🔸capítulo 25🔸

Melyssa Collins
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Finalmente eu havia marcado a minha consulta com a Terapeuta Ana Paula; soube que ela era a melhor, se tratando de traumas passados. O Luke acreditava, que o meu medo e receio do meu padrasto, pode ter alguma coisa haver com algo que ele fez comigo ou com alguém. Assim, partiríamos a partir desse sentimento que eu tinha.

Ele havia feito questão de vir me buscar. E aqui estava eu, sentada no sofá da minha casa com a Nella, aguardando-o chegar. Eu havia feita até um penteado fofinho, com uma trancinha embutida do lado esquerdo, mas com a demora do Luke, ele já estava quase se desmanchando.

- Arhg!! - resmungo, já olhando o celular pela sétima vez. - Dez minutos atrasados, Luke. Você está me saindo bem pontual, atualmente.

- Está resmungando o que aí sozinha, ursinho? - A Stella/ Nella, sempre me chama assim, quando quer me provocar de alguma forma.

- Nada, só estou impaciente. - Balanço os pés, enquanto cutuco as minhas unhas.

- E está toda bonita esperando quem? - Ela pergunta toda interessada, encostada no balcão e tomando um copo com água.

"Merda! Não posso dizer que vou ao médico e nem que estou com Luke... Digo, vocês entenderam o que eu quis falar, nada de romântico ou algo do tipo, só eu e ele. Enfim!"

- E-u... Eu estou esperando o Luke. Ele disse que tem um amigo dele que está procurando alguém para organizar uma festa... - Digo a melhor coisa que poderia ter me surgido, trabalho. Respiro fundo e balanço o celular. - Ele já deve está chegando... - tento encerrar o assunto.

- Hum... E será que ele é gatinho? Vai que a minha irmã encante demais esse tal amigo, toda produzida desse jeito. - Ela senta do meu lado e toca de ombro comigo, com um sorrisinho sacana no rosto.

- Aí, Nella!! É claro que não... Ninguém olha para mim desse jeito. Eu não sou tão estonteante assim. - Digo sorrindo, mas já perdendo o ânimo com as minhas palavras.

- Você é louca? Você é gata pra caramba, Mel! - A Stella se afasta para olhar melhor para mim. - Os seus cabelos são tão brilhantes quantos os seus olhos, quando você sorri, parece que eles são capazes de derrubar qualquer barreira que alguém ousasse ergue. - Ela alisa o meu rosto e sei que ela está sendo sincera.

- Obrigada, Nellla. - Sorri com sinceridade para ela e logo, nós duas escutamos uma buzina do lado de fora.

- Vai lá, bonita! Joga o seu charme, que eu sei que você também o conquista. - Ela falar de forma tão natural, que por um lado, eu penso que ela está se referindo ao Luke, mas lembro que falei do encontro com o amigo dele.

Sorrio meio sem graça, por mentir, mas assinto para ela.

- Obrigada Nella, cabeça de Nutella. - Ela sorri e retribui.

- Vai Ursinho Pooh, com pote de Mel. - Nós duas sorrimos e eu solto um beijo para ela da porta.

Adentro rapidamente no carro do Luke e logo, partimos para a Clínica.

- Desculpa a demora, coisas do trabalho. - Ele diz sem olhar diretamente nos meus olhos, concentrado no meio da rua.

O olhando de ladino, reparo no quanto ele está bonito com a sua blusa preta de manga longa e tecido fino, como no seu cheiro bom, que exalava fresco e aconchego; tão familiar. Os seus cabelos ainda estavam molhados, como se ele tivesse ido em casa primeiro, para poder vir me buscar. Será que ele quis se arrumar para mim?

"Uoh, nada ver. Tira essas coisas da sua cabeça, Mel."

Balanço a cabeça em negativa e o Luke parece ter percebido.

- O quê? Não acredita? - Ele parece confuso.

- Não! Não é nada. Eu só... - Respiro fundo, antes de falar a verdade. - Você tomou banho. Gosto desse seu perfume. - Umedeço os lábios, sentindo agora que passei dos limites.

