🔸Capítulo 27 🔸
Melyssa Collins
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A nova consulta com a doutora Ana Paula, já estava marcada. Seria hoje. Porém, eu queria dar uma passada antes no aquário em que a minha mãe, biológica, trabalhava. O senhorzinho que trabalhava ali pela manhã, já estava no seu posto, fazendo a sua ronda. Eu o cumprimento brevemente e ele, logo enlarguece o sorriso ao me reconhecer.
- Filha da minha querida amiga, Margarete! - Ele abre os braços meio que sem forças e eu fico abobada, por ele ainda se lembrar de mim; já fazia um bom tempo, que eu havia vindo aqui falar com ele.
- Sim, sou eu... senhor Frederico. Pensei que tinha se esquecido de mim. - Sorrio meio débil para ele.
- Como eu iria me esquecer? Você é a cara da sua mãe. - Ele aperta as minhas mãos e pergunta como estou. - E então, finalmente já descobriu o que queria descobrir? - Ele sorri tão genuinamente, que eu não o queria contar as barbaridades que eu já havia descoberto sobre o meu padrasto. Assim, optei pelo o outro lado da história.
- Um pouco, senhor Frederico. Mas a verdade mesmo, eu queria saber se eu poderia descobrir com o senhor. - Faço uma pequena pausa, pensando no que eu iria lhe perguntar e mordo a parte interna da minha boca. - O senhor conhecia bem a minha mãe, não é? Será que você poderia me mostrar um pouco do trabalho dela e falar como foram os seus últimos dias trabalhando por aqui? - Pergunto meio incerta, mas sei que naquele horário tinha pouco movimento no aquário. Sei que ele teria um tempinho para mim.
Ele parece pensar um pouco no que lhe pedir, mas assente, concordando em me ajudar. Logo, aos poucos ele foi me mostrando o aquário e o quanto ele aprendeu com ela, sobre a vida marinha. Antigamente ele não sabia de nada e poucas, eram as pessoas que tinham chances de estudar em alguma faculdade. Ele disse que a minha mãe havia se formado em turismo e em biologia marinha.
Ela ainda teve muitas oportunidades de viajar para longe e ganhar muito dinheiro em outro lugar que não fosse aqui, porém, o seu amor pela terra natal e as pessoas ao redor, que fez ela negar. Além, de um tal de um marinheiro que vinha vez ou outra por aqui. Fiquei curiosa e questionei ainda mais sobre ele.
Parece que as minhas suspeitam eram válidas. Esse marinheiro tinha roubado o coração da minha mãe. O senhor Frederico disse que nunca tinha a visto tão feliz.
- Foi uma época boa, minha filha! Ele parecia encantado por ela e todos nós ficávamos feliz em ver ela contente também. A sua mãe sempre foi muito a favor de todos nós. Sempre nos defendia e ajudava do jeito que podia. - Ele sorri ao se lembrar e contar que uma vez, ela bateu de frente com um gerente, por ele tratado um funcionário novo de formar arrogante e prepotente. O mesmo, com poucos dias foi demitido e ela teve que assumiu o seu cargo temporariamente, o que depois, se tornou efetivo.
Tudo parecia bem até ali.
Estava contente de poder saber um pouco mais sobre a minha mãe, eram tantos os questionamentos, que eu nem imaginava poder conhecer aquele seu lado. Pelo visto ela tinha uma grande personalidade e um coração enorme. Não é atoa que um marinheiro se interessou por ela. Logo, eu descubro que ele se chamava Antônio Ferraz. Anoto esse nome mentalmente na minha cabeça, para despois pesquisar. Ele pode ser o meu pai biológico, não é? Porém, o senhor Bartolomeu simplifica logo tudo e me diz o que lhe aconteceu.
- Ele morreu em um acidente, filha. Ele estava indo dar baixa nas suas missões, quando uma caminhonete bateu na lateral do seu carro. - A sua mãe tinha acabado de descobrir que estava grávida. - Ele diz simplesmente e eu esbugalho os olhos. - Isso mesmo. Eu acredito que tenha sido de você. A nossa Margarete fico devastada e se afastou um tempo do trabalho. Sabíamos o motivo dela ter ficado assim, pedíamos para ela não sair do emprego, mas ela disse que precisava desse tempo. Desde então, ficamos sem notícias dela.
