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— Você não tomou seu remédio ontem, né? - Hyunjin perguntou para o ômega que assistia a série no notebook comendo chocolate.
— Não quero, é ruim - voltou assistir à série, achou uma nova forma de não pensar, tentar descobrir o assassino na série que assistia.
— Toma - Hyunjin entregou o comprimido e o copo com água para o mais novo - Não tem gosto, é cápsula.
Aí ele viu o motivo do ômega achar ruim, ele bebeu 95% da água deixando bem pouquinho no copo, abriu a cápsula e colocou o pozinho na água misturou e bebeu fazendo careta.
— Príncipe, você sabe que a cápsula é para engolir também né? - Hyunjin perguntou.
— Não gosto da cápsula - mordeu a barra de chocolate para tirar o gosto ruim do remédio da boca - Quando vou poder parar de tomar esse monte de remédio?
— Você tem uma consulta essa semana, a médica vai falar se você já pode parar de tomar - o alfa respondeu.
— Qual dos três matou as moças? - Felix quando não sabia quem era perguntava a Hyunjin, o alfa era especialista em ler as pessoas para saber qual dos suspeitos era o assassino.
— O que tem uma tatuagem na cara - respondeu após olhar a tela - Sua mãe quer te ver.
— Mas eu vi ela anteontem - o ômega não entendia porquê a mãe queria ver ele direto - Ainda não faz três dias que eu saí de casa.
— Não opino em relação de mãe e filho só estou passando o recado - saiu da sala subindo para o quarto.
— "Não opino em relação de mãe e filho" cínico - o ômega imitou o alfa.
Felix fazia de tudo para não pensar nos acontecimentos recentes, de tudo mesmo.
Acabou acordando de madrugada e não teve mais sono, limpou o banheiro três horas da manhã.
Hyunjin não entendeu o que estava acontecendo quando acordou, sentiu cheiro de produto de limpeza, ao entrar no banheiro viu o ômega esfregando o azulejo.
Preferiu nem perguntar nada, só voltou dormir deixando o ômega em paz no banheiro.
O alfa se ocupava mandando seus subordinados acharem Miyeon, ficava o dia perto do celular para ficar a par de tudo que acontecia em sua ausência, só iria ter o momento de luto quando a doida estivesse mais que morta.
Duas pessoas enfrentando a perca de forma diferente, com pensamentos diferentes, mas juntos.
— Oi mãe - falou quando atendeu a chamada de vídeo da ômega.
— Esqueceu que tem mãe? - a ômega fez drama - Dois dias e meio sem notícia sua, tive que falar com Hyunjin para saber se você estava bem.
— Para de ser dramática, mãe - Felix falou - Como está por aí?
— Está bem, o Minho está maratonando uma série em português, "Avenida" alguma coisa - a ômega não lembrava o outro nome - Seu pai está enfiado no escritório resolvendo um problema que deu na empresa, já consertamos sua janela.
— Deve ser "Avenida Brasil", Shuhua ama essa novela ela deve ter indicado para ele - falou se lembrando da ômega ter comentado - Quando eu voltar para casa, não quero mais esse quarto.
— Eu imaginei, já mudei suas coisas para outro quarto, é o da frente - Felix lembrou que esse era maior - E como está por aí?
— Bem, estou assistindo Mentes Criminosas, e Hyunjin está grudado no celular falando com o povo da máfia - Felix falou.
— Me mostre a casa - Felix virou a câmera e saiu mostrando os cômodos para a mãe, entrou no quarto se deparando com Hyunjin em pé xingando alguém.
— Esse é Hyunjin xingando alguém no nosso quarto - mostrou o alfa e o quarto, Hyunjin acenou para sogra e voltou xingar quem quer que seja.
— Quem será que ele estava xingando? - a ômega curiosa perguntou quando Felix saiu do quarto.
— Não sei, ultimamente ele está xingando meio mundo, não sei como ele ainda não me xingou - Hyunjin estava mais que estressado, um lápis fora do lugar era motivo para ele xingar até o fabricante do lápis.
— Sabe o que acalma alfa estressado? - Felix prestou atenção no conselho que sua sábia mãe iria lhe dar - Sexo.
— Você precisa de Jesus mãe, misericórdia - o ômega achou o cúmulo.
— Mas é verdade - Felix se recusava falar disso com a mãe, era muito para si.
