34. Uma Entrega!
Oii leitores! Sejam bem-vindos a mais um capítulo! 🤗
Espero que gostem! 😉
-----------------------------------------------------------
•°• Maya •°•
Maya por que você tem que ser assim?!
Pressiono o travesseiro sobre o meu rosto e o jogo contra à parede, fazendo-o derrubar uma foto do mural, então me levanto chateada comigo mesma pelas coisas que disse ao mauricinho.
Não queria ter mentido sobre o que sinto por ele. Ai que arrependimento!
Caminho até a foto que estava virada para baixo, a pego e a viro para mim.
Talvez tenha sido o destino me pregando mais uma peça ou o meu subconsciente que torcia para que fosse essa a foto escolhida, para me deixar mais pensativa do que antes. É sério, por que de todas as fotos que podiam ter caído daquele mural, justamente tinha que ser essa? Uma foto minha com o mauricinho no Parque de Diversões. Dou um leve suspiro e a coloco novamente no mural.
Por que Maya, por que você teve que rejeitá-lo?!
Além dele ter saído magoado, você também ficou envergonhada. Você pensou no Lucca, o escolheu.
Preferiu magoar o Gustavo por medo de machucar o seu melhor amigo de novo, então lide com as suas escolhas, como a garota madura que você é!
Mas...Mas pensando bem, e se o que você notou naquela festa foi verdade? E se, realmente o Lucca estiver pensando em um outro alguém? Então, quer dizer que você magoou o mauricinho em vão?
-- Maya chega! Procura alguma coisa para fazer ou você vai acabar passando o dia inteiro paranóica! -- digo para mim mesma, na esperança de escutar os meus próprios conselhos.
-- Pois, não seja por isso. -- diz minha avó entrando no meu quarto e me assustando.
-- Que susto vovó! -- digo me virando para ela.
-- Desculpe querida -- ela diz um pouco envergonhada e eu assenti -- Mas, não pude deixar de ouvir que você está procurando algo para fazer -- ela pega uma caixa de papelão -- May, você poderia entregar isso na casa do vizinho, por favor?
-- Na casa do Gustavo? -- pergunto um pouco incomodada.
-- Sim, algum problema querida? -- ela me pergunta curiosa.
-- Não vovó, eu posso entregar. -- respondo sem da rodeios e pego a caixa que não estava muito pesada.
-- May, por favor entregue diretamente para a mãe dele.
-- Ok.
Não queria que a vovó soubesse o que aconteceu entre mim e o mauricinho, pelo menos não dessa vez.
Desço às escadas e ao abrir o portão, sigo diretamente para à casa do Gustavo. Mesmo depois de ter descoberto que ele era meu vizinho ainda não tinha vindo até aqui, apenas observava de longe.
É uma linda casa com uma varanda na frente, quando a olhava, pensava em quem a havia decorado dessa forma. Ela parecia uma casa de boneca, se do lado de fora já é bonita desse jeito, quem dirá por dentro.
Aperto a campainha e meu coração dá um pulo quando Gustavo abre à porta. O loiro estava sem camisa, seu cabelo estava bagunçado e sua respiração parecia está um pouco ofegante.
-- M-My lady? -- ele pergunta um pouco desacreditado -- O que faz aqui?
-- "Oi" para você também Gustavo -- ele assente e os meus olhos viajam até o abdômen dele. Céus, como ele era definido!
-- Maya? -- ele me olha curioso.
-- A-A minha avó me pediu para entregar isso a sua mãe -- gaguejo ao dizer.
-- Ah, entra, eu vou chamá-la -- ele diz indicando com a cabeça.
-- Não precisa, eu posso esperar aqui fora. -- aperto a caixa.
Ele me lançou um olhar frio, pegou a caixa das minhas mãos, a colocou no chão e logo em seguida me puxou para dentro da casa.
-- Gustavo! -- digo, mas ele não liga.
-- Tá vendo, não foi tão difícil entrar. -- ele sorrir e eu revirei os olhos -- Não sai daí, vou chamá-la!
-- Ok
O clima entre nós está um pouco estranho, ele estava diferente e dava para notar sua chateação comigo por conta da minha dura resposta naquele dia, mas ele nem imagina que eu também estou chateada comigo mesma.
