XIII - Treze
Jimin
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"Agora, eu tenho uma punição para te dar, Jimin."
Essas palavras ecoaram em minha cabeça durante todo o banho, que eu fiz de tudo para ser rápido. E continuaram ecoando enquanto eu colocava uma roupa que Jungkook tinha me emprestado, e de novo enquanto estava esperando por ele sentado na ponta de sua cama.
Estou receoso com o que pode acontecer. Juntando minha punição com a vontade de Jungkook de descobrir se realmente sou masoquista, não dá uma combinação muito boa. Mas tudo bem, em qualquer sinal de perigo eu saio gritando minha safeword e sei que ele vai parar na hora. É isso, não preciso me preocupar.
Jun nem saiu do banheiro ainda e já consigo sentir a dominância dele, o que me fez baixar a cabeça instantaneamente. Isso me lembra a primeira vez que o vi, fiz exatamente isso, e não entendia o porquê de estar tão sensível, tão submisso. Pois bem, agora eu sei. No entanto, não baixei a cabeça pela dominância em si, e sim pelo fato de saber que fiz algo que não deveria, e me sinto mal por isso.
Pouco tempo se passou até Jungkook sair do banheiro, mesmo de cabeça baixa eu sabia que ele estava me encarando profundamente.
— Olhe para mim — ele mandou, obedeci de imediato, o encontrando apenas com uma calça moletom, coisa que ele parece gostar de usar quando está em casa. — Sabe por que vai receber uma punição?
— Sim, senhor — respondi, meu tom de voz estava quase como um sussurro.
— Diga.
— Além de te desobedecer, me comportei de uma maneira ruim, fui mal educado com o senhor — respondi tentando soar mais firme, não dizendo nada além da verdade.
— Exatamente — ele caminhava pelo quarto, me deixando mais intimidado. — Mas... Eu prometi que iria levar em consideração o fato de que você ainda está se acostumando com tudo isso, eu disse que sua punição seria mínima.
Ele caminhou até parar de frente para mim, segurando meu queixo.
— O que devo fazer com você? — ele perguntou retoricamente, não me atrevi a responder.
Soltando meu queixo, ele virou de costas e caminhou até o armário onde guarda suas coisas, o abrindo e observando tudo o que tinha lá dentro. Minha respiração estava acelerada, eu estava empolgado para saber como tudo seria.
Com um sorrisinho, ele se voltou para mim novamente, não havia pego nada do armário, estranhei esse fato. Ele caminhou até o banheiro, voltando pouco tempo depois com seu sinto nas mãos. Jungkook fazia tudo como se tivéssemos todo o tempo do mundo.
— Tire a roupa — ele mandou, se sentando onde eu estava assim que me levantei para obedecer seu pedido.
Tremendo de ansiedade, tirei todas as peças de roupa do meu corpo, sentindo seus olhos pesarem sobre mim, em seguida, esperei até que ele dissesse o que devia fazer.
— Primeiro, vou fazer o que a maioria costuma fazer, já que é sua primeira punição. Quero você debruçado aqui — ele deu leves tapinhas nas próprias coxas, o que me deu uma ideia do que ele ia fazer. — Eu vou usar seu castigo como uma descoberta, já que precisamos saber um pouco mais sobre você. Vou começar com cinco tapas, depois cinco cintadas, e você me diz o que está sentindo.
— E se eu for mesmo masoquista? — perguntei, após ter feito o que ele pediu.
— Significa que você vai acabar gostando do castigo. Porém, tenho a esperança de que você saiba diferenciar quando um tapa significar castigo ou recompensa.
Sinceramente, também espero conseguir diferenciar.
— Por isso, não pense no castigo agora, se possível; se concentre apenas nas sensações que vai sentir. Pronto? — assenti, sem saber realmente se estava mesmo pronto.