— Tchau! - se despediu da mãe desligando em seguida.
Preciso trocar de mãe e amigos, Felix pensou.
— Sua mãe pensa que eu preciso de sexo? - Hyunjin perguntou chegando do nada, quase mata o ômega do coração.
— Já falei para não fazer isso - bate no braço do alfa - Ainda vai me matar de susto, meu coração é fraco.
Felix desceu para sala ignorando a pergunta do alfa, ele não iria entrar naquele assunto, falarem sobre BDSM já foi ultrapassar o limite do aceitável para ele, imagina cogitar a hipótese de transar naquele momento.
— Não respondeu minha pergunta - Hyunjin desceu atrás do ômega que estava agora com o fone no último volume fincado na orelha - Príncipe?
— Não estou te ouvindo - falou mais alto por conta do volume.
— Tira esse fone - Hyunjin falou.
— Está com fome? - Felix perguntou.
— Ti.ra o fo.ne - soletrou.
— Quer um fone? - questionou - Tem no closet.
— Puta que pariu vai ser sonso assim na China - Hyunjin falou.
— Não sou sonso - Felix se defendeu.
— Isso você ouve, né? - o ômega foi pego.
— Não estou te ouvindo - o alfa tirou os dois fones do ouvido do ômega - Me devolve.
— Só depois que responder minha pergunta, sua mãe pensa que eu preciso de sexo? - tornou perguntar.
Felix cruzou os braços fazendo bico.
— Nem é tão difícil responder - Hyunjin falou.
— Sim, agora me dê - estendeu a mão para receber seu fone.
— Eu não preciso de sexo - amém, o ômega pensou - Seu fone - entregou para Felix.
Felix viu o alfa se afastando indo para o quarto, essa foi por pouco.
Voltou assistir pensando no evento recente.
[...]
Se passou mais uma semana preso em casa, Felix estava acostumado com não sair de casa, Hyunjin nem tanto.
Chegou o dia da consulta, ele sairia do hospital e iria para terapia.
— Já pode parar com os remédios, está bem cicatrizado, nem vai ficar uma cicatriz seu lobo curou muito bem a pele - a doutora falou após ver onde cortou para tirar o bebê morto.
E o lobo? Ele está um bom tempo sem aparecer, Felix sentia falta dos comentários ácidos de seu companheiro, tentou falar com ele, mas o lobo ficou quietinho.
Da mesma forma que o lobo de Hyunjin estava triste, o lobo de Felix estava pior, não é a primeira vez que ele passa por isso, e sabia que não seria a última.
É o destino, esse casal antes de conseguir ser feliz sempre passaria por muita desgraça, o que fez isso acontecer?
A primeira vez do lobo na terra não foi como a Lua esperava, o casal que era para ser feliz não conseguiu por um deslize do lobo.
Os primeiros Felix e Hyunjin da face da terra não terminaram juntos, mudando a cronologia de todos os acontecimentos das próximas vidas.
Eles acabaram morrendo se odiando, o lobo sentia culpa mesmo após milhares de anos, ele estava acompanhando o Felix a muitos anos.
Já o viu como príncipe, rei, ladrão, policial, político, médico, a lista é extensa.
O lobo após a primeira vez na terra fazia de tudo para que os dois terminassem juntos, ele sabia tudo o que aconteceria na vida dos dois.
E não poderia fazer nada para impedir, essa foi a maldição que recebeu após ter uma parte na morte dos primeiros, o que também faz parte da maldição é Felix não gerar.
Nessa vida ele se adiantou para o ômega não sofrer, fez a laqueadura "naturalmente" para aquilo não acontecer, mas o que ele não esperava é o destino o castigar mais uma vez.
Quando sentiu que Felix estava grávido sabia que a criança não nasceria, infelizmente era o destino dele, ver o ômega sofrendo e não fazer nada.
Na vida passada a segunda gestação do ômega morreria Felix e os filhotes, ele não iria deixar aquilo acontecer, por isso entregou sua alma para eles.
Não foi só os bebês que foram salvos pelo lobo, Felix também foi, recebeu um castigo da Lua por intervir a ordem das coisas, mas saber isso agora não é necessário.
— Príncipe? - chamou pelo ômega pensativo, estavam a caminho do consultório do Chan - O que tanto pensa?
