Jimmy
Inicialmente eu pensei em usar o Franz e o Leon como protagonista, mas depois de analisar bem a história eu vi que ela se encaixava muito mais no Larry e no Jimmy. Fora que o gato e a lebre já tem bastante protagonismo na minha conta, então eu queria dar mais espaço pro coelho e pro cachorro.
É um universo omegaverso, mas para quem já me conhece e leu "Me amas" sabe o porquê eu gosto desse universo e que isso não tem relação com o cio, mas sim pela classe social das coisas, que se refletem muito a nossa realidade.
Sem mais delongas, espero que curtam essa fanfic.....temporariamente, porque quando a coisa chegar no ponto sombrio, não terei dó de usar meu elemento mortal para acabar com a felicidade dos personagens.
É isso, bjs.
(Imagem bônus que o Alec postou recentemente no Instagram)
(Sim, o Leon dessa fanfic vai aparecer desse jeito nesse capítulo)
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Jimmy acordou com o seu despertador tocando ao seu lado, indicando que ele deveria acordar para ir a escola antes que sua mãe chegasse e esmurrasse a sua porta. Com preguiça, ele levantou da cama e começou a se arrumar para mais um dia escolar. Sinceramente, Jimmy odiava ter que ir a escola e encarar aquele bando de adolescente sem noção, mas não tinha escolha.
Entrou no banheiro procurando pela sua coleira. Por ser ômega, ele era obrigado a usar uma sempre que saia pra qualquer lugar ou ficava em um ambiente cheio de alfas, tudo porque eles não sabiam controlar os seus feromônios. Honestamente, Jimmy odiava todos eles. Odiava porque ele não tinha a liberdade que tanto ansiava por causa daqueles seres que se acham os maiorais. Se ele ao menos tivesse nascido como um beta ou até mesmo alfa, talvez sua opinião fosse diferente, mas não. Ele era a porra de um ômega. E não um simples ômega, um ômega lúpus! Uma raça rara que era tratada como um objeto valioso só esperando para ser vendido. Bem, Jimmy não estava disposto a esperar o alfa que iria compra-lo. Na verdade, não estava interessado nessa ideia.
Quando estava pronto, ele desceu as escadas com a sua mochila nas costas e viu sua mãe e seu pai na mesa já tomando café.
Afonso:Bom dia, filho.
Alice:Bom dia, filho.
Jimmy:Bom dia.-disse entediado, se sentando na mesa.
Alice:Animado para a escola?
Jimmy:Eba.-ironizou.
Alice:Não faça essa cara, Jimmy. É uma ótima escola e lá vc pode socializar mais, melhor do que ficar enfurnado dentro do quarto.
Jimmy:A solidão é minha melhor companhia.
Alice:Não diga uma coisa dessas nem brincando!-bateu na mesa.-Vai acabar se tornando um velho cheio de gatos.
Jimmy:Eu gosto de gatos.
Afonso:Filho, o que sua mãe quer dizer com isso é que só queremos a sua felicidade.
Jimmy:Eu entendi.-suspirou e forçou um sorriso.-Prometo me enturmar na escola, ok? Mas agora eu tenho que ir antes que eu me atrase.
Afonso:Mas vc nem tomou seu café direito.
Jimmy:Ah eu acordei meio sem fome hoje. Tchauzinho!
Alice:Quero nomes dos seus novos amigos!
Jimmy:Tá certo!
Assim que saiu da luxuosa casa, Jimmy suspirou cansado. Era sempre assim. Fingir está de acordo com tudo e todos apenas para ficar sossegado.
Ele caminhou até a escola ouvindo música em um dos fones, não porque um dos lados não estava funcionando (autora:Quem nunca usou fones assim), mas porque ele queria ficar esperto ao ambiente ao redor. Saber se havia alguém se aproximando pelo cheiro ou pelo barulho dos passos. Por ser um ômega lúpus sua audição, olfato e paladar eram bem mais avançados do que os demais ômegas. Bem, pelo menos isso tinha suas vantagens. Seria bem mais útil se Jimmy soubesse lutar, mas seus pais nunca o incentivaram a isso.
Chegando na escola ele teve que respirar fundo o ar poluído do mundo para entrar no ar poluído de feromônios que havia na escola. Achou melhor colocar sua máscara antes que terminasse o dia com uma baita dor de cabeça (foda-se os olhares mau encarados que ele iria receber, quem manda não controlar os próprios feromônio?). Se ele tivess um super poder, provavelmente iria querer poder derreter aqueles alfas sem vergonha que o encaravam como um pedaço de bife.
Tomare que vcs sejam atropelados por um caminhão.-ele pensava.
Jimmy estava andando pelo corredor procurando sua sala de aula quando um alfa lúpus apareceu diante de si com mais alguns amigos. Claro, os alfas nunca andavam sozinhos. Isso fez Jimmy revirar os olhos.
