Capítulo 03
Ela é tão linda.
Sei que devo está parecendo um idiota a encarando paralisado, mas não consigo me mexer é como se todo o meu corpo estivesse completamente preso ao chão e me mover fosse impossível.
Não posso e nem quero.
- Está tudo bem? - ela pergunta olhando para mim me tirando do transe que estava.
- Comigo sim, mas e com você? - consigo perguntar.
- Estou bem. Você deveria prestar mais atenção por onde anda, espero que a música que estava ouvindo seja muito boa. - ela brinca e eu acabo rindo.
- Eu sou Charlie Cooper. - resolvo me apresentar. - E você? - pergunto e ela dar mais um sorriso, e como se não conseguisse controlar acabo sorrindo também, ela tem um sorriso tão lindo e cativante quanto ela.
- Lucia... Lucia Carroll. - nesse momento alguém em um carro a chama de longe.
Ela olha e parece pensar algo por um segundo, olha para o chão e depois para mim.
- Está na minha hora Cooper. - ela pega o seu skate e arruma sua mochila. - A gente se vê por aí. - ela olha uma última vez para mim e caminha até o cara que a chamou, enquanto eu a observo, então ela entra no carro e vai embora.
Logo depois joseph chega para me buscar.
Vou o caminho inteiro pensando nela. Como isso pode ser possível? É patético não é? Só à vi por alguns minutos e ela já não sai da minha cabeça.
- Joseph? - o chamo alguns minutos depois de entrar no carro.
- Sim. - tenho certeza que a perguntar que irei fazer será mais patética que toda a situação, mas acho que será engraçado falar sobre isso com Joseph.
- Acredita em amor a primeira vista? - pergunto e ele me olha pelo retrovisor sinto vontade de rir da cara que ele faz, como se não estivesse acreditando que eu tinha perguntado mesmo aquilo para ele.
Mas eu quero mesmo ouvir sua resposta.
- Não. - diz ele sem nem pensar duas vezes.
- Não acredita em amor a primeira vista ou no amor? - resolvo perguntar.
Dessa vez ele não olha para mim.
- Nos dois. - ele diz parecendo ser sincero, permaneço alguns minutos em silêncio pensando no que pode ter acontecido com ele para não ter mais nenhuma fé no amor.
- Que pena. - digo por fim, mas ele não diz nada.
- Chegamos. - diz ele encerrando o assunto.
Quando entro em casa vou direto para a cozinha, logo vejo Rose terminando de fazer o almoço.
- Olá Charlie. - Me cumprimenta com um sorriso limpando as mãos em um guardanapo.
- Oi. - falo e me sento perto do balcão.
- Seu pai não poderá vim almoçar. - diz ela como se tivesse lido minha mente.
Isso não me surpreende, acho que meu pai continuará ausente para mim.
- Tudo bem... Vou tomar um banho e depois desço para o almoço. - digo saindo da cozinha.
Subo para meu quarto jogo minha mochila na cama e vou até o banheiro. Tomo um banho rápido, visto uma roupa leve e desço para almoçar.
Rose estava terminando de arrumar a mesa.
Sento-me na imensa mesa e me sinto mal por está sozinho, o que para mim é algo estranho pois sempre almoçava sozinho no meu antigo quarto.
- Tenha um bom apetite querido. - diz Rose saindo.
- Você já almoço Rose? - pergunto e ela vira-se para mim com um singelo sorriso.
- Não, estou indo agora almoçar na cozinha. - fico feliz com sua resposta.
- Quero que venha almoçar aqui comigo. - digo firme a pegando de surpresa.
- Não precisa...
- Eu quero, por favor Rose... Não quero comer sozinho. - peço e ela não consegue negar.
- Tudo bem então meu querido. - diz ela sorrindo de lado.
- Obrigado Rose, aproveite e chame os outros também. - ela olha para mim sem entender.
- Seu pai não irá gostar disso. - ela adverte.
- Quem se importa? Ele nem sequer está aqui. - digo com um pingo de amargura evidente em minha voz.
Ela dar um sorriso triste e acaba concordando, então vai até a cozinha chamar os outros empregados.
Almoçamos todos juntos, menos Joseph, pois disse que não queria problemas com meu pai. O que não me surpreendeu.
Depois do almoço fui para o meu quarto novamente, li um pouco, mas logo fiquei entediado, então deito na minha cama e acabo pegando no sono.
***
- Charlie este é o Richard, o... Namorado da mamãe. - minha mãe diz sorrindo.
- Olá garotinho! Eu agora serei como um pai para você. - o homem diz tentando ser simpático, mas eu posso ver outra coisa eu seus olhos e isso me deixa com medo.
- Você nunca vai ser meu pai! porque eu já tenho pai. - digo e vou para o lado da minha mãe.
- Charlie! - ela me repreende. - Não seja mal educado. - a única coisa que eu queria naquele momento era meu pai, meu verdadeiro pai.
