C A P Í T U L O 1
Dereck Fisher
Trabalhar na minha área não é fácil tem que ter sangue frio, muita coragem e atitude, todos os dias prendemos bandidos por tráfico, roubo, porte ilegal de arma e assassinato.
Mas pra mim a pior parte do meu trabalho é lidar com crianças, já perdi as contas de quantas crianças resgatei, seja espancamento, abuso sexual ou trabalho infantil.
Até mesmo aqueles bebês recém- nascidos que a mães deixam na rua e poucos infelizmente tem a sorte de viver.
Hoje não é diferente, estou a caminho de uma casa na qual uma denúncia anônima alega que reside uma jovem adolescente que sofre maus tratos dos seus próprios pais, mentalmente peço a Deus que não tenha nada a ver com abuso sexual .
— É aqui cara, nessa rua, casa 109 — Falou meu parceiro Axel olhando no papel, onde continha o endereço da casa.
Continuei dirigindo até parar de frente d'uma casa portão cinza caindo aos pedaços, sai do meu carro e observei a rua deserta, poucas casas aou redor, olhei para meu parceiro e ele entendeu o recado.
Peguei minha arma já empunhando em minha mão, fui até o portão e o empurrei , vou até a porta .
Entro sentindo o cheiro de drogas, pais viciados? Isso é pior do que eu pensava.
Com o pé dou um chute na porta que a faz cair no chão, vejo um homem e uma mulher sentados no sofá.
A mulher parece já está fora de controle já o homem nem tanto, quando percebem nossa presença jogam o cigarro fora e todo o pó que estava em cima da mesa do centro no chão, pisando em cima.
— O que vocês estão fazendo aqui? Vocês não tem direito de invadir a minha casa— O homem falou meio embolado.
— Sou o Policial Derek Fincher e meu parceiro Axel, recebemos uma denúncia anônima de que tem uma jovem nessa casa que é mal tratada — Observei o homem, e a cada palavra minha ele fica cada vez mais branco, a denúncia não mentiu.
— Derek, vai lá em cima enquanto eu fico aqui de olho neles — Falou o Axel sem tirar os olhos do casal a nossa frente .
— Vocês não vão a lugar nenhum, cadê a ordem judicial? Não podem invadir minha casa sem mais nem menos — Drogado esperto, sempre dá um jeito.
— Você está certo —Falei e vi ele sorrir e seus dentes podres aparecer — Mas não irei esperar uma ordem judicial pois isso demora anos e até lá é mais uma vida perdida — Falei e logo seu sorriso nojento murchou.
— Aquela praga denunciou a gente, eu vou matar ela — A mulher falou subindo as escadas, mirei minha arma e atirei nela —
O tiro foi certeiro , ela caiu rolando escada a baixo, também sob efeito de drogas.
—Mais um passo e a senhora vai presa, Derek vai olhar lá em cima ficarei de olho aqui, sente no sofá agora — Enquanto Axel dava os comandos subi a escada de dois em dois degraus quando cheguei no andar de cima senti o cheiro podre no local e tudo muito sujo, fui abrindo de porta em porta até que uma estava trancada, ouvir um choro baixo.
— Vai embora Rodrigo me deixa em paz, por favor — A voz está totalmente assustada, chorosa.
— Não é o Rodrigo, sou o policial Derek, você é a jovem maltrada? - Mal terminei de falar e a porta foi aberta por uma garota, não deu nem tempo de eu olhar pra ela que se jogou nos meus braços, soluçando e chorando muito .
_ Sou... eu, obrigado obrigado, eu não aguentava mais, eles me batia e... — Falou soluçando rápido e nervosa, ela me abraçou e abracei de volta tentando acalmar ela.
— Calma, preciso que você se acalme e fale com calma sei que é difícil, respira fundo e se acalma — Ela se afastou de mim, e pude ver seus rosto banhado em lágrimas, seu olhos vermelho de tanto chorar, sua boca carnuda machucada seu cabelo todo bagunçado, fiquei sem fala tão delicada mas tão machucada .
— Meu nome é Antonella, eles lá em baixo são meus pais, eu não quero mais ficar aqui moço, por favor me tira daqui, eu não aguento mais — Balancei a cabeça afirmando que a ajudaria.