— No meu lobo, ele está muito quieto - Felix falou - Sabe o que pode ser?
— Ele está triste com a perca, vai ficar quieto até você estar completamente bem - uma parte era verdade, o lobo só precisava se recurar de mais uma perca.
Chegaram no consultório, Felix gostou que dessa vez não é a mesma recepcionista, a que estava ali tinha uma aliança no dedo.
— O doutor irá te atender em cinco minutos, pode esperar ali - Felix se sentou com Hyunjin, dessa vez o garotinho estava sem a irmã, só ele e a mãe.
O menino sorriu para ele novamente, dessa vez Hyunjin viu a interação que estava acontecendo entre o menino e seu ômega.
Felix sorriu de volta, ainda sentia uma dor no coração ao ver como o garoto parecia com seu anjo.
— Seu cabelo brilha? - o garotinho perguntou, estava encantado com cabelo loiro quase dourado do ômega.
— Só quando estou no sol - respondeu.
— Posso passar a mão? - perguntou, a mãe ouvia em silêncio a conversa de seu filho com o outro paciente lendo uma revista.
— Lee Felix - Chan chamou o ômega.
— Sou eu, quando eu voltar você pode passar - falou para o garoto que concordou, foi para a sala.
— Olá Felix - Chan falou sorrindo - Como está?
— Estou melhorando - falar que estava bem seria mentira.
— Como falei semana passada, hoje vai me falar mais da sua infância - Chan falou - O que lembra de quando era criança?
— Tenho poucas lembranças, na escola não foi tão legal, me excluíam pelo cabelo, não é muito normal coreano nascer loiro - Felix contou - Acabei trocando de escola, em casa sempre foi bom, meus pais estão sempre procurando o melhor para mim.
— E na igreja, como foi ser criança na igreja? - Felix puxou as lembranças da igreja.
— Eu não costumava brincar com as outras crianças, ficava sempre ao lado da minha mãe, única lembrança que tenho - respondeu.
Chan anotou em sua ficha, e Feliz se coçando para saber o que era.
— Tem algo relevante sobre sua infância que deixou passar ou podemos passar para os dias atuais? - felix negou - Faz quanto tempo que perdeu ele?
Não especificou quem era, Felix poderia pensar que fosse a perca de outra coisa.
— Um mês e dois dias - já se passou um mês, ainda sentia como se tivesse acabado de receber a notícia.
As festas comemorativas de finais de anos não existiu na casa dele, passou como um dia normal, Felix ainda se trancava no quarto evitando existência de todos os moradores da casa, qual motivo de uma comemoração? Ele não tinha nada para comemorar.
— Como enfrentou a perca? - perguntou.
— Me trancando no quarto evitando comer - respondeu sincero - Hyunjin que me fazia comer, às vezes eu não conseguia deixar no estômago, não conta para ele.
— Nada do que for falado aqui, vai sair fique tranquilo - Chan tranquilizou o mais novo.
Chan continuou fazendo Felix contar sobre sua vida, viu que ele estava disposto melhorar, isso já era uma ajuda.
O mais velho conseguiu ver que exclusão do mais novo na infância refletiu em muitas coisas na vida adulta, ele era excluído na escola e na igreja, isso para uma criança é traumatizante.
— Na próxima semana quem mais vai falar sou eu - Chan avisou, aumentar o tempo de consulta de Felix fez que as diminuísse a quantidade de consultas.
Saíram da sala, Felix esperava ver Hyunjin sentado mexendo no celular, mas ele estava com o menino no colo que dormia tranquilamente.
— Cadê a mãe dele? - felix perguntou.
— A mãe dele está com o doutor San, é a irmã dele que se trata aqui, normalmente a recepcionista fica olhando ele quando a mãe entra - Chan contou.
— Ela pediu para eu olhar, ele queria esperar você sair para mexer no seu cabelo - Hyunjin falou.
Chan viu claramente como Felix estava ao ver aquela cena, afetado.
— Vamos esperar a mãe dele voltar - felix se sentou ao lado do alfa, chan pegou a ficha do ômega anotando mais coisas após presenciar aquela cena, voltou para sua sala - Ele ficou bem com você, a última criança que interagimos tinha medo de você.
— O Ryan gostou mais de você, assim como esse pequeno aqui, mas eu sou ótimo com criança - Felix resolveu não discordar - É seu cabelo que atraí as crianças, vou pintar o meu de loiro.
