🔸 Capítulo 8 🔸
Luke Ribeiro
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Faziam o quê? Duas semanas? Dois meses? Dois anos? Dane-se! Eu estava cansado de esperar a Melyssa voltar a falar comigo. Eu não havia feito nada, para que ela tivesse aquele tipo de reação naquele dia. Beleza, que eu falei a respeito da sua curiosidade sobre querer investigar o passado da sua mãe com a Fernanda, mas nada daquilo iria sair de nós; ela estava exagerando demais.
Hoje, no caso, será o churrasco para comemorar o aniversário do seu pai e acredito eu, que ela não irá dispensar esse momento único, só para poder me evitar. A sua família sempre vinha em primeiro lugar, não é? Eu já havia aprendido isso há muito tempo... A Mellyssa era cem por cento entregue a eles. Ela acreditava que nada poderia sair errado na sua vida, para que não tivesse que decepcioná-los em algum indeterminado momento.
Eu até a entendo e acho nobre essa sua consideração pela família, mas acredito que ela deveria para de se cobrar tanto e viver mais a sua vida. Sei que os seus pais, não iriam deixar de amá-la por causa disso. Eles a tinham como realmente filha de sangue; igualmente a Stella e o David eram; não existiam comparações entre eles. Ela era amada por igual, porém, a mesma não conseguia enxergar toda essa dimensão.
Logo, assim que chego na festa do seu pai; que era do outro lado do mar, onde os Collins tinham uma pequena ilha privada; eu cumprimento a todos e vou direto dar um grande abraço no aniversariante do dia.
- E aí, tio Dylan! Parabéns Grandão... Tá ficando cada vez mais velho e de cabelos brancos, hein? Cuidado para não ficar careca e a tia Katarina ter que passar protetor na sua cabeça... - Digo brincando com ele e bagunçando os seus cabelos.
Ele com certeza não iria ficar careca, mas eu gostava de irritá-lo todas as vezes em que nos encontrávamos. Sempre havíamos brincado de luta, quando eu era pequeno. Não era à toa, que eu era conhecido como o pequeno "Jedi" de Star Wars e ele, por seus pequenos fios brancos, que cresciam constantemente na sua cabeça, devido a sua querida esposa e das suas duas filhas lindas.
- Ei!!! Você tá maluco, moleque! Eu posso até ficar barrigudo, mas não perco a cabeça por causa da idade. Tenho muito o que me estressar ainda... E você, chegou atrasado demais para assar as carnes comigo. - Ele põe um dos braços no meu ombro e esfrega um cascudo na minha cabeça. A minha sorte, era que eu estava de boné. Barrigudo, até parece.
- Ei! - O meu boné cai no chão e eu logo me abaixo para poder pegá-lo, tentando escapar rapidamente dos seus constantes ataques. Porém, assim que me ergo e boto o meu boné com a aba para trás, eu me deparo com a pequena Mel saindo do mar, apenas usando um mini biquíni rosa e um pôr do sol perfeito atrás dela. Uma verdadeira visão do paraíso.
Parecia aquelas cenas de filmes, onde você fica paralisado no tempo e contemplando uma bela obra de arte; só que agora, era tudo real e eu não conseguia parar de sentir essas várias emoções que a visão dela me proporcionava naquele momento. Era felicidade, contemplamento, alívio, excitação e desejo.
"Desejo?"
Paro para pensar no que eu estava realmente sentindo e logo fico petrificado, ao perceber o quanto aquilo tudo era confuso. E-u..., eu não podia estar sentindo isso, podia?
Sinto uma mão forte bater contra os meus ombros e rapidamente eu me indireto, ao me recordar quem realmente estava ao meu lado; o meu tio, o pai da Mel, o cara que poderia me matar, só por eu estar pensando nisso da sua filha.
Sorrio meio que sem graça e logo o escuto gargalhar, inclinando a cabeça para trás.
- Ela está ficando grande, hein, rapaz?! - Ele agora indaga naturalmente, como se fosse normal eu olhar para a sua filha daquele jeito. Ele não tinha ideia, do que eu estava pensando naquele momento.
Deus! Eu desejei a Mel. E desejei ela de verdade... Igualmente um homem deseja uma mulher; unha e carne, carne e osso.
Me sinto ridículo, por ter pensado nela dessa forma; mas também não conseguia negar, o que ela havia despertado em mim.
- Rapaz? Você está bem? - O meu tio Collins franze o cenho e me encara preocupado. - Luke? - Ele me vira de frente, para que eu o olhe diretamente nos olhos.
