58. Problemas de Verão!

Oii leitores! Sejam bem-vindos a mais um capítulo! 🤗
Espero que gostem! 😉
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Manipulação. Será isso o que Rubén está tentando fazer, me confundindo e me fazendo questionar a índole da pessoa que mais lutou pelo meu amor nos últimos meses?

-- Ué, por que vocês não entraram? -- Tina pergunta ao abrir a porta do seu escritório.

-- Porque nós estávamos esperando você abrir a porta, Tininha. -- Rubén responde com ironia e Tina lhe mostra o dedo do meio.

-- Como você consegue ser tão chato garoto?

-- Nem eu mesmo sei, deve ser algum tipo de dom.

Ela revirou os olhos. Nos sentamos.

-- Bom, vamos logo ao que interessa. Eu chamei vocês aqui para informar como serão os jogos esse ano. -- ela se acomodou na cadeira -- Nesse verão terão novas modalidades, como jogos que nos relembram a infância.

-- Que infância? Eu não tive infância, esqueceu?

Tina lhe lançou um olhar de pena.

-- Como assim você não teve infância? -- me virei para ele.

-- Ah, é porque eu...

-- Rubén, depois você explica para ela o porquê não teve infância, agora vamos falar da gincana. -- Tina diz ao interrompe-lo.

Ele assentiu e a minha curiosidade se enalteceu com o que se escondia.

-- É o seguinte, cada campista só poderá participar de no máximo três modalidades, sem contar com os jogos gerais. Ninguém pode ficar de fora, mesmo que sejam péssimos jogadores -- ela abre uma gaveta e pegou duas pastas das cores dos nossos times e nos entregou -- Aqui estão mais algumas instruções e regras para vocês entenderem melhor, além disso vocês terão que me entregar uma lista com o nome de cada campista que está no seu time e as modalidades que escolheram.

-- Muito legal, agora a gente pode ir embora? -- Rubén se levanta.

-- Nada disso, senta aí que eu ainda não terminei! -- ela respondeu com autoridade. -- Retornando, todo ano os líderes de cada time criam um grito de guerra, mas sempre fica aquela coisa meio brega e sem graça.

-- É um grito de guerra, Tina. Eles sempre são sem graça.

-- Cala essa boca e presta atenção, Rubén!

Sorri internamente e Rubén bufou ao assentir.

-- Tá bom.

-- Muito obrigada. Mais uma vez retornando, esse ano eu quero que seja algo diferente, então vocês terão que criá-lo juntos, ensaiarem uma coreografia original e cantarem na frente de todos.

-- O quê?!

-- Você só pode tá de sacanagem, né Tina?! Ela pode até ser toda articulada na dança, mas eu pareço uma porta enterrada. Sou todo duro, sem contar que odeio cantar e nunca fiz isso na vida!

-- Para tudo existe uma primeira vez, e regras são regras. -- ela se levanta e caminha até nós -- Rubén, a May pode até saber dançar e fazer milhares de outras coisas, mas nós dois sabemos muito bem que só você tem o talento de levar todos a loucura com as suas melodias, feitas naquele troço tecnológico.

Ela colocou as mãos nos ombros dele que deu um sorrisinho sem graça.

-- Tá, mais como você quer que eu faça isso se nem sinal esse lugar têm?

-- A resposta é simples meu caro: Se vira! -- ela deu um tapinha nele -- Vocês conseguem fazer isso juntos, é algo tão simples e nem irão morrer por conta disso.

-- Nós vamos sim. Tina, eu não vim para esse acampamento passar o meu verão inteiro tendo que trabalhar com Rubén.

-- Pelo contrário, eu sei muito bem que você veio para ficar se agarrando com o Gustavo por aí. -- arregalei os olhos e Rubén riu. -- As regras da gincana são claras, se não quiserem obedecer a porta está aberta para irem embora, mas garanto que será uma viagem bem longa. -- bufei com chateação. -- Será uma tarefa fácil e quanto mais rápido vocês começarem, mais irão poder aproveitar acampamento. -- ela começou a andar pela sala e folheou algo na prancheta -- E mais uma coisa, vocês só poderão contar isso aos outros campistas quando tudo estiver pronto e durante a prestação, quero uma dança dos líderes como se fosse um verdadeiro combate. Se tiver isso, cada time ganhará 150 pontos.

-- Deveria ser 400, pelo o sacrifício de aturar um ao outro. -- rebati.

-- Nada disso.

-- Mas tem um fio solto nessa sua ideia. -- Rubén se levantou batendo levemente os pés no chão e pondo suas mãos nas costas da cadeira -- Como nós dois vamos ensaiar e criar uma música sem que ninguém fique sabendo?

-- Quanto a isso podem ficar tranquilos, eu planejei tudo. Vocês poderão usar o pier e também um chalé desocupado próximo ao lago e por favor, tentem ir em horários que os campistas não estarão lá ou por perto. Eu e a Maitê também podemos tentar ajudar para deixá-los longe.

-- Nossa como vai ser divertido! -- Rubén diz com sarcasmo e Tina revirou os olhos mais uma vez.

