Panquecas - Naruhina

O plano do Uzumaki era acordar cedo, nove da manhã para deixar tudo preparado durante o dia, ter tempo de fazer uma faxina em sua casa, e planejar uma surpresa de dia dos Namorados para a namorada, mas infelizmente nada acontece como o planejado.

— Merda! — Naruto xinga quando olha que o relógio já marcava duas horas da tarde.

Na noite passada o garoto havia passado a noite inteira fazendo um trabalho da faculdade,mesmo com tal ato acabou deixando algumas partes para o dia da entrega, mas isso fez com que o loiro terminasse por volta das 2 da manhã.
Ele se amaldiçoou internamente por acordar em tal horário, havia perdido o seu programa de televisão preferido, e as barracas de ramém estavam fechadas nesse horário - Não que ele tivesse muito dinheiro já que gastou a grande parte durante o mês.
O menino passa as mãos nos cabelos loiros e dá uma breve olhada em seu quarto, havia livros espalhados, uma caixa de pizza no chão com apenas duas fatias nela, roupas sujas jogadas em qualquer canto, com muita resistência Naruto se levanta da cama.
O homem vai até o banheiro mas acaba molhando os pés que estavam descalços e viu que era xixi de cachorro.

— Ah, Kurama! — Exclama o Uzumaki mas respira fundo.

Sabia que quando foi pegar na casa de sua prima, Karin, ele teria que vacinar, comprar ração, dar banho, levar para passear, até mesmo fazer a tarefa tediosa de limpa a sujeira do pequeno Shiba inu, não podia ficar jogando a culpa no filhote o bichinho ainda estava aprendendo.

— Depois eu limpo...

Ainda se rastejando o loiro tira a roupa e vai para debaixo do chuveiro tomar banho, não demorando nem dez minutos Naruto já estava de banho tomado, estende o braço pra pegar a toalha mas viu que esqueceu.

— O MÃE ESQUECI A TOALHA, PODE PEGAR PRA MIM POR FAVOR? — Gritou e ficou um tempo em silêncio por uns breves segundos, mas me vem em mente que não moro mais com meus pais. — Maldição.

O loiro teve que ir até o quarto mesmo o molhando durante a travessia do caminho para o armário onde pegou uma toalha.

(...)

-Tá o que a Hina gostaria de comer hoje de especial?

O menino perguntava ao cachorro que estava a sua frente como se esperasse alguma resposta - O que é óbvio que não viria. Naruto já estava arrumado; usava uma camisa de manga curta da cor preta e uma calça laranja um tanto chamativa, e um tênis preto. Sua casa estava toda limpa e organizada, e ainda eram cinco horas da tarde, o último passo seria decidir algo para cozinhar. Ele optou por ligar aos seus amigos, com certeza alguém iria ter o bom senso de atender, todos não desgrudam dos aparelhos digitais, então pegou seu celular que estava no seu bolso e passou a discar o número e levou o celular para o ouvido.

— Vai Sakura atender... — Estava quase ficando de joelhos fazendo uma oração para a melhor amiga atender, já era a quarta vez que ligava para ela.

— O que foi Naruto? É importante? Estou meio ocupada agora. — A voz feminina soou um pouco ofegante.

— Saky você está b... — Foi cortado por uma voz masculina que respondeu ao lugar da rosada.

— Dope, liga depois, okay? Realmente estamos ocupados.

— Sasuke o que vo… — A ligação foi desligada então o menino pode perceber a razão do "ocupados" e por ambos estarem ofegantes e com uma voz de. — Porra, eles preferem transar do que ajudar um amigo? Pior disso, o melhor amigo deles!

Ele mesmo já havia desistido dos dois e foi descendo a lista de contatos, todos namoravam o que deixava o mesmo desesperado, até pensou em ligar ao Chouji já que o Akimichi cuidava às vezes do restaurante da família e ele fazia faculdade de gastronomia, mas obviamente estaria com a namorada Karui. Naruto só não ligou aos pais para não atrapalhar a possível viagem, os pais do Naruto começaram a viajar mais quando o filho fez dezoito.