Dito isso, ele me deu o primeiro tapa, talvez mais forte do que eu teria imaginado, me fazendo soltar um gemido pela ardência. Então, percebi meu erro antes mesmo de ele precisar dizer: eu não o respondi de forma adequada.
Sem dizer nada, ele me deu o próximo tapa, um pouco mais fraco que o anterior. Ele teria dado o terceiro, se meu celular não tivesse tocado. O celular estava dentro de minha bolsa, essa que estava na cômoda que havia no quarto.
— Atenda — o obedecendo mais uma vez, me levantei cuidadosamente e fui até a bolsa, pegando o celular e o atendendo em seguida.
— Alô? — senti Jungkook me abraçando por trás, me puxando para trás enquanto beijava meu pescoço. Ninguém disse nada do outro lado da linha. — Quem é? — tentei saber. Nada.
Olhei para a tela, vendo o número desconhecido, estranhando o fato de ninguém dizer nada. Mas eu sabia que tinha alguém ali, eu conseguia escutar a respiração da pessoa do outro lado.
— Desligue — Jungkook disse em meu ouvido, em um tom grave, me fazendo arrepiar. Por um momento, achei ter ouvido a respiração da pessoa falhar do outro lado da linha. Desliguei o celular e o larguei no chão, virando de frente para Jungkook. — Quero você de quatro na cama.
Ele me conduziu até a cama, me ajudando a ficar na posição que ele queria, me fazendo ficar bastante inclinado. Sem mais uma palavra, ele voltou com os tapas, terminando a sequência de cinco tapas que havia dito. Depois, começou a sequência de cinco cintadas, e em todas eu gemi, da mesma forma como gemeria se ele estivesse me fodendo.
Ao fim de tudo, ele acariciou o local atingido, que agora ardia. E porra, isso havia sido muito bom, eu sentia o quão excitado estava.
— Acho que já sabe a resposta para nossa dúvida, certo?
— Sim, senhor — respondi certo dessa vez.
Ele percebeu o quão necessitado eu estava, e vi o quão necessitado ele estava. Por esse motivo, acabamos tranzando, duas vezes. Depois de tudo, tomamos um banho e ele passou um creme onde eu havia apanhado, me explicando que é sempre bom hidratar a pele depois de uma punição com tapas, ou algo do tipo.
Mesmo estando cansado e totalmente tentado em aceitar seu pedido para passar a noite ali, eu resolvi voltar para casa, já que tinha visitas. Coloquei minhas próprias roupas antes de sair. Jun me levou até em casa, já que eu estava sem carro.
Ao chegar em frente ao meu prédio, nós nos despedimos com um beijo extremamente caloroso, me fazendo repensar sua oferta de passar a noite consigo.
Quando entrei em meu apartamento, encontrei Taehyung e Hoseok sentados no sofá, assistindo um filme no qual eu não reconheci.
— Boa noite! — os cumprimentei, seguindo até o quarto para poder trocar de roupa e colocar uma mais confortável.
— Você demorou — Hoseok gritou da sala para que eu escutasse.
— Desculpe, acabei me atrasando — respondi quando voltei para a sala.
— Conta pra gente, o que rolou? — Taehyung perguntou, do seu jeito curioso de sempre.
— Eu não quero saber! — Hoseok se pronunciou, tapando os ouvidos e fechando os olhos, arrancando risadas minhas e de Tae.
— Relaxa, não aconteceu nada demais — eles não precisam saber o que aconteceu. — Mas aconteceu uma coisa estranha. Uma pessoa me ligou, depois não disse nada, e eu desliguei.
— Ué, não tem como ver de quem é o número? Não tem Kakaotalk? — Tae perguntou, também estranhando esse fato.
— Não, não aparece nada, tentei ver enquanto vinha para cá.
Nós conversamos sobre isso e decidimos deixar quieto, se ligasse de novo eu tentaria descobrir o que era.
