Capítulo 05 🦋

Puxei o braço de Stefan até sairmos do Grill e continuei andando sabendo que ele continuaria atrás de mim.

— Por que nos afastar tanto? — questiona enquanto andamos e eu sorri mesmo sabendo que ele não pode ver.

— Porque vocês tem audição aguçada — digo usando um tom de obviedade e sei que ele provavelmente sorriu.

Paro de andar quando já estamos à uns longos metros do Grill, Enzo já havia me explicado a distância mais ou menos em que sua audição não funciona mais.

— Então o que quer? — questiona mas seu tom não é bruto e sim desconfiado.

— Bom, o Lorenzo já tinha me contado o motivo do seu distanciamento com seu irmão — começo e ele me olha confuso, mas atento. — Nem eu sei o porquê de estar fazendo isso, mas não ter uma relação boa com você machuca o Damon.

Ele me olha como se eu tivesse contado uma piada e só agora percebo o quão sem noção ou lerdo ele pode ser.

— Estamos falando do mesmo Damon? — questiona com um sorriso forçado. — Porque eu perdi o meu irmão um século atrás, ele não tem um coração e é um monstro.

Isso me faz perder totalmente a paciência, pego a adaga no cós do meu short e pressiono contra seu peito, um qualquer movimento brusco e o Salvatore vai para o caixão.

— Você não ouviu nada do que eu disse? Céus, vocês são todos tão dramáticos e imaturos — resmungo levando os olhos para o céu, o olho novamente. — Você decepava a cabeça de suas vítimas, era um estripador e o Damon nunca lhe chamou de monstro por isso, chamou?

Ele abaixa a cabeça com a minha pergunta e eu suspiro, aperto mais a adaga em minhas mãos para que não escorregue.

— Você era a coisa mais importante para ele, mas tudo acabou por causa de uma maldita mulher — digo irritada com tamanha porcaria e suspiro tentando controlar meus impulsos. — Depois disso ele continuou amando-a como um perfeito trouxa e agora estão aqui, quase comentando o mesmo erro de um século atrás, vocês vão brigar pela mesma garota de novo? Aprenda a ser maduro porque ele já é uma missão impossível

Fecho os olhos me separando dele e o mesmo se afasta da parede em que estava sendo prensado, sua feição é meio assustada, talvez por todas as verdades que estou jogando na sua cara.

— Mas como pode ter tanta certeza? — ele finalmente abre a boca e eu ergo o olhar, encarando seus olhos verdes profundamente.

— Consigo ver na sua alma que você o ama Stefan, é verdade? — questiono e ele me encara novamente, petrificado no lugar.

— Eu...sim, mas... — se perde entre as palavras e eu sorri me aproximando dele e toco seu ombro.

Ele se cala no mesmo instante, me viro de costas para ele começando a andar, o olho por cima do ombro e suspiro.

— Vi o mesmo nos olhos dele, vi que ele morreria por você se fosse para salvá-lo — murmuro e saio dali rapidamente, começando a andar na direção do Grill.

Respiro fundo guardando a adaga e passo as mãos no cabelo, não pensei que teria que dar sermão em tanta gente principalmente em vampiros quinze vezes mais velhos que eu, ou mais.

— Por que fez isso? — tomo um susto ao olhar para o lado e encontrar Damon, me olhando com os olhos sérios, tentando mascarar o constrangimento.

— Eu não faço idéia — digo sinceramente e ele aparece na minha frente, paro de andar e o encaro, ele não vai parar de perguntar. — É sério, mas de alguma forma eu me preocupo com você.

Meu rosto esquenta e eu coço atrás da orelha, desvio dele e praticamente corro para a pensão vendo Stefan já lá pensativo e Enzo andando de um lado para o outro.

— Tentando rezar? — quetionei debochadamente por vê-lo de olhos fechados e no mesmo momento ele aparece na minha frente.

— Sua desgraçada filha da puta — começa me xingando e eu contenho a risada. — Aonde diabos se meteu? Eu tava quase pra te caçar.

Solto a risada presa em minha garganta e beijo a bochecha do moreno sério em minha frente.

— Você parece um pai preocupado — digo e ele faz uma careta, sorri sincera pela sua preocupação e pulo em seu colo abraçando seu pescoço. — Eu tô bem papai Enzo.

Ele puxa meu cabelo com força e eu resmungo em dor, mordendo seu ombro com força.

— Força você tem, mas limite que é bom nada — ele resmunga e eu me afasto do seu pescoço vendo que ele está no sofá comigo em seu como.

— Olha quem fala não é — digo com um sorrisinho que ele retribui.

Hi pessoinhas

Eu queria fazer essa lição de moral à séculos affss kkkk eu amo a Luna, é tipo o que eu faria se estivesse em TVD kkkk mas eu pegaria tanto o Damon, quanto o Klaus hehe. Espero que tenham gostado.

Beijos, Bye.

09/05/2021
823 palavras

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