Capítulo Trinta e Três
Alisson Reed:
Olho para a aliança no dedo de Miguel e sinto uma imensa felicidade ao saber que ele é agora meu noivo e em breve será meu marido.
As alianças são realmente lindas; quem poderia imaginar que escolheríamos as mesmas para selar nossos compromissos?
Enquanto observo a aliança reluzente, recordo os momentos que nos trouxeram até aqui. Cada decisão compartilhada, cada risada partilhada, tudo se entrelaçou para nos conduzir a este momento especial.
Imaginar que escolhemos as mesmas alianças revela uma conexão única entre nós, como se nossas escolhas já estivessem sincronizadas mesmo antes de tomarmos essa decisão conjunta. É incrível como pequenos detalhes podem simbolizar um compromisso tão profundo. Mal posso esperar para viver todos os capítulos futuros ao lado dele.
— Elas são lindas — disse Miguel com um sorriso radiante em seu rosto. — Quem iria imaginar que iríamos escolher as mesmas alianças.
— Eu iria — respondi, e Miguel sorriu ainda mais. — Afinal, conheço o coração da pessoa que amo.
Ele me beijou novamente, e nesse momento, nada mais existia além de nós dois, Miguel e eu.
No suave toque dos lábios, senti a certeza de que este caminho compartilhado era o destino que ambos ansiávamos. Cada beijo era uma promessa sussurrada, um compromisso renovado.
Enquanto o mundo ao nosso redor desaparecia, era como se o tempo se rendesse à intensidade do nosso amor. A aliança em seu dedo era mais do que um símbolo físico; era a manifestação tangível da união que transcendeu palavras.
Com nossos corações batendo em harmonia, só restava a certeza de que este era o começo de uma jornada incrível, onde o amor seria nosso guia constante.
O momento de intimidade foi interrompido abruptamente quando, no minuto seguinte, a porta do quarto se abriu. Nos afastamos assustados ao notar Eduardo e Rosangela no batente, com Mark e Erick atrás deles. A surpresa estampada em seus rostos era evidente, criando um instante constrangedor que quebrava a magia do momento anterior.
Erick segurava Júlio, que, assim como os outros, nos observava curioso. Até os gêmeos e Pietro, que estava com Elsie nos braços, sorriam divertidos, criando um cenário inesperado de testemunhas inusitadas.
— Vejo que ocorreu tudo bem — disse Rosangela. — Agora, mostrem as alianças.
Com um sorriso nervoso, Miguel e eu trocamos olhares cúmplices antes de estendermos as mãos para exibir as alianças. O brilho das joias refletia não apenas a luz ambiente, mas também a emoção compartilhada naquele momento único.
— Elas são realmente lindas — comentou Eduardo, enquanto todos observavam as alianças com aprovação. — Parabéns, meus queridos.
A atmosfera no quarto mudou de surpresa para celebração, e apesar do inusitado da situação, sentíamos o apoio caloroso daqueles ao nosso redor. O amor, afinal, manifestava-se não apenas nas palavras, mas também nos gestos e na aceitação dos que mais importavam para nós. Com eles vendo as alianças em nossas mãos.
A surpresa tomou conta de todos ao perceberem que tanto as alianças que eu comprei quanto as que Miguel escolheu eram idênticas. Os gêmeos, radiantes de felicidade, começaram a me chamar de pai, e ninguém contestou. Assim, celebramos a noite toda, até o momento em que as crianças precisaram ir dormir. O amor e a alegria permearam cada momento, solidificando a memória de um dia especial e único. Elsie estava mais divertida com a situação e Miguel beijo seus cabelos e as bochechas dos gêmeos.
Na hora de dormir, senti uma ternura tomando conta de mim ao lado do meu noivo e nossos filhos mais novos. Devo admitir que nunca dormi tão bem, e acredito que isso se deve ao jeito como Miguel se enroscou em mim, como um gatinho manhoso. Contemplei sua beleza e a dos gêmeos, além de olhar para o berço com Elsie, que dormia animada. Com isso, caí no sono, sentindo-me completamente amado e realizado.
Pietro inicialmente hesitou em dormir no quarto, mas Miguel o convenceu, colocando um colchão no chão. Assim, adormecemos todos juntos, formando uma enorme família feliz. A sensação de união e amor preencheu o ambiente, tornando aquela noite ainda mais especial.
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Na manhã seguinte, senti que alguém me observava, e ao abrir os olhos, vi que era Miguel.
— Bom dia — cumprimentou Miguel. — Você é tão lindo quando acorda
Sorri e o abracei mais contra meu corpo, prestes a beijá-lo, mas ele se afastou um pouco.
— Nem escovamos os dentes — observou Miguel. — Estamos com bafo matinal.
— Não ligo para o bafo que tem na sua boca — falei, puxando seu corpo para perto do meu. — Só um selinho, quero sentir seus lábios.
Isso pareceu convencê-lo, e ele colou seus lábios aos meus, dando um selinho que rapidamente se aprofundou em um beijo. De imediato, Miguel correspondeu, e ficamos assim até perder o ar. O início da manhã se tornou um momento doce e envolvente, repleto de carinho compartilhado.
— Agora, vamos escovar os dentes — disse Miguel. — Não quero ficar com mais bafo matinal, e temos que descer para comer, ver as crianças e ajudá-las com a higiene. O Pietro foi ajudar na frente para nos dar um momento.
Fomos escovar os dentes, e quando estávamos quase saindo do quarto, percebi que precisava falar com Miguel sobre a escola do Pietro e os colegas de classe dele.
