53. Eu, Você e o Meu Pai!

Oii leitores! Sejam bem-vindos a mais um capítulo! 🤗
Espero que gostem! 😉
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Nunca pensei que aquele meu pensamento de não querer ter um "príncipe" fosse mudar, mas isso aconteceu e percebi que no meu coração sempre quis ter um.
Era tão engraçado imaginar que a minha vida mudaria tanto nesses últimos meses, se perguntassem para aquela Maya o que ela esperava do seu futuro resposta seria bem diferente.

Gustavo e eu já saímos juntos algumas vezes, mas essa noite será a primeira vez que iremos ao cinema como namorados.
Estou tão animada e nervosa ao mesmo tempo, parece que o meu coração vai sair pela boca a qualquer momento.

Dançando e cantando de um lado para o outro "Para Enamorarte - CNCO", paro em frente ao espelho com a minha escova de cabelo nas mãos. Larguei o objeto em cima da cama para colocar minha sandália e conferir se o meu vestido não estava amassado, ele era amarelo com alças finas e com flores vermelhas bordadas na saia. Peguei minha bolsa e parei novamente em frente ao espelho, ensaiando como diria para os meus pais que estava prestes a ter um encontro.

-- Então coroas eu vou sair com meu namorado! -- digo com o tom de deboche -- Não Maya, assim tá bem estranho. Então mãe e pai eu vou sair com meu namorado! -- arqueei a sobrancelha -- É o seguinte, eu tô namorando. -- franzi o cenho -- É isso mesmo, finalmente eu desencalhei! -- abri os braços e dei um largo sorriso -- EU ESTOU NAMORANDO!

Percebi que tinha dito aquilo em um tom de voz muito alto quando a música parou de tocar e o meu pai desmaiou na minha porta.

-- Ai meu Deus! Ô mãe, Nick, Alex , vovó! Socorram aqui o papai desmaiou! -- digo me aproximando do chão.

Eles correram.

-- Mas por quê? -- Alex chegou desesperado, colocando a cabeça do meu pai sobre suas pernas.

-- Eu vou pegar água. -- minha mãe disse ao também se aproximar -- Coloquem ele na cama da Maya.

Nick e Alex o arrastaram pelo chão como se ele fosse um saco de lixo.
Minha avó aproximou um frasco de álcool perto do nariz do meu pai e ele acordou.

-- Foi só uma queda de pressão. Por que você desmaiou querido?

Ele recebe o copo de água que minha mãe tinha trago e dá dois goles bem generosos.

-- Eu vim pedir para Maya abaixar um pouco o som e depois que ela gritou algo tudo ficou preto. -- ele afrouxou a gravata.

-- Por que diabos você gritou?

-- Nick eu não percebi que tinha gritado.

-- Mas o que você disse afinal?

-- Que eu estava ⁿᵃᵐᵒʳᵃⁿᵈᵒ.-- sussurrei a última palavra.

-- O quê?!

-- Que eu estava namo...

-- Maya fala direito!

-- Eu disse que estava namorando, Nicollas!

Meu pai me olhou com espanto e eles riram.

-- Ai meu Deus, então não foi um pesadelo. -- ele passa a mão em seu rosto -- A minha garotinha caiu nas mãos de um galanteador barato.

-- Vinícius, o Gustavo não é nenhum galanteador. Ele é um bom menino!
-- minha avó passa a mão na cabeça dele.

-- Até você já sabia que esse gavião estava arrastando asas para a minha filha, mamãe! -- ele arregalou os olhos e Nick e Alex riram mais uma vez -- Espera aí, você está namorando com o Griffiori mirim?!

-- S-Sim -- diga um pouco constrangida e ele me bombardeou com perguntas.

-- Onde ele mora? Quantos anos ele tem? Há quanto tempo vocês estão juntos? As notas dele são boas? Qual time ele torce?

-- Pai calma! Você sabe onde ele mora, a casa dele é praticamente de frente para nossa. Ele só tem 18 anos. -- pus as as mãos na cintura -- Só faz quatro dias que estamos juntos (só que não), as notas dele são boas e eu não faço a menor ideia de qual time ele torce!

