10 - Perdão

Noah Urrea

Acordo sentindo a mão de Any alisando meu peito. Era um carinho leve e me causava arrepios.

Passo o braço ao redor dela e a abraço. Ela se aconchega em meu peito e beijo o topo da cabeça dela.

-minha mãe vai me matar, já passa das seis...

-você diz que teve que ficar na casa de Virgínia, porquê ficou muito tarde.

Digo acariciando o braço dela. Eu não queria que ela mentisse, mas era preciso.

Any senta na cama e cobre o corpo com o lençol.

-eu estava pensando, eu sei que é uma coisa difícil, mas e se a gente parar com isso, só até o fim do ano...

-como? Any, a gente é a prova viva de que não conseguimos ficar afastados.

Ela sorri e segura a minha mão. Esse simples toque me faz relaxar.

Eu não consigo mais me manter longe, vê-la dançando com o Mike, o beijando, me deixou completamente maluco, fiquei fora de mim.

Quando vi, eu já estava a arrastando pela casa da Virgina.

-me desculpe por ontem a noite. - digo a olhando fixamente- Eu agi como um completo idiota, não tinha o direito de te tratar daquela forma.

Ela assenti e vem até mim. A acomodo em meus braços e fico acariciando a pele do braço dela.

Eu nunca tive uma paixão tão louca como essa. Eu com meus vinte e cinco anos, loucamente apaixonado por uma aluna minha de dezessete anos.

-tenho medo de não poder ficar com você. - a voz dela sai quase como um sussurro- Acho que a vida está tentando nos pregar uma peça.

-ei, não pensa nisso, estamos juntos, eu vou fazer o que for preciso para que nada nem ninguém nos separe.

Ela assenti sorrindo e a beijo. Enfio meus dedos em seus fios de cabelo e espalmo suas costas a grudando em mim.

Eu nunca vou enjoar dela. Esse corpo, esses olhos, o sorriso que me tira da órbita. Tudo nela me fascina.

Deito sobre seu corpo e Any geme quando meu membro roça em sua intimidade. Essa garota ainda vai me deixar maluco.

-eu te amo tá, vamos ficar juntos.

Asseguro e a penetro, eu precisava dela. Preciso sentir.

Any arranha minhas costas e estoco mais forte. Os gemidos dela ecoavam pelo meu quarto e mordo os lábios arfando.

As sensações que sinto, eu não sei explicar bem, mas era como relaxar no mar do caribe, gostoso, quente, molhado e relaxante.

Inverto a posição e ela fica por cima. Seguro sua cintura e Any sobe e desce no meu membro com vontade. Ela espalma meu peito e inclina o corpo pra frente me beijando.

Seguro forte em seu cabelo e a olho com todo o desejo que sinto.

-aaaah professor...

A fantasia da aluna e do professor, aquilo era golpe baixo, mas super excitante. Eu adorava vê-la na farda do colégio, ela fica linda e sexy.

Volto a ficar por cima e ela aperta minha bunda me fazendo ir mais fundo. Me ajoelho na cama sem avisar e ela me olha curiosa.

Aliso a parte interna de suas cochas e Any entende o que vou fazer. Mordo a barriga dela e vou descendo até ficar no meio das pernas dela.

Lembro da primeira vez que a chupei, eu não podia ter sido mais descarado. Trazê-la aqui em casa por causa do tornozelo machucado, foi a melhor coisa que eu fiz.

Sopro a intimidade dela e ela aperta as pernas uma na outra. Passo minha língua por toda a sua extensão e Any agarra os fios do meu cabelo.

Ela tem um gosto incrível!

-minha doce aluna... em todas as minhas aulas eu fico te imaginado sentada sobre minha mesa, enquanto eu meto com força em você, aquela saia me deixa maluco...

Começo a chupa-la e Any gemia sem medo. Enfio minha língua na entrada dela e seu líquido escorre me deixando ainda mais duro.

-Noah...

...

Algumas semanas depois:

Entro na sala para mais um dia de aula. Essa semana está sendo muito maluca.

Provas, trabalhos...

Acabou que eu me tornei professor mesmo da escola, já não era mais substituto, o que implicava a minha situação com a Any.