O jovem senhor de idade fica cabisbaixo com aquelas lembranças e se encosta um pouco, para tomar um suspiro. Ele ainda parecia sentir a sua falta.
- Aqui nunca mais teve aquele brilho, ao ouvir ela falar dos bichos ou contar como tudo isso aqui se formou. Ela parecia preencher todo o espaço. - Ele fica pensativo e eu também, encostada no ferro que limitava os visitantes.
Porém, me recordo dela ainda vir ao aquário, após o meu nascimento.
- Ei, mas ela voltou a trabalhar aqui, não foi? A minha dizia que vinha trabalhar no aquário. - Fico confusa com tudo aquilo e não entendo mais nada.
- Aqui, mesmo não... porque trabalho desde de sempre aqui e nunca mais a vi depois disso. Só soube da sua morte, quando foi passada na televisão. Fiquei muito triste. Todos nós. - Ele abaixa o olhar e fico pensativa. Será que era em outro aquário? Ou ela ia para um outro lugar que ninguém sabia?
- O Senhor sabia de algum outro lugar que ela pudesse estar trabalhando? - Questiono, para ver se conseguiria alguma pista.
- Olhe, ela nunca se mostrou interessada em mais nada, além dos bichos do mar. Não sei em que mais ela poderia trabalhar. - Eu assinto cabisbaixa por isso, mas feliz pelos avanços que fiz.
O senhor Frederico me conta mais sobre a minha mãe e esse Antônio Ferraz, meu suposto pai, e fico encantado com tudo o que ele disse. Esse homem era tão sonhador quanto a minha mãe, viviam no mundinho deles e dispostos a tudo. Fico feliz, dela pelo menos ter vivido um pouco dessa felicidade genuína ao seu lado. Talvez ela tenha insistido em me dizer que trabalhava no aquário, para manter viva as suas memórias felizes nesse tempo.
Logo, eu agradeço ao Senhor Frederico pelo seu tempo e me encaminho para fora do AquaRio; o Luke já estava do lado de fora me esperando.
- Um pouquinho atrasada, não? - Ele questiona meio agitado e impaciente.
- Que bicho te mordeu, hein? - Indago abrindo a porta e jogando a minha bolsa no banco de trás. - Se fosse para vim me buscar desse jeito, era melhor nem ter vindo. Eu dava um jeito de ir para a consulta. - Sento emburrada e perdendo o ânimo que a pouco tempo eu estava.
Ele agora parece ter ficado calado e eu lhe olho de canto. Ele estava com a cabeça abaixada e respirando fundo, como se estivesse tentando controlar algo dentro de si.
- Me desculpa, Mel. Eu s-ó... só está sendo um dia difícil, está bem? - Ele me olha de relance também e ficamos nos encarando, daquele jeito que só nós dois conseguíamos entender; como se estivéssemos desvendando a alma um do outro. Eu assinto e ele logo parece mudar. - E então, o que veio fazer aqui?
Ele me questiona curioso e o seu semblante mudou rapidinho, como se fosse da água para o vinho. Sei que se ele quisesse falar sobre os problemas do seu dia, ele já teria falado. Assim, não insistir e tentei lhe distrair com outras coisas. Lhe contei tudo sobre o que descobrir sobre os meus pais biológicos. Ele ficou interessado e a nossa conversar fluiu tranquilamente, até chegarmos na clínica. Diferentemente da última vez que vimos.
Assim, ele estaciona o carro e descemos entre um sorriso e outro, enquanto entravamos no pequeno prédio empresarial. Era tão bom está assim como o Luke. Sentia falta dessa leveza e cumplicidade que tínhamos. Entramos no elevador e tudo pareceu se condensar.
O espaço estava apertado e o Luke ficou logo atrás de mim, quase colando o seu peito nas minhas costas. A sua respiração estava tão perto, que nem o tecido que cobria uma parte dos meus ombros, conseguia esconder o arrepio e o tremo que percorreu o meu corpo naquele instante. Imediatamente engulo em seco e o olho de lado, para ver se ele havia percebido alguma coisa, contudo, não esperava ver a sua cara de desejo, mordendo os lábios e tragando um pouco do meu perfume.