- Tudo bem Susan, sei que nos daremos bem não é mesmo garotinho? - ele pergunta com um olhar sombrio.
Como minha mãe não enxergava isso nele? Por que ela deixou meu pai? Para viver com este homem? Eu não podia acreditar naquilo.
***
Estou na cozinha fazendo um sanduíche para mim, enquanto Richard não para de gritar perguntando porque minha mãe ainda não levou mais cerveja para ele.
Faço meu sanduíche o mais rápido que posso, para poder subir logo para o meu quarto.
Richard já está bêbado como sempre, saio rápido da cozinha tentando passar despercebido, mas para meu azar não consigo.
Minha mãe entrega a cerveja para ele, este que quando me ver, sorri para mim para em seguida dar um tapa na bunda da minha mãe.
Ele faz isso porque sabe que odeio quando ele age dessa forma com ela, faz isso apenas para me provocar.
- Sua mãe... É uma puta de... De uma gostosa Charlie. - diz ele devagar e com a voz arrastada devido a bebida olhando diretamente para mim.
- Richard, por favor! - diz minha mãe claramente envergonhada.
Tento subir, mas antes que eu consiga fazer isto ele me impede.
- Eu ainda estou falando com você seu merdinha! - seu bafo está pura cerveja e ele fede a cigarro.
consigo me soltar dele e o encaro de frente.
Já estou tão cansando de passar por isso, esta é a minha rotina de todos os dias, Richard bêbado humilhando minha mãe, esta que não faz nada a respeito disso e para completar atormenta ainda mais a minha vida.
- Richard deixe o Charlie em paz. - minha mãe pede cansada.
Mas conhecendo esse babaca ele não irá dar ouvidos a ela.
- Sabe Charlie... Sua... - ele bebi mais um pouco de sua cerveja e sorri contente por ter acabado com mais uma garrafa. - Sua mãe dar uma boa trepada como ninguém. - ele cospe essas palavras satisfeito por saber que elas me atingem.
- AGORA CHEGA RICHARD! - grita minha mãe indo em sua direção o empurrando, este que de tão bêbado cai no chão.
Porém logo levanta-se e fica de frente com ela, e quando ele olha para mim vejo fúria em seus olhos.
- Charlie você ainda é virgem? - ele pergunta, mas não respondo sua pergunta.
- Oh céus! Ainda é? Você é uma vergonha seu florzinha. - ele debocha depois do meu silêncio.
- Não me importo com o que você fala ou pensa sobre mim seu bêbado babaca, quero que você vá a merda junto com sua opinião. - digo cheio de raiva o encarando de frente pela primeira vez, mas logo sou atingido por um soco minha mãe grita e corre até mim.
- Levanta seu boiola de merda. - diz ele sem paciência caminhando até minha mãe.
- Vem aqui Susan. - ele a puxa pelos cabelos à tirando de perto de mim.
- Agora você vai vê, o que é ser um homem de verdade. - diz ele e em seguida começa a beijar minha mãe a força.
- Pare com isso Richard! - diz ela enquanto tenta se soltar dele.
- Agora eu vou comer a sua mãe, e quero que veja isto. - ele rasga a blusa dela.
- SOLTA ELA AGORA! - parto para cima dele e logo minha mãe entra no meio tentando nos separar.
- PARE RICHARD! PARE POR FAVOR! - ela implora.
- Eu faço o que você quiser Richard! Eu prometo que faço tudo, mas por favor deixe Charlie ir para seu quarto... Eu suplico. - diz minha mãe de joelhos chorando, então ele para de me bater e a encara.
- Por que se humilhar assim mãe? - pergunto enquanto tento limpar meu nariz que está sangrando.
- Charlie, por favor vá para o seu quarto, deixa que eu me entendo com ele. - ela pede sem olhar para mim.
Olho para Richard que está novamente bebendo sua cerveja enquanto olha para mim com um sorriso satisfeito e orgulhoso nos lábios, volto a olhar para minha mãe que continua chorando de costas para mim, então subo para meu quarto e logo começo a ouvir seus gritos.
***
Acordo assustado, já fazia alguns dias que eu não tinha esses pesadelos, mas parece que isso irá me acompanhar a vida toda.
Eu venho tendo estes pesadelos que são lembranças de tudo que já aconteceu comigo há alguns meses, mas depois da morte deles, eles acontecem com mais frequências e com as piores lembranças, justo as que eu mais quero esquecer.
Depois que acordei, resolvi não sair mais do quarto. Rose trouxe meu jantar, e desta vez não perguntei pelo meu pai este que ao que pareceu também não perguntou por mim.
*ฯ*ฯ*
Olá meus amores!
Espero que tenham gostado do capítulo.
Ah!
Peço que dêem uma olhada nas histórias das minhas jujubas!💜
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🌸Biia_Pimentel
Um Suspiro De Amor
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🌸EmillyCigerza
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🌸Kamandaraylana
Essas lindas são puro talento. Tenho certeza que iram se apaixonar assim como eu. 😻
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