Capítulo 6
▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️
Chego pelas sete da noite em casa, cansado até pra tomar banho. Vou para o quarto e tiro a camiseta e a calça que vestia. Fico de cueca e me jogo no sofá mexendo no celular, até que um número desconhecido aparece na tela, me sento no sofá estranhando e atendo.
Eu- Quem é?
Desconhecido- Olá, é o Roger, do noticiário diário aqui do Queens. Você fez uma entrevista hoje, tá lembrado?
Eu- Sim, sim me lembro!
Roger- Então, está contratado, começa segunda-feira. Mas preciso que escreva uma matéria sobre o assalto aqui do banco até sexta, pode fazer isso?
Eu- Sim, sim, eu posso. Obrigado por me contratar, não vai se arrepender.
Roger- O que vai fazer hoje, digo, daqui a pouco, pelas oito e meia?
Eu- Acho que, vou escrever a matéria, o quanto antes, não é?
Roger- Está certo, mas queria que você fosse jantar comigo hoje, para também discutirmos sobre o trabalho e a faculdade aqui.
Eu- Isso seria ótimo!
Roger- Bom, eu já vi pelo currículo onde mora, então posso ir boscar você?
Eu- Claro.
Roger- Às oito e meia?
Eu- Sim, perfeito. Obrigado de novo.
Roger- Sem problemas, eu vi seu site, e você é bom no que faz.
Eu- Obrigado.
Roger- Ok, agora vou pro banho, até daqui a pouco.
Eu- Até.
Não acredito que consegui o emprego, consegui uma nova faculdade, eu estou tão feliz que queria gritar de alegria. Me levanto rapidamente e separo a minha melhor roupa que tinha. Finalmente encontro uma, que Vivian me deu de presente de Natal. Era uma calça jeans cinza escura, uma camiseta de manga longa branca, mas com as mangas pretas e a gola também. Separo meus tênis da adidas preto e branco, e um relógio que meu pai deixou para mim.
Tomei banho e vesti tudo, seco o cabelo deixando um pouco armado, penteio para os lados e arrepiando as pontas para cima. Espirro um perfume malback no pescoço e nos pulsos, e coloco uma corrente fina de prata no pescoço. Me olhava sorrindo em frente ao espelho. Ouço alguém ligar no interfone, era Roger, libero a entrada e espero ansioso no sofá.
A campainha toca e eu me levanto para atender, abro a porta e me deparo com Roger, bem arrumado, com um shorts jeans e uma camiseta preta, um tênis All Stars preto. Noto a tatuagem no braço. Ele me olha e abre logo um sorriso.
Seguimos caminho para fora do prédio. Seu carro estava estacionado um pouco pais distante. Caminhamos até lá e entramos no carro. Ele começa a diregir, e falava sobre o trabalho, ele era o vice presidente do negócio de jornalismo do Queens e de alguns bairros distantes por ali. Tudo sobre o trabalho foi esclarecido durante todo o caminho, e já entendi como as coisas funcionavam, mas não na prática é claro.
Entramos em um restaurante de esquina, parecia bem sofisticado, não estava acostumado com aquilo. Nós nos sentamos e logo uma garçonete veio na nossa direção.
- Aqui também e uma lanchonete, sorveteira, e várias outras coisas. Peça o que quiser! - Ele fala um pouco baixo até a garçonete chegar bem perto de nós.
- O que desejam? - Ela sorria, como todas.
- Eu quero dois misto quente, e uma salada de frutas, e você, Bryan - Ele se virou para mim.
- Eu quero o mesmo, mas cebolas empanadas com queijo - Sorrio e a garçonete sai.
- Com licença, uma garrafa de vinho e duas taças - Roger fala. A garçonete que já estava um pouco à frente ouve e acena com a cabeça.
▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️
Após algumas horas que Chris saiu da minha sala, minha secretária Joyce me avisa de um certo alguém me procurando, deixo entrar e espero sentado na cadeira, o clima em volta de mim ficava tenso, e a cada segundo eu suspirava. Joyce abre a porta e a vejo entrar, com um pequeno pirralho de mão dadas com as dela, eles se aproxima e se sentam nas cadeiras à minha frente.
- Como me achou? - Pergunto com o maxilar como uma pedra.