Me juntei a eles no filme, opinando algumas partes e rindo. Até que foi um filme legal. Quando escutei minha barriga roncar, levantei e fui para a cozinha preparar algo para mim, já que os dois não queriam nada.O restante da noite foi tranquila, assim como na semana seguinte.
No trabalho, a primeira coisa que Seokjin disse foi sobre seu encontro com Namjoon no fim de semana passado, ele estava realmente gostando dele.
Yoongi disse que tinha gostado de me ver saindo de casa, já que ele sabia que eu não era de sair muito. Eu nunca aceitei nenhum dos seus pedidos para sair, nem que seja para dar uma volta, não aceitei nem mesmo quando era algum almoço da equipe. Eu realmente não gostava de sair, apenas quando era necessário.
O problema mesmo é sair com quem eu realmente não tenho intimidade, eu fiquei animada para sair com meu primo e meu melhor amigo pelo fato de os conhecer a muito tempo.
E isso me fez lembrar de que Taehyung começou a faculdade, ele gosta do curso, mesmo que tenha chegado reclamando logo no primeiro dia.
Naquela semana, também fui até o apartamento de Jungkook (o que estava em reforma) para ver como tudo estava indo, e está tudo correndo rápido, já que poucas coisas precisavam ser reformadas, mais alguns dias e a única coisa que faltará será a decoração. Falando nisso, comecei a pensar na nova decoração, vou precisar que Jun dê seu palpite sobre tudo, não quero escolher algo que ele não goste.
Já no meio da semana, Taehyung, Hoseok e eu saímos mais uma vez. Fomos a um restaurante perto de casa, eu gostava bastante dele, era aconchegante e original.
Quando estávamos conversando, me peguei distraído e olhando para um canto do restaurante, onde eu acreditava ter visto alguém conhecido, tinha até ficado animado por ter mais alguém que eu conheci em uma cidade enorme onde não conhecia quase ninguém. Porém, eu aparentemente havia me confundido, pois a pessoa era bem diferente das que eu conheci quando mais novo.
Ao fim de semana, eu estava destruído pelo trabalho, tinha pego pesado aquela semana, tanto que nem aceitei o convite de mais um passeio. Hobi e Tae estão gostando de sair, e pelo jeito vão sair muito mais. Eu sinceramente estou torcendo para esses dois, eles formam um casal bonito.
Eu estava pronto para me jogar na cama e dormir pelas próximas horas, já estava de banho tomado e tudo. Eu teria executado o plano se minha campainha não tivesse tocado. Fui atender na força do ódio e da preguiça. Ao abrir a porta, levei um susto por quem encontrei ali.
— Jun, o que faz aqui?
— Ocupado?
— Não... — eu estava meio envergonhado, pelo fato de estar de pijama.
— Por que a surpresa? — ele perguntou assim que eu lhe dei passagem para entrar.
— É que se você tivesse avisado que vinha eu teria colocado uma roupa mais apropriada.
Ele não disse nada, apenas me deu um sorriso. Ele olhou em volta, depois olhou para mim e me examinou dos pés à cabeça, me deixando ainda mais envergonhado.
— Está perfeito para mim — não consegui conter um sorriso ao mesmo tempo em que desviava o olhar.
— Er... Quer alguma coisa para beber ou comer?
— Não, obrigado. Eu vim para passarmos um tempo juntos, imaginei que não estaria fazendo nada de muito importante. Está sozinho?
— Sim.
Então, notei que Jun estava apenas com uma calça social e uma camisa branca, o que fez com que seu corpo ficasse marcado. Por incrível que pareça, estou ficando excitado só com a visão de seu corpo.
Sério, o efeito que Jeon tem sobre mim é enorme, esse homem está me transformando em um viciado, viciado em sexo. Ele me atiça sem precisar fazer nada.
— A propósito, eu pesquisei um pouco sobre BDSM, eu vi algo sobre Pet Play, mas eu não entendi muito bem, você pode me explicar? — toquei no assunto, precisava achar um jeito de entrarmos no clima.
