48
Aisha
Levantei da cama sem fazer muito barulho, deixando a Kendra dormir, peguei uma bermuda do Thiago, vesti ela e fui pra cozinha com meu celular na mão, abri a geladeira procurando alguma coisa doce pra comer, suspirei ao achar apenas açúcar e morango. Resolvi ir na lojinha da dona Marilza, que ficava aqui perto. Coloquei meu celular em um dos bolsos da bermuda e sai de casa, descendo o morro lentamente. As pessoas me encaravam, algumas com dó, outras com nojo, revirei os olhos.
-EAI PINGUINZINHA! -ouvi a voz do Guilherme, antes que eu pudesse olhar pra trás, ele já estava me girando no ar, gritei surpresa, dei risada.
-Oi Gui. -ele me abraçou de lado e passou a mão em minha barriga.
-E meu sobrinho ai, tá bem? -confirmei com a cabeça.
-Tá ótimo.
-Ta indo aonde com essa roupa? Virou sapatão foi? -gargalhei.
-Virei pô, adoro uma buceta. -ele riu. -Tô indo na lojinha da dona Marilza. -ele concordou com a cabeça.
-Vou junto contigo, essas menina é tudo invejosa, ai já viu. -sorri e fomos pro mercadinho abraçados. -Vai comprar o que? -dei de ombros.
-Uns bagulho pra comer, na casa do Thiago parece que não mora ninguém, não acho nada além de água naquela geladeira. -ele riu e pegou um carrinho pra colocar as compras.
-Eai tia. -ele gritou pra senhora que estava atrás do balcão.
-Oi meu amor, tu não vem aqui faz tempo, achei que tinha me esquecido. -ele abraçou ela e deu um beijo em sua tsta.
-Jamais, tá doida, te esqueço nunca não. -ela sorriu ao me ver.
-Quanto tempo Aisha, me dá um abraço menina. -ela estendeu os braços em minha direção, entrei entre eles e a abracei, sorrindo. -Tá grávida de quem? -suspirei e sorri.
-Thiago. -ela fechou a cara.
-Logo você se envolvendo com ele Aisha? -olhei pra baixo, segurando as lágrimas.
-Não que eu tenha me envolvido com ele por pura e espontânea vontade. -Guilherme bufou.
-Vamo faze a compra logo Aisha, tenho que voltar pra boca. -concordei com a cabeça, ele me deu a mão e me puxou pra longe da dona Marilza. -Mano, tu não pode deixar o povo falar assim contigo não. -dei de ombro.
-Tá tudo bem, eu só preciso me acostumar com reações assim. -ele suspirou.
-Cê que sabe.
Fizemos a compra bem rápido, já que ele ficava me apressando, quando ia pagar, Guilherme disse pra Marilza anotar na conta dele e não me permitiu reclamar.
-Pega as coisas que tu vai precisar agora e o resto os vapor leva lá pra ti. -concordei com a cabeça e o abracei de lado.
-Muito obrigada. -ele sorriu, se agachou, ficando de frente para minha barriga e colocou a mão nela.
-O tio não vê a hora de te conhecer. -sorri com a cena e ele deu um beijo em minha barriga. -Tô indo lá, toma cuidado pra voltar.
Concordei com a cabeça, peguei as sacolas onde estavam o arroz, o feijão, a carne e fui em direção a casa.
-Aisha? -ouvi uma voz conhecida. -Eai piranha, que saudade de ti. -Cloe veio em minha direção.
-Oi meu amor. -ela me abraçou.
-E essa barriguinha aqui. -ela passou a mão em minha barriga. -Dá umas sacolas ai. -ela pegou grande parte das sacolas. -Tá indo pra casa do Thiago? -concordei. -Vou lá contigo, a gente precisa conversar um pouco.
Fomos o caminho todo falando sobre trivialidades, ao chegar em casa ela me ajudou a colocar as coisas na cozinha.
-Quero nem saber, vou ficar pro almoço, sua comida é mó boa, sifude. -ela se sentou no balcão.
-Escolhe feijão pra mim? -ela confirmou e pegou o saco de feijão.
-Mas num é tu que odeia feijão? -dei risada.
-Eu odeio, mas o Thiago e a Kendra gostam. -ela cruzou os braços.
