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Tem alguém que dorme mais que ele - o lobo finalmente falou.

Tudo bom sumida? - perguntei com sarcasmo.

Estou ótima e tu? - respondeu com mais sarcasmo.

Quem dorme mais que o gato? - questionei.

Alguém do meu passado.

Cleberson fazendo mistério, o cúmulo do absurdo.

— Esqueceu de voltar? - hyunjin surgiu no quarto.

— Ainda vai me matar de susto - bati no braço dele e ele reclamou de ter doído - Nem doeu.

— Doeu sim, fiz uma tatuagem onde bateu - fiz ele tirar o moletom para me mostrar, puxar a manga doeria.

— Tem quanto tempo que fez? - encostei a ponta do meu dedo na flor, é perto das cobras.

— Dois dias, até amanhã meu lobo curou isso - falou e colocou o moletom novamente.

— Qual o significado dessa flor? - perguntei.

Ele explicou ser a flor do mês que Benjamin nasceu, hyunjin quer levar no corpo algo do bebê, um crisântemo.

— Muito lindo - elogiei - Eu queria fazer algo com você.

— O que seria? - perguntou.

— Ir ao cemitério se despedir dele - falei.

Meus pais que cuidaram de tudo, só fui saber depois onde ele descansou, eu nunca fui até lá, estava muito destruído para conseguir me despedir.

Agora que estou bem, dói um pouco por ele fazer parte de mim, mas não é a mesma coisa de quando soube o que aconteceu.

— Quer ir agora? - confirmei - Então vamos.

Após ele calçar o tênis, saímos de casa, o gatinho iria ficar dormindo.

O caminho foi silencioso, a vista me parecia mais interessante, hyunjin estava concentrado no trânsito, passamos em uma floricultura ele comprou um crisântemo.

Ao chegar no cemitério procuramos a lápide perto de uma Maple, foi fácil só havia uma no cemitério, as outras eram árvores diferentes.

Colocou a flor encostada na lápide.

Está escrito "hwang lee Benjamin".

Chorei muito me despedindo do pequeno Benjamin, sou emotivo não tenho culpa.

hyunjin é mais fechado, eu sabia que ele não falaria nada comigo ali, o deixei sozinho e voltei para o carro.

Agora eu posso dizer que estou bem, o que faltava era uma despedida digna, isso não me fará esquecer dele, só não quero mais lembrar de uma forma ruim, me despedindo eu deixo tudo de ruim e sigo com as coisas boas que isso me trouxe.

[...]

Dessa vez foram dois meses, tem noção do que é dois meses? Eu estou tendo um sério problema chamado saudade em excesso.

E quase não falamos pelo celular, ele está muito ocupado com aquele lugar doido de matar pessoas.

Vou atualizar o que está acontecendo com as pessoas ao meu redor, já voltamos para o meu drama diário.

minho está mais que empolgado, no próximo mês ele irá desfilar na coleção principal, é um evento importante, com pessoas importantes, e roupas chiques, palavras do minho.

Os dois alfas dele estão enlouquecendo sem o ômega, minho disse que não liga, e é verdade ele está totalmente tranquilo.

Mal sabe ele que os dois irão vir assistir ao desfile, a volta dele para as passarelas, só eu sei.

E hyunjin, não aguentei eu tinha que falar para alguém.

soojin está se sentindo a dona de tudo, falou que hyunjin subiu ela de cargo, os programas dela facilita a vida deles.

shuhua está surtando com a faculdade, essa semana falou dez vezes que vai desistir e ir vender a arte na praia.

Ela nem sabe fazer arte para início de conversa, vai morrer de fome.

Meus pais estão bem, minha mãe só tentou uma vez atacar uma xícara no meu pai, recorde.

Ele chamou ela de doida varrida, ela correu atrás dele com a xícara, família maravilhosa a minha.

Voltando para o principal da história, se falar que é o lobo eu raspo meu cabelo.

— Admita, eu sou o protagonista - o lobo se gabou.

Vai sonhando.

Nossa felix o que você fez em dois meses?

Nada, estou apenas existindo.

Brincadeira, continuo indo ao psicólogo, ele disse que em breve se tornaram apenas uma consulta a cada um mês.

Isso é muito bom, é perfeito, ultimamente estou indo sozinho, e como sou mão de vaca volto andando para não gastar.

Mas seu pai é rico, exatamente ele é rico, eu não.

Falando da consulta estou esperando para ser atendido, hoje é a recepcionista chata.

