Capítulo 5

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Ao entrar, suspirando de raiva por aquele garoto, ele parecia não se abalar se eu por acaso o xingasse mais. Fico ali sentado na minha cama, encarando a janela, já era quase sete e meia da manhã. Separo uma roupa toda preta, mas apenas com uma gravata branca e vou para o banho.

Finalmente um banho, saio do banho, me seco e visto minha roupa, penteio o cabelo e já estava pronto para sair. Vejo o horário e já eram oito e dez. Saio do meu apartamento, encarando o apartamento na minha frente, sigo o elevador e vou para a garagem, pego meu carro e vou para a empresa.

Estava pouco movimentado hoje, já que muitas coisas foram resolvidas no dia anterior, Para não sobrar muita coisa para fazer hoje. Nem minha secretária veio correndo trazer algo para eu assinar. Ela estava em sua mesa vendo alguns papéis, ela me olha e dá um sorriso de canto. Passo pela grande porta de madeira que dá na minha sala, me sento e fico ali, analisando algumas compras e coisas de orçamento de obras.

- Senhor, vai querer um café - Meu olhos se viram para minha secretária que manteve a pose de medo.

- Não é melhor bater na porta - Observo ela lembrar disso e ver um certo desespero nos seu olhar.

- Me desculpa senhor, eu sinto muito - Vejo ela indo em direção a porta novamente.

- Eu quero um, e por favor, chame o Senhor Chris Eddie aqui, ele é da parte financeira - Claro que não ia perguntar nada sobre trabalho.

- Sim senhor, é pra já - Ela sai apressada e fico ali, encarando a porta até receber batidas não muito fortes.

- Pode abrir! - Anúncio e a porta é aberta rapidamente. Vejo as duas silhuetas.

- Queria falar comigo? - Uma voz masculina diz e eu ergo a cabeça para olhá-lo.

- Sim, pode sentar, será... Rápido - Ele se senta, seu semblante era de apavorado, e a secretária sai com um gesto que eu fiz, fechando a porta.

- E-eu juro que não tive nada haver com o seu desentendimento com o Bryan - Ele começa falando se exaltando um pouco.

- Eu sei, a culpa foi toda dele, não é? - Ele parecia confuso agora.

- Porque... Porque o senhor me chamou? - Ele pergunta, tudo ali ficou quieto.

- Estou aqui para falar do seu amigo, nada irá prejudicar seu trabalho aqui - Aproximo minha cadeira da mesa e apoio os cotovelos nela.

- O que quer saber dele? - Ele pergunta um pouco aliviado agora.

- Não sei... O que tem pra me contar dele - Ele olha para os lados, como se estivesse alguém ouvindo a nossa conversa.

- Ele é... Ele é teimoso e explosivo - Ele começa.

- Já notei, ele parece um pincher quando a gente resolve mexer com ele. Bravo - Ele solta um riso.

- Ele também é bem, triste, as vezes não gosta da minha, ou sei lá, de outra companhia - Ele meio que junta as sobrancelhas.

- Entendo, poderia me dizer se, ele tem algo contra mim? - Pergunto um pouco preocupado, talvez eu fiz algo para ele, ou para alguém que ele conhece, algum mal.

- Não, mas ele ficou extremamente bravo com o senhor ter esbarrado nele e derrubar, derrubar bebida sabe.. - Arquio a sobrancelha.

- Eu esbarrei? Ele veio direto na minha direção, eu não o vi, ele não quis escutar o que eu tinha pra dizer, tirar satisfação! - Encosto as costas na cadeira o observando bem, seu desespero voltou com tudo.

- Ele disse que, o senhor esbarrou nele de propósito - Ele fala rapidamente.

- É uma piada mesmo - Reviro os olhos.

- Já acabou senhor? - Pergunta já se levantando da cadeira.

- Sim sim, já pode ir - Dou de ombros.

- Ele é... Difícil de lidar - Ele fala antes de sair pela porta.

Suspiro olhando pela janela pensando naquele filho da mãe.

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Dormi a tarde inteira com uma baita ressaca da noite anterior, aquele cara é mesmo insuportável. Acordo pelas três da tarde e vejo algumas ligações perdidas, desta vez não é de Chris e sim de Luna. Desbloqueio o celular e ligo para ela, na demora de quase um minuto, ela atende.

