Capítulo 13

▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️

Eu apertava suas costas com meus dedos, nosso beijos estavam ficando ofegantes, e já estávamos indo mais além, desço minha mãos até sua cintura e coloco minhas mãos no seu órgão, ele para e me olha, como um cão assustado.

Zack se afasta de mim e sai da cama rapidamente, ficando em pé me encarando, suas mãos queimadas tremiam, e seu olhar estava longe da realidade.

- Ei, o que foi, porque paramos? - Me sento nos pés da cama ficando de frente para ele.

- Eu, eu não posso fazer isso - Fala com a voz trêmula.

- Porque não? - Vejo ele engolir em seco.

- Eu... Eu não gosto disso, que fizemos, é errado. Eu não gosto de homens, eu não gosto.... De você - Ouço aquelas palavras como um tiro bem no meu peito.

- Tá mentindo pra quem? Você estava bem envolvido agora, o que aconteceu? - Me levanto ficando de frente pra ele.

- Não tô mentindo - Diz tentando manter alguma pose superior.

- Tá, eu sei que gosta de homens, mas pra ir além de beijos.... Tem algum problema não é? - Ele ficou sério.

- Nenhum - Vi que sua mão ainda tremia.

- Para vai - Chego mais perto, o abraçando com toda minha força. Sinto suas mãos nas minhas costas, e um suspiro de alívio vindo dele.

- Teimoso - Fala, o que me faz rir por um breve segundo.

- Estou me entregando, entregando o meu melhor pra você - Ergo a cabeça olhando para sua boca.

- Mas, eu não posso fazer o mesmo - Põe sua mão no meu rosto, acariciando minha bochecha.

- Qual o problema? O que tá escondendo que tá te afetando tanto? - Falo num tom preocupado. E realmente eu estava.

- Eu preciso ir trabalhar Bryan - Se separa de mim.

- Mas e eu? - Ele olha para trás.

- Olha, se quiser ir num chaveiro, pode ir, ou pode esperar eu chegar, e achar alguém pra abrir - Ele fala confiante.

- Eu fico aqui? No seu apartamento? - Ele olha ao redor. Pega suas roupas nas mãos.

- Sim, só não tire nada do lugar - Zack parecia muito preocupado com isso.

Zack começa a se vestir, mantendo uma pose formal e bem séria, só falta se enforcar com a gravata de tanto que apertou ela no pescoço. Apertou bem o cinto, que quero tirá-lo mais tarde, e colocou os sapatos sociais, bem amarrados. Fico observando ele se arrumar, colocando relógio, abotoamdo os botões da camiseta, da calça, do paletó, e colocar a luvas.

Após arrumado, ele parecia aquele cara insuportável que derrubou bebida em mim, com o olhar sarcástico e rabugento ao mesmo tempo. Ele se aproxima de mim. Eu me sento nos pés da cama. Ergo as mãos agarrado sua cintura o trazendo para mais perto de mim.

Me levanto ainda olhando pra cima, já que o senhor Zack era bem mais alto que eu. Ele mantinha a pose de sério, ergo os braços na altura dos seus ombros.

- Já vai? - Pergunto.

- Já estou até atrasado, eu sou pontual em todas as vezes - Ao terminar de falar, deposita um beijo na minha mão, que estava no seu ombro.

- Então, eu vou ficar aqui - Me olha  atentamente e dá um leve sorriso de canto.

- Não tire nada do lugar, como pode perceber, gosto de organização - Arqueia a sobrancelha.

- Vou fazer o meu melhor - Ele abre a boca mais no fala nada.

Vejo ele se afastar de mim, lentamente, meus dedos foram cada um caindo conforme ele saia, abaixo o braço e coloco nos meus bolsos. Vejo ele sair do apartamento não olhando para trás. Olho por toda parte vendo cada detalhe do seu apartamento. Não  havia muita coisa pelo resto da casa, exceto pelo quarto, que tinha várias coisas. O quarto era grande até demais, e um guarda roupa com as roupas todas organizadas e outro, que era totalmente preto, sem nenhum detalhe.

Me aproximei desse segundo guarda roupa e tentei abri-lo, mas não consegui, ele tinha apenas uma porta, mas estava trancada, muito estranho isso. Bisbilhotei cada cômodo daquele apartamento. Havia uma cozinha, o seu enorme quarto suíte, mais um quarto, outro banheiro e a sala, tudo muito simples para uma pessoa que parece gostar de se gabar.

Eu realmente me aproximei muito dele depois que me assaltaram. Agora meu pé está quase bom, e vou andar de carro por aí novamente. E Zack. Ah Zack, qual é o seu problema com ir além de beijos.

▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️

Após sair do apartamento, deixando Bryan à vontade nele, fico repensando minha ideia de deixá-lo ali. Claro que ele irá revirar os olhos a cada canto do meu apartamento. Ele está totalmente livre se quiser alguém para abrir o apartamento dele, na minha opinião ele irá, mas nunca se sabe.

Desço o elevador indo para a garagem, dou partida no carro e vou em direção a empresa Blue. Estaciono o carro e subo o elevador indo até o andar da minha sala.

Ao passar pelo corredor, vejo Joyce vindo na minha direção com alguns papéis, mantenho o semblante de sério e entro na minha sala enquanto ela vem atrás de mim, me sento e ela fica parada em frente a mesa. Me entrega os papéis e eu avalio cada folha, ainda olhando de relance ela me olhando animada.

- Tá tudo bem? - Pergunto com a sobrancelha arqueada.

- Sim, está! É que sua irmã me convidou para a festa do seu sobrinho no sábado, eu não se seria bom, já que é sua família e... - Interrompi.

- Pode ir tranquila, nos vemos lá - Vejo ela sair animada, mas antes de passar pela porta a chamo.

- Chame o Neo pra mim! - Ela me olha.

- Tá, o senhor Neo - Ela sai um pouco desastrada, como sempre. Depois de um tempo, ouço Neo me chamar.

- Oi querido Zack, me chamou? - Ele abre a porta e se senta na mesa.

- Minha irmã disse pra ir na festa também? - Ele me olha surpreso.

- Ela chamou alguns da empresa, tipo o Chris, a namorada dele, eu, a Ludmila, a Joyce - Ele fazia gestos com as mãos.

- Entendo, merda! - Reclamo.

- O que foi? Algum problema? - Fico olhando pra mesa.

- Não é nada, só que... Ela e eu não estamos bem ainda - Fico pensativo.

- Cara, não tô entendendo - Junta as sobrancelhas de modo engraçado.

- Eu não sei se vou ir nesta festa - Penso alto.

- É seu sobrinho cara.. - Ele puxa a cadeira da frente e coloca ao meu lado se sentando nela.

- Não faz nem dois meses que o conheço.. Ela também não os conhece e convida vocês pra festa de uma criança.. - Aquilo estava me deixando com dor de cabeça.

- Ela me convidou agradecendo por ajudar na casa com você, e disse para levar minha namorada - Me viro para ele.

- Eu não consigo esquecer o que aconteceu, eu sempre penso naquilo - Olho para minhas mãos com as luvas de couro pretas.

- Eu sei que sua infância não foi boa, mas têm que deixar aquilo no passado, já passou cara. Não quer deixar o passado no passado? - Cruzo os braços.

- Já disse que não dá - Me levanto, caminhando sobre a sala com as mãos no bolso.

- Para de ser orgulhoso, isso não vai te levar a lugar nenhum, eu só tô dizendo isso para seu bem estar mental - Neo se levanta e encosta o quadril ao lado da mesa.

- Eu sei que só quer o meu bem, mas..... Eu só quero ficar em paz - Olho na direção dele, que estava com os braços cruzados.

- Tá, mas, só vai no aniversário do seu sobrinho, vamos estar lá - Ele caminha e dá um soco fraco no meu braço e o vejo sair da sala.

O que tá acontecendo comigo, eu estou delirando, estou pensando demais no passado, desde ontem quando minha irmã Carolina veio em meu apartamento.

E lembrando do meu apartamento, me lembro que Bryan está lá, fuçando nas minhas coisas, o que será que ele está fazendo? Mexendo nas minhas coisas íntimas, minhas roupas, tudo que está organizado e arrumado nos lugares certos, está sujando? Tenho que parar de pensar nele, não deste jeito, é só limpar ou organizar de novo depois, não é?

Aquele momento, aquele momento em que nós, estávamos juntos, tão próximo, tão íntimos, suas mãos em mim, sentia arrepios na espinha, as borboletas no estômago, me deixavam cada vez mais excitado, o querendo mais ainda.

Mas naquele momento, eu havia hesitado, parado aquele momento único. O que estava para acontecer estava me assustando cada vez mais, me levando ao passado. Literalmente todas aquelas vezes no banheiro de casa com meu pai. Quando Bryan me tocou, eu me lembrei do passado, quando meu pai fazia aquilo comigo.

Eu não deixava ninguém me tocar, de nenhum modo. Mas aquele toque me levou a anos atrás, onde eu era apenas um garoto assustado no banheiro de sua casa. Eu queria continuar aquilo com Bryan, mas não consegui, não vou conseguir, eu tenho traumas de toques, por causa daquele desgraçado do meu pai, que deve estar vivo ainda.

▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️▪️▫️

Obrigado pelo seu tempo.
Votem e comentem.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top