Capítulo 03
Quando cheguei na casa de Luciano, fui recebida com um beijo e um abraço caloroso. O meu namorado é um homem muito carinhoso. A gentileza dele foi o que fez eu me apaixonar. Ele não teve muito trabalho para me conquistar; a maneira como me tratou fisgou o meu coração. E depois de um mês que o conheci, começamos a namorar.
--- Nossa, como eu estava com saudades de te ter aqui na minha casa! - falou com empolgação.
--- Calma, meu bem. - dei risada --- Ficamos apenas uma semana sem nos ver.
Uma semana distantes porque eu estava embolada nos lençóis de Adriel.
--- Acredite, é demais pra mim.
Sorri.
--- Gosto de saber que fiz falta.
--- Você não sabe o quanto. - um latido vindo dos fundos da casa --- E jujuba também sentiu. Venha ver ela.
Fomos até o quintal, grande de mais para o meu gosto, e uma bola de pelos branca correu até mim e começou a pular em minhas pernas. Jujuba é uma vira lata muito fofa. Lembro bem do dia que Luciano e eu a resgatamos da rua, quando ela ainda era um filhote. Eu não pude ficar com ela, pois a minha mãe é alérgica. Então Luciano cedeu a sua casa, sem questionar.
--- Oi, fofinha. Como vai? - agachei para fazer carinho na cabeça dela.
--- Ela gosta muito de você.
--- E eu gosto muito dela.
Levantei, pois as minhas pernas já estavam dando câimbra. Notei uma mesa com duas cadeiras um pouco distante, em baixo de uma mangueira iluminada com lâmpadas amarelas. Não perguntei nada, apenas me aproximei para olhar mais de perto e Luciano veio atrás de mim.
--- Fome? - ele perguntou.
--- Sempre.
--- Sente-se. Vou pegar o nosso jantar.
Luciano foi para dentro e eu sentei diante a mesa. Tudo tão lindo. As velas deram um ar romântico que fez o meu coração apertar. O meu namorado é um ser maravilhoso, que faz esse tipo de coisa para me agradar, e eu me culpo, pois não dou o valor que ele merece. Mas não posso negar que amo toda esse cuidado, toda essa atenção. Eu amo ser prioridade na vida dele.
Ouvi os passos dele e ao olhar para ele, sorri. Com uma habilidade incrível, Luciano se aproxima com dois pratos, duas taças e uma garrafa de vinho.
--- Pelo amor de Deus, deixa eu te ajudar. Por que não chamou para ajudar?
Levantei e fui até ele, pegando a garrafa e as taças.
--- Eu queria mostrar o quanto sou bom com equilíbrio.
Não teve como não rir.
--- Você é bom em muitas coisas.
--- Eu sou, é?
--- Uhum.
--- Cita algo que sou bom.
Sentamos na mesa e eu admirei o quanto a comida parece boa. Luciano é um excelente cozinheiro, isso é inegável.
--- Você é muito bom em me deixar com água na boca com comidas maravilhosas.
Ele sorriu.
--- E o que mais?
Lembrei de todas as coisas que me deu durante dois anos de namoro.
--- É bom em escolher presentes. Sério, você me surpreende. É bom em fazer surpresas.
Ouvir o suspiro profundo dele me fez perceber que não estou dizendo o que ele quer ouvir.
--- Eu gosto de te agradar.
--- E eu amo isso em você.
O sorriso de Luciano foi contido, pareceu desanimado.
--- Coma, antes que esfrie.
--- Claro.
Gemi após dar a primeira garfada. Que delícia de macarrão. Eu amo massa, e ele sabe disso.
--- Espaguete à Carbonara? - perguntei de boca cheia.
--- Não faz isso. - pediu fazendo uma careta engraçada --- E como sabe?
--- Já comi em um restaurante uma vez. Mas o seu está muito mais gostoso.
--- Quando que você foi em um restaurante? Achei que não tivesse tanto tempo.
Quase que me engasgo com o macarrão. Sem dizer uma palavra, peguei a garrafa de vinho e tirei a rosca. Enchi a minha taça e tomei um gole. Droga.
--- Eu não lembro, tem bastante tempo. Fui com umas amigas.
Na verdade, fui na semana passada. Com Adriel.
--- Entendi. Se eu soubesse, faria outra coisa.