O seu olhar bate com o meu e ficamos naquele empasse, no meio de tanta gente ao nosso redor. O elevador estava cheio e para mim, só parecia que estava eu e ele; só o nosso momento. As portas do elevador se abrem e algumas pessoas começam a sair, nos tirando do transe e nos dando espaço para nos separar.
Merda! Eu não queria me separar.
O que ele iria fazer, se tivéssemos mais tempo? Eu sei que ele ainda me amava, eu podia sentir isso. Não era possível estarmos sempre em chamas, quando nos aproximávamos.
Nós dois ficamos desconsertado com o clima e ele ergue o rosto, olhando para o teto e com as mãos no bolso. As portas do elevador se fecham novamente e seguimos para o nosso andar. Chegamos lá e fizemos a mesma rotina de sempre. Aguardei a doutora me chamar e o Luke disse que estaria ali para mim, caso eu precisasse.
Adentrei no escritório da doutora Ana Paula e nos abraçamos, como se já fossemos velhas amigas. Me sentei no sofá de sempre e começamos a conversar. Conte-lhe sobre o que descobrir no aquário e seguimos por essa linha de raciocínio. Logo, tirei que a minha conclusão, sobre a minha mãe mentir e querer manter viva as memórias do tempo do aquário, eram bem válidas. E querendo avançar mais um pouco, após já saber o cafajeste e asqueroso que o meu padrasto era, a doutora pergunta se eu não quero relembrar sobre o dia da morte da minha mãe.
Eu me sinto nervosa sobre isso, mas concordo. Se a doutora achar que já posso avançar um pouco mais sobre isso, eu sei que serei capaz. Além, que a minha curiosidade está me consumindo. A única coisa que eu sei, foi o que os polícias transmitiram nas mídias naquele tempo. Assim, me concentrei no que eu me lembrava e fui me sentindo invadida pelo ambiente novamente.
Voltando as imagens de trás pra frente, me recordo dos policias e paramédicos entrando no meu quarto e me carregando para fora de casa, tentando impedir que eu visse a minha mãe caída no chão, com sangue escorrendo da cabeça. Tudo que me disseram, foi que a minha mãe havia sofrido um acidente doméstico e que agora eu iria morar em um orfanato, junto com outras crianças da mesma idade minha. Chorei por vários dias, tentei não acreditar naquilo, pensava que a minha mãe iria melhorar e voltar para me buscar; mas isso nunca aconteceu.
As meninas me odiavam, diziam que eu era uma molenga e que nenhum adulto iria querer uma criança chorona. Passei a engoli o meu próprio choro e ser mais forte. Com 6 anos, decidir deixar a minha simples vidinha pra trás e os meus pensamentos, de ter a minha mãe de volta, no esquecimento. Naquele momento, eu só queria crescer e embora dali. E foi quando conheci a Nella e nos tornamos amiga; até ser adotada pelos Collins.
Contudo, no fundo eu sempre quis saber o que realmente havia acontecido com a minha mãe biológica. Eu sabia que não poderia ter sido um simples acidente. Tento me lembrar de antes disso tudo acontecer, antes dos paramédicos entrarem.
Eu estava no cantinho da sala assistindo televisão e o meu suposto padrasto entrou. Ele foi tomar banho e eu fiquei sentada, comendo o meu biscoito, enquanto a minha mãe estava lá fora, tirando as roupas do varal e varrendo as folhas do quintal. Tudo estava tranquilo. Até o meu padrasto sentar do meu lado e fingir estar assistindo o desenho comigo.
Tudo na minha cabeça começa a processar lentamente. A doutora começa a me fazer perguntas e eu fecho os olhos, me deixando assistir tudo em detalhes na minha mente. Os olhos da minha mãe ao sair para o quintal e os seus olhos ao voltar; antes, ela estava sorridente ao depositar um beijinho na minha cabeça, enquanto eu comia o meu lanchinho, depois, foi ver a fúria e a revolta tomando lugar, ao perceber que o meu padrasto estava me tocando, digo de forma íntima, ao apalpar as minhas coxas, enquanto fingia estar querendo comer o meu lanchinho comigo.
