Através do meus olhos.

      Eu abri meus olhos e logo vi o rosto sereno de Jimin, ao meu lado. Sempre fico admirada como ele consegue ser tão bonito logo pela manhã. Esperei alguns minutos até ele acordar, mas ele estava tão cansado, que continuou a dormir profundamente.

       Decidi levantar e aproveitar a oportunidade para tomar um banho e começar o meu dia.  Havia apenas silêncio e vazios. Sinal que nossos pequenos ainda dormem. Demoro tempo suficiente para que meus dedos enrugassem.

        Me enrolo na toalha e volto ao quarto na intensão de provocar o belo adormecido. O que ganho é  a visão dele com aquele bumbum lindo pra cima. Não sei o que procurava embaixo da cama, mas o momento pedia um belo tapa, bem parecidos com aqueles que ele tem a mania de me dar quando estamos sozinhos.  Tudo que ouço é  a reclamação dele e acabo rindo da marca que deixei no popo  perfeito.

        Sabemos que temos pouco tempo, mas isso nunca nos impede de aproveitar a oportunidade.

       Quando terminamos nos vestimos bem a tempo, já que nosso quarto é  invadido por nossos tesouros.

       Hoje é o meu aniversário e senti falta daquela agitação matinal que normalmente acontece em casa. As criancas são sempre muito charmosas e animadas. Eles adoram me mostrar as cartas que fazem para o meu dia especial e me dão um abraço apertado.

        Mas hoje foi diferente. Fiquei triste por um momento, mas rapidamente entendi que estamos sempre na correria diária e que essas coisas podem acontecer. Ainda sinto um pouco de tristeza, mas estou grata por ter uma família amorosa e disposta a me ajudar sempre que eu precisar. Planejo continuar meu dia e aproveitá-lo ao máximo, com a esperança de que mais tarde, surpresinhas estejam esperando por mim.

      Tomamos o café junto, mas, diferente dos outros dias em que vamos no mesmo carro, hoje preciso leva-los as compras. Por tanto, nos despedimos na entrada de casa.

       Coloquei as crianças no carrinho de compras e entrei no shopping, animada para renovar o guarda-roupa dos meus pequenos. Afinal, eles haviam tido um salto de crescimento surpreendente e nada mais servia nas crianças. Vou aproveitar e doar as coisas que não servem mais. Tem coisas que eles nem chegaram a usar, culpa daqueles seis desmiolados  que sempre me aparecem com algum presente.

        Começamos na loja infantil, onde as roupas eram tão fofas que eu quase me arrependi de não ter tido mais filhos. Helena imediatamente começou a examinar cada vestido em silêncio, enquanto Seo Joon corria pela loja, provocando os manequins,  rindo e tropeçando sempre que tinha a chance.

— Meu filho pelo amor de Deus não corre.

— Omma. Deixe ele. Quando a velha da vela vermelha vier pega-lo aí ele para.

    Seo Joon parou na hora e sentou-se dentro do carrinho novamente.

— Quem foi que te contou isso Helena? - Pergunto me abaixando para ficar da sua altura.

— O tio Yoon disse pra usar esse truque sempre que ele ficar agitado. - Cochichou ela para mim colocando im leve sorriso no rosto. — Ele disse que isso ajudaria a mante-lo fora de perigo.

— Você é  uma irmã mais velha incrível. - faço um carinho em seu rosto e voltamos as compras.

       Finalmente peguei algumas peças de roupa e levei a dupla para o provador. Enquanto eu organizava as roupas, Seo Joon esticou a mão para uma bala que eu mantinha na bolsa, não resistindo a comer um doce. Geralmente não os dou a ele porque o menino vira uma bola de demolição ambulante quando come um.

       O efeito foi imediato, ele emitiu um grito agudo e estridente de felicidade, jogando os braços para o alto. Com o corpo enrolado em uma camisa duas vezes maior que  ele começou a correr pelo provador, deixando roupas amontoadas por toda parte.

       As senhoras me olhavam com um olhar julgador e eu o parei assim que consegui alcanca-lo.

— Seo Joon meu amor. Já conversamos sobre isso lembra?

— Está brava comigo omma? - Meu menino fez o bico igual ao do pai. Então acariciei  suas bochechas fartas.

— Não estou brava meu anjo. Mas, olhe as pessoas. São todas mais velhas. Precisam de paz, respeito, educação e amor. Você  pode correr assim em casa ou no parque. Se quiser pode correr assim no palco com o papai e os seus tios, mas aqui precisa ser o meu menino amoroso.

— Descula. - Limpou uma lágrima que insistia em rolar por seu rosto. Ele sempre foi mais sensível.

— Vamos escolher algo lindo pra vocês e depois vamos tirar fotos pra enviar para as titia armys. O que acha? Quem sabe um mochi depois?

— Fotos pras titia! - Meu menino ergue os braços esboçando um sorriso novamente.

       Então Helena olhou para mim, a expressão preocupada em seu rosto, e disse:

— Omma, Seo Joon não pode com  açúcar. Ele está com a dor em seu umbigo. ‐ Eu não pude deixar de rir. Helena fez uma observação tão simples, ela é  sempre cuidadosa com o irmão.

