‹⟨ Episódio 7 ⟩›
—não pode interromper uma reunião importante dessa escala, Steve!
—eu sei, senhor é só que...
—e ainda trouxe uma mulher para cá, isso é não coisa para ela!—serro meus olhos sobre o general que discute com Steve.
—eu sei, senhor, mas me desculpe. É realmente urgente. Aqui neste livro tem os planos sobre a bomba que estão desenvolvendo e isso é crucial para nosso vitória!—Steve mostra o livro.
—mas só...
—capitão Steve Trevor—um outro homem se aproxima com sua bengala com uma expressão gentil—recebemos a notícia de que estava morto.
—senhor Patrick—Steve e o outro homem demostram respeito—não, não morri, senhor. Mas neste livro tem informações cruciais que podem nos ajudar.
—meu Deus! Ótimo trabalho, rapaz—ele o elogia.
—obrigado, senhor.
—e você senhorita?—o homem com o nome de Patrick se dirige a mim—qual é o seu nome?—ele expoem um sorriso gentil.
—Diana, prince...
—Prince, Diana Prince—Steve corta a minha fala e demonstro ficar indignada. É falta de educação o que ele acabou de fazer—ela é... A minha... Secretaria... É, é isso—igual a Etta? Eu não sou escrava de ninguém!
—é um prazer, senhorita Prince—com gentileza, Patrick pega minha mão e deposita um beijo sobre a mesma. Cavalheiro—graças a você, pude pronunciar palavras na reunião. Obrigado—ele sorri e retribuo gentil.
—bom, Steve, mostre o que tem para nós—vários senhores mais velhos e importantes se reúnem na sala que não é muito grande.
A frente há um grande mapa estendido na parede e papelada sobre a grande mesa.
—senhor, senhor. Aqui, o caderno—ele entrega o caderno para o seu líder.
—são várias anotações, mas... É uma escrita estranha—o líder dele, passa as páginas tentando ler o que está escrito.
—o que?—Steve se aproxima para o lado do seu superior e eu o acompanho vendo o que está escrito—parece ser uma outra língua.
—é anglo saxão—falo despreocupada vendo a língua escrita nas folhas amarelas.
—o que?—o líder de Steve arqueia as sombrancelhas.
—anglo saxão, é uma língua morta—falo para o mesmo.
—e você consegue ler isso, mulher?
—senhor, se ela consegue ler essas escritas, ela pode nos dizer o que está escrito—Steve argumenta.
—ok... Está bem, droga—o homem entrega o caderno a Steve que me passa o objeto.
O general com certeza ficou irritado por ter que depender da ajuda de uma mulher. Com o caderno em minhas mãos, começo a ler as letras.
—é... É uma espécie de gás—falo estranhando—feito a base de hidrogênio em vez de enxofre.
—a base de hidrogênio?
—se as bombas de gás forem feitas a base de hidrogênio as máscaras de gás serão inúteis—o general da sala fala.
—o que isso significa, Steve?—pergunto.
—senhor—Steve se aproxima de seu general—peço sua autorização para intervir e impedir que lancem qualquer bomba ou várias pessoas vão morrer.
—não! Está fora de cogitação!
—mas senhor...!
—senhor Trevor, devemos dar prioridade ao armistício e a firmar a paz—senhor Patrick se manifesta.
—e não podemos também evitar que vidas sejam perdidas. As pessoas morrem, Steve, toda hora—arregalo os olhos e firmo as sombrancelhas não acreditando no que acabou ser dito.
—sim, senhor, eu entendo—Steve aceita baixando a cabeça com as mãos pra trás.
—mas eu não!—me revolto e me aproximo dos homens.
—vão deixar pessoas inocentes morrer! Como que suas vidas não importassem mais que as suas!—grito com eles.
—Diana...!
—você não é um líder! Líderes lutam junto de seus soldados, MORREREM em campo de batalha com eles!—Steve tenta me tirar mas fico gritando para aquele homem—lutam com eles até o fim! E não se escondem atrás de mesas como VOCÊ! VOCÊ DEVERIA TER VERGONHA DO HOMEM QUE É! Você devia ter vergonha! EU TENHO VERGONHA DE VOCÊ!—aponto com o dedo para ele e saio pisando firme pela porta.
—Diana!—Steve vem correndo atrás de mim enquanto já desço as escadas.
—não acredito que me trouxe aqui!—falo brava—bando de covardes que se escondem atrás de roupas importantes e mesas! E deixam seus soldados morrerem como se fossem nada!—falo alto enquanto Steve olha ao redor talvez constrangido pois homens nos olham enquanto discutimos mas não ligo—e você aceita isso sem mais e nem menos!
—calma! Eu não disse que ia aceitar—ele se aproxima de mim.
—não...?
—não! Vamos para a guerra impedir isso, ok?
—como posso acreditar em você?—ele suspira e revira os olhos e pra minha surpresa, ele pega o meu laço de dentro de meu casaco e enrola em seu pulso.
—nós... Vamos para a guerra e impedir isso...! Nossa como eu odeio essa cordinha!—ele retira o laço do pulso e eu o guardo—feliz agora?—estreito os olhos—agora precisamos arranjar passagens para irá até a guerra.
—onde conseguiremos isso?—pergunto.
—eu vou ter que cobrar um favor. Vamos?—ele indica a saída e saio o mais rápido possível deste local cheio de covardes.
A noite já é predominante sobre nós e os postes com luminárias se destacam. As ruas não tem muito movimento esse horário da noite e já que estamos numa parte mais afastada da cidade, quase nenhuma presença aparece pelas ruas, poucas pessoas andam por aqui.