Eu fiquei paralisada, achando que aquele olhar dela era de ódio por mim, que eu havia feito alguma coisa de muita errada. Fiquei estática, até ela puxa o meu padrasto para longe e grita para eu ir para o quarto.
(memória reativada) -----------------------------------------
- Para o quarto, MELYSSA! JÁ!!!!!! Feche a porta. - Ouso a sua voz autoritária, na qual eu nunca havia escutado ela falar. Estremeço com o seu timbre e corro, derrubando o meu biscoito no chão sem me importar e fechando a porta, como ela me mandou.
Em seguida, eu só escuto gritos e panelas caindo. Sei que eles dois estavam brigando, pelos seus tons de vozes. Logo, eu me encolho em um canto da parede e começo a chorar em silêncio. Será que eu havia feito algo? Começo a me culpar e ficar sem saber o que fazer. A mamãe nunca havia falado comigo assim.
Ela grita com ele e o escuto gritar ainda mais por cima. As coisas de casa pareciam que estavam caindo de proposito no chão, até eu perceber que não estava mais ouvindo o som da minha mãezinha. O meu coração gela e penso que ela tenha ido embora sem mim. Logo, eu corro até a porta do meu quarto e abro uma pequena brecha, para ver o que estava acontecendo e se eu a via em algum lugar.
Contudo, os meus olhinhos inocentes não estavam preparados para o que eu vi. O meu padrasto estava logo atrás da minha mãe, tapando a sua boca e segurando fortemente o seu cabelo, até que ele a empurra para frente, fazendo com que ela bata logo em seguida, com a cabeça na quina da pia da cozinha. A minha mãe cai no chão e uma poça enorme escura começa a jorrar da sua testa. Era sangue. Meus olhos saltam e fico incerta, sobre ir atrás dela e tentar acordá-la ou ficar aqui, como ela bem me mandou. Porém, a minha resposta veio logo em seguida, quando o meu padrasto me olhou e viu que eu havia visto tudo. Assim, eu fechei a porta imediatamente e tranquei, me encostando nela e rezando para que ele não conseguisse abrir.
- Por favor, mãezinha! Acorde. - Eu chorava em silêncio e com as mãozinhas unidas.
Batidas forte eram depositadas na minha porta, mas ela não cedeu. Se manteve firme e forte atrás de mim. O meu coração estava acelerado e o meu rostinho banhado em lágrimas, com certeza com medo do que ele poderia fazer comigo. E depois de alguns minutos, as batidas na porta diminuíram. Contudo, o meu coração ainda dizia para esperar. Ele sabia que ele poderia estar lá, me esperando.
Assim, permaneci ali, sentada e com o coração não mão, sem saber o que fazer. Logo, tudo voltou; os policiais, paramédicos, eu sendo carregada no braço e a imagem da minha mãe caída no chão. O desespero da vizinhança e o barulho das sirenes.
(Memórias desativadas) --------------------------------------
A imagem da minha sagrando no meio da cozinha veio com tudo. Ela ficou paralisada nos meus olhos e eu não conseguia enxergar mais nada. Eu escutava a doutora Ana Paula me chamando, mas só as cenas do meu padrasto puxando o cabelo da minha mãe e jogando-a contra o balcão, que reapareciam na minha mente.
Antes, estavam em câmera lenta, mas agora tudo fluía em velocidade máxima na minha mente. Eu comecei a ficar sem ar e a me encolher da mesma forma, que fiz na porta do meu quarto quanto tudo aconteceu.
Eu não queria ter causado aquilo tudo.
Eu não queria que a minha mãe tivesse morrido.
Eu não queria ter presenciado aquela cena da sua morte.
Eu não queria ter reencontrado o meu padrasto.
Eu não queria ter existido. Talvez hoje, a minha mãe ainda pudesse estar viva e vendo o seu amor de conto de fadas, com o senhor Antônio Ferraz. Eu não deveria ter vindo para complicar as coisas.