      Helena,  com paciência e examinou cada peça de roupa, enquanto Seo Joon fazia poses em frente ao espelho.

       No final, saí da loja com sacolas cheias de roupas novas para a dupla. Helena estava vestida elegantemente com um vestido de bolinhas, enquanto Seo Joon parecia uma mine versão do pai, com suas calças pretas, camisa branca e casaco xadrez. Mas juntos, eles estavam tão adoráveis! E eu sabia que os momentos loucos com meus pequenos eram os melhores.

      Antes de irmos para a Bighit, paramos em um belo parque nas proximidades e ali cumpri minha promessa, fazendo uma mime sessão de fotos com ambos.

      Bem quando terminamos, meu celular começou a tocar. Atendi assim que vi que se tratava de Lili. Talvez com  minhas felicitações pela data.

— Oi gata. O que manda.

— Oi Maia. Queria saber se você pode me acompanhar numas das doideiras  do meu marido. - Não vou mentir, fiquei um pouco decepcionada. Nada de parabéns.

— Depende. Se for pra comer aquelas coisas estranhas que ele diz que é  mestre em fazer eu to fora.

— Não, Deus me livre! Não é  nada disso. Preciso ir  Hanam buscar um amigo dele, mas não quero ir sozinha. Vai comigo por favor.

— Bem que eu queria, mais estou com as crianças e com o carro cheio de compras.

— Sem problemas, vamos no meu carro e já falei com a Alice, hoje as coisas estão calmas. Ela vai ficar com eles. E é  rapidinho. Hanam é  quase que do lado de Seul. Por favor! - Ela parecia tão nervosa que não tinha como dizer não.

— Tá bom! Estamos chegando aí em 5 mínimos.

— Aí eu te amo.

     Dito e feito, 5 minutos depois estacionei meu carro e mal vi meus filhos correrem para junto de Alice que se limitou a acenar de longe. Estrranhei, mas não dei importância. Entrei no carro de Lili e partimos.

      Trajeto curto e com pouco trânsito. 20 minutos. Foi o tempo que levamos para chegar no local que o GPS indicava.  Olhei ao redor e estranhei. Deserto. Nem uma alma viva passando. Só campos, ruelas e montanhas, muitas montanhas.

— Tem certeza que é  aqui? - Pergunto.

— Foi o endereço que o Tae me deu. - Lili responde ainda mais apreensiva.

— Okay. Pelo menos a vista é  bonita.

— Vamos escutar música e esperar. - Ela nem esperou eu concordar e já ligou o som.

      Num primeiro  momento nos divertimos cantando, especialmente depois que inclumos nossos toques especiais a playlist  do Tae. Estava me divertindo tanto que não percebi a passagem do tempo.

       Estou sentada ainda dentro do carro comLili ao meu lado, enquanto observamos a bela passagem. Já se passaram 5 horas desde que Taehyung disse que o tal amigo nos encontraria aqui. Nem sinal dele.

        Agora já está ficando tarde e eu estava preocupada com as crianca, ainda mais depois que Alice me contou que os dois invadiram o estúdio do Yoon. Estava preocupado por estarmos tão expostas.  Será que estamos em um local seguro? Começo a me arrepender de ter concordado em esperar aqui.

        Lili nota minha preocupação e tenta me acalmar, mas mesmo assim, não consigo deixar de olhar para todos os lados, procurando algum sinal de vida. Já ia começar a reclamar e pedir pra irmos embora quando Lili recebe uma mensagem de texto. Espero pacientemente  que ela leia.

— Não vai acreditar. Taehyung  disse que o rapaz teve um imprevisto. - Lili nem conseguia me olhar nos olhos, tadinha, ela deve estar querendo matar o doido do marido agora.

— Tudo  bem. Acontece. No fim foi divertido. Agora já podemos ir né?

— Sim! - Ela responde sorrindo tentando ligar  o carro. Uma, duas, três tentativas e nada. Ima luz começa a piscar no painel. — EU VOU MATAR O TAEHYUNG! - O grito frustrado dela me assusta.

     Vejo minha amiga sair batendo a porta do carro e tentando abrir o capô sem sucesso. Eu também saio já buscando sinal com meu celular. Nada.

     Lili sobe em cima do carro e a vejo com o celular em mãos. Minha amiga tem uma mania fofa quando está brava, ela literalmente  declara as mensagem que envia. Tudo que escuto são seus gritos enquanto digita.

"Kim Taehyung eu disse que ia te matar se desse algo errado e deu. O carro não está funcionando! Agora estamos presas aqui no meio do nada literalmente. Tem uma maldita luz piscando aqui no painel do carro".

     Ótimo! Penso comigo mesma. Estou presa no meio do nada e ninguém lembrou do meu aniversário.

      Lili esperou em cima do carro até que Taehyung  respondesse.

— Já estão vindo.

— Tá! Melhor sair daí. Vem vamos entrar e esperar. - Seguro sua mão a auxiliando a descer.

    Nem vi o tempo passar. Acho que adormeci, sei lá. Acordo com batidas nas janelas e com os olhos marejados de Jimin me observando.

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