-Quem se importa com o Thiago e quem é Kendra? -suspirei.
-Ai Cloe, tantas coisas aconteceram. -começamos a conversar sobre tudo que tinha acontecido nos últimos 4 meses. -Mas por que tu e a Ísis brigaram? -ela bufou.
-Eu comecei a ficar com o Gui, ai nesse meio tempo os dois brigaram e ela foi morar com o menor. -arregalei os olhos. -Ai eu fui conversar com ela, dizendo pra ela e o Gui se desculparem e ela me xingou dizendo que eu deveria defender ela, não ele. -ela botou o feijão em um pote e colocou água.
-Mas ela não tá errada. -ela começou a procurar alguma coisa nos armários. -Que qui tu quer?
-Panela de pressão pro feijão. -apontei pra uma porta do armário. -Eu fui falar com ela por causa que eu tava preocupada com ela, tu sabe que a Ísis sempre foi sustentada pelo Guilherme, ai agora ela tá trabalhando na padaria do seu Kleber.
-Isso é bom, ela vai aprender a viver sozinha. -ela bufou.
-PARA DE DEFENDER ELA AISHA. -dei risada.
-Eu tô tentando entender e te dar conselhos pra ocês duas voltarem a conversar, quero minhas melhores amigas de volta, cacete. -ela colocou a panela de pressão no fogão e virou o feijão nela, colocando um pouco mais de água e fechando.
-Eu sei, desculpa. -abri a tampa do arroz e coloquei mais um pouco de água.
-Relaxa.
-MÃE? -ouvi a Kendra gritar, fui até a sala e lá estava ela, coçando os olhos, com o rostinho redondo, sorri.
-Oi amor, vem cá pra você conhecer a amiga da mamãe. -ela andou até mim, me deu a mão e fomos pra cozinha. -Essa é a sua Tia Cloe. -cloe arregalou os olhos e sorriu.
-QUE LINDA AISHA. -ela andou até a Kendra e ficou de joelhos. -Oi princesa. -Kendra sorriu.
-Oi tia Cloe. -as duas começaram a conversar.
Terminei de fazer o almoço, peguei meu celular e mandei mensagem pro Thiago perguntando se ele iria almoçar em casa, ele disse que em 5 minutos chegava.
Coloquei comida pra Kendra e peguei um prato pra mim.
-Mamãe, posso dormir na casa da tia? -estreitei os olhos pras duas, que riam baixinho.
-Pode, mas se alguma merda acontecer, bato nas duas. -kendra começou a fazer a dancinha escrota dela, Cloe a imitou, me fazendo rir.
-TIO! -Kendra gritou, correndo até a porta.
-Eai neguinha. -Thiago pegou ela no colo e a jogou pra cima, a fazendo gritar, Cloe me olhou curiosa.
-Eu vou dormir na casa da tia Cloe hoje. -ela falou toda orgulhosa, me virei e coloquei comida pra mim, menos feijão.
-Sua mãe deixou? -não ouvi a resposta, apenas alguns passos e um par de braços circulando minha cintura. -Oi. -ele falou no meu ouvido, me fazendo arrepiar, coloquei o prato no balcão ao lado do fogão e me virei pra ele.
-Oi Thiago. -ele sorriu, retribui o sorriso, ele me deu um selinho.
-Ô mas cêis dois tão de sacanagem com a minha cara, vão me deixar de vela mesmo? -a Cloe reclamou no fundo, me fazendo rir.
-É assim todo dia tia, não aguento mais. -Kendra choramingou, gargalhamos.
-Ih, deixa de drama cêis duas. -ele me largou e pegou meu prato, colocou feijão e me devolveu.
-Eu não vou comer. -cruzei os braços.
-Vai comer sim Aisha, se você não gosta ou não, problema é teu, minha cria precisa de coisa que faz bem, senta o cu lá e vai comer. -bufei, peguei meu prato e sentei na mesa.
-Sifude, tá achando que é meu pai, só pode. -reclamei baixinho.
-Eu tô ouvindo cacete. -fiquei quieta e comecei a comer a comida.
Thiago se sentou com a gente, fiquei observando os três conversarem como seria o nome do meu bebê enquanto comia, sorri com a cena.
AOBA, finalmente mais um capitulo, peço desculpas pela demora e espero de coração que vocês estejam gostando <3
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