Estava pensando na possibilidade de a levar para jantar em algum lugar como sempre faziam, mas eu realmente estava com pouquíssimo dinheiro, não dava para ir em restaurantes, e se recusava a comer lamém de novo - mesmo sendo seu prato preferido é o da Hyuuga também.
O dia é especial, ou pelo menos a noite já que é o único momento disponível dela é a noite, quando não estava na faculdade ou com as meninas ela trabalhava como babá por amor às crianças, o que a deixava mais linda, se pergunta como seria se a mesma fosse mãe, com certeza seria incrível, o amor e atenção que dá aos pequenos, aos filmes e músicas que canta, assisti junto, as brincadeiras, sem falar da comida... Hinata cozinhava pratos deliciosos!
Não é difícil gostar dela, uma mulher simpática, bondosa, gentil, linda, meiga, fofa.... São tantas qualidades que seu cérebro do tamanho de uma ervilha mal consegue pensar. Completamente apaixonado por essa mulher, e agradece do fundo do seu coração por ter a conhecido em uma das vezes que fui na barraquinha do Ichiraku, tão linda usando seu vestido da cor lilás, seus cabelos compridos, tão tímida, se não fosse pela irmã ao seu lado, ela nem iria chamar para conversar.
Merecia mais do que uma surpresa grandiosa, deveria ter me esforçado mais… Mas ele tem em mente em fazer ela a mulher mais feliz desse mundo inteiro, ou não se chama Naruto Uzumaki, e nunca volta atrás nas suas palavras, esse é o seu jeito de ser... E nunca irei mudar, então vai a amar de Janeiro a Janeiro, até que a morte os separe, nunca vai desistir dela, e caso desista ele mesmo vai se internar por fazer tamanha loucura, isso é algo incompreensível, virou seu sonho me casar com ela daqui alguns anos... Quem sabe construir uma linda família com um... Dois... Talvez três filhos.
(...)

Sua televisão estava ligada enquanto passava alguma propaganda um tanto curiosa, ela falava sobre os Xaropes de bordo da marca Blossom - Uma família produzia os xaropes e resolveram por o sobrenome na marca-, uma delícia inclusive, quando Naruto tomava café da manhã ainda morando com os pais e seu pai fazia panquecas ele colocava muito Xarope de bordo nelas, é uma vibe americana que ele mesmo fez questão de passar a usar, é uma delícia!

— Já sei! — Exclamou o jovem animado após dar um pulo pra fora da cama. — Por que não pensei nisso antes?

Naruto não sabia cozinhar, sempre comia na casa de seus amigos quando não pedia comida, ou comia a deliciosa e saborosa comida da namorada quando a mesma se oferecia para fazer.
Mas prometeu a si mesmo que não faria a sua Hinata passar mal pelos dons culinários que não tinha. O homem se direcionou a cozinha e foi até os armários ver se tinha o que precisava, pegou o celular já desbloqueando a tela e pesquisou como fazia panquecas.

— Vejamos... Vou precisar de quais ingredientes para a massa? 1 e meia xícara de Leite, 1 xícara de farinha de trigo, 1 colher de óleo, 1 pitada de sal, 3 ovos. — Foi listando enquanto deixava tudo no balcão pia.

Até que estava pegando o jeito fazer a massa não era tão difícil assim, quando foi fazer o recheio e o molho de atrapalhou um pouco, mas agora estava fazendo o complicado que era virar as panquecas, mas ao dar uma passada com os olhos pela cozinha, se encontrava panelas sujas, resíduos da massa em cima do balcão, e a roupa do Uzumaki estava com um pouco de farinha. Naruto sempre viu seu pai jogando a panqueca pra cima quando virá e quis tentar, o que resultou da massa cair em cima do fogão e começar a pegar fogo, no mesmo instante ele desligou o fogão e derrubou a massa no chão jogando água do vaso que era pra estar com flores mas estava sem.
O pior que poderia acontecer, aconteceu. A campainha tocou e já sabia quem era.