—aqui.
Adentramos um bar e há vários homens jogando jogos de aposta e gritando quando vencem e brigando por uma simples bebida ou por mulheres que são tratadas como objeto. Que lugar estranho. Sigo Steve até uma mesa afastada perto da parede e nos sentamos, acho que estamos esperando alguém.
—estamos esperando quem?—pergunto.
—Nick, a Etta ligou pra ele pediu pra me encontar aqui—responde a minha pergunta enquanto observa o local a procura deste tal Nick.
Um homem grande e careca com roupas simples parecendo com panos soltos, adentra o local, quando vê nossa mesa, vem até nós. Seus passos são formes e sua cara é de poucas amizades e uma cicatriz no olho esquerdo ajuda na sua aparência ameaçadora. Ele se senta na cadeira a nossa frente colocando suas grandes mãos sobre a mesa.
—e ai, Nick, tudo certo?—Steve sorri.
—Steve! Hahahah! Achei que tinha morrido, rapaz!—ele já um leve soco no ombro de Steve—e quem seria a madame?—ele percebe a minha presença.
—Diana prince... É, Diana Prince.
—é um prazer—gentilmente ele pega minha mão e deposita um beijo. Mais um cavalheiro.
—Nick, preciso que me pague aquele favor—o homem ao me lado diz sério.
—aquele favor?—as sombrancelhas de Nick se sobressaltam.
—é, aquele favor.
—ok, o que quer?
—preciso de passagens para Bélgica. Consegue?
—preciso de um tempo. Consigo até amanhã de manhã—ele encosta as costas na cadeira.
—ok, podemos esperar.
—foi bom te ver, Steve—Nick acena para o mesmo—madame—ele se retira indo embora.
—bom, vamos arranjar um lugar pra passar a noite—Steve se levanta e vai para a saída comigo o seguindo—hãããã vamos por aqui—ele adentra um beco escuro.
O sigo sem questionar. Enquanto passamos pelo beco, passos pesados podem ser ouvidos, os passos estão vindo de trás de nós. Ao olhamos para a direção, enxergo uma grande sombra.
—esses valentões. Deixe comigo agora, princesa. Ei, acho melhor não mexer com a gente ou...—o ser fica em frente a Steve e se revela das sombras.
Seus olhos amarelos brilhantes se destacam e cobras como barba se firmam em seu rosto. A pele escamosa com coloração verde água e grandes unhas em suas mãos, usa apenas um pano com armadura que cobre suas partes íntimas.
—que isso?!—Steve da passos pra traz surpreendido com a criatura.
—Deymos! O escravo fiel a Ares!—me aproximo.
—meu mestre disse para testar você. Será que é uma guerreira que honra as lendas que cercam as Amazonas?
—Steve... Para trás de mim!
—claro, claro, tô indo—ela faz o que pedi.
Me preparo para o confronto que prevejo.
—ahh!—o monstro tenta me acertar um soco mas desvio.
Laço seu pescoço e o giro, o arremessando para fora do beco.
—fique aqui!—falo a Steve.
—com toda certeza.
—segure meus óculos—entrego o objeto para ele.
—claro... Se cuida, viu?
Sigo para fora do beco encontrando o monstro que se recupera do golpe.
—mostre-me do que é capaz, Deymos!
—ahh!
—haahh!—partimos um contra o outro .
Me defendo e bloqueio alguns de seus golpes. Ele segura um de meus punhos e bate meu corpo contra o chão e me arremessa contra um poste. Tá bom, sem pegar leve. Me levanto em posição de luta o esperando. Desvio do seu soco e me apoio com minhas mãos no chão o chutando para longe com meus pés. Pulo em cima dele depositando vários socos, mas sua mão agarra meu cabelo que se desprendeu do coque, e me arremessa contra uma parede de uma residência. Na calçada, uma mulher e uma criança passam. Devem ser mãe e filha. Deymos percebe meu olhar sobre elas e parte para cima delas.
—não!
Corro e uso meu laço me pendurando num poste e me guio resgatando os civis, os deixando longe de Deymos.
—corram!
Meu inimigo com raiva, parte para cima de mim. Quando vai me acertar um soco, laço seu punho. Passo seu braço ao redor de seu pescoço, seguro o seu outro braço e chuto sua perna direita que o faz cair. Ele agora está imobilizado.
—onde está Ares?!—pergunto—o laço o obriga a revelar a verdade!
—ahhh!! Eu... Eu... Não vou... Trair meu mestre!—uma de suas cobras em seu rosto, morde seu próprio braço injetando seu veneno.
—não!—suas veias saltão e se tornam em cores amareladas e seu corpo começa a se rachar e por fim, se torna pó—maldito!
—Diana? Conseguiu algo?—Steve agora chega ao meu lado.
—não... Ele se matou—olho a poeira que é levada com vento calmo. Como ele pode fazer isso com a própria vida? Quando olho de novo para a poeira, vejo um objeto reluzente e dourado. Me aproximo vendo que é uma talismã e pego o objeto.
—o que é isso?
—é um talismã. Com o símbolo do tártaro—olho o desenho de um vulcão em erupção—deve ser onde Ares está. Mas só as irmãs do destino sabem onde está o tártaro, e elas desapareceram a muito tempo. Continuamos seguindo para o lugar mais intenso da guerra, e irei encontrar meu inimigo.
Ares, ainda está por aí...
[...]
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