18

Aisha

-Thiago, mas como é que eu voltei pra cá? -perguntei esfregando os olhos enquanto me levantava.

-Porra, sério que cê não lembra? -ele se sentou do meu lado fumando.

-Caralho Thiago, vai pra lá com isso mano. -tossi.

-Ai menina, meu ovo, já falaram que até maconha tu fumou. -ele riu, parou, fechou a cara e me olhou. -Monstro.

-Que? -olhei sem entender nada.

Foi tudo muito rápido, se eu tivesse piscado, não teria entendido nada, ele me empurrou, me fazendo deitar de novo, sentou em cima de mim e apertou meu pescoço, me sufocando.

-Meu nome pra você, é Monstro, não Thiago. -ele afrouxou um pouco a mão. -Sabe, eu tava até com saudades de... -ele pensou um pouco. -De comer sua buceta. -ele deu risada. -Se arruma que nois tem que colar num lugar, veste uma roupa decente, puta comigo não tem vez não caralho. -ele deu um tapinha no meu rosto. -E não quero ninguém olhando pro que é meu não, tá ligado.

Ele se levantou e só saiu do quarto, como se nada tivesse acontecido. Voltei a respirar normal segundos depois que ele saiu do quarto. Levantei e fui até a bolsa de roupas que as meninas tinham feito para mim enquanto eu ainda estava aqui, duas semanas atrás. Peguei um vestido verde militar justo que ia até metade da minha coxa, foda-se, eu vou com a roupa que eu quiser, tomei um banho rápido e coloquei um roupão.

Passei uma make básica apenas para esconder as olheiras. Fiz uma chapinha rápida e prendi meu cabelo na nuca, dando um aspecto de gringa. Peguei o vestido, um pouco indecisa para qual sapato eu devia usar, já que meu pé ainda doia um pouco por causa dos cacos de vidro, peguei uma botinha preta.

Vesti a roupa e deixei o ziper lateral aberto, apesar que de um jeito ou de outro eu não tinha opção, já que eu não conseguia fechar mesmo, sentei na cama e coloquei as botas enquanto olhava em volta, procurando meu celular, amarrei a bota e me olhei no espelho, admirando toda a minha beleza.

-Porra, tá gostosa hein pinguinzinha. -assustei com o Guilherme aparecendo do nada no quarto.

-Eu sei more. -passei a mão no meu corpo todo e fiz um infinito com a cintura.

-Cê tá é biscate com essa roupa, Thiago vai xingar tu, fica ligada mané. -ele se aproximou e deu um tapinha na minha bunda, e começou a fechar o ziper lateral.

-Tapinha cê dá nos seus baseados filha da puta, na minha bunda tu dá tapão, faz favor né fio... -ele deu risada e se aproximou do meu rosto, me fazendo sentir seu hálito fresco.

-Meu Deus, eles te destruíram. -ele apertou minhas bochechas e ficou bem próximo de mim, me fazendo arfar quando senti sua mão na minha bunda, apertando a mesma. -Que qui eles fizeram com a minha pinguinzinha? -ele falou ironicamente e olhou pra minha boca, salivei e me aproximei da sua, fechei os olhos, sabendo o que iria acontecer.

-Sua? -Thiago apareceu do nada, como o demônio que ele era, tomei um susto e pulei meio metro longe do Gui. -To curtindo esse papo de vocês ai não, até onde eu sei ela é minha. -ele tava encostado no batente da porta do quarto observando a cena.

Guilherme se afastou de mim e se aproximou do Thiago e deu uma risada nervosa.

-Deixa de ser besta carai, no meu coração só cabe você, precisa disso tudo não. -ele do nada, deu um selinho no Thiago, dei risada da cena.

-Vala meu Deus do céu. -gargalhei.

-Iala, sai pra lá com essa viadagem caralho. -ele passou a mão na boca.

-Eu sei que você adora, mas não esquece que eu sou o ativo viu amore? -ele saiu rindo, enquanto o Thiago xingava.

Parei de rir, e me segurei para não voltar a rir.

-Vamo embora, tamo atrasado já, e não é que tu tá realmente gostosa, apesar de ter ignorado meu conselho de usar uma roupa decente, mas o problema é seu, se algum bagulho acontecer, vou nem me meter não, tá dando motivo. -ele apontou pro meu corpo, revirei os olhos. -Na próxima revirada, vou fazer você revirar os olhos atolando meu pau na tua buceta, filha da puta. -ele se aproximou e pegou na minha mão, me arrastando até o andar de baixo, onde tinha várias pessoas.

-Caralho ruiva, cê tá uma delicia mano, se eu te pego faço um estrago. -o menor me olhou de cima a baixo.

-Estrago vou fazer na sua cara. -Thiago murmurou baixo, mas eu consegui ouvir, dei um sorriso torto.

-Cacete, quando cêis falaram dela, não sabia que era tão gostosa assim não. Ai. -uma garota negra deu um pulo e passou a mão na coxa dela. -Porra amor, fica com ciumes não, ninguém te supera. -ela deu um selinho na loira do seu lado.

-Vamo logo, o aniversario não vai esperar nois dois não, vocês ai que se fodam. -Thiago me puxou.

-Ruiva, trás bala pra mim por favoor. -ouvi o menor gritar da sala, me fazendo rir.

-A gente vai num aniversário infantil? -ele concordou com a cabeça. -Na onde?

-No mesmo lugar que cê foi com o outro zé cu lá. -ele entrou no carro.

-Na rocinha? -perguntei curiosa.

-É caralho, faz pergunta difícil não. -ele me olhou bravo.

Fiquei quieta e me encolhi no banco, ficando quieta o resto da viagem.

OOOOOOI amores, espero que vocês tenham lido o livro Juntos por 9 meses, pq próximo capitulo terá uma cena de laaaaaaaa, espero que tenham gostado <3



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