- Não é assim que se fala com sua irmã, eu vi sobre a empresa Blue no Instagram, e você tá em uma foto lá - Ela parecia nervosa ao falar comigo.
- Com certeza a única foto que me viu - Solto um riso, mas de desprazer.
- Foi a única. Eu tenho uma foto sua em casa, da formatura nossa - Arquieo a sobrancelha.
- Porque guarda, devia jogar fora e me esquecer - Cruzo os braços.
- Você é meu irmão, não tem como te esquecer - Fala um pouco mais alto. Notei o garoto olhando, ela parecia inocente. Ligo para Joyce pelo telefone.
- Joyce, venha - Anúncio e logo a porta é aberta.
- O que deseja Senhor? - Olho para ela e para o garoto, que ainda segurava a mão da mãe.
- Pode ir com a criança para sua sala, dê alguns doces a ele - Joyce se aproxima do garoto.
- Pode ir filho, a mamãe vai só conversar e você já volta - Ela sorria para ele, bem convincente.
- Venha - O garoto olhou para Joyce e logo deu sua mão e saíram dali, Joyce adorava crianças, mas não podia ter filhos.
- O que quer de mim Carolina! - Meu olhar se vira para ela.
- Eu queria me desculpar pelo que houve naquela época...- Ela explica.
- E porque acha que eu ia te desculpar, ou desculpar sua mãe! - Ela parecia indignada.
- Ela é sua mãe também! - Aumenta a voz.
- Não é mais, você não é mais minha irmã também - Continuo com a voz baixa.
- Não foi minha culpa o que aconteceu, estávamos numa crise familiar - Ela fala.
- Estavam, e eu estava sendo um fardo, não é? - Algumas lágrimas começaram a descer.
- Você nunca foi um fardo, aquilo foi decisão da mamãe, e era eu ou você - Ela bate a mão na mesa.
- Sabe, tudo aquilo, eu tenho que agradecer a vocês. Olha onde eu estou agora, estou no topo, enquanto vocês estão lá embaixo, e agora, eu piso em vocês - Me levanto inclinando meu corpo na sua direção.
- Zack, eu sinto muito, eu sinto muito, não era nossa intenção, eu procurei você pela cidade, e só agora conseguir achar, eu vi que aquele na foto era meu irmão - Ela se levanta.
- E porque veio aqui? Quer minha ajuda, depois que descobriu minha boa situação? - Ela se senta, quase que desabando.
- Meu ex marido, acabou de me deixar, com o Jacob, seu sobrinho - Me sento novamente a observando.
- Sobrinho? - Abaixo o olhar para a mesa e os papéis em cima dela.
- Ele queimou minha casa, ele..... Ele matou a mamãe Zack, já está preso.... Queimou a casa dela - Olho para ela, continuava minha pose.
- E o que veio fazer atrás de mim? - Pergunto, o silêncio reinou.
- Estou sem moradia, hoje vence os dias que deixei pago em um hotel, vou ter que sair e não tenho para onde ficar - Seu rosto estava coberto de lágrimas.
- O que quer? - Pergunto novamente.
- Eu quero que deixe Jacob seguro, só ele, eu posso morar na rua, mas quero ele embaixo de um teto e tendo o que comer - Me levanto caminhando até a parede.
- O Jacob? Isso não está certo, você vem me pedir isso, cadê as desculpas que estou esperando a anos, isso não justifica o que fizeram - Me viro para ela, com as mãos no bolso.
- Eu já falei que eu sinto muito, eu sinto mesmo - Ela se levanta e vem tentando me abraçar. Estico o braço a empedindo.
- Saia, saia daqui. Eu não me importo com o que estão passando, eu não tô nem aí pra sua mãe. Me deixe em paz, suma da minha vida - Eu estava com tanta raiva naquele momento, que parecia que eu ia explodir.
- Zack, eu só quero que Jacob tenha um teto - Ela explica chorando.
- Sai daqui sua desgraçada!!!! Você não merece minha gentileza! - Ela se afasta bruscamente de mim e sai dali na mesma hora.
Me encosto na parece e começo a pensar no que aconteceu, aquele dia, minha sensação de não ser amado e não ter mais ninguém no mundo. Tudo vinha como um furacão, me destroçado por dentro ao lembrar de tudo aquilo.
▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️
Obrigado pelo seu tempo.
Votem e comentem.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top