— Invejoso - felix falou - Escolha outra cor, o loiro me pertence.
O menino começou acordar, até ver que estava no colo do alfa legal que deixou ele jogar no celular, viu Felix ao lado do alfa.
— Agora eu já posso mexer no seu cabelo? - perguntou ao ômega.
— Pode - o menino passou a mão devagar, sentindo como era macio o cabelo do ômega.
Hyunjin e Felix sentiam o peito doer com aquela cena, poderia ser o filho deles algum dia fazendo aquilo.
— Ele não deu trabalho, né? - a mãe chegou perguntando, a irmã do menino estava no colo chorando baixinho.
— Não, ele dormiu - Hyunjin falou.
— Obrigado por olhar ele, vamos Ben - chamou pelo filho.
— Qual o nome dele? - Felix perguntou ao ouvir um apelido.
— Benjamin, o pai dele gostou do significado - a mãe contou.
— Realmente é muito bonito - o ômega se segurou para não chorar na frente da mulher com os filhos.
A mulher foi embora com os filhos, deixando o casal triste para trás.
— Vamos? - Felix perguntou para o alfa.
Os dois voltaram para casa pensativos, o ômega quando entrou foi direto para cozinha ocupar seu tempo com algo para evitar ficar pensando.
Preparou o almoço ouvindo música no fone, sentia que assim ficaria melhor.
[...] Dois dias depois.
— Hoje eu vou ao culto com seus pais. - Minho comentou com o amigo enquanto conversavam por chamada de vídeo. - Por que não vai também?
— Vou ver, só estou saindo para ir à terapia, e essa semana fui ao hospital para última consulta - comentou.
— Como está a terapia? - Minho perguntou.
— Está boa, o Chan disse que estou melhorando mais rápido que o esperado, ainda tem coisas que me afetam em relação ao Benjamin - falou.
— Você escolheu um nome e nem me contou? Não me ama mais é isso? - o mais velho fez drama.
— Eu só esqueci, desculpa - Felix foi sincero.
— Tudo bem, o que ainda te afeta em relação ao Benjamin? - quis saber o que se passava com o amigo.
— Tem um menino que fica esperando a irmã passar com um doutor de lá, que tem uma semelhança enorme com o menino que eu sonhei - Minho ficou sabendo de um dos sonhos - Os dentinhos parecidos com o do Hyunjin, e tem o mesmo nome.
Continuaram conversando sobre isso, até a mãe de Felix chamar Minho para comer.
— Sua mãe falou que quem vai ministrar é alguém de fora - Minho estava querendo que o amigo fosse, sabia que faria bem para ele - É um sul-africano.
— Eu vou - felix decidiu ir - Tchau!
— Tchau!
— AMOR? - saiu gritando pela casa, Hyunjin estava na cozinha, desceu as escadas pulando degraus.
— Por que você grita? Se sussurrar eu vou ouvir - Felix ainda não se acostumou com a audição apurada do alfa.
— Gritar é mais legal - falou para contrariar o mais velho - Então já sabe aonde vou hoje?
— Sim, Minho te chamou para ir á igreja, e você aceitou - ele falou - Já vamos comer.
O ômega se sentou esperando o alfa colocar a comida na mesa.
— Vou aproveitar que vai ficar na igreja e ir ver como está a busca pela Miyeon - Hyunjin falou - Três seguranças vão ficar com você.
— Tudo bem, mas você fica o dia falando com eles, já não sabe como está? - perguntou olhando Hyunjin colocar a travessa com espaguete na mesa.
— Quero ver pessoalmente, pelo celular eles podem esconder o que estão deixando de fazer, e se isso aconteceu eles estarão muito ferrados - falou se sentando.
— Entendi - se serviu e começou comer - Um dia me leva nesse lugar?
— Só falar quando quiser ir que eu te levo - felix já imaginou um lugar sombrio, com teia de aranha, pessoas com cara de mal, iluminação ruim, a surpresa irá ser grande.
[...]
— Você vem me buscar né? - felix perguntou antes de sair do carro.
— Sim, seus seguranças irão me mandar mensagem quando estiver acabando - falou.
— Tchau! - saiu do carro, Hyunjin ficou olhando o ômega entrar, só depois foi embora.