— Claro, aproveito e explico sobre os outros role plays também. Quer saber tudo agora? — no momento, não era bem isso que eu queria fazer agora. Nos encaramos por um momento antes que eu me pronunciasse.
— Você... quer assistir um filme antes? Ou prefere explicar tudo de uma vez? — eu perguntei meio nervoso.
— O que você realmente quer? — ele me perguntou desconfiado, depois de perceber minha pequena dificuldade em acalmar a respiração.
— Quero assistir um filme com você... — eu respondi, tentando não entregar minhas intenções.
Ele não disse nada, apenas me seguiu até o sofá e me observou escolher um filme, no qual eu nem sabia do conteúdo, só sabia que não era apropriado para menores. Ele soltou um sorrisinho.
— E quer ver um filme desses? Pesado assim?
— Eu não vi esse ainda... — tentei me justificar.
Sim, eu queria aquele filme, além de ter visto apenas o trailer dele, o que me deixou curioso. E também, confesso, estava com uma vontade incontrolável de ser fodido, da mesma forma bruta que só ele sabe foder.
— Olha, Jimin, eu sei que não é apenas isso que você quer, se você quer que eu te foda é só pedir.
— O-oquê? Não, não é isso, eu quero assistir mesmo, só isso — eu disse, sem conseguir esconder meu nervosismo.
— Jimin, Jimin. Meu amor, você não me engana, sabe que eu não gosto que minta para mim. Além do mais, são dez horas da noite, o horário perfeito para foder, bem gostoso e bruto, do jeito que eu sei que você gosta.
Sim, eu concordo com ele, é exatamente isso que eu queria. Mas ele realmente não gosta que eu minta, então, se eu confessar de uma vez, com certeza vou ser castigado. Bom, eu amo quando isso acontece, mesmo que não tenha acontecido tantas vezes.
— Mas, meu primo e meu amigo podem chegar...
— Se eles não chegaram até agora, com certeza vão demorar — ele se aproximou mais de mim, ficando perigosamente perto. Eu estava me segurando para não me jogar em seus braços e confessar minhas intenções.
Não, eu não faria isso, eu queria ser fodido, não castigado.
Quando eu estava quase caindo em tentação, meu celular tocou, vi no visor que era Hoseok, então corri para atender.
— Sim?
— Ji, acho que vamos demorar para voltar, encontramos um lugar que está tendo um show e vamos ficar para assistir, tem problema? — ele falou meio gritando, dava para ouvir a música alta tocando no fundo.
— Não, tudo bem, podem ficar à vontade, divirtam-se — ele avisou que o show iria demorar por volta de duas horas, disse que estava quase começando e que precisava ir, então se despediu e desligou.
Esses shows normalmente demoram mais, e se eles forem passar em algum lugar depois ainda vai me restar mais algum tempinho. Acho que é tempo suficiente para fazer tudo o que Jungkook e eu pretendemos, isso se começarmos agora. Talvez Jungkook pensasse o mesmo que eu naquele momento.
— Bom, não é segredo que eles vão demorar — Jungkook me encurralou no sofá, me fazendo deitar e ficando sobre mim.
O que me deixou mais surpreso foi que ele não ficou entre minhas pernas como de costume, ele ficou praticamente sentado sobre meu quadril, obviamente sem soltar o peso todo, o que acabou por fazer uma pressãozinha gostosa em meu membro semi-ereto.
— Eu quero saber quais suas verdadeiras intenções, se não mentir, posso livrar você de uma futura punição — ele disse ao prender minhas mãos acima de minha cabeça, se abaixando e roçando seus lábios nos meus.
— Jungkook... — eu gemi seu nome, sem precisar de nenhum estímulo, só o fato de tê-lo por perto era o suficiente.
— Diga, anjo — ele disse ao chegar perto de meu ouvido, com uma voz sexy e grave.
