Dia 2
Acorda caindo do sofá,com o coração quase saindo pela boca,e respira fundo.
- Eu tive um pesadelo dos grandes.- se levantou devagar do chão.- Mãe,irmã,estão ai?
- Sim! Eu to aqui cuidando da mamãe.- Ele olha no relógio e percebe que ta atrasado.
Como um raio,ele se ajeita e vai correndo até o ponto de onibus.Mas,ele se lembra que o onibus não passa toda hora.Então,ele continua correndo,de uma forma que qualquer corredor teria inveja.Ele sempre foi bom em usar as pernas.
Para na porta.Tenta retomar o fôlego,quase desmaiando,já que á muito tempo ele não corre.
- Olá Matheus! Atrasadinho em!- Ele ergue a cabeça abrindo lentamente a porta.Está tão cansado que nem percebe ao passar por Jaine.
Ele se arruma e vai pro atendimento,sorrindo ao finalmente nota-lá.Ela olha nos olhos dele e sussurra algo.
- Me encontra mais tarde.No parque aqui perto.- Ela sorri e vai embora.
Mais um dia de trabalho segue para Matheus.As mesmas coisas...
- Chega ser intediante.- Pensou ele.
Quando seu trabalho chega ao fim mais uma vez,ele vai para o parque.Ela está lá sentada.Sem desviar nenhuma vez o olhar ao vê-lo se aproximar.
Ele se senta.
- A gente se conheceu já tem tempo,não é?-Perguntou ela,com uma voz suave.
- Tem razão.Nós...não! Você,é minha unica amiga.
- Eu te chamei aqui,porque pensei que poderiamos sair,qualquer dia desses.- As suas pupilas dilatam e suas bochechas se rosam.
- E-espere! Isso é o homem que tem que dizer à mulher.- Ela começa a rir.
- Eu não concordo que funcione assim.Estamos crescidos o bastante,para nos arriscarmos no que,vale à pena.
Ele fica sem reação.
- Cinema...Amanhã?- Ele pergunta exitante.
- Ok.Cinema...amanhã!
- Tá.Então eu te pego as oito.
Ela se levanta com um olhar diferente.Seus olhos já não são mais acizentados,mas,é como olhar para estrelas.
Eles se comprimentam,e seguem em direções opostas.
Já em casa,ele olha para a cartela de remédios,e como se tivesse fazendo força para levantar um carro,ele toma outro comprimido.
Se senta no sofá de coro,e fica vendo programas de televisão.
Até que,o som dos apresentadores começa a sumir.É como se o mundo ficasse mudo,e seu ouvido começasse a zumbir.Ele olhou ao redor,encara sua própria sala e,começa a aceitar os fatos.
O que o fez lembrar,de tudo que sua mente o fez esquecer.
Lembranças
Era uma manhã mais seca do que o normal.O sol queimava mais do que nunca.Duvido que fosse impossivel fritar um ovo usando o chão como fogão.
Naquele dia,Matheus estava à pouco tempo de terminar os estudos.E em uma noite dessas,eles foram à uma festa,como despedida da escola.
Seus amigos sempre foram,totalmente diferentes dele.Sempre forçando ele a prosseguir em fazer coisas que não desejava.Bom,desse jeito ele antes,não tinha uma vida repetitiva,por causa de seus constantes problemas.
Foi nessa mesma noite,que ele acabou usando droga por causa dos amigos insistentes,e sua curiosidade.
Jaine estava distante,mas,ela e todos viam o estado de Matheus.
Subiram totalmente loucos pelas escadas,e pegaram uma arma que o pai do dono da festa tinha escondida nas gavetas.
Matheus,levou ela consigo àquela noite.
A festa foi o melhor momento,todos diriam isso.
Ao chegar na sua casa,ele entrou em casa e discutiu com a mãe que o esperava no sofá.
- O que é isso filho?! Uma arma?!- Ela tentou pega-la de sua cintura,quando ele mesmo a tirou.
- É uma arma mãe! Eu já não sou mais criança!- Ele destravou a arma e zonzo quase caindo apertou o gatilho.
Ele pode ouvir aquele som.Aquele zumbido.Sua irmã apareceu ,se jogando em cima dele sem entender a situação,e pela segunda vez ele pode ouvir o som.
Aquela sensação desesperadora.Aquela...de como se algo não devesse ter acontecido.
Ele não se moveu.Ficou paralizado,com sua irmã em seus braços.Era agoniante.
Eu matei elas! Eu matei minha familia! Matei quem me amava!
Pensava ele abalado.
Não havia um padrão correto,onde tudo isso,não fosse culpa dele.
O apartamento todo ouviu.Ele fechou os olhos naquele chão ensanguentado.Ficou imóvel.
Até a policia chegar...
Abriu os olhos com tudo e respirou fundo.
Se deu conta que já era de manhã,e ia sair com Jaine.
- Isso foi real?- Pergunta a si mesmo ao procurar pela familia na casa.
- Oi...Estamos aqui Matheus.- Ele pareceu aliviado.Mas,ainda confuso com o que acabará de acontecer.
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