Faz duas semanas que não vejo o menino que parece com o meu Benjamin, vou perguntar ao chan o que aconteceu.

— lee felix - o mesmo me chamou, levantei e fui para sala dele - Olá felix.

— Oi chan - falei sorrindo, me sentei - Por que o menino que sempre estava ali quando eu chegava, não vem mais?

— A irmã dele que se tratava aqui, acabou falecendo tem duas semanas e alguns dias, não tem mais motivo para ele estar aqui - me explicou, fiquei triste por ele.

Eu sabia que não poderia perguntar o que ela tinha, sigilo médico e paciente.

— Quer saber o ela tinha né? - perguntou.

— Como sabe? - perguntei de volta.

— Você é fácil de ler, a mãe dela não escondia de ninguém o diagnóstico da filha, se você perguntasse ela iria responder - falou - Depressão e ansiedade.

— Mas ela era tão novinha - falei.

— Essas doenças não olham idade, ela teve uma crise muito forte e parou no hospital, teve mais três e faleceu na terceira - que dó, ela não era tão parecida com o menino - Agora vamos falar de você.

Ele fez as mesmas perguntas que fez na primeira consulta, ver como eu responderia dessa vez.

Terminando antes do horário comum, saí da sala com ele.

— Tchau! - me despedi dele.

Hoje estou com preguiça de andar, mas não quero pedir táxi, vou andando pensando no táxi que não quero.

Estava pleno seguindo meu caminho para casa.

— E se pedirmos para quem está te seguindo com aquele carro nada suspeito? - o lobo sugeriu.

Olhei para trás devagar para não perceberem que eu vi, voltei olhar para frente e caminhando normal, como se não tivesse visto o carro.

Ao virar a esquina me escondi no arbusto de uma casa, de lá consegui ver eles passando, passaram umas quatro vezes me procurando.

Aceleraram e foram embora, corri para casa.

— Por que está ofegante? - minho perguntou ao me ver.

— Nada não, deu vontade de correr - falei indo para cozinha.

Bebi água, já peguei um docinho para repor o que perdi correndo.

[...] Autora on

— Ele sumiu, senhor - Na-yeon falou para hyunjin.

— Como assim ele sumiu? - o alfa estava conversando com soojin sobre o novo programa quando seus subordinados entraram.

— Estávamos seguindo ele como o senhor mandou, mas desapareceu, procuramos ele e nada, evaporou - uma beta que acompanhava Na-yeon falou.

— Eu tento ser calmo, paciente, um chefe legal, mas vocês perdem o meu ômega de vista - hyunjin já se estressou - Se ele não atender a merda desse celular vocês já sabem o que espera vocês.

Colocou no viva voz, soojin estava amando ver o alfa todo bravo por perderem felix de vista, ser da máfia era o máximo.

— Oi amor - as duas que faziam a segurança dele sentiram o coração desacelerar - Amor?

— Oi príncipe, aconteceu algo de interessante hoje? - perguntou como quem não quer nada.

— Sim, você não vai acreditar quando eu contar - o ômega estava eufórico para contar - Estava voltando do psicólogo quando vi um carro me seguindo, como sou muito esperto ao virar a esquina me escondi em um arbusto, ficaram me procurando um tempo depois foram embora, demais né?

— Claro príncipe, agiu certinho - hyunjin elogiou o ômega - Da próxima vez liga para mim.

— Não queria atrapalhar, sei que está muito ocupado, tenho que desligar minha mãe está me chamando para limpar a cozinha - o ômega falou - Quando chegar em casa me manda foto do Pétrus, estou com saudade dele.

— Vou mandar príncipe, tchau! - se despediram e desligaram.

— Que sorte - soojin resmungou.

— Ele conseguiu despistar duas que cresceram sendo treinadas, meu ômega é perfeito e vocês precisam treinar mais - falou para as duas - Podem sair.

— Essa foi por pouco - a beta falou quando saiu da sala - Me recuso fazer a segurança dele de novo, quase morri.

— Eu disse para olhar no arbusto, na próxima vez que for escalada para isso vou avisar felix assim ele não vai se esconder - Na-yeon falou.

[...] felix on

— Não vou e ponto - falei para o ômega insistente.

— Por favor, não custa nada - minho estava quase implorando.

— Vou jogar água em você, não vou colocar um piercing no mamilo - falei, estou lavando louça e ele limpando o armário.

— Mas iria ficar perfeito, você já é gostoso iria ficar mais - falou.

— Eu vou furar só a orelha, não vou furar meu mamilo - deve doer muito me recuso passar por isso.