-- Helena acho que a minha pressão vai cair de novo. -- ele respira fundo e eu revirei os olhos.

-- Pai para com drama, eu só estou namorando isso não é o fim do mundo!

-- Para um pai é sim! -- ele finge chorar -- Estão vendo, ela já está falando que nem uma adulta.

Respirei fundo.

A campainha tocou e minha avó se levantou.

-- Deixa que eu atendo.

-- Quem pode ser a essa hora? São quase 21:00 horas.

-- É o Gustavo. Nós vamos ao cinema. -- passei a mão na nuca.

-- Ai que lindo filha. -- diz minha mãe com um sorriso bobo.

-- O quê?! E você não ia avisar Maya?!

-- Era isso que eu ia fazer antes de você desmaiar na minha porta.

-- Ai meu deus -- ele finge de chorar novamente -- A minha filha é só uma criança, não conhece as malícias desse garoto pervertido. Ele está roubando a minha garotinha, Helena.

-- Mas o Gustavo não é pervertido! -- quer dizer, só quando ele quer.

-- Eita como tem pai que é cego. -- Alex balbucia e dou um tapa em seu ombro.

-- Você não tá ajudando! -- balbuciei de volta e o meu pai respirou fundo mais uma vez.

•°• Gustavo •°•

Eu não parava de olhar para aquela telinha de vidro em que os ponteiros iam de um lado para o outro. Toquei algumas vezes na gola da camisa de tão nervoso que estava.

A sra. Miller abriu a porta com aquele sorriso amável de sempre.

-- Nossa como você está lindo!

-- O-Obrigado.

-- A Maya irá descer daqui a pouco, é melhor entrar, tenho certeza que o seu futuro sogro vai querer ter uma conversinha com você.

A olhei assustado. "Conversinha" o que um lutador faixa preta em Jiu-Jitsu poderia querer com um covarde como eu? Talvez queira tirar satisfação por eu já ter agarrado a princesinha dele várias vezes.
Será que ainda dá tempo de desistir desse namoro e voltar a ser o cara mais cobiçado do bairro?

Dei um beliscão no meu braço.

Para com isso seu otário! Você tem a garota dos seus sonhos e ela te ama e isso é o que realmente importa.
Ouço passos vindos da escada e me viro para olhar, era Alex e Nick fazendo movimentos com as mãos e dizendo para que eu entendesse a leitura labial as seguintes palavras: "Você se fodeu".
Engoli em seco e eles começaram a rir da minha cara, depois mostrei o dedo do meio.

Vi Maya descer aquela escada, ela estava tão linda, parecia até um arco-íris na minha vida. Mas atrás dela, com um olhar sério e de braços cruzados Vinícius me fuzilava com os olhos.

-- Vamos mauricinho. -- ela enrosca o seu braço no meu -- Senão vamos perder o horário do filme.

-- Nada disso, primeiro eu quero bater um papinho com ele. -- Vinícius nos afasta e se senta uma poltrona. -- Então rapaz, quais são as suas intenções com a minha filha?

Minha respiração parou, minha alma saiu do corpo e tenho certeza disso. Eu estava morto por dentro.
Maya se aproximou do irmão e do tio e os três ficaram segurando a risada como se eu não fosse reparar.

-- As melhores possíveis, senhor.

-- E para onde vão?

-- Ao cinema, senhor.

-- E o que vão assistir? -- ele franziu o cenho.

-- Ainda não decidimos, senhor.

-- Eu entendo. -- ele semicerrou os olhos e se levantou -- Traga ela de volta as 22:00 horas.

-- Mas já são quase nove horas pai, nós vamos estar na metade do filme. -- minha dama respondeu já voltando para perto de mim.

-- Então voltem às onze horas.

-- Mas é que nós íamos comer algo na praça de alimentação senhor Miller. -- respondi tentando ganhar mais um tempinho com ela.

-- Então traga ela meia noite Gustavo. Nem um minuto a mais e nem um minuto a menos, entendeu? Meia noite.

-- Sim senhor. -- balancei a cabeça e ele se aproximou.