Logo, descido olhar rapidamente para a rua, para disfarçar o meu rubor. Por Deus, Melyssa! Precisava falar isso? Justo isso. Me sinto envergonhada. O silêncio se faz presente e eu não sei mais onde enfiar a minha cabeça.

- Está preparada para consulta? - Ele pergunta, para tirar o momento constrangedor entre a gente.

- Hum... Não sei. - Falo a verdade, a respeito da sua pergunta. - É tudo muito estranho para mim, mas se ela puder me ajudar de alguma forma, a descobrir algo do meu passado e quem eu era antes de tudo, eu já ficarei feliz. - Sorrio, decidindo olhar para ele novamente.

E lá estava os seus olhos sobre mim, intenso e flamejantes, queimando tudo que há em mim. Deus! Porque eu ainda não o aceitava por completo?

Ele se sente embaraçado e logo volta a sua atenção para frente. Aquilo estava realmente estranho, nós dois não conseguíamos manter o contato por muito tempo. Alguns minutos se passam, antes dele finalmente entrar em um pequeno estacionamento da galeria. E já estacionando o carro e puxando o freio de mão, ele pergunta.

- E então, você vai querer que eu entrei... ou... ou vai querer que eu espere por você aqui fora? - Ele fica nervoso de se voltar para mim de novo.

Eu juro que queria que ele fosse comigo, mas se for para ele ficar assim, receoso de me olhar ou se direcionar para mim, era melhor eu enfrentar aquilo sozinha.

- Não sei, Luke. Você mal está me olhando... - Respiro fundo, vendo que eu estava sendo realmente muito sincera com ele naquele dia. - É que... eu queria ter você comigo nesse momento, mas eu não sei se você quer isso também. E se não quiser... tudo bem, eu...- Ele me interrompe abruptamente.

-Mel!!! Eu quero. E-u... eu quero ir com você. - Ele respira fundo e realmente agora falar olhando nos meus olhos. - É só que está difícil manter um diálogo com você, sem lembrar o que tínhamos antes. Mas eu estou com você nessa... Eu vou com você até lá em cima. - Ele aperta a minha mão e sinto toda a sua energia percorrer o meu corpo. Eu assinto lentamente para ele e fico com medo de perder aquele contato.

- Está bem! Vamos...? - Ele me pergunta e sinto que era hora de voltar a realidade.

- Claro. Vamos.

Nós dois saímos do carro e subimos o elevador. Estávamos em silêncio. O elevador para no andar e eu dou o primeiro passo. O Luke apoia a sua mão no meu ombro, em forma de apoio e posso sentir o seu cheiro mais de perto. Ótimo! Agora eu consigo.

Falamos com a recepcionista e ela pediu para nós aguardamos nas cadeiras. Poucos minutos depois, a doutora Ana Paula aparece.

- Melyssa Collins. - Ela me chama da porta do seu consultório.

- Aqui. - Me ergo, esfregando as mãos na calça. Estava nervosa.

- Pois não, entre! Seja muito bem vida. - Ele abre mais a porta e me dá espaço para passar. - E o seu namorado, não vem? - Ele pergunta se referindo ao Luke e eu morro de vergonha, por ela ter pensado que ele era o meu namorado.

- Uh... ele... hum... - Tento falar algo, mas não sei como explicar. - Você quer vim, Luke? - Ele percebeu que eu fiquei nervosa em falar e logo, se pronuncia.

- Hum... Tudo bem! Eu ficarei por aqui. Acho que você se sentira mais à vontade só com a doutora. - Ele sorri para mim e mostra que sabe o que está fazendo.

Eu assinto e ele ainda complementa.

- Qualquer coisa eu estarei aqui. Não sairei. - Ele afirma e sinto confiança nele; na verdade, eu sempre sentir. Eu estava grata, por ele está ali comigo.