— Por que não filho? - minha mãe perguntou entrando na cozinha.

— Nem vem que não tem, não apoie as ideias doidas dele - falei para ela.

— Fala para ele que ficaria lindo, ele não me ouve - minho falou.

— É felix, coloca vai, é só um furinho nem vai doer - ela falou.

— Vocês são terríveis - falei.

Ao terminar tudo na cozinha subi para tomar banho, vou ao estúdio fazer o furo na orelha.

Enquanto escovava os dentes, passei um tempo analisando meu cabelo.

— Você disse que se o menino tivesse menos de três anos iria pintar o cabelo de rosa - o lobo me lembrou.

Esqueci disso, talvez eu pinte.

— Pretende sair quando? - minho falou batendo na porta do meu banheiro.

Saí com o roupão no corpo, ele estava sentado na cama, entrei no closet fechando a porta.

Vesti calça jeans com uma blusa de manga comprida branca com listras pretas, calcei um ALL star branco.

— Vou pintar meu cabelo - falei quando saí.

— Qual cor? - perguntou.

— Rosa - peguei meu cartão e celular.

— Com um piercing no mamilo iria ficar maravilhoso - ele não desiste.

— Nem vou falar nada - saímos do quarto.

— Tomem cuidado, é para voltar inteiros - minha mãe avisou.

— felix vai ir dirigindo - minho falou.

— Mentira mãe - falei, dei uma tapa no braço dele.

Saímos de casa, o caminho até o estúdio foi minho enchendo minha paciência para colocar piercing, que menino insistente.

No estúdio, ele continuou falando desse bendito piercing.

— Tá bom, eu vou fazer essa merda - falei para ele ficar quieto e me deixar escolher qual brinco colocaria.

— Nunca te amei tanto como amo agora - cínico.

— Escolheu? - Jay perguntou.

— Sim, esse aqui - apontei para pequena argola.

— E um piercing no mamilo - minho acrescentou.

— Dói muito? - perguntei subindo na maca, cadê hyunjin nessas horas?

— Depende, tem gente que fala que não sentiu nada, uns conseguem dormir, já outros fazem um escândalo parece que estamos matando eles - ele falou.

— Esse vai ser o felix, menino dramático - calúnia, não sou dramático.

— Primeiro a orelha - falei - Só a esquerda.

— Não vai furar as duas? - neguei.

— Se vou fazer um piercing, não quero sofrer três vezes - falei.

— Eu vou gravar isso - minho falou pegando o celular.

Ele higienizou minha orelha, disse que seria só uma picadinha.

— Minha pressão até baixou - falei quando furou - Chama a ambulância minho.

— Falei que ele era dramático - minho falou.

— Não estou passando bem - falei, Jay estava rindo.

— Na hora do piercing ele finge desmaio - minho falou.

— Prontinho, orelha furada - falou, me deu um espelho para eu ver como ficou.

— Ficou bonito - falei.

— Agora o piercing, você pode levantar a blusa, ou tirar - ele falou.

Levantei e fiquei segurando, após ter vários médicos me examinando eu perdi um pouco da vergonha, não totalmente ainda sinto minhas bochechas esquentarem.

— Direito - falei, isso vai doer muito - Gelado, isso está gelado!

A agulha se aproximava e eu me afastava.

— felix, você não pode fugir da agulha - Jay falou.

— Quem disse? Posso sim - falei - Tem de pressão?

— Nem vem felix, pode furar Jay - minho falou.

— Povo ruim - senti minha alma saindo do meu corpo quando a finalmente furou - Minha alma foi embora.

— Nem dói - minho falou.

— Vem furar aqui para você ver - falei - Já acabou né?

— Só mais uma bolinha - colocou a bolinha - Prontinho, cuidado com o que vai comer, siga essa lista - me entregou o papel.

— Café não consumo muito, não bebo álcool, alimentos gordurosos também não, como assim não posso consumir açúcar? - sinto que vou morrer.

— Não pode, até estar completamente cicatrizado - falou.

— Nunca mais faço isso - falei descendo da maca - Como vou viver sem doce?

Saímos do estúdio e eu continuei reclamando, deveria continuar sem nenhum furo.

— hyunjin vai amar esse vídeo - minho falou.

— Não manda para ele, quero fazer surpresa - apressei em falar.

— Surpresa né safadinho - guardou o celular, entramos no carro e fomos para o shopping.

— Vai pintar o seu? - em todo esse tempo ele voltou para o preto, tirou o vermelho do cabelo.