Eu estava tão desnorteado com aquilo, que fiquei sem saber como reagir diante daquela descoberta. Logo, a primeira desculpa que me veio na cabeça, foi o sol.
- E-u, eu estou bem... Acho que foi o sol, que está muito forte e diminuiu a minha pressão, quando abaixei a minha cabeça. É o Rio de Janeiro, não é? - Sorrio meio débil e toco de leve no seu ombro. - Eu estou bem... - Afirmo para que ele tenha certeza; embora dentro de mim, eu esteja um turbilhão.
- Certo!! Então o que acha de ir lá para dentro e pegar algumas castanhas para mim, com batata chips? Aproveite e fale para a sua tia, para ela liberar mais uma dose de whisky para mim... Ela fala para eu ir devagar, mas daqui a pouco eu já estarei indo dormir com as crianças, se ela continuar desse jeito. - Ele brinca com a preocupação da tia Kat, mas sei que ele é louco e apaixonado por ela.
- Sim, sim... pode deixar! E também irei trazer uma cerveja gelada para mim. - Me despeço dele e deixo os meus pensamentos virem juntos comigo.
Parece que durante todo o fim de tarde, a imagem da Mel vindo para os meus braços e me beijando com o gosto de sal, da água do mar, não saem da minha mente. Eu queria aquilo, eu desejei isso quando a vi.
Logo, desde aquele momento, eu ainda não havia me esbarrado com ela. Fiquei com o tio Collins e os outros homens da família, na parte da churrasqueira. Era uma festa grande, mas também só para os mais íntimos. Estavam tanto as pessoas da minha família por parte de mãe; que era a mesma que a da Mel; quanto a do meu pai e amigos mais próximos de todos nós.
Tia Merlinda e o Antoni; com a Cris e a Elisa; também estavam presentes; juntos, com a tia Karina e tio Caio, com as suas duas filhas pequenas. A genética feminina crescia na nossa família e logo, os homens tinham que se juntar para poderem se fortalecer. Brincadeira, a gente amava as mulheres das nossas casas.
O anoitecer estava chegando e com isso, já podíamos ouvir vários pássaros cantando para se recolherem. Era um som magnífico de se ouvir naquela ilha; tudo parecia ser maior e intensificado naquele lugar. Eu e a Melyssa adorávamos distinguir quais eram os cantos de cada ave; tanto os dos Bem-te-vis, Sabiás, Sanhaço-azuis e Papa-capins. Era maravilhoso os passeios que dávamos por ali, quando éramos crianças.
Lembro-me que ela tinha construído uma bela de uma casinha na floresta, para poder abrigar vários tipos de passarinhos que passassem por aquela região. Essa casinha era toda feita de madeira com um monte de buraquinhos ao redor, composta com comida e água, para que aqueles que passassem por ali, pudessem se alimentar e se hidratar. E só de me lembrar do que ela disse quando teve essa brilhante ideia, me fazia rir. A Mel sempre foi muito altruísta com tudo e todos ao seu redor. Até uma pedra, ela tirava do seu caminho, para que ninguém acabasse batendo nela e se machucasse ao mesmo tempo. Ela era de um carisma incondicional. Doce e pura.
E logo, me sentindo levado pelas velhas e novas lembranças, eu me vejo caminhando para dentro dos matos, em busca dessa tal casinha que havíamos construído a tempos atrás. Será que ela ainda existia?
Caminho por entre os galhos e com poucos metros depois, eu avisto a pequena casinha de madeira na minha frente. Porém, quando eu vou me aproximando devagarinho do local, eu noto que havia mais alguém por ali. Uma delicada silhueta aparece por entre as árvores e logo noto que era a da Mel, erguendo um dos passarinhos que havia caído do precioso ninho.
Eu não poderia ter me encantado mais com aquela cena; ela, delicada como uma flor e suave como o vento. E eu, hipnotizado com a minha cerveja cheia e com o gargalo a pouco centímetros da minha boca, me sentindo mais uma vez paralisado por ela. Não sei se era o álcool ou se era toda aquela atmosfera, que estava favorecendo para que esse momento estivesse se tornando algo único e especial.
Eu não vou mentir e dizer que eu não dormir com várias mulheres lindas e belas na minha cama; mas nenhuma delas, tinham tamanha beleza, quando comparadas com a da Mel. Ela era única. A sua naturalidade e espontaneidade, era simplesmente contagiante e arrebatadora. Ela conseguia fazer com que todas as pessoas se encantassem por ela, sem fazer o mínimo de esforço para isso. Era ela, sendo ela, do jeito mais simples e claro que ela poderia ser. E eu a conhecia como verdadeiramente era, a minha Mel.