— Eu preciso que você me foda, por favor — resolvi jogar tudo aos ares e confessar logo de uma vez, nós íamos acabar fazendo isso de qualquer jeito, até porquê é difícil um dia em que nos encontramos e não acaba em sexo.
— O que eu estou fazendo com você, meu anjo? Você sempre acaba pedindo sexo quando nos vemos — ele não estava reclamando, com certeza não estava.
— A cada dia preciso mais de você — eu já estava totalmente entregue, precisava dele dentro de mim.
— Faz uma semana desde a última vez que fizemos sexo, mas parece que você é insaciável — e ele me beijou, de forma lenta e fogosa, colando seu abdômen ao meu.
— Hoje eu não quero nada complicado, quero só você, por favor — eu pedi, torcendo para que ele não me repreenda e aceite meu pedido.
— Onde é seu quarto?
Ele me pegou no colo, fazendo com que eu enlaçasse minhas pernas em sua cintura. Enquanto eu o guiava até meu quarto, ele distribuía beijos por todo o meu pescoço.
— Nossa aula de hoje vai ser um pouquinho diferente, amor — ele disse ao fechar a porta. — Primeiramente, para deixar claro, as encenações são chamadas de role plays. Vamos começar pelo Pet Play, já que você pesquisou sobre ele — Jungkook me colocou sobre minha cama cuidadosamente. — Ele é basicamente uma encenação, onde uma pessoa finge ser um animal. É uma prática bastante flexível, tanto que pode ser usava como parte da rotina, ou uma encenação eventual, e pode ser inserido em algum contexto sexual ou não, depende de cada situação, e claro, depende da escolha dos envolvidos também — ele disse tudo tirando minhas roupas, peça por peça, me deixando apenas de cueca no fim.
Eu comecei a entender seu jogo: ele vai me explicar tudo enquanto faz as preliminares... Ótimo, vai ser ainda mais difícil decorar tudo agora.
— Bom, cada tipo de animal play envolve um contexto diferente para melhor se adaptar ao pet em questão. Algumas coisas se aplicam a todos, como por exemplo: animais não têm polegares, a maioria anda sobre quatro patas e não falam, então quando um animal play está em cena, essas características devem ser respeitadas — ele me explicou, passando sua mão por todo o meu corpo. Confirmei quando ele perguntou se eu estava entendendo.
Esse homem daria um puta professor gostoso, meu Deus.
— Agora, Age Play — beijou meu pescoço mais uma vez, fazendo um chupão na parte de trás, para impedir que alguém visse — Ele é bem diferente do Pet Play. Nesse caso, o cenário é formado com pessoas que se comportam como tendo uma idade diferente da biológica — desceu os beijos de meu pescoço até meus mamilos, deixando beijinhos naquela área. — Por exemplo, você tendo vinte e seis pode se comportar como um adolescente de quinze, ou como um idoso de cinquenta. Algumas pessoas acham que o Age consiste em alguém no cenário sempre se comportar como se tivesse menos idade, mas não é uma regra — foi descendo os beijos pela barriga até parar em minha cueca, essa na qual eu queria muito que ele tirasse. — Tenha em mente que nada nos role plays tem a intenção de te limitar, tudo é flexível e pode se adaptar da melhor forma para cada pessoa envolvida, desde que todos os princípios sejam respeitados.
— Como no BDSM — eu disse automaticamente, sentindo seu olhar orgulhoso sobre mim.
— Isso mesmo, meu bem — como recompensa, talvez, ele me deu um beijo na testa, me deixando feliz pelo ato. — Continuando. Quando uma pessoa age como alguém mais novo, essa pessoa é chamada de Little, a atitude pode ser somente encenação ou a liberação de um traço de personalidade. Ele pode agir como um bebê, literalmente, ou como um adolescente, depende da escolha da pessoa — ele finalmente tirou minha cueca, deixando um beijinho simples na glande de meu membro, me fazendo pulsar de desejo. — Também tem o Middle, que é quando um Little se comporta de uma forma mais sexual e rebelde, eles têm muito do comportam de um brat — então, sem que eu estivesse esperando, ele me engoliu quase por inteiro, me fazendo gemer um tanto alto. — Sensível, amor?