-- Tenho a total certeza de que esse será um verão carregado de surpresas. Agora vocês estão liberados.

Nós assentimos e saímos juntos da sala, caminhamos um pouco até as mesas do refeitório sem dizer nenhuma palavra, até que nos olhamos.

-- Isso não vai dar certo! -- digo me sentando em cima de uma mesa de madeira.

-- Tem razão, vai ser como misturar água e óleo. -- ele se senta ao meu lado -- As vezes parece que a Valentina não pensa. Eu só queria ter um verão normal para variar.

-- Você não é o único. Eu não quero trabalhar com você!

-- Muito menos eu! -- ele abre a pasta que Tina nos deu -- Quer dizer, vai ser fantástico trabalhar com você, Mey.

Dei um tapa no seu ombro.

-- Pode parar de me chamar assim, já está perdendo a graça.

-- Mas é só um apelido carinhoso, Mey. -- ele faz um coração com as mãos.

-- A última coisa que eu quero é o seu carinho Rubén! -- desço da mesa e ele vem atrás de mim.

-- Você é muito bravinha, tem que aprender a controlar isso garota.

-- E você é muito sem noção! -- semicerrei olhos.

Ele riu.

-- Eu tenho uma coisa pra você.

-- O quê, mais uma coisa para "me comprar"? -- cruzei os braços ainda séria.

-- Sim. -- ele gargalhou -- Eu tô brincando, bobinha. Olha aqui. -- ele puxa o celular de dentro do bolso da bermuda.

-- Como você conseguiu passar pela revista da Tina?

-- Tenho muitos anos de prática, Mey. -- ele liga o celular -- Espera aí, achei! -- ele me mostra uma imagem -- Foram esses os CDs que chegaram na Records.

Por fora eu era a pessoa mais calma do mundo, que não estava nem aí para ele, mas por dentro eu soltava fogos de artifícios. Eram simplesmente todos os CDs do RBD enfileirados em ordem e em uma única imagem.

-- Eu não sabia quais você não tinha e nem tinha o seu número para te perguntar, então só tirei a foto. Eles chegaram ontem.

-- Espera aí, você iria comprar para mim? -- franzi o cenho.

-- Sim, é que eles demoram muito para aparecer por lá e quando surgem se esgotam em um estalar de dedos.

-- Mas por quê?

-- Porque eu ainda não me sinto perdoado por você.

-- Tá, aí você acha que comprando todos os CDs da minha banda favorita vai me fazer esquecer as suas más atitudes, Rubén?

-- Era o que eu esperava.

-- Como é?! Você é tão...

-- Irresistível?

-- Idiota!

Ele riu mais uma vez.

-- Eu só estou brincando com você. Só ia comprar porque se esgotam rápido e quando você fosse lá não teria mais.

-- Você pelo menos pediu para aquele velhinho guardar?

-- Não. Ele nunca guarda, se não perde a oportunidade de vender para outros clientes.

Fiz uma carinha triste e apertei a pasta de plástico amarelo contra o peito.

Um barulho soou no refeitório, onde não havia mais ninguém além de nós dois.

-- O que foi isso? -- ele perguntou um pouco assustado.

-- Sei lá, deve ter sido algo que o vento derrubou.

Rubén encarou o corredor um pouco preocupado, franzindo o cenho e apertando aqueles olhos azuis profundos como o oceano.

Mais um barulho soou.

-- E isso agora? Não deve ter sido o vento, Mey.

-- Não vai me dizer que você está com medo de um simples barulho? -- abri um sorriso.

-- Claro que não, eu não tenho medo de... -- ele paralisou encarando algo atrás de mim -- Ai meu Deus, isso não pode ser o que eu tô vendo. -- ele apontou e eu me virei para olhar -- É um palhaço!

Ele gritou e realmente tinha um projeto de "It a Coisa", parado na porta.

-- Sério Rubén? É só um palhaço. -- comecei a rir da cara de medo dele que puxou minha mão.

-- Eu vou morrer! Corre Maya e para de rir, corre! Eu sou muito novo para morrer, socorro! -- ele repetiu várias vezes enquanto o palhaço nos perseguia com uma faca de plástico nas mãos.

A única coisa que eu conseguia fazer era rir. Nós corremos até a saída do refeitório e eu soltei a mão dele e a coloquei na barriga.
Quem diria que o bad boy tinha medo de palhaços.
O palhaço misterioso parou na porta e retirou sua máscara, enquanto Rubén tentava se manter calmo.

-- Era a Tina, seu bobo.

-- Isso sempre funciona! -- ela rir -- Agora parem de falar das minhas decisões e vão trabalhar!

Ela nos deu as costas e foi embora.

Rubén respirou fundo e depois começou a rir comigo.

-- "Eu vou morrer!" -- repetir a frase dele -- "Socorro!"

-- O que você queria que eu pensasse? Nós estamos no meio de uma floresta e aparece um palhaço demoníaco do nada, a maioria dos filmes de terror começam assim, Mey!

Começamos a andar em direção a quadra de jogos onde estavam todos, sem pararmos nem por um minuto de rir da situação que nos ocorreu.