Logo, quando eu parecia estar sendo engolida pelo meu próprio ar. Eu senti as mãos do Luke no meu rosto e o chamando para si.
- Melyssa!!! Docinho, volte para mim, por favor! Eu preciso de você. Respire. Devagar! - Ele pedia e eu sentia o meu coração se desmanchando, como se estiver encontrando um ritmo certo e voltando a respira normalmente. A minha visão ainda estava turva e não conseguia o enxergar. - Isso, por favor, volte! Eu estou aqui... - Ele alisa a minha boca e depois pega a minha mão, o colocando no seu rosto, deixando-me sentir a sua barba e a sua pele quente, que me transmitia todo o valor da vida.
Os traços do Luke eram tão perfeitos e bem desenhados, que com certeza eu o reconheceria em qualquer lugar. Passei dias, querendo o tocar novamente. E naquele momento, ele havia me permitido isso. A sua respiração estava tão perto, que eu pude ir abandonando os meus pensamentos do passado e me concentrando no agora. As lágrimas caiam no meu rosto e aos poucos a minha visão foi voltando.
- Luke... - A minha voz sai embargada, mas eu consigo sussurra o seu nome. Os meus dedos fazem um emaranhado só no seu cabelo, mas ele não se incomoda. Apenas encosta a sua testa na minha e me deixa acaricia-lo.
- Ah, Mel... Que susto você me deu amor. - As suas palavras saem tão facilmente, que acredito que ele nem percebeu que acabou de me chamar de amor. - Eu estou aqui, está bem? Não faz isso comigo novamente.
Eu assenti com a cabeça e não sabia mais o que falar. Eu ainda estava êxtase com tudo aquilo. As revelações, o Luke, o sufoco que passei e as suas palavras no final. O meu coração estava em um ritmo que só o Luke conseguia fazer ele ficar, era calmo, mas palpitante ao mesmo tempo. Era um sopro de vida e paz ao mesmo tempo. Talvez amar alguém de verdade, seja assim. Um misto de confiança e euforia. Eu não queria poder estar em outro lugar, que não fosse nos seus braços.
Assim, eu me joguei no seu pescoço e comecei o abraça-lo fortemente. Eu não queria me distanciar, eu não queria perder aquele contato. O Luke me retribuiu e começou a beijar o meu pescoço, tirando meu cabelo da frente.
- Ôh, Mel... porque você faz isso comigo? - Ele sussurra no meu ouvido e sinto os nossos corpos se esquentarem com tudo aquilo. Parecíamos pegar fogo e querer mais.
Contudo, nós tínhamos esquecido que tinha mais uma alguém ali, nos observando. A doutora havia ficado preocupada e decidido chamar o Luke, para me acalmar e me trazer de volta. E havia dado certo. Logo, nós dois respiramos entrecortado e nos separamos um pouco, mesmo que a contragosto. Não seria o certo, nos pegarmos bem ali na sua frente.
- Desculpe, doutora. E-u... é... Enfim, desculpe por isso. - O Luke fala meio envergonhado e acho até fofo da sua parte.
Eu também me desculpo e ela diz que não tem problema, que pelo jeito nós tínhamos muitas coisas para conversar. Eu a agradeço e ela meio que me deixa um tempinho com o Luke, após constatar que eu já estava melhor e estável. Foram muitas emoções em uma sessão só. A doutora havia pedido em um momento para eu parar, mas tudo começou a voltar de uma vez só e eu não conseguir refrear em nenhum momento aquelas cenas. Logo, eu entre em choque e fiquei no estado que estava antes; mas ainda bem que o Luke estava ali e me ajudou; como sempre ele estar.
Assim, quando ficamos a sós, eu ainda não conseguir me separar dele. Joguei as minhas pernas no meio do seu colo e me sentei na sua coxa, o abraçando novamente e me deixando embalar pelo seu cheiro.
- Eu senti tanto medo, Luke. - O confidencializo e me agarro ainda mais nele. Eu não queria abusar, mas também não queria perder a oportunidade.
Ele também parece pensar do mesmo jeito, pois logo ele me aperta na cintura e me puxa para mais junto de si, esfregando a sua grande ereção na minha bunda. Por Deus, que saudades eu estava do seu mastro e das sensações que ele me causava.