Feliz entrou na igreja, caminhou até onde seu amigo estava, primeiro banco na frente, se sentou chamando a atenção do mais velho.
— Como eu senti sua falta - Minho grudou em Felix, que se surpreendeu com o abraço.
— Não fez nem duas semana, Minho. - retribuiu o abraço.
— Shiu - soltou o amigo.
— Onde está minha mãe? - perguntou da ômega.
— Foi ver como estava o cabelo no banheiro - respondeu.
A ômega voltou do banheiro, grudou o filho também, beijou aquele rosto que sentiu falta de ver, sentou ao lado do filho.
— Desde quando o pai conhece algum africano? - o ômega perguntou para mãe.
— Desde nunca, ele não conhece, foi aquele pastor que convidou - a mulher apontou para o pastor ao lado do pai - Ele chegou no aeroporto faz meia hora, está vindo direto para cá, só vamos conversar com ele no final do culto, só se seu pai apresentar nós para ele antes.
— Entendi, mas ele sabe vim até aqui? - perguntou.
— Outro pastor foi buscar ele - agora fez sentido, Felix pensou.
Passou cinco minutos, o homem entrou, felix achou bonito o terno com detalhes coloridos.
Faltava dez minutos para o culto começar, o pai de felix chamou a esposa para apresentar ao ministro, a mesma arrastou os dois ômegas.
Subiram até onde eles estavam, cheio de pastores sentados, alguns felix não reconheceu, eram novos.
— Essa é minha esposa Iseul, esse é Jawari - ele apertou a mão da ômega - Esses são nossos filhos, felix e minho.
Não lembro de ter irmão, felix pensou.
— São lindos - felix se impressionou com o inglês limpo do alfa.
— São mesmo - a mãe concordou.
O Lee liberou eles para voltarem, Felix e Minho desceram se alfinetando como dois irmãos.
— Parem com isso - a ômega rateou com eles, que se calaram e sentaram.
— Aceita, sou seu maninho agora - Minho deu uma última cutucada, felix beliscou sua costela, sem a ômega ver.
— Se falar eu ligo para o Jeongin - felix o ameaçou.
— Viver com um mafioso te deixou cruel - mostrou a língua para o irmão mais novo.
O culto enfim começou, felix achou ótimo, já estava vendo a hora que Madelyn iria pedir para ele cantar no coral.
Felix gostou como sempre do culto, chegou a hora da palavra.
Ele gostou da forma que Jawari explicava, gostou de como ele explicou sobre a passagem de Jesus na terra.
O que Felix e Minho notaram, é que ele olhava muito para os dois.
— Por que ele estava olhando para nós? - Minho falou com Felix- E se ele falar nossos pecados?
— Para de ser doido, ele provavelmente vai profetizar alguma coisa fica vendo - Felix já estava acostumado, Minho era paranóico.
O culto terminou, Minho foi mais ousado e foi para perto do "pai" no púlpito, realmente o Jawari falou com ele.
Felix viu o ômega descendo todo sorridente.
— O que ele falou? - Felix perguntou para o amigo.
— Não conto - se fez de difícil.
— Vai Minho, me conta já - o mais novo implorou.
— Ele disse que irei ser exaltado onde menos imagino - ficou os dois tentando pensar onde seria, sem respostas.
— Felix, seu pai está te chamando - a mãe falou com o ômega.
O ômega foi até lá, ouviu atentamente tudo que Jawari o falou, uma lágrima escorreu dos olhinhos pequenos.
— O que ele falou? - Minho perguntou empolgado ao ver que Felix até chorou.
— Que a pessoa que eu mais amo estava tendo o coração curado - contou uma parte, as outras duas partes ele guardaria só para ele.
— Hyunjin está doente e você nem para me contar - deu um tapa no braço do mais baixo.
— Ele não está doente desse jeito seu doido, ele está doente pela perca - aí Minho entendeu.
Felix sabia que Hyunjin poderia não se curar, mesmo pegando Miyeon, o alfa estava muito apegado ao filho, e perder de uma hora para outra foi como manter uma faca cravada no peito.
Mas agora ele sabia que o alfa iria se curar, como ele estava se curando.
Um dos seguranças, veio avisar Felix que Hyunjin chegou.
— Tchau! - o ômega se despediu da mãe, de seu novo irmão e de seu pai que ainda conversava com o Jawari - Pai, já estou indo.