Luna- O Bryan, o que tá fazendo?

Eu- Nada, na verdade acabei de acordar.

Luna- Essas horas, o que aconteceu? Chris me falou que você passou a noite na cadeia.

Eu- Ah, foi culpa daquela chefe idiota, aquele de luvas.

Luna- Aquele que você falou que derrubou bebida em você?

Eu- Esse mesmo, e advinha só! Ele é meu vizinho de porta.

Luna- O que? Isso só pode ser um sinal.

Eu- Sinal do que?

Luna- Não sei, algo vem aí. Mas então, o que vai fazer hoje, o Chris me ligou ainda pouco, disse o cara de luvas foi falar com ele.

Eu- Ele não demitiu o Chris né? Se não eu jogo um balde de tinta na porta dele!!

Luna- Fica tranquilo, não foi nada disso. Err.... Era sobre trabalho.

Eu- Só isso mesmo?

Luna- Sim, só isso. Então, vai fazer o que hoje?

Eu- Tava pensando em escrever, meu jornal online tá crescendo, tenho alguns casos pra escrever, e ir pro Queens ver se consigo uma vaga no jornal de lá.

Luna- Me lembrei agora!!!,Teve um assalto, perto do Queens, é uma boa escrever sobre ele.

Eu- Obrigado Luna. Na verdade eu ia lá hoje, então vou lá ver o que aconteceu.

Luna- Cuidado!

Eu- Eu sei, já me diz isso desde a sétima série.

Luna- E eu sei que você não obedece.

Eu- Vou obedecer, tchau!

Luna- Tchau!!

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Fui em direção para o Queens e tirar informação de algumas pessoas e da polícia, finalmente tinha algo para poder escrever. Mas antes de sair, vi um jornal local, que estava precisando de funcionários para altos cargos. Eu morava em um prédio em
Astoria, então ficava perto do Queens.

Levei um currículo para o jornal e ficarei esperando ser entrevistado. Com certeza poderia ser o destino, me dar uma tal vaga em um jornal, mesmo meu jornal online sendo bem recebido, eu sonhava em trabalhar em um jornal de verdade.

Fico ali sentado esperando, vendo o grande movimento do dia, era um grande prédio, com vários andares, e eu estava ali, tentando o sonho que me foi dado.

- Bryan! - Uma moça me chama e logo me levanto animado e bem disposto, ela me guia até uma porta prateada e passo por ela vendo uma mesa de madeira, onde atrás dela havia um homem sentado.

- Olá, candidato para escrever matérias - Ele me olhava curioso e estende a mão para a cadeira, me sento o olhando.

- Sim, eu... Eu não fiz faculdade ainda, mas tô começando a fazer, desde a metade do ano passado - Ele agora me olha preocupado. Ele era pardo e tinha barba rala com cavanhaque, sua sobrancelha bem feita e o corte de cabelo estava em dia.

- Que bom, quero alguém para ensinar, e também, aqui temos nossa própria faculdade - Ele não parecia entender muita coisa do ramo. Mas poderia estar enganado.

- Tem faculdade aqui? - Ele me olha indignado, mas de uma forma suave.

- Claro, a melhor desse lado da cidade, pode fazer conosco se quiser, pode trabalhar aqui, fazer a faculdade e ganhar uma grana - Ele dá um sorriso, com dentes brilhantes.

- Ah, sim, então... É como fica a minha, o meu currículo - Ele olha a folha.

- Bem jovem, não deve ter muita experiência - Parecia verificar cada palavra da folha.

- Eu tenho um site online, você pode ver, se me achar bom, pode contratar - Digo otimista.

- Claro, estou vendo aqui o nome do site. Bom, tenho mais algumas estrevistas de emprego hoje, do mesmo cargo. Vamos te ligar se conseguir ou não o trabalho - Ele se levanta e eu me levanto junto.

- Obrigado senhor? - Hesito por um momento.

- Pode me chamar de Roger - Ele aperta minha mão e eu sigo caminho para fora dali.

Com certeza foi um bom o dia, e tenho certeza que se conseguir, irei prosseguir minha faculdade aqui, no Noticiário diário.

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