Logo, eu deixe a minha timidez de lado e montei nele, com uma perna de cada lado e me apoiando nos seus ombros. A me feminilidade roça no seu grande amigo e me vejo ofegante, assim como ele, que perde o ar, quando faço isso.
- Melyssa, eu... - Ele tenta falar, mas eu logo o impeço, não querendo ouvir ele me cortando e pedindo para parar.
- Luke, por favor. Eu só quero um beijo... Só quero esquecer um pouco o que eu acabei de lembrar e me sentir viva novamente. Sentir que alguém me ama e que não sou um erro, que acaba destruindo a vida de todo mundo ao meu redor. - Digo prontamente a verdade que está na minha cabeça e o Luke parece enxergar o que preciso realmente naquele momento.
Pois, por um momento ele fica me encarando, antes de finalmente beijar a minha boca e agarra o meu pescoço, encaixando a sua língua na minha e fazendo milhares de explosivos eclodirem bem dentro de mim. A minha mão se encaixa no seu cabelo e o beijo com sofreguidão. As nossas bocas pareciam famintas uma pela outra. O meu corpo se impulsionava para frente, aumentando a intensidade do beijo e ao mesmo tempo, excitando a nossa intimidade num vai vem gostoso.
O Luke ofega e eu também. Abandonando a minha boca, ele desce para o meu pescoço e as suas mãos percorrem o meu corpo, apertando a minha bunda e querendo invadir a minha blusa, para agarra os meus seios.
- Caralho! Muito gostosa, Mel... - Ele parece está entrando em combustão e eu gosto disso. Queria mais dele, queria que ele me possuísse. Queria ele me devorasse com a sua boca e com o seu membro pulsante entre as minhas pernas. Contudo, aquele lugar não era o melhor para isso.
- Me leva para a nossa casa; para o seu apartamento. - Lá foi onde tivemos as nossas melhores noites de amor e era para lá, que eu queria ir.
O Luke parece olhar profundamente nos meus olhos e sabe o porquê, de eu querer tanto ir para lá. Logo, ele assente e me levanta nos braços. Me dando mais um beijo fervoroso e me colocando no chão com dificuldades, não querendo afastar a sua boca da minha; e nem eu, dá dele. Ele morde os meus lábios inferiores e desce a sua boca para o meu pescoço, fazendo um pequeno trajeto sensual, até chegar finalmente no lóbulo da minha orelha.
- Você é diabolicamente felina, Melyssa. De doce, só o gosto do seu prazer na minha boca. E não vejo a hora senti-lo novamente. Você é viciante e não consigo me afastar. - Ele dá mais uma mordidinha de leve na minha orelha e sorri safadamente, antes de me colocar na sua frente, para desfaçar o volume da sua calça e passar na recepção.
Ele segura na minha mão, ao saímos do roll e não consigo evitar a eletricidade que percorria o meu corpo. Será que eu conseguiria assumi-lo para todo mundo? Será que eu estava preparada para tudo aquilo que viria com essa decisão?
O vento forte do ar livre bate no meu rosto e sinto o sol quente tocar na minha pele, assim como a mão firme do Luke, que segurava a minha e mostrava que por ele valeria a pena, que por ele eu enfrentaria os meus pais e a nossa família. Eu estava disposta a fazer aquilo.
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E aí meu amorecos! Como estão? Estavam com saudades... Hj deu pra dá um produzida. Capítulo grandinho, hein? 😆😁😅👐🏼♥️
O que acharam da revelação? A mãe da Mel, a Margarete, foi assassinada pelo padrasto. E eu Mel viu exatamente o momento. O choque, o medo, o desespero de agora está sozinha e talvez ter sido a culpada pela morte da mãe, fez ela bloquear aquelas lembranças. 😥🥺
E o Luke foi essencial no retorno dela. Muito fofo eles juntos. Pelo visto nem depois de uma revelação dessa, eles se acalmaram...😏🔥 se é que me entendem kkk 😁🧡
E aí, partiu para o próximo capítulo?
Será que a Mel vai assumi-lo? 👀💣
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