Capítulo 17

Depois do dia do evento, posso dizer que nossa rotina sexual duplicou.

As crianças não podiam ir dormir que estávamos transando em qualquer lugar; quarto, banheiro, sala, cozinha... qualquer lugar mesmo.

E em meio a esse tempo as coisas mudaram um pouco, Hortência estava mais confiante e nossa relação com as crianças só melhorava.

Isaac, Junhoo e Renesmée estavam em uma escolinha e era possível notar o desenvolvimento do Junhoo.

Todos são super inteligentes, mas Renesmée tem surpreendido aos professores, pois uma criança da idade dela deveria fazer o que os outros conseguem fazer, isso de acordo com a diretora.
Ela tem uma inteligência fora do comum, aprende rápido e por incrível que pareça já sabe ler algumas coisas.

Aqui em casa sempre procuramos incentivar eles a estudarem, mas sem forçar eles. Ensinamos tudo através de brincadeiras e jogos apropriados para a idade dos três.

As trigêmeas a cada dia que passa crescem mais fortes, espertas e nos deixam assustados em ver como o tempo passa rápido.

Nossas famílias se uniram de vez e sempre que podem estão aqui mimando minha garota e nossos filhos.

Nosso psicológico em relação ao filho que perdemos está mais firme, aceitando a perda e nos fazendo entender que um filho não precisa ter nosso sangue. É óbvio que ainda questionamos o porque, que sentimos a falta do nosso primogênito. A dor da perda sempre será presente em nossos corações, mas o entendimento de que talvez aquele ainda não fosse o momento certo ainda ronda nossa mente.

2 meses depois...

Suspiro ajeitando o pijama nos pequenos e pouco tempo depois os deixei na sala junto a minha pequena que tomava o leite na mamadeira.

Coloco o desenho que eles amavam e deixo o berço móvel ao lado das camas que estavam espalhadas sobre a sala, peguei as trigêmeas adormecidas, uma por uma e deixei no berço com cuidado.

Me deito ao lado da minha loirinha e sinto Junhoo se deitar sobre mim, sorrio tocando seus fios lisos e suspirei beijando o topo de sua cabecinha.

       — Junhoo ama papa. — sussurrou embolado me fazendo abrir um sorriso bobo.

      — Papai ama Junhoo. — exclamei baixinho e fiquei acariciando os fios do menino que dormiu rapidamente.

Olho para cada uma das crianças e para a minha baby, minha mulher. Sorrio ao perceber que tudo o que sempre desejei para mim está se concretizando e que não há nada que possa me fazer desistir de viver essa felicidade.

Cada dia que passa é um aprendizado novo, é entre erros, tropeços e acertos que temos guiado nossos caminhos e de nossos filhos.

....

Levanto cedo e vejo que ainda dormem, pego a mamadeira da Hortência, do Junhoo e das trigêmeas e sigo em direção a cozinha.

Higienizo todas e preparo o leite deles, deixo tudo no recipiente. Pego algumas frutas congeladas e deixo bater no processador, lavo e corto algumas frutas deixando em uma tigela e faço panqueca e waffle também.

Após tudo pronto, organizo a bandeja e levo para a sala. Peguei as trigêmeas do berço ao ver elas acordadas e deixei as três em seus devidos bebês confortos.

Acordar as crianças e minha bebê foi difícil, mas agora estamos todos comendo e as trigêmeas tomando o leite na mamadeira.

1 ano depois.

        — Daddy, daddy... — escuto o gritinho da minha loirinha e me levanto rápido indo até ela. — Olha, olha isso. — exclama chorosa e me mostra o celular.

A professora de Junhoo havia mandado um vídeo dele interagindo com as outras crianças e caralho... isso me deixou com o peito inflando de alegria.

Ele não aceitava o contato de outras crianças, não brincava com elas e isso nos preocupava muito. Agora vendo ele começando a interagir, me sinto aliviado porque alguém ali vai cativar ele mais e isso vai ser bom, porque eu quero que meus filhos cresçam tendo bons amigos.

Abracei minha menina que chorava emocionada pelo avanço dele e beijei sua testa.

Poderia parar ser bobo para eles, mas para uma criança criança há mais de um ano não queria saber do contato de crianças por perto, isso é um alívio para nós que sempre procuramos fazer com que se sintam bem e felizes.


Poderia ser o último capítulo? Sim..
Mas é uma decisão minha de que no último capítulo tenham uma última visão da Hortência e em seguida serei apenas "eu" narrando o epílogo.

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