de morrer no meio disso. Ser inteligente é muitas coisas, mas bom ás vezes não é.
Ser forte o tempo todo é bem mais difícil do que parece, estamos sempre bem o suficiente para quem vê por fora. Mas quando vemos seus sentimentos mais profundos, nos sentimos mal por nunca termos perguntado ou se importado em perguntar seriamente um: "Você está bem?" ou um "Como vai hoje? "
Por isso tento ao máximo ver os sentimentos alheios, pessoas como Elijah, Damon e Niklaus não são raras, mas são as que tem uma válvula de escape que pode matar o mundo. Mas não é isso que eles significam para mim, eles são só...importantes para a minha vida ou meus sentimentos.
Fungo baixinho e retiro as unhas metálicas, deixando a água levar o sangue e lavar os cortes acidentais que acabaram de ocorrer. Me levanto e termino meu banho rapidamente, meus olhos estavam vermelhos como se eu tivesse realmente fumado maconha, meus braços sangram e escorrem juntamente da água.
Nem sempre chorar no banho para ocultar barulho dá certo.
Unhas metálicas:
Ps: Eu chamo assim porque não sei o nome
Hi pessoinhas
Mais um capítulo para vocês e coloquei um pequeno desabafo dos verdadeiros sentimentos da Luna, eu sei lá...só saiu kkk espero que tenham gostado.
Beijos, bye.
26/06/2021
869 palavras
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