— Ainda não, no início do mês vou pintar para o desfile - falou.

Fomos até o salão, a mesma beta que cuidou do meu cabelo das outras vezes pintou dessa vez.

Enquanto eu esperava hyunjin ligou por chamada de vídeo, não atendi e liguei normal mesmo.

— Por que não quer que eu te veja príncipe? - falou quando atendeu.

— Não estou apresentável - falei, minho riu.

— Só liguei para avisar que acabei de sair da sua casa, e você não estava lá - ele falou - Onde o irresponsável do minho te levou?

— Um lugar - ainda bem que o minho não ouviu, ele iria tomar o celular da minha mão e xingar hyunjin.

— Está cheio de mistério por quê? - perguntou.

— Não estou fazendo mistério - falei - Apenas não quero que saiba.

— Grande diferença, príncipe - falou - Sua mãe me entregou uma mochila sua e disse para eu ficar um tempo com você.

— É guarda compartilhada agora? Tenho nem direito de opinar - o amor da minha mãe por mim, é diferente.

— Ela disse que você anda muito teimoso e estressado - mentira, sou um doce.

— Mentira, sou um amorzinho - ele riu - Está rindo por quê? Que eu sumo da vista do povo que está me vigiando você vai ver!

— Como sabe disso? - perguntou parando de rir.

— Na-yeon veio falar comigo quando foi fazer minha segurança, após eu sumir da vista delas, disse que não queria passar por um sufoco com você - contei - Sou ótimo em despistar elas.

— Eu sei, você é terrível - falou.

— Tchau! No caminho para sua casa te mando mensagem - nós despedimos e ele desligou.

— Sua mãe te ajudando ir dar - minho falou.

— Que nada, ela está se livrando de mim - falei.

— Vai sonhando que é isso - falou rindo.

— Vamos tirar, felix - a beta se aproximou.

Eu gosto porquê ela não demora, não gosto de ficar esperando, foi bem rápido para encerrar.

— Prontinho - olhei no espelho, maravilhoso eu!

— Perfeito! - minho falou.

Após pagar saímos, conversei com Na-yeon antes de ir, falei para ela não comentar com hyunjin, ela falou que não iria para central hoje, hyunjin poderia ameaçar para tirar o que eu estava fazendo.

Eu fui para casa, minha mãe teve um mini ataque ao ver meu cabelo, me fez tirar a blusa no meio da sala para ver o piercing.

— Agora só falta a tatuagem - falou.

— A senhora é louca - falei e corri, o perigo de apanhar é grande.

Estava no quarto conferindo se eu não precisaria de mais nada, acabei fazendo outra mochila com produtos de higiene, vou precisar lavar meu cabelo lá, e se não precisar pelo menos fui precavido.

— Aqui, felix - minho entrou com algo em mãos.

— Se for outro cropped me chamando de vagabunda eu dou na sua fuça - falei.

— Não é roupa - mostrou o que era.

— Por que você pensa que estou indo dar? - cruzei os braços após olhar a chuca descartável.

— É apenas precaução, é higiene felix, não precisa transar - que mentiroso - Vai me agradecer depois - deixou na cama e saiu do quarto.

Só vou fazer porque eu quero e não pensando no que pode acontecer.

— Sonso, está doidinho para transar - o lobo falou.

Mentira, não estou!

[...]

Apertei a campainha da casa de hyunjin, minha mãe me mandou para cá, mas nem sabe se ele está ocupado ou não.

Ele abriu a porta.

— Então era isso que estava fazendo? - perguntou após olhar meu cabelo.

— Também furei a orelha - falei.

Ele virou meu rosto com cuidado olhando.

— Está mais lindo príncipe - me puxou para abraçar, a dor que senti não está escrito.

— Essa doeu - resmunguei abraçado com ele.

— O que doeu? - me soltou procurando o lugar onde machuquei.

— Nada - entrei na casa dele - Onde está meu gato? - coloquei a mochila no sofá.

— Meu gato você quer dizer né? - ele falou.

— Cuidado que você fica sem o gato e sem namorado - falei para ele.

— Você está muito cruel príncipe - falou - Está dormindo em algum lugar da casa.

— Vou procurar - saí caçando ele, estava dormindo na pia do lavabo no primeiro andar - Como você cresceu, quase um adulto - peguei ele no colo como um bebê.

— Tenho certeza que ele não queria sair de onde estava dormindo - hyunjin falou me vendo com o gato.