— Já vai. — Gritou quando escutou a campainha do apartamento tocar novamente, o mesmo soltou um suspiro, ainda com um avental de patinhos amarelos foi atender a porta e arregalou os olhos vendo quem era. — Você chegou cedo, meu amor.

Linda, é a palavra que a descreve, Hinata estava com uma saia longa florida, e uma blusa branca, seus cabelos soltos, estava usando brincos pequenos, mesmo a maquiagem sendo discreta, dava para notar, algo bem angelical.... Era uma verdadeira princesa.

— Kurenai e Asuma foram buscar a Mirai cedo, então me arrumei e resolvi vir. — Explica com um sorriso nos lábios então vem até vir e encostou nos lábios do loiro. — Feliz dia dos namorados.

— Feliz dia dos namorados amor. — Sorri e leva sua mão para sua cintura a beijando. — Você está linda.

— Obrigada, você também. — Ainda estava corada pelo elogio. — Você está cozinhando?

— Estou tentando. — Responder trancando a porta e voltando pra cozinha. — Você sabe que não sou bom com isso.

— Tudo bem. — Ri. — Oh, adoro panquecas — Comenta após ver o que estava cozinhando então vai até o local que guará material de limpeza e volta com um coque nos cabelos - que antes estavam soltos - as mãos limpas e um avental. — Deixe-me ajudar.

Dizendo isso logo os dois começamos a cozinhar da onde eu tinha parado, foram finalmente para mesa que para felicidade ele mesmo já tinha arrumado antes da chegada dela, enquanto comíamos as deliciosas panquecas junto ao molho e a salada, junto ao vinho, finalmente resolve falar o que estava dentro de si faz tempo.

— Hina. — Engulo em seco. — Precisamos conversar.

— O que seria? — Leva a taça de vinho à boca bebia um pouco.

— Sei que não sou o cara mais perfeito, sou atrapalhado, teimoso, um pouquinho lerdo, sou um desastre na cozinha.... Mas eu te amo.

— Eu também te amo. — Disse ainda querendo entender aonde o loiro estava querendo chegar.

— Você é o amor da minha vida, faz com que eu me sinta um idiota apaixonado por você, amo quando ficamos juntos, lembro do nosso primeiro beijo, no nosso primeiro encontro aonde tínhamos ido ao cinema ver titanic... Lembro também quando conheci sua família, você lembra o quanto eu estava nervoso não é? — Vê ela assentir com a cabeça em concordância. — Eu não consigo ficar sem você.... Tu és o motivo da minha felicidade diariamente. — Passa as mãos nos fios loiros e logo do bolso da calça e tira uma caixinha preta, se posiciona de pé então vai até ela se ajoelhando a sua frente. — Casa comigo? — Abre a caixinha que revelava duas alianças de noivado douradas.

— Sim! Claro que aceito! — Seus olhos já estavam lacrimejados e um sorriso enorme em seus lábios então começamos a trocar as alianças.

Ele pegou sua mão finalmente colocando o anel, ela faz a mesma coisa, se levanta já que estava de joelhos e ela faz a mesma coisa passando as mãos envolta do pescoço dele, suas mãos foram para sua cintura a e juntamos nossos lábios em um beijo caloroso, cheio de Saudades, amor e carinho. Suas línguas faziam carícias uma nas outras, mas o beijo passou a ser mais necessário conforme ela puxava alguns fios de seus cabelos e suas mãos apertavam sua cintura e descendo para sua bunda a apertando.

— Eu te amo. — Fala o Uzumaki.

— Eu também te amo. — Diz voltando a colar seus lábios um ao outro.

Então passaeam o resto da noite se amando e o verdadeiro presente de dias dos namorados.

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