6
Aisha
Ele me fodia com força, a cada vez que ele metia em mim eu gritava, a cada grito ele me dava um soco ou um tapa.
Sentia minhas forças acabando, eu não sabia como eu ainda estava acordada depois de tanta pancada, sentia minha intimidade arder, ele continuava me fodendo com brutalidade, sem dó nenhuma.
-Por favor. -minha voz saiu igual um suspiro, me surpreendi quando ele escutou.
-Ja to terminando. -sua voz saiu rouca.
Ele deu mais algumas intocadas e gozou, caindo do meu lado.
Me encolhi e abracei a mim mesma, me afastando ao máximo para não encostar nele.
-Pelo menos agora você pode falar que já foi descabaçada. -ele rio alto.
Sentia lágrimas descendo pela lateral do meu rosto.
-Eu to colando na boca, vai vir uns parças meus aqui, se você estiver lá embaixo, cê tá fudida na minha mão. Ouviu? -eu não respondi, consequentemente ele puxou meu cabelo me deixando pendurada no ar. -Ouviu?!
-S-sim. -meu choro começou a ficar descontrolado.
-Bom. -ele deu tapinhas no meu rosto e soltou meu cabelo.
Ele entrou no banheiro e depois eu nem vi o que aconteceu depois, já que acabei dormindo.
Monstro
Saí do banheiro depois de tomar uma ducha com uma toalha enrolada na cintura, passei a mão no cabelo, jogando água pra todo lado, olhei Aisha dormindo na cama.
Folgada pra cacete.
Fui direto pro guarda roupa, peguei uma bermuda Tactel preta e uma cueca box. Vesti a roupa e coloquei meu chinelo.
Peguei uma camiseta qualquer e joguei no meu ombro.
Desci as escadas, peguei meu radinho, minha glock e meu celular, coloquei meu celular e a glock no cós da bermuda.
Liguei o radinho a chamei o menor.
Menor onde cê tá FDP?
Eu tô na casa da Cloe, por que monstro?
Eu tô chegando na boca, brota lá também carai, preciso de um serviço seu.
Marca 10 que eu já chego aí.
Desliguei o radinho e fui pra boca. Apesar de algumas pessoas quando me viam mudavam até de calçada, grande parte da minha quebrada me cumprimentava com sorriso no rosto, e eu retribuía, eu até podia ter o apelido de monstro, mas quando eu vejo esses pivete, me lembra da minha infância de cria, as vezes eu queria voltar a ser criança, antes de toda a bosta acontecer, eu até me considerava uma criança feliz, meus pais sempre me tratavam bem, meu pai nunca bateu na minha mãe, nem em mim, muito pelo contrário, ele sempre fazia de tudo pra ficar muito tempo comigo e com a minha mãe. Suspirei melancólico.
-Oi tlio. -um pivetinho de uns 2 ou 3 anos parou na minha frente, sorri e agachei na sua frente.
-Coé menor. -afaguei seu cabelo loirinho.
-Tudo bom? -ele deu um sorriso banguelo.
-To bem sim, e você pivete?
-To não tlio, eu tô fugindo da minha mamãe. -ele olhou para os lados e voltou a me olhar com medo. -Ela vai me bater tlio.
-Como assim moleque?
-As vezes quando eu não a obedeço, ela me bate, ou me deixa pra fora na rua. -senti uma raiva crescer dentro de mim.
-Qual seu nome moleque? -peguei o mesmo no colo.
-Gabriel tlio, e o seu -ele colocou o braço no meu pescoço.
-É Thiago, quantos aninhos você tem? -perguntei a ele, indo em direção a boca.
Ele levantou a dois dedinhos.
-Vou faze teis.
-Eu vou deixar você com um amigo meu, ele vai te levar na minha casa, lá tem uma moça que vai cuidar de você, tá bom? -ele concordou com a cabeça.
Conversei com ele até chegar na boca, descobri o nome da puta que pariu ele, deixei o mesmo com o menor e pedi pra ele leva-lo para a minha casa, e pedi pra depois ele voltar pra boca pra ele fazer um trabalho pro dono do morro da Rocinha, FH.
Cheguei no GL.
-Parça, cê sabe onde uma tal de Anna Julia mora?
-Na rua 17, num barraco pequeno com um portão de madeira.
-Beleza, bora lá comigo. -expliquei o que aconteceu.
-Ah se eu vou, ela tá fudida comigo.
Fomos pra rua 17 a pé mesmo, já que era 2 ruas acima da boca. Chegando lá, chutei o portão, que foi ao chão no mesmo momento.
-Ó porra, tá achando que aqui é casa da mãe Joan... Monstro... O que você tá fazendo aqui.
-Cê não perdeu algo não? -ela me lembra alguém.
-N-não. -ela arregalou os olhos.
-Nem alguém, filha da puta? Quem é o disgraçado que te abandonou com aquela criança? -fui em direção a ela, que correu pra dentro da casa.
-Thiago, vai pra boca, o menor tá te chamando, vai lá que eu dou um jeito nessa Zé buceta.
Concordei com a cabeça, fui pra boca, chegando lá vi menor no meio da roda, dividindo um beck com os aviãozinhos.
-Da o papo menor. -ele me olhou com cara de medo...
-Thiago...
Fala carai, fiz o capítulo menor pra fazer um mistério, mas o próximo vai ser uma memória antiga do Thiago, pra deixar vocês a par da infância dele, espero que gostem 🖤
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top