— Ahn, sim — gemi novamente quando ele me penetrou com dois dedos enquanto estimulava a glande com a língua.
— Mesmo que eu esteja te explicando tudo isso ao mesmo tempo em que fazemos as preliminares, você tem que ter consciência de que é um assunto sério — ele parou o que estava fazendo, me deixando frustrado. Talvez estivesse receoso de que eu não levasse a sério.
— Sim, eu sei, e quero que continue, mas de uma forma diferente.
— Diferente como?
— Você pode me explicar o que resta depois — sugeri, torcendo para que ele aceite.
— Ótimo, também não estou aguentando mais essa tortura, e o que falta explicar são só alguns detalhes — ele rapidamente retirou suas roupas. Se deitou sobre mim novamente após ter colocado a camisinha e lubrificado seu membro. — Só para constar: eu sabia que estava mentindo — e assim, me penetrou de uma vez, me fazendo gemer alto e me causando uma dorzinha, mas uma dorzinha gostosa.
— Me. Desculpe. — eu pedi, com dificuldade pela velocidade das estocadas.
Ele não me respondeu, apenas continuou seus movimentos precisos, indo cada vez mais fundo, cada vez mais forte e bruto, extremamente gostoso, e era exatamente isso que eu queria.
Pela rapidez em que tudo estava acontecendo, e por minha sensibilidade, eu gozei rápido. Por conta das contrações involuntárias de minha entrada, ele também acabou gozando. Mesmo que dessa vez tenha acontecido mais rápido, ainda sim foi muito bom, como sempre. E levando em conta que muito provavelmente nós dois estamos cansados da semana, não foi de todo mal termos feito apenas uma "rapidinha".
Ele ficou deitado sobre mim por um instante, enquanto eu fazia carinho em seus cabelos, esses que são bem macios e um tanto compridos.
— Você está bem? Machuquei você? — ele perguntou assim que nossas respirações se acalmaram.
— Estou bem, não se preocupe.
— Era exatamente isso que você queria, não era? — nós rimos, mas acabei confirmando.
Ele saiu de dentro de mim e se levantou, ato que me fez soltar um gemido baixo. Me ajudando a levantar, nós fomos para o banheiro tomar banho. Eu não tinha uma roupa para emprestar para ele, porque minhas roupas ficam pequenas nele, então ele ficou apenas com a calça social, o que me deu a impressão de estar apertada, mas ele me confirmou que estava confortável.
— Ei, continua a explicação sobre os role plays — eu pedi, lembrando que ainda não tinha acabado. Estávamos deitados em minha cama, eu havia posto meu pijama novamente.
— Você lembra de tudo o que eu expliquei?
— Sim.
— Certo, deixa eu lembrar onde parei — ele parou e pensou por um tempo, mas logo voltou a falar. — Bom, o pet e age play são praticados por pessoas adultas e com condições mentais de compreender em que estão se envolvendo, e eles podem ou não terem conotação sexual. Quando não tem intenções sexuais durante as práticas, as pessoas costumam fazer isso como uma forma de se afastarem um pouco da vida adulta, os motivos são muitos, mas contém regras, como tudo o que já te apresentei. O age play sempre busca a intenção de prazer das partes envolvidas. Nesse caso, o prazer está mais ligado à mente que ao corpo.
— Seria uma boa a gente fazer isso algum dia, sempre achei que eu fosse um bebê — nós dois rimos. Mas poxa, é verdade.
— Posso continuar, bebê? Está entendendo tudo direitinho? — ele perguntou me abraçando mais forte.
— Claro — respondi, todo bobo pela forma como ele falou comigo.