— Calado, ele sentiu falta do dono dele - enfatizei o dono, sentei no sofá com o Pétrus.

— Ele conheceu a central - hyunjin se sentou ao meu lado.

— O gato já conheceu e eu não, estou duvidando do seu amor por mim - falei.

— Você precisa me falar quando quiser ir que eu te levo - falou.

O gato simplesmente pulou do meu colo no chão e vazou, ingrato!

— Gatinho ingrato.

hyunjin aproveitou para colocar a cabeça no meu colo, minho acabou mandando mensagem enquanto eu mexia no cabelo de hyunjin.

Maninho chato❤️ - Vai me enrolar até quando? Até agora não me respondeu.

Do que está falando?

Maninho chato❤️ - Sonso, te perguntei se você mataria de novo, até agora você não me respondeu.

Realmente eu estava enrolando ele, tenho a resposta há muito tempo, e ele pode não gostar.

Talvez isso possa acontecer, depende das circunstâncias.

Maninho chato❤️ - Você mataria, era só isso mesmo, boa transa!

Ele é doido, faz perguntas malucas e depois age como se nada tivesse acontecido.

— O que estava falando com minho? - hyunjin perguntou.

— Como sabe que eu estava falando com ele? - perguntei deixando o celular de canto.

— Você sempre faz a mesma expressão quando fala com ele - a forma que ele me conhece às vezes assusta.

— Ele me fez uma pergunta uns meses atrás, e eu não respondi, agora ele mandou mensagem me cobrando uma resposta - falei.

— Qual foi a pergunta? - perguntou.

— Se eu mataria de novo - falei - Antes que pergunte a resposta foi talvez.

Ele não falou nada sobre o assunto, achei ótimo não quero falar sobre isso, já falei com chan.

Por algum motivo ele se sentou, entendi o motivo após ele bater na própria coxa, sentei no colo dele.

— O que está escondendo embaixo dessa blusa? - perguntou - Me deixa ver.

— Tem nada aqui não - falei - Bicho curioso.

— Eu sei que fez algo, me mostre o que é - insistente.

Coloquei a mão na barra da blusa e levantei mostrando o piercing.

— Pronto, já viu - ia abaixar a blusa, mas ele segurou e continuou analisando.

— Muito interessante - ele iria tocar, bati na mão dele.

— Nem pense, está doendo - falei, consegui abaixar a blusa.

— Ficou lindo - elogiou.

— Obrigado, você não deixou de fazer as coisas na central para ficar comigo né? - perguntei.

— Não, eu passei na sua casa para te buscar, e acabou sua mãe me entregou você de bandeja - falou.

— No fundo, ela me ama - eu acho.

Ele estava se aproximando para me beijar, mas um barulho de algo se quebrando no segundo andar nos fez parar.

— É o Pétrus - falei saindo do colo dele.

— Empata foda - me seguiu.

No segundo andar entramos no quarto de hyunjin, o abajur do canto da parede estava estraçalhado no chão, Pétrus sentado ao lado da bagunça lambendo a patinha.

— Olha que lindo amor - fui até ele, tirei de perto dos vidros.

— Lindo nada, ele quebrou meu abajur - falou falsamente irritado.

— Para de ser chato, ele é filhote por isso faz essas coisas - fui com Pétrus para fora - Limpa direitinho viu? - falei só para provocar.

Olhei as patinhas do gato, conferindo se estava tudo certo, nenhum ferimento.

Soltei ele, correu pelo corredor descendo as escadas, sumiu da minha vista.

Desci, na lavanderia peguei vassoura e uma pá, voltei para o quarto.

— Sai que eu vou varrer - bati nas pernas dele com o cabo da vassoura.

Ele saiu de perto e eu varri tudo, ainda bem que quebrou em pedaços grandes, facilitando minha vida.

Coloquei hyunjin para jogar fora, após tirar o tênis me deitei na cama espaçosa enquanto ele não voltava.

Mais alguns meses eu completo um ano de namoro, bastante né? Parece que foi esses dias que entrei na escola e avistei o carro desconhecido.

Estou falando igual velho, eu só vou fazer dezenove anos meu deus.

— O que está pensando, príncipe? - hyunjin se deitou ao meu lado.

— Que em alguns meses iremos completar um ano de namoro - respondi.

— Passou rápido né? - concordei.

Ficamos conversando sobre tudo que nos aconteceu nesse tempo, como nossa vida mudou.

Eu mudei muito, amadureci um pouco mais, não mostro mais a língua para meio mundo, só às vezes.