-- Vocês estão bem? -- Maitê perguntou enquanto recuperavamos o fôlego.

-- Sim. -- respondo já caindo na risada novamente.

-- Ô Mey, será que dá para parar de rir de mim? -- ele me empurra de leve.

-- Não. Foi hilário, e para de me chamar assim senão eu acerto essa pasta na sua cabeça!

-- Mas ela é de plástico, nem iria doer.

-- Tá afim de testar?

-- Não. -- ele diz em desespero e continuamos a rir.

-- Tá legal, mas afinal de contas por que vocês dois estão rindo que iguais duas hienas? -- Chiara pergunta enquanto acariciava o cabelo de Lucca, que estava prestes a rir conosco.

Rubén e eu nos entreolhamos.

-- Deixa eu falar para eles?

-- Não! -- ele balança a cabeça e coloca suas mãos no quadril.

-- Por favor, somos todos amigos aqui.

-- Eles são seus amigos e não meus.

-- Tem razão, você não tem amigos aqui! -- Gustavo disse em um tom julgador e nos fuzilando com os olhos.

Um clima tenso se instalou e os nossos risos se calaram, para saímos daquela situação, Rubén e eu começamos a dar os avisos sobre as modalidades.
Depois Lucca pegou uma mesa e duas cadeiras para nós, que organizamos uma fila com os campistas dos nossos times para que eles escolhessem quais modalidades participariam.

-- Qual o seu nome? -- pergunto para cada campista que surge na minha frente.

-- Sério isso, my lady? -- Gustavo pergunta com um sorriso de derreter corações, mas permaneço séria -- Tá, eu me chamo Stefan Salvatore.

Arqueei a sobrancelha.

-- Sinto muito, mas não existe nenhum Stefan Salvatore no meu time. Talvez você devesse ver no outro time. -- apontei para Rubén que tentava esconder um sorriso enquanto anotava os dados de Nick.

-- Eu só estava brincando, na verdade me chamo Gustavo Griffiori, minha dama.

-- Tá, mas eu não sou sua dama.

-- Mais lhe garanto que você logo será. -- ele beija minha mão e reviro os olhos.

-- Chega de declarações, vamos ao que interessa. Escolhe as suas modalidades.

-- Basquete, Vôlei e Queimada.

-- O Vôlei já foi encerrado, escolhe outro, a Nina pegou a última vaga.

-- Esconde-Esconde.

-- É uma modalidade geral, não vale. -- Rubén responde enquanto pego minha caneta que caiu no chão.

Gustavo o encara com repugnância.

-- Quais são os gerais que a Tina falou mesmo, Rubén? -- perguntei.

Ele pegou um papel dentro da pasta vermelha.

-- Polícia e Ladrão, Canoagem, Cabo de Guerra, Congela e Guerra de Balões.

-- Então que outras opções tem?

-- Olha aqui. -- entrego outra folha com as modalidades para Gustavo.

-- Eles bem que poderiam ter colocado Morto-Vivo como uma das gerais.

-- Ah sim, principalmente porque você tem uma familiaridade com o verbo "morrer". -- digo em um tom de brincadeira e Rubén empurra de leve o meu ombro.

-- Será que dá para parar, Mey? -- ele pergunta entre risos.

-- Então pare de me chamar assim, senão eu conto para esse acampamento inteiro o que aconteceu.

-- Mas assim você destrói a minha reputação, Maya.

-- Que reputação? Você nunca teve uma. -- Gustavo se intromete.

-- Fica na sua loirinho, no papo aqui é entre eu e ela.

-- Ei baixa sua bola e fala direito com o meu namorado!

Ele revira os olhos.

-- Obrigado, my lady.

-- Fica na sua você também e escolhe logo esse jogo, que eu ainda estou chateada com você!

-- Receba, Gustavo. -- Rubén rir e o fuzilei com os olhos.

Gustavo fez um biquinho triste e voltou a olhar aquela folha com todas as modalidades.

Enquanto ele permaneceu do meu lado escolhendo, fiquei atendendo os participantes que faltavam.

-- Você já terminou? -- pergunto para Rubén.

-- Não. Ainda faltam três pessoas, e você?

-- Ah, para mim só falta o Gustavo decidir qual jogo ele quer para encerrar. Quais você escolheu?

-- Queimada e Futebol. E você? -- ele balbuciou.

-- Vôlei e peguei a última vaga de Queimada.

-- Me coloca no Futebol. -- Gustavo diz ao me escutar.

-- Pode deixar. -- me levantei quando terminei de anotar.

-- Onde você vai? -- Rubén pergunta confuso.

-- Entregar as fichas para Tina. O time que entregar primeiro ganha 30 pontos.

-- Ei, isso não vale eu não sabia! -- ele se levanta apressando os seus participantes.

-- Quem mandou você não lê as entrelinhas. Tchauzinho loser -- dei uma piscadinha e comecei a correr.

Eu ganharia aquela gincana!

(2.303 palavras)
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Qualquer comentário é válido pessoal, seja bom ou não! 😉

Tchau e até o próximo capítulo! 👋🏻💕

Ass: May ✨🌸

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