— Certo, esses mesmos motivos podem ser usados como ponto de partida para Age play sexual, a diferença é que existem espaços para outras práticas sexuais durante o role play. Na maioria dos cenários envolvendo essa forma, o submisso costuma se comportar como um adolescente, chamados de middles no caso, então o próprio comportamento do submisso abre portas para o erotismo e o sexo. De qualquer forma, a prática sexual sempre acontece com pessoas que tem total capacidade de medir suas atitudes e suas próprias consequências, o que é uma coisa que as pessoas de fora não entendem. Por mais que o age play envolva alguma mudança de comportamento, a consciência das pessoas envolvidas permanece como a de alguém que pode e vai ser responsabilizado por seus atos.
— Uau, isso tudo é incrível.
— Está mesmo gostando? — ele perguntou, um pouco surpreso.
— Claro — respondi sinceramente.
Nós conversamos um pouco mais, até ele olhar para o relógio e ver que já estava tarde. Ele estava decidido a ir embora, e eu espero conseguir fazê-lo mudar de ideia.
— Dorme aqui hoje? — eu pedi, querendo continuar ao seu lado por mais um tempo, imaginando que seria realmente difícil convencê-lo a ficar. Eu estava abraçado a ele, enquanto estávamos deitados em minha cama.
— Você não tem visita? — foi apenas o que ele perguntou, me dando um pouco mais de esperança.
— Eles não vão ligar.
— Sendo assim, tudo bem. Mas amanhã preciso ir cedo — sinceramente, não imaginei que seria tão fácil. Tenho certeza que meus olhos brilharam nesse momento.
— Tá ótimo.
Nós fomos até a cozinha preparar alguma coisa, e ele ficou apenas observando, como sempre. Depois, nós comemos rindo e conversando, sobre coisas aleatórias.
— Teve um dia, quando eu ainda morava com meus pais, minha mãe pediu para eu ir buscar um negócio no quarto dela, então eu fui, mas quando eu cheguei lá eu parei, olhei em volta e pensei "o que é que eu estou fazendo aqui?" — nós dois rimos de como eu era atrapalhado quando mais novo. — É sério, daí quando eu voltei, minha mãe perguntou onde estava o negócio que ela tinha pedido, e só aí eu lembrei do porquê de ter ido no quarto dela.
— Meu Deus — ele não conseguia segurar o riso, e era muito bom o ver tão leve e descontraído assim.
— Nesse dia eu estava muito distraído, tinha ido dormir muito tarde e levantado muito cedo, e somando a quedinha que eu tinha em um garoto da escola, piorou tudo.
Nós logo terminamos de comer, ele me ajudou a lavar as louças antes de começarmos a nos arrumar para ir dormir. Eu lhe emprestei uma escova de dentes nova que tinha guardada. Depois de tudo, enfim nos deitamos em minha cama novamente.
Jungkook pode ser uma pessoa poderosa, ele é sério, frio algumas vezes e extremamente dominante. Presumo que as pessoas não se atrevem a mexer com ele, pela forma rígida com que mexe com tudo, a não ser que essa pessoa não o conheça.
Porém, Jungkook também é uma pessoa carinhosa quando quer, é até mesmo fofo (descobri isso em uma das poucas vezes em que conversamos por telefone), ele é engraçado e amável, o que faz com que me tire risadas fáceis. Ele seria um ótimo namorado, confesso. E também confesso que estou começando a sentir mais que mera atração por ele, e isso acaba sendo ruim.
E, agora, com toda certeza, eu sabia que a barreira que havia em meu coração estava totalmente quebrada.
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Olá, como vocês estão?
Esse capítulo foi meio complicadinho, acredito que seja por causa do tamanho dele, que é um pouco maior do que o de costume. Espero ter ficado tão bom quanto eu acho que ficou.
É isso, obrigada por estarem lendo.
Não esqueçam de votar e comentar, é muito importante.
Lembrando que estamos na reta final 🥺
Saranghae 💜
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