Logo, eu adentro no consultório da doutora e analiso tudo. Aquilo não se parecia nada com uma clínica; estava mais para uma bela sala de estar, com um sofá confortável e um iluminação ambiente aconchegante. Muito bom. Menos aterrorizador. Eu assinto para ela, quando a mesma pede para eu me sentar em qualquer lugar que fosse melhor para mim. Logo, eu opto pelo sofá cinza, com a braçadeira de almofada e uma manta creme; que me parecia bem acolhedor.

- E então, Melyssa Collins... A que devo a honra de lhe receber? Seu sobrenome é bem conhecido. - Ela se senta na minha frente, com um sorriso formidável. Ela não parecia estar cintando aquilo, como uma forma de se beneficiar com algo. Era apenas uma profissional antenada.

A doutora dobra as suas pernas para cima, como se fossemos belas amigas prestes a conversar ou, ela estava querendo que eu me sentisse mais a vontade ali.

- Sim, é o sobrenome do meu pai... digo, padrasto. Enfim, eu o considero como pai. Essa não é a questão... eu só... - Me sinto confusa no que falar e mesmo assim, não quero parecer ingrata por tudo o que eu tenho e admiro na vida.

- Olha, eu não estou aqui para julgar ninguém. Você pode falar o que quiser comigo. Tudo o que falarmos aqui, será de total sigilo profissional. Não sairei falando por aí. Estou aqui para lhe ajudar. - Ela me tranquiliza, me dando um sorriso apaziguador.

- Está bem... - Enrosco os meus dedos um no outro e decido lhe contar tudo de uma vez.

Falo sobre a minha adoção, sobre a morte da minha mãe e em seguida, sobre a aparição do meu padrasto e o quanto a presença dele me perturbar. Algo que eu não sabia identificar o porquê, mas que a minha mente, não conseguia processar algo de bom vindo dele. As lembranças que eu tinha do meu passado, eram poucas. Gostaria de poder relembrar algo, caso eu tenha as bloqueado de alguma forma, como o Luke mesmo dizia.

A doutora Ana Paula estava ponderando e a analisando tudo o que eu disse. Ela me parecia ser uma profissional entanto, ou ela mesma, tinha uma mente muito boa, para não precisar ficar anotando tudo o que eu falava; o que era bom, porque mostrava que ela estava bem atenta ao que eu falava, em vez de me fazer parecer que estava em um relatório ou em uma audiência.

- Olha, podemos trabalhar na sua memória cognitiva. Embora quando crianças, as memórias sejam dificilmente fáceis de se lembrar, algo parece ter sido apagada da sua mente. Essa sua reação negativa, a respeito do antigo namorado da sua mãe, remete algo que você talvez tenha presenciado ou vivido naquela época. Muitas reações do nosso corpo, estão ligadas há alguma memória reprimida. - Ela fala de um jeito calmo e autoexplicativo, para que eu entenda o que ela está querendo me dizer. - O que acha de tentarmos relembrar algumas coisas do seu passado...

Aquilo era tudo o que eu queria ouvir. Queria saber quem realmente eu era, o que eu gostava de fazer, qual era o meu sorvete favorito, qual era a minha reação com as pessoas ao meu redor, como era a minha relação com a minha mãe, se ela me amava, se ela me queria, quem foi o meu pai... e o que o meu antigo padrasto representava nisso tudo. Logo, eu concordei de imediato. Era tudo o que eu queria.

- Certo... então vamos começar com uma memória simples. - Ela se apruma melhor no sofá e pede para que eu relaxe, deitando de uma forma confortável na almofada. - Tente foca em algum ponto especifico da sala... uma parede, um móvel, um objeto... o que conseguir te fazer viajar melhor para dentro de si.

Logo, eu encontro umas flores de gerânios laranjas, posto em vaso do lado da janela. Assim, eu me concentro nelas. Assinto para a doutora e ela continua.

- Você se lembra da casa onde morava, do tempo em que vivia com a sua mãe? Ela era pequena? A sua mãe cozinhava? Ou ela chegava tarde do trabalho...? Qual cheiro lhe é mais familiar?

- O café. Ela adorava um bolinho quente com café. - Me recordo do sorriso dela, ao se sentar do meu lado e botar um pouquinho de bolo com leite, para eu pode comer como as minhas bonecas de pano. O seu sorriso era radiante, quando estavam só nos duas.