-- Seja bem-vindo à família! -- me abraçou.

-- O-Obrigado.

-- Se você magoar a minha garotinha, eu arranco a sua cabeça. -- ele balbuciou no meu ouvido e assenti um pouco assustado.

Ele deu um tapinha no meu ombro ao se afastar.

-- Então, será que agora nós podemos ir ou você ainda vai encher o meu namorado de perguntas papai?

-- Quer saber é melhor vocês voltarem onze horas.

-- Já estamos indo. Meia noite em ponto estou de volta.

Maya agarra mais uma vez o meu braço.

-- Eu também vou sair.

-- Você vai aonde Alex?

-- No Galaxy, mamãe.

-- Fazer o quê naquele lugar a essa hora Alexander?

-- Conquistar a sua futura nora.

Alex deu uma piscadinha e nós saímos.

-- Esses jovens de hoje em dia estão cada vez mais assanhados.-- Marianna disse observando Alex se distanciar.

Maya e eu nos entreolhamos.

Destravei o carro e abrir a porta para ela como um cavalheiro, enquanto eles ainda nos olhavam encostados na varanda que rodeava a casa.

-- Ué, cadê o Alejandro? -- ela perguntou quando me sentei no banco do motorista.

-- Está de folga, e hoje é um ótimo dia para que eu possa inaugurar minha carteira de motorista.

Dei partida.

-- Parabéns mauricinho. -- o sorriso dela se transformou é uma expressão preocupada -- Não é falsa não, né?

-- Claro que não.

-- Ainda bem, só o que me faltava era você também ter uma habilitação falsa.

-- Ué, e quem tem uma habilitação falsa?

-- O Rubén. -- freei no semáforo e ela se assustou. -- Acho melhor repensarem essa sua carteira de motorista.

-- Como você sabe que o Rubén tem uma carteira falsa?

Sinto uma fisgada de ciúmes.

-- Ah, é porque no dia que eu fui no hospital ver a minha mãe ele me deu uma carona e disse.

Dei partida novamente sem tirar os olhos da rua, mas escutando atentamente cada palavra que saía de sua boca.

-- Foi por isso que você me viu com ele.

-- E o que vocês conversaram durante o tempo que ficaram sozinhos? Ele fez alguma coisa com você?

-- Não, ele não fez nada comigo. E nós não falamos nada demais.

-- Humm -- balbuciei erguendo as sobrancelhas.

-- O que foi? Não vai me dizer que ficou enciumado. -- ela me encarou -- Qual filme nós vamos assistir?

-- Humm -- balbuciei novamente -- Pergunta pro seu novo amiguinho.

Ela riu e beijou minha bochecha.

-- Ei, você não pode desconcentrar o motorista. É muito perigoso! -- brinquei.

-- Mas eu gosto de um pouco de perigo. -- ela mordeu o lábio inferior e acariciei sua coxa. -- E eu posso sim, ainda mais quando ele se acha um namorado ciumento.

Paro em outro semáforo da avenida, e a puxo para um beijo.

-- Gosto quando você me chama de namorado.

Ela sorriu.

-- Cuidado com esses beijos e com essas mãos bobas, o meu pai pode estar nos seguindo.

-- Sério, isso é possível?! -- me afastei dela como se tivesse levado um choque só por tocá-la.

-- Claro que não seu medroso. -- ela riu e como eu adorava aquela risada espontânea -- Mas isso não deixa de ser uma boa possibilidade.

-- O quê?!

Ela gargalhou mais uma vez.

-- Como você é medroso. Assim que viu o meu pai ficou tão pálido quanto um fantasma.

Ergui as sobrancelhas.

-- Eu não fiquei pálido, era a luz da sua casa que fazia com que parecesse isso.

-- Aham, sei.

Nós rimos.

Segurei sua mão antes da partida no carro e encarei o seu rosto que estava observando as luzes da cidade.

-- Eu amo essas suas covinhas. -- ela sorriu ao dizer tocando com a mão livre o meu rosto.

-- E eu amo quando você olha para mim.

Dessa vez eu sorri e beijei a palma de sua mão esquerda, um gesto único que demonstrava todo o amor que eu sentia por aquela garota. A minha primeira e única dama.