Ela estava atrasada pra aula, todos já estavam na sala, menos ela, o que era estranho, ela só se atrasou uma vez.

Começo a explicar o assunto que eu tinha preparo e vou escrevendo tudo no quadro, os alunos estavam colaborando hoje, o que tornava a aula mais produtiva.

-É basicamente uma obra muito importante, eu gostaria que vocês ficassem nessa arte, vai valer nota e também vai para o currículo estudantil.

Digo me referindo a obra teatral que vamos montar.

Escuto duas batidas na porta e vou até ela a abrindo. Me deparo com uma Any, de cabeça baixa, cabelo preso, o que eu nunca tinha visto antes e ela segurava um papel azul.

-A aula começou a quarenta minutos...

Eu detestava ser duro, mas eu não podia dá tratamento especial a ela só por conta do nosso relacionamento.

Ela levanta o olhar e noto a vermelhidão em seus olhos e que ela estava pálida, quase não tinha cor em seus lábios.

-Me desculpe... eu não acordei bem hoje, mas eu não queria perder a aula e... eu perdi o ônibus...

Algumas lágrimas molham seu rosto e acabo agindo por impulso e seguro o rosto dela entre as mãos, sei que todos estão vendo essa cena, mas que se foda!

-Any, o que aconteceu?

-Eu... eu não queria, mas... mas...

Ela não termina de falar, só desmaia e para que o corpo dela não caia, a seguro e sento no chão da sala.

-Alguém por favor informe o diretor e chamem a enfermeira...

Fico a segurando com todo o cuidado, Virgina sai correndo e Mike vai com ela.

Que droga!

O que está acontecendo com ela?
Fico a olhando e sinto medo, e se for algo sério?

Pego o papel azul que está do lado dela e olho para os meus alunos.

-Vai ficar tudo bem pessoal, deve ser alguma coisa ruim que ela comeu, ou deve está doente...

-Professor, o senhor é uma pessoa ótima, obrigada.

Claire, uma das minhas melhores aluna diz e sorrio de lado.

O diretor chega com a enfermeira e ele me ajuda a levar Any, até a enfermaria. A coloco na maca e saio enquanto a enfermeira começa a examinar.

-O que você acha?- o diretor me olha curioso e suspiro.

-Não sei, ela chegou muito desconfiada na aula, estava muito pálida.

-Será que é algum problema em casa? Coisas com garotos...

-Eu não sei dizer senhor, ela é uma ótima aluna, nunca notei nenhum sinal diferente.

Eu não posso falar demais.

-Espero que não seja uma gravidez, uma aluna tão jovem...

O diretor continuava falando, mas eu tinha parado de ouvir.

Gravidez?
Mas ela toma remédio.

De repente a voz dela ecoa na minha cabeça. Ela dizendo que não queria...

O que ela não queria?

-Ela acordou!

A voz da enfermeira preenche a sala e a olho, o diretor suspira aliviado e chama a enfermeira pra conversar.

-posso vê-la?- pergunto os interrompendo e ela faz que sim.

Entro no pequeno quarto e Any muda a direção do olhar pra janela.

Ótimo, se ela ficar me evitando, a paranóia da gravidez vai aumentar na minha cabeça.

-Você deu um susto na gente, está se sentindo melhor?

Ela faz que não e me olha.

-O que você tem, meu amor?- sussurro a última parte e ela até sorri- Any, é... não precisa ter medo, eu estou aqui... E eu vou assumir, não vou te abandonar.

-Acha que estou grávida?- a voz dela soa divertida e faço que sim.

A feição divertida some do rosto dela e lembro do papel que peguei. O pego em meu bolso e desdobro.

-Noah...

A ignoro e começo a ler o conteúdo do papel.

"Eu não sei como contar isso, mas não podemos ficar juntos, não posso estragar a sua vida e nem a minha, você é um homem incrível e não tem que se preocupar com uma adolescente... Não duvide do meu amor por você, pois eu te amo muito e te amar me faz viver, mas não podemos ficar juntos"

Direciono meu olhar pra ela e ela já estava chorando.

Mas que porra!

-Então é assim?

Ela faz que sim e me seguro para não explodir de raiva.

Ela está me deixando!

-Any, você está grávida?

Eu só queria ter a confirmação.

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