🔸Prólogo🔸
Melyssa Collins
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— Me espera, Nella... — Eu corro feito louca, tentando alcançar a minha amiga, que a pouco, virou a minha irmã e que hoje somos da mesma família, ao ter sido adotada pelos seus maravilhosos pais.
Eu havia virado a sua seguidora fiel, por ela ter sido um dos grandes motivos para eu não mais viver hoje, naquele antigo e orfanato solitário. Não que a tia Ceça e o Bartolomeu, não tenham sido os meus melhores amigos naquele lugar; sendo ela, a moça do refeitório, e ele, o seu cachorro rabugento, no qual sempre me roubava o pão fresquinho do café da manhã, por debaixo da mesa.
– Brincadeira, eu mesma que gostava de dar para ele! Ele sempre me enchia de beijos e lambidas, pelo tal ato de eu compartilhar o pão com ele –. Esse era o típico carinho, que eu sempre ansiava em receber de alguém de verdade; no qual, eu digo, com características humanas. Porém, ele era o que eu tinha na época e aceitava aquilo. Mas agora eu estava com uma mais nova família e me sentia ainda mais amada, pelos meus mais novos pais de criação. Não me importava de não ter conhecido os meus pais biológicos. Finalmente, eu tinha encontrado pessoas que realmente me amavam e me queriam.
Logo, constantemente eu estava correndo pelo jardim da empresa Amélia Franco Clube, ou pelo pátio ao lado, que ficava pertos dos barcos, enquanto as aulas matinais de veleiros não começavam. Essa, era uma das empresas nas quais os meus mais novos pais, eram donos. - Eu sei, "ricos" ..., porém, não tão ostensivos assim, como sei bem que vocês pensam. Eles eram reservados, quanto a isso de fortuna. Um dos grandes motivos de eu me orgulhar deles -. Sou pequenininha, mas entendo de muitas coisas ao meu redor.
Nesse momento, eu estou sem ar, de tanto correr atrás da Nella, para podermos nos esconder juntas do Marcelo. Porém, a minha irmã, era muito mais rápida do que eu; estávamos brincando de pega-pega, e agora, de pega-pega se esconder. Eram todos nós, as crianças da empresa, que estávamos brincando disso. O Luke, a Nella, a Elisa, o Marcelo, o Antoni, a Clarisse... e assim por diante; além da Cris, que também era a nossa prima de consideração, mas que as vezes se fazia de adulta, por ser apenas alguns anos mais velha que nós. Porém, mal sabia ela o que estava perdendo de verdade.
Assim, com toda a adrenalina correndo solta pelas minhas veias e o meu coração batendo disparado, eu logo levo um susto, quando o Antoni bate diretamente contra mim e me leva imediatamente até o chão, cheio de terra e grama molhada da chuva.
— Você é muito lerda, para estar aqui brincando conosco, Melyssa!!! — Ele enfatiza o meu primeiro nome, como se tivesse nojo de mim e sorri debochadamente, olhando para trás e seguindo o seu caminho.
Ele era o típico garoto riquinho, que nunca me aceitaria naquele meio cheio de pompa, por ter sido adotada infelizmente, para ele, pela querida e famosa família Collins Ribeiro. De acordo com ele, eu numa me encaixaria por ali. E logo, eu sendo toda melancólica e insegura com aquele assunto em particular, eu rapidamente sentir os meus olhos lacrimejarem com aquela situação. Eu nunca saberia se estaria à altura ou não, da minha mais nova família; queria poder ser mais e além, do que eles já esperavam de mim.
Assim, quando parecia que um rio de lágrimas iria cair dos meus olhos, eu senti as mãos do Luke me segurarem suavemente nos ombros e ele bufa alguma coisa irritadiça para o Antoni.
— Não ligue para ele, Mel! Ele é só um idiota, que não sabe bem como tratar uma garota. — O Luke, o meu mais recém descoberto primo, me esboça um sorriso de ladino, tentando me ergue do chão e limpar as minhas calças. — Eu sinto muito por isso... — Ele olha para a minha roupa molhada e em seguida, para o meu joelho ralado.