Gustavo demorava para voltar, então observei aquela enorme sala de estar. Como eu já imaginava, a casa do Gustavo por dentro é tão linda quanto por fora, ela tinha quadros famosos nas paredes, um sofá de couro preto que cabia umas 10 pessoas ou mais, os móveis eram bonitos, as decorações eram impecáveis, o chão era tão brilhante que conseguia ver o meu reflexo nele. Alguns simples porta-retratos que estavam próximos da lareira me chamaram a atenção.
No total haviam cinco fotos. A que estava no centro era uma em família, na qual os pais dele estavam nas pontas. Tinha uma mulher linda, morena de olhos castanhos e um homem que tinha a cara do Gustavo, parecia que ele era a versão dele daqui há alguns anos. Fábio estava na frente dele, Hannah no centro e Gustavo estava na frente da bela mulher, a qual estava com as mãos em seus ombros. Enquanto a maioria sorria, o mauricinho estava sério junto com seu pai.
Meu Deus, como é possível tanta semelhança? Nem o Nick se parece tanto assim com meu pai. Os dois eram praticamente idênticos na aparência, mas será que são parecidos no jeito também?
Eu não tinha reparado nessa semelhança quando ele me mostrou a foto do pai dele no mural de homenagens na escola.
Nas fotos da esquerda, eram apenas uma de casamento dos pais dele e uma do trio de irmãos. Eles eram tão novinhos, tão bebês! Nela Gustavo e Fábio estavam abraçados a Hannah, dessa vez os três sorriam e dava até para sentir alegria que eles tinha naquele retrato. O que era estranho, porque depois que passei a me lembrar do meu passado, acabei entendo quem Fabio era realmente.
Na última memória que tive, foi de uma briga entre mim e Fábio em uma casa de praia e eu joguei areia nos olhos dele, depois eu saí correndo e a memória se perdeu novamente.
As fotos que estavam na direita, era uma do mauricinho, com a Chiara e o Fábio em uma festa de gala, mas de todas a que mais me chamou atenção foi a que estava ao lado desta, nela era apenas Chiara e Fábio abraçados em uma festa de Ano Novo.
O que me deixou curiosa foi o fato de haver uma foto somente da Chiara com o Fábio e não um dela com o Gustavo.
-- A Chiara era namorada do Fábio. -- Gustavo diz se aproximando da lareira e ficando ao meu lado.
Me assustei com a sua chegada repentina, então assenti com a sua presença ficando sem palavras. Ele segurava um gato preto de olhos verdes. Provavelmente era o Sonserina.
-- Essa foi a última foto que eles tiraram, os dois comemoravam um ano juntos, estavam tão felizes...-- senti uma tristeza em sua voz -- Irônico, né? -- ele olha a foto -- Em uma noite eles estavam juntos e felizes, na manhã seguinte estavam separados e tristes.
Ele olha nos meus olhos e continua a acariciar o bichano. Como eu queria abraçá-lo e deixá-lo desabafar todas as mágoas a quais prendia em silêncio dentro de si.
-- Gustavo...
-- Não Maya, pode ficar tranquila, eu estou bem. -- ele me interrompe indo em direção a caixa. Gustavo deitou Sonserina em cima do sofá -- O que tem aqui dentro? -- perguntou curioso.
-- Eu não sei, minha avó só pediu para entregar a sua mãe.
-- Humm... Vitória.
-- Hum?
-- É o nome da minha mãe e a minha cópia mais velha se chama Guilherme. -- ele diz apontando para as fotografias.
-- Realmente você é muito parecido com ele.
-- É, mas não gosto de me parecer com ele. O Dr. Guilherme é um clássico vilão de histórias em quadrinhos. -- Gustavo me olha novamente dessa vez com um sorriso sem graça.
Então pelo visto ele e o pai não tem uma boa relação, isso deve ser triste.
-- E a sua mãe, cadê ela? -- perguntei tentando sair do assunto o qual tínhamos acabado de entrar.
-- Ela não está em casa -- ele me diz olhando novamente para caixa.