Me sinto bem mais pronto para vida, antes eu só estudava, agora eu preciso saber como seguirei.

— Esposo de rico, ótima profissão, muito almejada atualmente - Cleberson falou.

— Que horas são? - perguntei, ele virou olhando no relógio da escrivaninha.

— Quase seis - respondeu - Está querendo fazer algo?

— Não, só queria saber às horas mesmo - respondi.

— Daqui a pouco vamos sair - falou.

— Aonde vai me levar? - questionei.

— Em um restaurante - respondeu simples - Já faz um tempo que não saímos.

— Tudo bem, onde colocou a bolsa que minha mãe te entregou? - apontou para o closet.

Entrei e estava em cima da ilha, é como uma cômoda no meio do closet, com muitos relógios, gravatas, óculos, até luvas de couro.

Abri a mochila não acreditei no que estava bem na vista.

— Você abriu a mochila? - perguntei.

— Não, por quê? - perguntou.

— Nada não - tem um lubrificante aqui.

Minha mãe precisa de Jesus urgentemente.

Coloquei aquilo no fundo da mochila, hyunjin vai pensar que eu vim querendo transar.

— O que não é mentira - o lobo falou.

Meros detalhes.

Peguei uma calça preta, blusa da mesma cor, olhei as coisas que acabei deixando aqui, já tenho uma parte separada no closet dele, escolhi um sobretudo branco.

Nos pés vou usar bota preta, ficarei maravilhoso.

Lá vai eu tomar outro banho, minha pele vai cozinhar de tanto banho que tomei hoje.

Saí com a toalha enrolada na cintura, não molhei o cabelo, me recuso escovar ele agora.

— Vem aqui - estava sentado na beira da cama, me chamou com o indicador.

Fui desconfiado até ele, me colocou entre as pernas dele, a mão quente entrou em contato com pele da minha cintura, beijou devagar minha barriga.

Subiu os beijos até estar em pé, um selinho rápido, dois, três, enfim beijou.

— "Não vou transar" mentiroso - falou o lobo.

Senti uma mão no meu pescoço e outra permaneceu na cintura, apertando, desci a minha mão até a dele guiando para minha bunda, é aí que aperta.

Dois meses afastados, e uns cinco sem nenhum contato íntimo, precisávamos daquilo.

As duas mãos apertavam sem nenhuma delicadeza minha bunda, senti a toalha sendo tirada do meu corpo.

Eu completamente nu, ele ainda com toda sua roupa, injusto!

— Certeza? - perguntou quando iria tirar a blusa dele.

— Sim, lembre de não tocar no piercing - tirei a blusa dele, como eu senti falta dessas tatuagens.

Me deitou na cama vindo por cima, voltamos nos beijar com necessidade.

[...] Pensou que iria ter putaria? Pensou errado!

— Outro banho, eu não acredito nisso - entrei no banheiro reclamando.

Gozar na camisinha? Não, tem o corpo do felix para isso, usado pelo capeta!

— Vamos tomar juntos - entrou no banheiro.

— Vai sonhando, consigo ver nos seus olhos o que você quer - me sujar de novo - Palhaço, pode ir saindo.

— Seu humor muda da água para o vinho - falou saindo.

— Eu vou te atacar uma garrafa de vinho a próxima vez que gozar em mim - falei fechando a porta.

Tomei outro banho e tive que lavar o cabelo, minha costa toda suja com essa, eu não posso falar palavrão, minha mãe arrancaria minha língua.

— Engasgar com um pau pode, falar palavrão é passar dos limites - não explana Cleberson!

Mentira dele gente, sou puro e nunca fiz isso.

Saí do banheiro me sentindo cozido, entrei no closet encontrando hyunjin fuçando a mochila.

— Cansou de viver fariseu? - perguntei puxando minha mochila da mão dele.

— Estava procurando mais disso - mostrou o lubrificante - Muito safadinho você príncipe - falou com um riso malicioso.

— Quer morrer mesmo né? - perguntei, ele colocou na ilha - Toma cuidado, eu vou dormir do seu lado os próximos dias, e fazer sua comida.

— felix, normal nem fabrica, é tudo psicopata!

— Talvez eu tenha realmente ficado com medo - falou saindo do closet - Era tão tímido, olha o monstro que eu criei - entrou no banheiro.

Comecei a rir, posso atuar na globo.

Vesti a roupa que escolhi, peguei um dos puffs e sentei em frente ao espelho, com o secador de hyunjin e a escova também, escovei meu cabelo.

hyunjin entrou no closet eu já estava calçando a bota.