Logo, eu não queria incomodá-la naquele momento; ela parecia tão em paz consigo mesma e concentrada no que fazia, que eu não queria ter que tirar aquilo dela, só para poder lhe chamar atenção e querer conversar.
Ter ficado naquela situação com ela a quase duas semanas, já estava me matando. Queria poder voltar a conversar e contar as coisas que estavam acontecendo comigo; queria poder rir e me descontrair com ela, como sempre fazíamos nos finais de semana. Porém, ela simplesmente me privou disso e se afastou.
Me sentindo preso, em uma encruzilhada onde eu não saberia decidir entre avançar ou dar um passo para trás, eu preferir ficar parado, esperando o que sei lá que fosse acontecer, ocorresse bem ali naquele momento.
Contudo, eu só não pensei que um sapo enorme iria pular para cima de mim e me fazer tropeçar, caindo diretamente com a bunda no chão e derrubando toda a minha cerveja em cima de mim.
- Merda!! - Esbravejo irritado, por ter perdido o meu anonimato diante dela.
A Melyssa ouvindo o meu baque, rapidamente corre até mim e vem me ver, para saber se estava tudo bem comigo.
- Luke?!! Você está bem? O que está fazendo aqui? - Ela me olha com um ar preocupado e ao mesmo tempo acusatório.
Logo, tento me recuperar do tombo e da roupa toda enxarcada em que fiquei; me erguendo e sacudindo a blusa, tentando espremer a parte molhada na qual havia ficado. Droga! Impossível de ficar a usando agora. Ela vai ficar fedendo mais do que tudo, por causa da cevada. Faço menção de tirá-la, mas a Mel rapidamente me intercepta.
- Você está maluco? Porque você vai tirar a sua blusa? - Ela me indaga, impedindo das minhas mãos de serem levantadas.
Logo, sinto o seu corpo mais junto do meu.
- Ué...Eu me molhei, Mel!! Não vou ficar fedendo a cerveja e andando por aí. - Lhe olho diretamente nos olhos e os vejo titubearem nos meus. Será que ela também estava tão mexida, quanto eu? - Você já me viu várias vezes sem camisa, essa não seria a primeira. Qual é o problema? - Ela meio que fica sem saber o que falar e eu aproveito aquele momento para investigar ainda mais.
- É tão difícil assim, olhar para mim? - Me aproximo dela devagarinho e a deixo entre o meu corpo e um tronco de uma árvore.
- Não, eu... - Ela respira com dificuldade e a vejo querer abaixar a cabeça, diante de tanta aproximação; porém, eu logo a ergo e a faço olhar diretamente nos meus olhos.
- Então por que me evita e agora não fala mais comigo? - Sussurro, sentindo o meu coração batendo descompensadamente dentro do meu peito. Os nossos rostos estavam a poucos centímetros um do outro. O ar parecia escasso, naquele momento.
- E-u... Eu preciso de um tempo, Luke. Eu ainda estou com raiva de você. - Ela fecha os olhos com força, para não ter que olhar para mim.
- Então porque não diz me olhando diretamente nos olhos? - A encosto devagar no troco e apoio uma das minhas mãos na árvore. Sei que ela também não tinha motivos para tanto.
- Voc-ê... Eu... Ai, Luke!! Eu não consigo, você me deixa nervosa. - Ela esbraveja, abrindo finalmente os olhos e notando que os nossos corpos estavam muito mais perto um do outro. Sua respiração se acelera e a vejo olhando para os meus lábios.
Mel, Mel.... Não faça isso.
Fecho os meus punhos e tento me controlar ao máximo, para não ter que fazer o que a minha mente e o meu corpo pediam.
- E porque eu te deixo nervosa? - sussurro no meu último tom de voz. As nossas testas já estavam coladas e com os nossos pensamentos a mil.
Sei que ela também estava sentindo alguma coisa entre a gente, eu não estava louco. Logo, eu continuo.
- Não vem me dizer que foi por causa da investigação, que você decidiu se afastar de mim... A nossa ligação é bem mais do que isso. Você sabe que eu jamais faria alguma coisa para te prejudicar. - Aliso uma das mechas castanhas do seu cabelo e a seguro na ponta, meio que pensativo sobre o que eu verdadeiramente deveria falar. - Eu não consigo ficar sem ver você, Mel... eu preciso da sua presença.
- Luke... - Ela tenta falar, mas eu não deixo.
- Não se afasta de mim, tá bem? Só me deixa cuidar de você... me deixa... - Fico sem fala, quando vejo os seus lábios se entreabrirem e ela os umedecerem, me provocando.