— Miguel, acho que você deveria mudar o Pietro de escola — falei, e ele me encarou. — Os colegas estão fazendo bullying com ele, e ele já tem baixa autoestima. Isso está causando um trauma na mente dele que me preocupa.
— Eu já estava pensando nisso — respondeu Miguel. — Sabia que tinha algo acontecendo, mas ele não se abre comigo
— Conversei com ele e ele disse à sua família — expliquei. — Só faltava falar com você sobre esse assunto
Miguel pensou por um momento e sorriu.
— Você me ajudou bastante — afirmou Miguel. — Já sei como resolver isso; estava querendo mudá-lo para a escola onde estudei na adolescência. Com essa informação, vou atrás dos papéis para a transferência dele
— Você só precisa conversar com ele sobre isso — falei. — Garanto que ele vai te ouvir e se abrir
— Nós dois vamos conversar com ele — Miguel disse, me deixando surpreso. — Você também vai ser pai dele
— Com certeza, eu vou estar ao seu lado nessa conversa — falei, pegando sua mão. — Vamos cuidar dos nossos filhos.
Miguel saiu me puxando para fora do quarto, e fomos ver os gêmeos, dando banho neles. Admirei como Pietro cuidou bem de arrumar as coisas para Elsie; Adele foi um pouco mais difícil, mas Giulio se enroscou em mim todo manhoso novamente. Devo dizer que as cenas eram adoráveis.
Adele fez o mesmo com Miguel, e então fizemos a higiene das nossas crianças. Elsie ia à nossa frente no bebê conforto, e Pietro a seguia para garantir que ela não se machucasse. A rotina matinal se desenrolava com carinho e cooperação, formando um cenário de família que aquecia o coração.
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Miguel Martins:
Após acordar os gêmeos e perceber que estavam manhosos, conseguimos escovar os dentes deles e dar um banho, já que acordaram suados.
Coloquei shorts de moletom em cada um e uma camiseta azul-clara.
— Querem vir com a gente chamar o Pietro? — perguntou Alison.
— Sim, queremos — disse Giulio.
— Queremos mesmo — concordou Adele.
Alison segurou a mão de Giulio, eu segurei a de Adele, e fomos em direção ao quarto de Pietro. Deixei as crianças baterem na porta, mas sem resposta, abri o quarto e encontrei Pietro acordado com o celular na mão.
— Bom dia — cumprimentaram os gêmeos, correndo até ele. — Vamos, saindo do quarto.
Pietro riu.
— Bom dia — disse Pietro. "Que bom que vocês vieram me chamar; levei a Elsie para o vovô e vim pegar meu celular e perdi um tempo com ele.
— Pode vir e deixar esse celular de lado — falei. — Vem se juntar à sua família."
Pietro assentiu e olhou para baixo.
— Pai — disse Pietro, olhando para mim, e fiquei surpreso. — Posso falar com você?
Olhei para Alison, que chamou os gêmeos, e os três saíram do quarto. Me sentei na cama.
É normal estar ansioso por ouvir Pietro me chamar de pai. Isso me deu um sentimento tão bom.
— Pode falar — encorajei. — Estou ouvindo.
— Pai, quero mudar de escola — desabafou Pietro. — Meus colegas vivem dizendo que sou um inútil, um idiota, e que vocês vão me abandonar eventualmente, criticando tudo que faço — suspirou. — É doloroso ouvir isso, e pior, os professores não fazem nada, apenas observam.
Fechei os punhos com força só de pensar que os professores não fazem nada para impedir que os alunos humilhem um colega. É frustrante ver a indiferença diante do sofrimento do Pietro.
— Que escola horrível — exclamei, olhando para ele. — Há quanto tempo isso ocorre?
— Desde sempre, e só piorou quando souberam que você me adotou — disse Pietro.
— Por que não me contou? — perguntei, e ele abaixou a cabeça. — Não estou bravo, mas estou dizendo que não vai enfrentar tudo sozinho. Não pense que será um incômodo me falar qualquer coisa. — Ergui o queixo dele. — A partir de agora, vai me contar tudo que acontecer com você. E também vou te mudar de escola, para aquela em que estudei quando tinha a sua idade. Garanto que tudo vai melhorar, lá é a melhor escola e além do mais são pessoas que não ficam observando as coisas sem fazer nada.
Abraçei Pietro com força, querendo transmitir segurança e apoio.
— Você não está sozinho nisso, Pietro. Vamos enfrentar juntos. E essa nova escola será um recomeço, tenho certeza de que vai adorar. Estarei ao seu lado em cada passo, filho.
Pietro olhou nos meus olhos com gratidão, e nesse momento, a decisão de mudá-lo de escola se tornou mais do que uma solução prática; era uma promessa de cuidado e proteção.
— Obrigado por me ouvir — expressou Pietro. — E quero muito mudar de escola; não tem ninguém nessa escola que vai sentir saudades de mim.
— Então, na segunda, como sei que você não tem aula — falei — vou entrar com o pedido de transferência para a nova escola e fazer uma visita à sua escola para conversar com o diretor.
Ele assentiu, e parecia um pouquinho mais feliz, a antecipação de uma mudança positiva refletindo em seu rosto.
— Vem, agora vamos tomar café. Se conheço bem o pessoal, devem estar ansiosos para falar sobre o que você acabou de me contar — falei, bagunçando os cabelos dele. — Vamos nos juntar à nossa família.
— Sim, vamos. — Pietro concordou com um sorriso.
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