— Eu vou te levar daqui, vamos —Falei mas ela negou com veemência.
— Eles vão me bater eu não quero —Puxei seu rosto pra olhar para o meu, me perdendo em seus olhos, tão lindos mas carregado de triteza e dor.
— Eles não vão chega perto de você eu prometo, confia em mim? — Falei e em cada palavra tentei transmitir o máximo de confiança.
— Qual seu nome? —Quis rir da pergunta, ela com certeza estava tão nervosa que não ouviu quando eu falei meu nome.
— Derek meu anjo — Ela deu um sorriso triste.
Peguei em sua mão e andei até a escada vendo Axel e o policial Miguel prendendo o casal, Axel deve ter pedido reforço.
— Sua vadia você nos denunciou, sempre te demos tudo e você fez isso conosco? — A mulher drogada grita
— Quê? Você tá loca, a única coisa que você me deu foi marcas roxas tanto você como esse vagabundo que se diz meu pai - Antonella gritou de volta.
— Calma menina, eles vão ser preso por tráfico de drogas e garanto que vão fica muito tempo preso, á quanto tempo você sofre agressão física? -O policial Miguel perguntou a ela que o olhou com dúvida mas respondeu.
— Desde pequena — Como alguém é capaz de ser tão ruim a chegar ao ponto de espancar a própria filha?
— Passou de agressão? Aconteceu abuso sexual? — Fechei meus olhos rápido pedindo a Deus pra resposta ser negativa.
-— Não, mas onte.... — Ela parou então eu a olhei encentivando ela falar — Ontem eles tentaram me vender por uma noite para um homem, então eu fugi e só voltei á pouco tempo por isso estou assim machucada.
— Rodrigo e Joana vocês estão preso e garanto que não sairão por um bom tempo — Miguel levou eles Axel me olhou começando a falar sobre o assunto
— Vou pra casa daqui,meu turno acabou, vou na viatura do Miguel— Falou e saiu logo em seguida, olhei pea Antonella que está olhando pro sofá.
— Antonella ? — Ela me olhou parecendo volta dos seus pensamentos — Você tem que ir na delegacia registrar a ocorrência, fazer o B.O, corpo de delito e falar tudo que você sabe que possa manter eles na prisão por muito tempo — Ela afirmou com a cabeça —
Por um momento analisei sua aparênci , morena de cabelos grandes, olhos claros marcado pela dor, boca carnuda, corpo de mulher, que idade essa menina tem?
— Eu vou me trocar, porquê aqui nem água tem pra tomar banho e vou pra delegacia, nos encontramos lá? — Olhei em volta, analisando uma sala vazia e podre, um sofá velho todo rasgado uma mesinha cheia de cocaína —
Os outros quartos que eu olhei quando estava lá em cima só tinha um colchão velho no chão e roupas em sacolas plásticas, luz provavelmente não tem já que nem água tem, como essa menina viviam aqui?
— Deixa eu adivinhar, não tem água nem luz,e nem comida? — A cada pergunta minha ela ficava vermelha parecia estar mergulhada em pensamentos sórdidos.
— Não tem água e muito menos luz, comida eu não posso comprar mas eu tenho uma amiga que a mãe dela é como uma mãe pra mim e toda vez que eu venho da escola eu almoço lá e trago a janta pra comerno meu quarto, sempre faço isso — Falou e eu pude ver que ela não tem condições de viver sozinha nessa casa, não mesmo.
— Vamos, eu vou levar você na delegacia, passamos em algum lugar e compramos alguma coisa pra você comer e na lá eu procuro um lugar melhor pra você viver — Falei tentando tirar a idéia maluca da minha cabeça de nunca mais deixar essa pobre garota sozinha.
— Tudo bem, só 1 minuto — Subiu a escada com rapidez,não não pude deixa de reparar na sua bunda que rebola dentro do mini short de pijama que ela veste.
Me virei de costas rapidamente, fechei os olhos e pedi a Deus para me dar todo o autocontrole dos Céus porque eu vou precisar.
***
Espero que gostem e abracem o livro, comecei essa obra com muito carinho
PARA OU CONTINUA ?
Aguardem os próximos capítulos !! Bjs
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