Capítulo 3
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- Foi o Zack, que derrubou bebida em mim - Chris me olha e olha para Zack na outra mesa.
- Deve ter sido um acidente, não fica pensando nisso - Luna fala, mas aquilo não me aliviou.
- Ei, Chris, porque ele usa aquelas luvas? - Pergunto notando suas luvas de couro nas duas mãos.
- Não sei, ele sempre usa, nunca o vi tirando, na verdade não o vejo muito. Mas deixa ele pra lá - Chris fala se aproximando.
- Verdade, deixa ele, não quer estragar seu aniversário por aquilo, né? - Luna me olhava dócil, e com um pouco de pena.
- Têm razão, não vou deixar ele estragar minha noite especial - Dou de ombros continuo a beber.
- Hoje, vamos arrumar uma garota pro Bryan, não é querido? - Luna ergue o copo fazendo um brinde com Chris.
- Vamos, vamos descer para dançar, deixa a mesa aqui reservada - Chris fala, ele era o único que não havia bebido tanto. Mas em compensação, Luna se acabou na bebida.
- Garçom? - Chris faz um sinal com a mão, atraindo a atenção do garçom que veio até nós com um sorriso.
- Sim, o que deseja - Pergunta ainda sorrindo.
- Aqui, deixe a mesa reservada até a gente voltar - Vejo ele entregando uma nota para o garçom.
- Vamos então? - Luna se levanta junto com Chris. Em seguida, também me levanto, ao passar por aquele homem, o fito com os olhos, ele faz um mesmo.
- Vamos bailar - Luna grita puxando Chris para a pista de dança, que estava bem lotada.
Ficamos dançando por muito tempo, músicas realmente envolventes e que faz a gente mexer o corpo como um louco. E por conta da bebida, não estava sentindo vergonha nenhuma, mesmo eu estando dançando mau. As vezes olho para cima ver se ele me olhava, mas desta vez ele estava bebendo seu copo junto com seu amigo e a secretária do amigo.
Uma garota vem na minha direção, com um sorriso, ela era loira e tinha um corpo sensual, eu ainda sou virgem, será uma boa ocasião para perder esse atraso. Fico pensando nisso. A garota cada vez mais se aproximava de mim, suas mãos erguem até tocar meus ombros, o que me fez arrepiar.
- Eu nunca te vi por aqui, perece jovem - Sua voz doce cantou nos meus ouvidos.
- É minha primeira vez aqui - Tento controlar o nervosismo na minha voz.
- Deu pra notar - Ela se aproxima, colando seus peitos aos meus e descendo uma mão no meu quadril.
- Quer dançar? - Pergunto vendo todos dançarem e apenas nós dois parados.
- Quero, eu adoro dançar - Ela fica de costas pra mim e começa a rebolar de um jeito sensual.
- Isso! - Falo em meio a minha excitação naquele momento prazeroso. Ela para de dançar e volta a me olhar.
- Olha, temos um virgem aqui - Ela fala no meu ouvido com um ar de riso.
- Eu não sou virgem - Dou um sorriso assanhado para ela.
- Não precisa mentir, eu conheço um quando vejo - Suas mãos foram até meu pescoço
- Eu não sou virgem - Repito com um sorriso safado entre os lábios, eu a desejava mais que tudo.
- Calma, é só relaxar - Seus lábios colam nos meus, e eu seguro sua cintura, a trazendo para mais perto. Ela tinha jeito para aquilo, e eu era apenas um aprendiz.
- Uau - Falo.
- Pelo menos agora da boca você não é mais - Como ela sabia de tudo aquilo. Vejo ela cada vez mais se afastando. Chris enche meu copo novamente, ele estava com uma garrafa de whisky no meio da pista de dança.
Ao virar o copo quente, alguém esbarra com tudo em mim, fazendo um pouco de whisky escorrer pela minha boca até o pescoço. Me viro vendo ele, o Zack. Ele me olhava de canto, e estava bem ao meu lado com seu amigo.
- Pede desculpa, está fazendo de propósito! - Cerro os dentes.
- Eu não fiz nada, você estava no meu caminho de novo baixinho - Fico enfurecido e passo por ele.
Paro por um momento e me viro, vendo ele de costas, desprevenido. Ergo minha mão com o copo de whisky por cima de sua cabeça e despejo todo o copo, fazendo ele se virar rapidamente para mim com olhar de puro ódio.