-- Então eu vou indo, quando ela chegar você entrega. -- digo caminhando até à porta -- Tchau mauricinho.
Giro a maçaneta e à porta não abre, giro novamente a puxo e empurro, mas nada acontece.
-- Gustavo à porta está enterrada, não estou conseguindo abrir.
-- Não, ela só está trancada -- ele responde naturalmente ainda fixado na caixa.
-- Então abre.
-- Não posso my lady. Eu estou sozinho em casa, é perigoso deixar à porta aberta, intrusos podem entrar. -- ele responde caminhando passos lentos até mim.
Gustavo me olhou de uma maneira estranha, na qual ele nunca tinha feito aquilo antes. Esse simples par olhos bonitos me causavam calafrios pela primeira vez.
-- Mas você pode abrir para mim. Eu quero ir embora!
-- My lady, você mal chegou.
-- Gustavo é sério, você tá me assustando, abre logo a droga dessa porta, senão eu...-- ele ficou parado na minha frente com as mãos nos bolsos e os olhos vidrados nos meus.
-- Senão? "Senão" o quê my lady?
-- S-Senão, eu vou te bater! -- respondo me encostando na porta de madeira branca.
Ele continuou a andar, ficando centímetros de distância de mim. Eu conseguia sentir o seu fresco perfume e o seu hálito mentolado.
-- Então me bate. -- ele mandou me deixando surpresa.
Fechei meu punho pronta para dar um soco em seu braço, mas ele segurou os meus pulsos contra à porta e se aproximou mais ainda.
-- Gustavo, o que você tá fazendo?
-- Maya, eu estou sozinho em casa e você está presa aqui comigo. Indefesa como um passarinho preso em uma gaiola.
-- Gustavo?
-- O que foi? Por acaso não quer ir conhecer o meu quarto? -- ele se aproximou ainda mais.
-- Gustavo para! -- tento empurrá-lo -- Você tá sendo um completo idiota, tá parecendo o Rubén. -- ele me solta e eu feri o seu ego.
-- Eu poderia fazer o que quisesse com você, sabia? Aqui não tem para onde você correr e as paredes também são muito grossas para que alguém possa te escutar. -- ele sussurrou no meu ouvido.
-- E você teria coragem de fazer algo comigo?
-- Eu não sei. -- ele mente e sorrir -- Nunca, eu nunca teria coragem de encostar um dedo em você, sem a sua permissão. -- fixou os olhos nos meus.
-- Eu sei disso. -- completei.
-- Sabe? E como pode ter tanta certeza?
-- Porque você gosta de mim. E quem gosta cuida, protege e não machuca a pessoa querida. -- ele sorriu com a minha resposta e colocou a chave novamente na porta.
-- Você pode abrir e ir embora se quiser, mas antes me responda uma única pergunta. -- ele pede se encostando em uma mesinha e o gatinho preto corre em direção a um corredor.
-- O que é?
-- Por que mentiu? Por que mentiu ao dizer que não gosta de mim, sendo que está mais do que implícito na sua cara o contrário?
-- Eu não menti.
-- Mentiu sim e está mentindo novamente agora.
-- Não, não estou! Pronto respondi a sua pergunta, agora tchau mauricinho. -- digo pegando na chave pronta para girá-la no trinco.
-- É feio mentir para si mesma my lady, mas você quem sabe o que fazer a respeito. Os sentimentos são seus. Tchau -- ele diz ao se virar e me deixar ir embora, colocando as mãos nos bolsos do seu short preto.
Sinto raiva. Raiva de mim por não assumir o que sinto. Raiva dele por está certo... Uma eletricidade corre pelas minhas veias e uma onda de coragem me empurra para onde eu queria chegar.
-- Quer saber, que se dane tudo! -- digo correndo ao seu encontro.
Ele se vira imediatamente surpreso e assim eu o beijo, pressionando o meu corpo ao dele.
(1.961 palavras)
-----------------------------------------------------------
Qualquer comentário é válido pessoal, seja ele bom ou não! 😉
Tchau e até o próximo capítulo! 👋🏻💕
Ass: May ✨🌸
Obs: Esse capítulo foi reescrito. 📝
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top