--- Não, está perfeito. De verdade, está muito gostoso.
--- É que gosto de fazer coisas diferentes pra você.
--- Está perfeito, Luci.
--- Obrigado. - agradeceu com um sorriso.
--- Você é perfeito. - falei com ênfase.
--- Não diga isso, tenho inúmeras falhas.
--- Pequenas, comparadas as muitas qualidades.
Ele abaixou a cabeça e começou a mexer na comida com o garfo.
--- Está me deixando tímido.
--- Só estou falando a verdade.
O restante da noite foi muito agradável. Por um tempo tinha esquecido o quanto é bom conversar com o meu namorado; ele não deixou a gente sem assunto por um minuto - sempre elogiando a minha beleza, ou a minha personalidade. Também falou sobre o trabalho, como locutor de rádio. Lembramos da vez que ele me fez uma declaração. Hoje, nem ligo mais o rádio.
E após terminarmos o jantar e bebermos algumas taças de vinho, fomos para dentro. Luciano me levou para o quarto e me surpreendeu mais uma vez. O ambiente perfumado com velas aromáticas e decorado com pétalas de rosas, juntamente com balões em forma de coração, me fez suspirar. Na cama, chocolates formando a frase eu te amo.
Tão romântico.
--- Você gostou? - perguntou atrás de mim.
Dei risada.
--- Se eu gostei? - admirei cada detalhe --- Olha tudo isso! Está lindo!
--- Que bom que gostou. Fiquei com medo de parecer cafona.
Me virei para olhar para ele.
--- Não, você não é nada cafona. Você é a porra de um cavalheiro. - falei apontando o dedo.
--- Meu Deus, Helena.
Gargalhei, ele detesta que eu fale palavrão.
Fui até a cama. Peguei todos os chocolates e os deixei em cima de uma cômoda. Tirei os saltos e subi na cama de casal, coberta por um lençol de pano fino e cor vermelha. Engatinhei até a cabeceira e ali me encostei. Olhei para Luciano e mordi o lábio inferior.
--- Vai ficar aí me olhando? Vem. - chamei.
Ele não pensou duas vezes antes de vir até mim e beijar a minha boca pintada de vermelho. As minhas mãos deslizaram por seus cabelos cumpridos e agarraram com força, enquanto aprofundei ainda mais o beijo. Senti a sua mão grande e áspera passar por minha perna e subir até chegar na minha cintura, por baixo do meu vestido.
Luciano substituiu os meus lábios por meu pescoço, causando em mim um arrepio forte.
--- Tão cheirosa. - ele sussurrou.
Logo, a sua mão saiu de minha cintura e entrou na minha calcinha. Ele soltou um gemido rouco e baixo ao sentir a minha umidade. Apertei ainda mais seu cabelo quando um dedo começou a massagear o centro da minha intimidade, arrancando um suspiro pesado de mim.
--- Isso, Luci. Desse jeito. - a minha voz saiu em sopros.
O movimento de seu dedo foi aumentando a intensidade e eu gemi. Ele sabe muito bem o que está fazendo, e faz com maestria.
--- É assim que você gosta, não é? - perguntou baixo em meu ouvido.
Quando está excitado, a voz de Luciano fica tão grave e rouca, que eu raramente consigo me controlar quando ele fala em meu ouvido. Ser locutor tem o poder de deixa-lo com a voz gostosa de ouvir, com tesão então, me faz querer subir pelas paredes.
--- Uhum. - respondi sem conseguir emitir uma palavra sequer --- Luci, eu vou...
--- Não. - me interrompeu --- Assim não.
Ele tirou a mão e eu choraminguei.
--- Coloca de volta, por favor.
O meu namorado desceu um pouco e ergueu o meu vestido. Com a mão, ele afastou a minha calcinha para o lado e colocou a boca onde seu dedo estava a poucos instantes, dando-me uma sensação tão gostosa que a minha coluna arquejou. As minhas pernas quase fecharam, mas ele as segurou firme, aumentando ainda mais os movimentos de sua língua, não me dando chances para controlar o tremor de meu corpo. E quando cheguei no ápice do prazer, não consegui conter um grito. Um grito de muitos que sairia de mim naquela noite, porque se tem uma coisa que Luciano é, é ser muito bom de cama.
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09 · 02 · 22
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