A minha vontade era imensa, de querer saber que gosto eles poderiam ter. Será que eles eram tão doces, quanto ela?
Logo, sentindo uma tortuosa tentação e um desejo alucinante, em querer saber que sabor eles teriam ao serem ligados aos meus, eu toco de leve nos seus lábios e travo uma pequena batalha interna, pensando se eu deveria avançar ou recuar. Sei que aquilo era errado, mas eu também não conseguia mais controlar esse meu desejo e a necessidade de querer tê-la só para mim. Antes, era só mais um cuidado; hoje, uma ânsia de querer prová-la. Eu precisava dar um tempo, para a Mel poder recusar.
Ela sabia o que eu iria fazer.
- Porque tão irresistíveis...? - Umedeço os meus lábios e encaro os seus ainda mais lascivamente. Droga! Eu queria muito poder prová-los. Não era o álcool que estava fazendo isso comigo, eu sabia exatamente o que eu queria. Agora, eu conseguia sentir todas as minhas células entrando em alerta, esperando pelo grande momento da minha vida.
Ela não recua. Ela não me nega.
E logo, eu sinto um pequeno arfar seu, quando eu encaixo uma das minhas mãos no seu cabelo e o afago de leve, acariciando a sua nuca e inclinando o seu pescoço para trás. Me permitindo ver o quanto ela era linda, se entregando para mim e me deixando controlar os seus pequenos movimentos naquele momento.
Assim, tendo todo o espaço que eu preciso para poder explorá-la, eu encosto suavemente os meus lábios nos seus e os lambo vagarosamente, o puxando na parte inferior, para primeiramente poder senti-los, antes de finalmente introduzir a minha ansiosa língua na sua. Eu queria curtir cada sensação e textura que eles poderiam me oferecer.
E nada poderia ter me surpreendido mais, ao descobrir os quão macios e saborosos eles poderiam ser. Era o verdadeiro paraíso, feito de deliciosas maçãs e finos algodões doces, que se desmanchavam facilmente na minha boca. O sugo com força e sinto ainda mais necessidade de prová-los.
Logo, eu retorno para os seus lábios superiores e giro uns 45 graus da minha cabeça, tomando agora de vez, toda a sua boca e misturando os nossos lábios numa verdadeira volúpia, numa necessidade desenfreada de querermos explorar ainda mais um ao outro; e as nossas línguas, eram as que faziam o verdadeiro trabalho.
As minhas mãos imediatamente descem pelas suas costas e agarram com sofreguidão a sua cintura, impedindo-a de se afastar a qualquer momento de mim; isso, mesmo que ela não estivesse fazendo nenhum esforço para que nós nos separássemos, pelo contrário, estava me puxando ainda mais para perto de si.
Ela estava retribuindo. Ela estava gostando. Isso era tudo o que eu precisava saber; ela também sentia algum desejo por mim. Logo, como se eu estivesse vivendo em uma explosão de acontecimentos e de descobertas na minha vida, eu tento buscar um pouco de fôlego, para poder colocar tudo para fora aquilo que eu estava sentindo.
- Tão doce. Tão minha... Ôh, Mel... eu nunca imaginei que fosse tão bom te beijar assim. - Digo entre um gemido e outro, na qual as nossas bocas se deleitavam e não queriam mais se separar.
- Eu... eu também. Isso foi... - Ela tenta falar, mas também estava tão sem fôlego quanto eu. Sorrimos com aquela constatação e respiramos fundo, tentando colocar a cabeça no lugar. O que no caso da minha, eu nem sabia mais onde ela estava; ou sabia, na qual ela estava verdadeiramente nos lábios deliciosos da Mel.
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Eitaaaa eita kkk que o beijo finalmente aconteceu. 😆😆🔥💋 E bote fogo nesse parquinho. 🎡 Será que agr vai?
Eles estavam negando o óbvio... e a distância, só fez dar uma forcinha kk..
🤭😁✨Gostaram?
Esse cap foi de querer beijar alguém, hein? kk.. 💦😏
O Sr. Collins barrigudo, foi ótimo, não acham? kk jamais! E mesmo se ficar, ainda continuará sendo o nosso Collins favorito. 😂😌 ❤️Só quero ver, oq ele vai fazer quando descobrir sobre eles dois. 🙊
Bora pra frente, que tem muita coisa para acontecer ainda... 😈🤡💣
Eles ficam juntos... Ou se negam novamente? Kk... Pergunta do milhão, quem responde? 🌽😄
Até mais, meu povo!
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