— Aí, isso está doendo muito... — Eu digo choramingando um pouco baixo e me apoiando de leve nos seus ombros, enquanto ajeitava o meu diadema que estava torto na cabeça.
Logo, ele me encara com os seus olhos castanhos calorosos, como se já se fosse um jovem adulto e me diz para eu ter calma, que logo, logo, tudo aquilo iria passar.
— Vamos, venha!! Vamos para ali... que assim podemos nos esconder melhor e ainda limpar o seu joelho ralado. — Ele indica uma grande árvore perto do estacionamento da empresa e a uma torneira bem do seu lado, ligada a uma comprida mangueira que se enroscava ao redor dos carros.
Eu assinto corajosamente para ele e enxugo os meus olhos, anotando mentalmente de depois ir atrás da Nella, após me limpar e me organizar melhor com os meus próprios sentimentos. Eu não iria conseguir alcançá-la mesmo, estando daquele jeito. Assim, eu me apoio melhor no pescoço do Luke e me sinto próxima até demais dele. A gente nunca tinha se aproximado tanto, quanto naquele momento. Era estranho e bom ao mesmo tempo.
Com pouco, ele me coloca em um canto perto dos carros e tira o seu casaco do Naruto, que era preto e laranja nas laterais, para poder molhar uma ponta dele na torneira e depois passar no meu joelho.
— Não precisa fazer isso, Luke... Eu posso aguentar até chegar em casa. — Penso se o meu sangue, não vai acabar manchando o seu casaco favorito.
Porém, ele já estava com pano molhado na mão e se agachando na minha frente, pronto para poder limpar a minha pequena ferida. Contudo, ao ouvir o que eu lhe disse, ele me encara como nunca tinha feito antes.
— Eu sei que você pode, Mel..., você é forte, mas eu também quero poder fazer isso por você. — Ele sustenta o seu olhar no meu e por um momento, eu me sinto meio estranha pelo jeito que ele havia me encarado. Não sei se um garoto da sua idade, com um pouco mais de 9 anos, deveria me olhar assim. Logo, ele vendo a minha pequena hesitação em aceitar, continua na intenção de tentar me convencer. — Somos uma família agora. E as famílias se ajudam, não é? Me deixa cuidar de você...
"Família".
Foi exatamente essa palavra, que me fez aceitar o que ele me pediu. Ela caiu tão bem naquele momento, que eu simplesmente deixei, ele cuidar do meu machucado. E então, ele agora estando com um sorriso satisfeito no rosto, eu lhe perguntei como é que ele sabia tanto sobre feridas. A sua resposta, simplesmente foi me mostrando as suas cicatrizes espalhadas pelo corpo.
— É, eu caio bastante... Estou acostumado. — O seu sorriso sai meio tímido, mas vejo que ele sente um pouco de graça naquilo; não há nenhum tipo de vergonha nisso, e sim, de naturalidade. Toda criança cai, não é?
Talvez seja legal, eu ser uma prima amiga do Luke. Ele não me parecia ser do tipo desses meninos idiotas, que sempre se achavam melhores do que os outros. Ficar perto dele, talvez me fizesse realmente bem.
— Obrigada, por ter me ajudado com tudo isso e com o meu machucado. — Digo meio tímida, por ter feito uma grande tempestade em um copo d'água. Porém, no fundo eu sabia que tinha sido mais por causa das palavras do Antoni, do que por causa daquele ralão no meu joelho. Contudo, eu nunca iria lhe revelar aquilo.
— Você pode sempre contar comigo, Mel. Eu sempre vou te proteger. — Ele alisa a minha bochecha e em seguida segura a minha mão, me puxando para voltarmos a brincar com as outras crianças.
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E é daí.. que começa a bela amizade desses dois! 😌☺️👐🏼✨🧡
O Luke é um perfeito cavalheiro 🤴🏻 cuidou e cuida da Mel até hoje... Vcs vão se surpreender. Gostaram dessa introdução?
😍😍
Partiu no próximo capítulo, para os dias atuais..💅🏼🌐💭
Até mais.. haha se me ajudarem na divulgação, eu foco mais para postar! 😜
Repostaria lá no insta: @islalins.livros
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