•°• Maya •°•


Jamais imaginei que o Gustavo fosse chorar quando ao assistisse filme de romance, como eu adoro esse lado sensível dele. É uma perfeição!
O mauricinho não admitiu, mas eu vi os seus olhos ficarem marejados quando o casal do filme se reencontrou depois de anos e o amor ainda continuava lá brilhando como farol.

Descemos o carro e abri o portão de casa, meu pai estava nos esperando encostado na porta olhando para o relógio em seu pulso.

-- Muito bem, à meia-noite em ponto! -- ele sorriu.

-- Vinícius para de ser careta e deixa os dois se despedirem! -- minha mãe fala ao puxar-lo pelo braço.

-- Mais Helena.

-- Mais nada, entra agora Vinícius! Isso é uma ordem.

Nós rimos enquanto meu pai continuava a resmungar.

Me encostei na grade do portão e Gustavo se aproximou.

-- Como nos velhos tempos. Namoro no portão. -- ele sorriu -- Da próxima vez eu te trago flores e escrevo cartas românticas.

-- Eu vou adorar.

Me aproximei para um beijo.

-- Parem com isso! -- meu pai diz fingindo que estava tossindo após ter despistado minha mãe.

Gustavo se afastou um pouco e empalideceu ao vê-lo.

-- Antes de ir para casa eu preciso te fazer um convite. -- ele segurou minhas mãos -- Terá um jantar na minha casa antes das festas de fim de ano e os meus pais querem que você vá para que possam realmente te conhecer, e leva o Nick também.

-- Tá certo. Depois você me diz direitinho o dia e o horário. -- digo olhando para ele e depois para o meu pai.

-- Pode deixar. Boa noite my lady. -- ele se aproximou para um beijo.

-- Mantenham distância! -- meu pai diz ao fingir que está tossindo novamente e Gustavo de afasta mais uma vez.

Revirei os olhos.

-- Boa noite mauricinho.

Dou um beijo em sua bochecha e o empata do meu pai aprova.

Gustavo vai embora e aquilo é uma tortura. Ele solta beijinhos no ar e faz um coração com as mãos antes de entrar no carro, devolvi o gesto beijando a minha mão e soprando beijinho para ele.

Fui até meu pai que semicerrou os olhos e depois deu um sorriso ao dizer:

-- Ele é um bom garoto, gostei dele. Mas estou de olho em vocês mocinha!

Sorri ao entrarmos em casa e percebi Nick estava jogando videogame sozinho na sala.

-- Ué, cadê o Alex?

-- Ele está até agora no Galaxy com a Nina. -- arregalei os olhos imaginando as fofocas que a Carolina iria me contar amanhã.

-- Ah, então é para sua amiga que ele está arrastando as asas. -- meu pai toca na sua barba -- É bom avisá-lo para vir logo para casa, senão ele vai ter que dormir na casa da árvore. Já está bem tarde.

Nós rimos.

Olho pela janela e vejo Alex dando pulinhos pela rua, pelo visto essa ida ao Galaxy rendeu bastante.

•°• Nina •°•


Minutos antes...

Arrumar a biblioteca pode ser algo bem cansativo, mas é a atividade que mais gosto de fazer durante à noite que estou trabalhando no Galaxy.
Guardo alguns livros de suspense dentro de algumas caixas que a Tina me entregou hoje de manhã. Finalmente essa reforma vai começar e eu não posso deixar os meus "filhos" estragarem.

-- Oi, quer ajuda?

Ergo a cabeça para encarar aquele lindo rosto, onde o seu dono estava escorado em uma das minhas prateleiras.

-- Sim, eu quero. -- digo com um sorriso.

Alex começa a pegar algumas pilhas e as guarda, com o maior cuidado do mundo.

-- Você já leu todos esses livros?

-- Boa parte sim, pode escolher qualquer um deles que eu sei um trecho de cor.

-- Você está me propondo um jogo? -- ele me olha malícia.

-- Se você considera isso então estou sim, adoro jogos.