— Já pensou que água do mundo não é só para você? - perguntei, ele revirou os olhos - Você não vira esse olho para mim, abusado!

— Você está muito estressado príncipe, sua mãe tem razão - peguei um tênis dele e ataquei na cabeça dele.

— Estressado teu... Olha você não me estressa - saí do quarto ouvindo ele reclamar de ser atacado.

Dramático, nem doeu.

Peguei meu celular e desci para esperar a madame.

Quase quarenta minutos esperando, se ele aparecer de calça e blusa o que tiver perto eu ataco.

— Eu vou desistir de ir, sinceramente - ele deu as caras.

— Maravilhoso né - apontou para própria roupa.

— Bonitinho, vamos? - ele está realmente maravilhoso, mas eu não vou dar esse gostinho para ele, não sou maturo suficiente para isso.

— Bonitinho? Príncipe hoje você está um poço de crueldade - falou vindo até mim.

— Que nada, sou um doce - falei - Onde está Pétrus?

— Dormindo no escritório - respondeu.

Saímos de casa estava escuro, talvez nós demoramos demais, ocorreram situações que não podiam ser adiadas.

— Transar até cansar foi a situação - lobo fofoqueiro.

Esperei ele pegar o carro na garagem, entrei quando ele voltou, coloquei o cinto e esperei ele seguir caminho.

O restaurante fica bem no centro da cidade, não foi surpresa que hyunjin já fizera a reserva, o garçom nos levou até a mesa.

hyunjin puxou a cadeira para eu sentar, me sentei e o garçom entregou os cardápios, se retirou em seguida.

— Não posso, não também, nem pensar - resmunguei olhando tudo - Esse aqui parece bom - olhei bem o vinha - Esquece, gordura.

— Está falando com o cardápio príncipe? - hyunjin perguntou.

— Não, sozinho mesmo - respondi - Achei, já escolhi.

— Eu também - chamou o garçom.

— O que vão querer senhores? - perguntou com o tablet na mão.

— Posso juntar dois pratos em um? - ele confirmou - Eu quero o frango grelhado desse, com o acompanhamento desse - apontei no cardápio.

— Tudo bem, e o do senhor? - olhou para hyunjin.

— Esse - apontou no cardápio, carne com legumes.

Senti um cheiro muito familiar.

— minho está aqui - falei para hyunjin.

— Acabou de entrar com um cara - hyunjin falou olhando para atrás de mim.

Olhei e vi ele sorrindo com o homem, vou contar para jeongin.

— Ele nos viu disfarça - falei virando, começamos um assunto totalmente aleatório.

— Maninho e cunhado - falou sorrindo - Não sabia que estariam aqui.

— Eu também não, hyunjin me informou hoje - falei, esse cara que está junto é estranho.

— Apresente seu amigo - é por isso que amo hyunjin.

— É mesmo, esqueci disso - nem é despercebido - Esse é Ethan Walker o diretor da Louis Vuitton local - falou do alfa - Ethan esse é meu irmão lee felix e seu namorado hwang hyunjin.

— Um prazer conhecer vocês, lino fala muito de vocês - apertou nossas mãos.

— Ele também falou de você - mentira.

— Ele reservou uma sala, querem ir? - a reação do Ethan foi óbvia que ele não queria nossa presença.

— Serão muito bem-vindos - falou sorrindo falsamente.

— Agradecemos o convite, mas não - hyunjin falou.

— Tudo bem, depois me manda mensagem - minho falou para mim, seguiu o Ethan para a tal sala.

— Que cara estranho - eu e hyunjin falamos ao mesmo tempo.

— Nossa conexão é perfeita - falei - Não gostei dele.

— Eu já ouvi esse nome, vou mandar mensagem para Rachel caçar ele na internet - falou pegando o celular - Tenho certeza que não será coisa boa a resposta.

— Será que o minho não vê? Até imagino o que esse cara quer - falei.

— O que seria? - guardou o celular.

— Ele está interessado no minho, isso vai ser péssimo - falei - jeongin não vai gostar disso, talvez venha mais cedo para cá.

jisung é muito pacífico, ele é a paz do relacionamento, por conhecer minho sabe que ele não é capaz de trair eles, jeongin já é esquentado e precisa ver de perto o que está acontecendo.

— Eu mandaria alguém matar o cara que se aproximar de você com essas intenções, depois eu iria aparecer - falou simples.

— Faria o mesmo com você - falei.

Reciprocidade é tudo.