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Não acredito que aquele baixinho despejou aquela merda de copo na minha cabeça. Me viro para ele rapidamente o encarando, seu semblante agora de medo, por minha pose agora se tornou impaciente. Me aproximo dele segurando seu braço.
- Me solta seu idiota - Ele tenta se soltar, mas sou mais forte. O encosto na parede, com minha mão na parede ao lado de seu rosto. Ele não parecia estar bem, e sim bêbado.
- Não vou soltar, até me pedir desculpas - Cerro os dentes chegando perto do seu rosto, olhando bem no fundo de seus olhos.
- Você não me pediu, você mereceu! - Diz ele convencido.
- Não sabe com quem mexeu, pequeno - Falo num tom ameaçador, o que deduzo que funcionou.
- Parados, todos parados - Ouço uma voz grave e algumas lanternas. Eram policiais, eles estavam invadindo.
- Corre Zack, não vou passar a noite na cadeia de novo - Diz Neo correndo com certa alegria. Todos naquele lugar corriam sem destino a não ser sair daquele local.
Merda, aquele lugar não tinha licença, Neo me paga. Ao tentar sair, o garoto puxa meu braço me impedindo, olho para ele, vendo seu olhar de ódio na minha direção. Respiro fundo o fitando, até que vejo os policiais se aproximando de nós.
- Me solta, se não sairmos eles vão nos prender - Falo encarando os policiais chegando mais perto.
- Não, sei idiota - Ele parecia não saber da situação, ou não ligava.
- Vocês dois, parados aí - Um policial de bigode chega perto de nós, não dava mais tempo de correr, mas eu não devia nada, então não estava preocupado.
- Estamos parados - Falo virando os olhos para o garoto ao meu lado, que parecia zonzo.
- Quantos anos você têm garoto? - O policial chega perto do garoto que estava assustado. Eu dava um sorriso de canto.
- Estou, estou fazendo dezoito hoje - Caramba, o garoto é novo mesmo.
- Qual seu nome? - Havia raiva nas palavras do policial, eu me divertia com o garoto não sabendo o que falar direito.
- Eu me chamo Bryan - Ele me olhava as vezes, o policial o fitou com os olhos e se direcionou para mim.
- E você rapaz, quantos anos têm? - Pergunta.
- Tenho vinte e seis, e me chamo Zack - Falo convencido, deixando o policial com um pouco mais de raiva.
- Tony? - Vejo um policial um pouco gordo vindo.
- Sim chefe - Chefe? Que piada.
- Leve esses dois, vão passar a noite na cadeia, por estarem em um lugar sem licenciamento - Vejo ele saindo nos olhando de canto. O outro policial estava pronto para pegar as algemas.
- Não será preciso, vamos por vontade própria - O policial nos olha duvidando um pouco. Mas não falou nada, apenas andou guiando a gente para viatura com as luzes azul e vermelho.
Nós entramos na viatura, que não demorou muito para começar a andar, fiquei vendo o caminho, olhando as luzes da cidade. Paramos na delegacia, que tinha uma enorme fachada azul e branca. O policial nos guia até a cela, mas antes, pegou nossos documentos e marcando nossos nomes no computador, tiramos até fotos com a parede de metros ao fundo.
Fomos para uma cela toda fechada, apenas com uma janela alta e a uma fresta na porta. Havia dois bancos de concreto naquele pequeno cubículo. Nos sentamos olhando um para o outro, aquele garoto cujo nome é Bryan me olhava, um pouco desnorteado. Ele ainda estava bêbado.
- O que me olha tanto garoto - Falo, o fazendo dar um sorriso de canto.
- Estou esperando minhas desculpas - Ele fala, me fazendo revirar os olhos. Porque ele quer tanto que eu peça desculpas.
- A culpa foi sua, você que tem que me pedir desculpas, por derramar aquele merda de bebida na minha cabeça - Altero um pouco a voz.
- Você mereceu cada pingo, idiota - Fala ele dando de ombros com a minha falta de paciência.
- Escuta, eu sou alguém importante, agora tenho uma fixa aqui porque você não me deixou ir embora, seu merda - Me levanto e aponto o dedo na sua direção, com puro ódio.
- Blá Blá Blá - Vejo ele se deitando.
- É isso? Vai dormir? - Ele parecia igonar minhas palavras.
- O que quer fazer, ficar me xingando até o dia amanhecer - Não seria uma má escolha - Idiota - Ele murmura deitado naquele banco.
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