-- Eu também. Façamos o seguinte, se você errar terá que ir em um lugar comigo.

Me levanto.

-- E se eu acertar todas, o que ganho?

-- O que você quer?

Olhei para o teto, depois para alguns livros colocando a mão sobre minha boca imaginando o que de fato eu queria. Então os meus pensamentos falaram mais altos.

-- Eu quero um beijo.

Ele ficou impressionado e percebi que gostou da minha resposta.
Ainda não acredito que falei aquilo, só posso está louca, mas não me arrependo. Eu desejava tanto que ele me beijasse e não importava qual livro ele escolhesse, eu iria acertar e ganharia aquele beijo.

-- Combinado. -- balbuciou ao se afastar e pegou o primeiro livro que estava em sua frente.

Era A Escolha - Kiera Cass.

-- Diga um trecho e eu vou pesquisar para ter certeza de que é desse livro.

Alex mostrou a capa com a mão esquerda e segurou o celular com a direita. Sem esperar nada logo respondi.

-- "Pode partir meu coração. Mil vezes, se desejar. Sempre foi seu para machucar como quiser... Amarei você até o meu último suspiro. Cada batida do meu coração é sua. Não quero morrer sem que você saiba disso." -- dei um grito de empolgação quando ele confirmou que a frase era do livro.

-- E este, A Guerra dos Tronos, as Crônicas de Gelo e Fogo?

-- Espera, eu tenho que me lembrar faz muito tempo que o li. -- passei o dedo indicador sobre minha boca procurando na minha mente algum trecho correto -- Lembrei. "Minha vida está cheia de pequenas ironias."

-- Está certa mais uma vez, e esse do Jogos Vorazes? O terceiro livro.

-- "São as coisas que mais amamos que nos destroem".

-- Nossa ela é mesmo uma verdadeira leitora. -- ele se afastou ao dizer -- E quanto a esse?

Sem eu perceber de onde Alexander havia tirado aquele livro. Nunca o tinha visto na minha vida, sua capa era azul e tinha um homem com máscara de corvo - pelo menos era o que parecia - no rosto e o nome do livro estava escrito em finas letras laranjas.
Disse uma frase, na esperança de que ela realmente existisse, mas Alex sacou na hora que eu nunca tinha visto aquele livro na minha vida.

-- Você perdeu -- ele diz entre risos -- Você não conhece nenhum trecho de "O Senhor dos Ladrões."

Revirei os olhos.

-- Então diz aí um trecho, senhor sabe tudo -- balbuciei -- Aposto que nunca nem ao menos o leu.

Ele observou a capa passando sua mão sobre ela.

-- "Scipio sempre diz que as crianças são casulos e os adultos são borboletas, e nenhuma borboleta se lembra mais como era ser um casulo".

Ele suspirou ao dizer.

-- Você sabia mesmo, eu pensei que...-- ele me interrompeu.

-- Claro que eu sabia, esse é o meu livro favorito -- ele o entregou para mim -- Leia, você também irá gostar da história.

Ele deu mais um sorriso e guardei o livro dentro da minha bolsa.

-- Então, para onde vamos?

-- Como assim? -- ele franziu o cenho.

-- Ué, você disse que se eu errasse iríamos em algum lugar.

Cruzei os braços.

-- É mesmo, eu falei isso? -- ele se aproximou um pouco confuso. -- Você tem como provar?

-- Mas Alexander você ganhou.

-- Shiii -- ele tocou meus lábios e estremeci -- Para mim você é a única ganhadora aqui, então está na hora de receber o seu prêmio.

Sem hesitar eu mesma o puxei para mais perto e encostei meus lábios nos seus, o pegando de surpresa. Ele retribuiu e nos apoiamos nas prateleiras, derrubando alguns livros no chão.
Alex parou o beijo para ver os livros e depois me olhou nos olhos e deu um sorrisinho malicioso.

Eu soube naquele momento que nunca mais iria querer ser beijada por outro alguém.

(3.152 palavras)
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Qualquer comentário é válido pessoal, seja ele bom ou não! 😉

Tchau e até o próximo capítulo! 👋🏻💕

Ass: May ✨🌸

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