Aquela lembrança me fez recordo do seu rosto, dos traços finos e angelicais que ela tinha. E as flores laranjas em que foquei, me fez relembrar da velha cortina da sala, dos raios solares adentrando na sala e iluminando todo o sofá e o piso escura da casa.

Esse diálogo ou direcionamento ao passado, como eu ainda não sei explicar, estava funcionando. Acho que eu nunca tinha focado tanto, em coisas tão simples como essas. Recordações que enchiam o meu coração.

O sorriso da minha mãe biológica era lindo. Sorrio com essa constatação.

- Quem mais morava com vocês...? Você tinha algum bichinho de estimação... um gato, um cachorro... um passarinho? - Tento me lembrar de algo, mas nada me vem a mente. - Tenta lembrar bem do ambiente em que você morava, dos móveis, dos sons...procura por algo que tem alguma lembrança familiar.

Vou trazendo para a minha memória, tudo aquilo preenchia aquele espaço reconfortante na minha mente. Mesinha de centro de madeira, sofá bege e manchado, cortina gasta, móveis antigos, mas com flores recém colhidas e vivas, um som de passarinhos, um gaila...

UMA GAILA.

- Passarinhos... E-u, eu tinha passarinhos. - Constato aquilo com um sobressalto alto no sofá. - Deve ser por isso que gosto tanto deles. Eu não fazia ideia que já havia criado algum. - Olho para a doutora incrédula.

Ela sorrir para mim e complementa.

- É isso aí. Mas um item que se correlaciona com a sua vida atual. - Ela conclui aquilo com um bom começo e me traz de volta para o passado. - Ótimo, agora onde eles estão? Se concentre novamente...

Me volto mais uma vez para as flores do consultório e foco no ambiente em que estava antes.

- Hum... eu... Eu não sei. - Procuro por eles no chão ou perto da janela da minha antiga casa e não os vejo.

- Quais são os passarinhos que você mais gosta? Você se lembra de tocar neles? Quais cores eles tinham. - Ela me faz pensar em algo mais específico.

- Eu gosto mais dos canários da terra... a sua coloração amarela, com a sua cantoria, elas me fascinam.

- E quando foi que você os viu pela primeira vez...? Será que a sua mãe também gostava? - Ela me indaga mais uma vez.

A minha mente vaga por se só... e eu me recordo de está correndo por um campo, onde tinha várias arvores ao redor. Escuto os sons de pássaros e logo depois a minha mãe, falando no pé do meu ouvido, a respeito de cada um deles. Ela conhecia cada um só pelo seu canto. Era lindo de se ouvir. Lembro-me de lhe pedir um e ela, não resistindo de fazer os meus gostos, passou em um mercadinho e comprou logo dois periquitos e dois canários.

Digo isso a doutora com um sorriso no rosto, mas logo depois que as cenas vão se desenrolando na minha memória, recordo-me de chegar em casa, feliz da vida por querer ver os meus passarinhos brincando na sua gaiola e por fim, não os encontrar no local que havíamos deixado. Eu e a mina mãe os procuramos e quando vimos, o meu padrasto havia os estrangulados e os botado do lado de fora da casa. Ele estava apertando o ultimo passarinho na mão, quando disse que já estava farto daquela cantoria toda e que queria dormir. A minha mãe tenta o impedir, mas ele logo lhe dá uma bofetada, pedindo para se afastar.

Assim, rapidamente eu me sobressalto novamente e me ergo com uma rapidez inestimável.

- Desculpe, e-u... eu não posso. Já descobrir o que eu queria. Já sei o motivo de eu não gosto tanto do meu padrasto. Ele... Enfim, eu devo ir. - Me atrapalho toda procurando a minha bolsa e saio em direção a porta, querendo fugir o mais rápido possível dali.

A doutora parece não ter ficado surpresa com a minha reação, mas pude ver um pouco de pesar no seu rosto. E tratando de não ser tão grosseira com ela, eu a agradeço.