Chegou mensagem no celular dele, ele não quis pegar para não atrapalhar.

Ficamos conversando até nossa comida chegar, eu aprecio comer em silêncio nesses momentos, mas a mesa ao lado discorda.

Estão rindo numa altura que passa o limite do aceitável, são só mulheres pelo jeito ricas, as bolsas de grife deixam isso claro.

Estou quase comendo um pedaço da minha faca para controlar a raiva, absolutamente todos no restaurante estão olhando para as barulhentas.

— Faça algo, hyunjin - falei entre dentes.

Ele chamou um garçom e reclamou do barulho delas.

Nossa felix, você não está sendo muito chato? Se fosse um divertimento sadio tudo bem, mas estão zombando de quem passa na calçada do restaurante, a mesa delas é ao lado da janela.

O garçom chamou a gerente que foi reclamar com elas, elas perguntaram quem estava incomodado.

— O restaurante inteiro - não consegui controlar minha boca.

Elas olharam para mim e para felix com desdém, uma cochichou com a outra e riram.

Me segura Jesus que eu voar no pescoço dela.

— Se estão incomodados saiam do restaurante, tem um barzinho ali na frente que atende gente como vocês - outra falou.

— Gente como eu? Que categoria de gente eu sou? - perguntei.

Responde homofóbica, já entendi o que você quis dizer.

— Você sabe - que eu tiro seu riso no soco vaca velha.

Minha audição excelente escutou ela sussurrando "bichinha".

Peço perdão desde já Deus, mas eu vou bater nela.

— felix, não - hyunjin falou.

— Não escuta ele, bate nela.

— Eu resolvo - falou.

Mas eu queria bater nela, estraga prazer.

As bestas continuaram rindo e zombando de gente alheia, hyunjin falou algo com a gerente.

— Já volto - se levantou e saiu com ela.

Terminei minha comida, para a do hyunjin não esfriar vou comer também, ainda bem que não é nada gorduroso.

Esse piercing bendito me impede.

Na hora que ele voltou estava terminando o dele, não voltou sozinho por algum motivo Na-yeon está junto e mais três ômegas.

— Eu convido vocês se retirarem do restaurante - ele falou na frente da mesa delas.

— Não vamos sair, você não pode falar isso nem é o dono - eu comendo assistindo.

Mata, mata, mata.

— Na verdade, eu sou o novo dono, e quero todas fora do restaurante, estou sendo educado mesmo vocês ofendendo meu ômega mais de uma vez - isso amor, acaba com elas.

— Quem é você? - seu pior pesadelo vaca.

— As vacas vão te processar por esse insulto - Cleberson falou.

— hwang hyunjin - como ele fica lindo assim todo mandão.

— Está babando bocó - o lobo falou.

Apesar que ele é mandão comigo, eu só não obedeço nada do que ele fala.

— Cansei de esperar, tirem elas - hyunjin falou com as ômegas.

Foram tiradas do restaurante, eu amei faz de novo.

— Por que está me olhando assim? - perguntou ao se sentar.

— Como será que você age com seus soldados? É assim mandão também? - perguntei.

— Não, quando for à central irá ver - ele falou - Cadê minha comida?

— Eu comi - falei simples.

— Lógico que comeu, meu pequeno dragão - chutei a canela dele.

— Quero sobremesa - pedi.

Ele pediu para trazerem algo doce para mim, enquanto ele comia a nova comida eu saboreava aquela torta de morango.

Saímos do restaurante antes do minho, deveria estar realmente boa a conversa.

— O restaurante é realmente seu? - perguntei após entrar no carro.

— Não, elas não precisam saber - ele falou - Mas eu comprei, nem imaginava que o dono estava louco para vender.

— Espera, não é seu, mas você comprou? - não fez sentido.

— Eu comprei, mas não ficou no meu nome - explicou - Avisa a shuhua que ela é dona do restaurante mais chique de Quebec agora.

— Primeiro ela vai rejeitar, depois ela vai te amar para todo o sempre - falei - Como sabe o nome dela inteiro?

— Você já me falou uma vez, e ouvi soojin falando esses dias - respondeu.

Senti uma pontada no peito, algo ruim aconteceu.

Ao chegar na casa dele Pétrus nos recebeu miando pedindo comida, fui alimentar ele enquanto hyunjin olhava o celular.

— Prontinho bichano - falei olhando ele comer.

— Merda, minho está em perigo - meu corpo gelou.

— O que aconteceu?

— Aquele cara é um estuprador....................

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