— Tchau filho, fale para Hyunjin te levar em casa - o alfa abraçou o filho.
— Vou falar, foi um prazer te conhecer Jawari - falou com o ministro.
— Digo o mesmo Felix, seu pai me falou que você canta, levar vocês para minha igreja, seu pai prega e você canta - o homem falou sorrindo.
— Só convidar - o ômega concordou, se afastou para sair da igreja.
— Quem é Hyunjin? - Jawari perguntou ao pai do ômega.
— Namorado do Felix. - respondeu simples.
— Então é ele que manteve seu filho em pé? - outra coisa que falou para o ômega.
— Sim, ele que tem mantido meu filho em pé - realmente Felix teria desabado se Hyunjin não estivesse ao seu lado.
No carro de Hyunjin, um ômega pensava no que o alfa que nunca o viu na vida falou, ele já viu o pai fazendo isso, mas quando é com você é diferente.
— Me ouviu, príncipe? - tirou a atenção do ômega de seus pensamentos.
— Não, o que disse?
— Que sabem onde Miyeon está. - Felix sentiu que algo estava errado, foi muito fácil. - Por que está com essa cara?
— Foi muito fácil, rápido demais. - falou o que pensou.
— Rápido não foi, era para eles acharem em uma semana - Hwang falou, seus soldados ouviram ele falar por quase duas horas pela demora.
— Você é bem chatinho, se eu fosse seu subordinado pedia demissão, chefe chato desse - zombou do alfa.
— Esse chato aqui não vai te dar o presente que comprei - falou entrando na zoação do menor.
— Mas eu te amo mesmo chatinho assim, meu amor cresceu mais um pouco agora - o ômega falou - O que você comprou para mim?
— Não é mais seu, vou dar para recepcionista do Chan - a cara do ômega fechou na hora.
— Fique a vontade para fazer isso, não vou controlar suas ações - cruzou os braços bicudo - Alfa de meia tigela - resmungou bravo.
Felix estava fazendo de tudo para não parecer tóxico, mas Hyunjin não colaborava com o ômega, ele queria ser uma pessoa calma, paciente, que não sentia ciúme.
Estava quase desistindo, o alfa conseguia testar todos os limites dele.
— Estou brincando príncipe, o presente é seu - Hyunjin falou rindo de como Felix estava.
Chegaram a casa, Felix saiu primeiro, esperou o alfa abrir, entrou acendendo a luz.
— Meu presente - estendeu as mãozinhas.
— Aqui - entregou a caixa para o ômega.
Felix sentou no sofá, tirou com cuidado a papel que estava em volta da caixa, a caixa era braça.
Abriu, tirou o papel, se deparou com muitos chocolates, de todos os jeitos e formatos.
— Por todos os meses que eu fui proibido de te dar doces. - Hwang falou.
— Obrigado amor! - mandou beijinho para o alfa.
Felix nem sabia por onde começar, eram tantos.
Após comer três em formato de coração, guardou a caixa na geladeira, subiu para trocar de roupa enquanto Hyunjin arrumava a mesa para eles comerem.
O ômega vestiu um de seus shorts pretos, no espelho ele viu que o tecido encolheu, estava menor o comprimento.
Viu a blusa social de Hyunjin moscando, vestiu ela que cobriu o shorts, colocou meias brancas, calçou a pantufa e desceu.
— Conheço essa blusa - Hyunjin falou ao ver o ômega na cozinha.
— É mesmo? Estava na minha parte do closet, é minha! - não estava, mas Hyunjin não precisava saber que Felix roubou mais uma blusa.
— Sei - ele sabia que felix só estava inventando desculpas para roubar a blusa dele.
Os dois estavam comendo quando felix viu uma sombra do lado de fora.
— Eu vi uma sombra - apontou para a janela.
— São as pessoas que estão guardando a casa - Hyunjin falou.
Felix sentia que não era, estava muito estranho.
Por isso passou um bom tempo na sala após Hyunjin dormir treinando como se defender.
[...] Manhã seguinte.
Felix esperava o alfa voltar com as coisas para eles tomarem café, estava na sala.
Sentiu um arrepio na espinha, olhou para todos os lados, já pegou o celular para ligar para Hyunjin, mas a porta ser aberta com tudo o assustou deixando o celular cair.
— Eu disse que estava de olho em você.........................
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