- Doutora, e-u... eu sinto muito por tudo isso, mas muito obrigada por disponibilizar o seu tempo para mim e por ter me ajudado a recordar certas coisas da minha mãe, que eu nem imaginava mais. Embora algumas não tenham sido... hum... Enfim, obrigada mesmo, está bem? Preciso ir. - Digo já abrindo a porta e saindo rumo ao elevador.

O Luke parece ter ficado transtornado com a minha aparição e ao mesmo tempo, assustado, por eu ter saído tão abruptamente do consultório.

- MEL!!!! - Ele me chama atravessando rapidamente o corredor da clínica e indo até o elevador. - Mel! O que foi? O que aconteceu? Você está bem??? O que aconteceu? - Ele pergunta afobado e extremamente preocupado, porque as suas mãos agora estavam no meu rosto e ele nem se importava com isso. As nossas respirações estavam perto o suficiente.

E não conseguindo conter aquele turbilhão de emoções, eu me ponha a chorar, me aproveitando daquele nosso pequeno contato, para desabar de uma vez. O Luke me abraça e começa alisar as minhas costas, ajeitando o meu cabelo e o tirando do meu rosto, para não grudar nas minhas lágrimas. Eu me abraço na sua cintura e me deixo se acalentada naquele curto momento. Eu precisava disso.

O Luke espera pacientemente, até que os meus soluços passassem e eu pudesse falar.

- E então abelhinha... o que você descobriu? - Ele me chama com aquele apelido carinhoso e eu me sinto em casa novamente, protegida de todo mal nos seus braços.

O meu coração desacelera aos poucos e eu sinto a minha respiração voltando ao normal mais uma vez.

- O meu padrasto, Luke... Ele é um psicopata. Ele matou os meus passarinhos. - Digo fugando o nariz e tentando limpar a baboseira do meu rosto. - Que tipo de homem mata 4 passarinhos estrangulados? Ele é mal, Luke... E só Deus sabe o que ele mais poder fazer. Não preciso descobrir mais nada sobre. E não quero mais voltar a essa consulta. Já sei que a minha mãe me amava. - Afirmo já cruzando os meus braços e olhando para a porta do elevador. Eu não iria resistir se ele me pedisse para voltar. Não, depois do que ele acabou de fazer por mim.

- Está bem... Não precisamos voltar hoje. Você já teve a sua dose de realidade por um dia. - Ele encaixa as suas mãos no bolso e eu o olho de rabo de olho. Sério? Ele não iria insistir? Iria aceitar numa boa? - Exatamente, Mel. Vamos deixar você processar o que descobriu hoje, para ver se vai querer voltar na semana que vem de novo.

Ele pega a minha bolsa do ombro e entra no elevador, quando as portas se abrem.

- Não vai entrar? - Ele sorrir lindamente para mim, com o seu tom de brincalhão.

- Você não existe, sabia disso? - Brinco com ele também, ao ver que eu já estava sorrindo, logo depois de ter chorado.

- Eu sei disso. E sempre tenho razão. - Ele sorri de forma convencida e trombo no ombro dele.

- Estava com saudades de você. - Confesso de uma vez.

Ele congela por um tempo com as minhas palavras, mas logo depois ele também admite.

- Eu também, Mel. Eu também.

As portas imediatamente se fecham na nossa frente e nos dois descemos no elevador em silêncio.

🔸🔸🔸🔸
E aí, oq vcs acharam de toda revelação? Um traste, não é? 😡😤😤😤

Quem é que mata passarinho estragulados? E oq um cara que faz isso, seria menos capaz de fazer?😟😧
A mel que tome cuidado..
O Luke está lhe avisando.👀

Bichinha da Mãe da Mel... Está aí o motivo dela amar tanto os passarinhos. 🦜🐦🥰✨

Será que a Mel ainda vai voltar para a terapia.. pra descobrir mais coisas.. vcs querem? ☺️😶😶

Quero logo eles juntos! 🙊🙊🙈❤️Hihi

Até a próxima.. 😚👐🏼

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