Stanley:Oi, gracinha.-sorriu malicioso.-Vc é novo por aqui, né? Eu nunca esqueceria esse rostinho e esse cheiro de..... algodão doce.
Se Jimmy deixasse sua personalidade falar mais alto, ele provavelmente mandaria aquele alfa tomar no cu, mas ele tinha um nome a zelar. Ele era um Cornelius. E os Cornelius eram conhecidos por sua alta elegância. Com toda sua força de vontade, Jimmy tentou deixar seu rosto em uma expressão serena.
Jimmy:Sim, sou novo aqui.
S
tanley:Foi o que eu pensei.-soltou alguns feromônios.-Consegue sentir eles? Sou um alfa lúpus, como pode ver.-deu um passo mais perto de Jimmy.-Então, vc aceita ser o meu namorado.
Tinha que ser muito sem noção para chegar desse jeito. Agora sim, a vontade de socar aquele cara tinha aumentado e ele até teria feito isso se uma risada, uma risada contagiante aliás, não tivesse feito todos ali focarem na figura ruiva que ria da situação.
Leon:Até parece que um anjinho desses ia ficar com um demônio igual a vc, Stanley.
Stanley:Cala boca, Leon.-resmungou.-E cadê o seu alfa? O Franz finalmente se cansou de vc?
Leon:Serve o que está atrás de vc por acaso?-sorriu sacana.
Stanley: Até parece que eu vou cair nessa.-revirou os olhos.
Franz:Não, mas vai cair direto pro chão de continuar na minha frente.-disse sério.
Com temor, o grupo olhou para trás vendo os olhos ferozes do garoto no grupo. De imediato eles deram passagem pro rapaz, que se apressou para ir em direção ao ruivo. Jimmy observou bem o tal Franz, ele fazia seu tipo. Por algum motivo, Jimmy não conseguia sentir os feromônio dele.
Franz abraçou o garoto ruivo pela cintura e o outro retribuiu o abraço rodeando seu pescoço com os braços enquanto sorria animado.
Franz:Bom dia.-disse de uma maneira mais mansa.
Leon:Bom dia, gatinho!-exclamou animado.-Como foi as férias na casa dos seus avós?
Franz:Legal, eles te mandaram beijos.
Leon:Amo eles.
Franz:É, eles também te amam.
Stanley:Tsk, nojento.-recebeu o olhar ameaçador de Franz.-A-A comida do refeitório, achei ela nojenta ano passado. Espero que melhore esse ano.
Leon:Ei, anjinho.
Jimmy:Sou eu?
Leon:Exato. Um conselho? Fica longe do demônio aí.-apontou para Stanley.-Não é uma companhia agradável.
Stanley:Cuidado com o que vc diz, Leon. O Franz não vai está te protegendo sempre.
Franz:Se vc fizer algum mal contra ele, te caço até o inferno.-rosnou.
Leon:Calma, gatinho.-deu um beijo em sua bochecha.-Eu sei me virar.-disse confiante.-Mas é isso, anjinho. Conselho de amigo, fica longe desses caras.-olhou bem para o rosto do garoto.-Vc é novo, nunca te vi por aqui.
Jimmy:Sou novo sim, comecei meu dia hoje.
Leon:Vamos levar ele até a sala dele, Franz!-exclamou animado.-Assim podemos conseguir mais um amigo.
Franz:Vc só tá falando isso porque não quer ir pra sala e encontrar o Larry lá.-cruzou os braços, fazendo um sorriso maroto.
Leon:Ele vai querer acabar comigo.-choramingou.
Franz:Eu falei que era uma péssima ideia vc desenhar no machado dele.
Leon:Mas era tinta guache! Eu lavei depois disso.
Stanley:E aí, docinho? Vc vai com esses dois ou prefere vir comigo?-solta mais feromônios.
Franz:Stanley, guarda a porra desses feromônios agora.-disse sério.-Ah não ser que vc seja uma cadela pra ficar no cio sempre, pode ir guardando seus feromônios de alfa.
Stanley:Desculpa aí, Franz.-disse com ironia, mas recolhendo seu cheiro (um alívio para Jimmy).-Esqueci que o seu beta aí é sensível com feromônios. Mas vc não vê que o meu amiguinho aqui está gostando do que está sentindo?
Franz:Vc está gostando disso?-olhou para Jimmy.-Pode ser sincero, não estou a fim de empatar a foda de ninguém.
Jimmy nunca viu um alfa ter tanto autocontrole quanto aquele a sua frente. Não havia agressividade direcionada a si. Não havia feromônios dele no ar. Nada.
Jimmy:Não, sinceramente também sou meio sensível a feromônios.
Franz:Então pronto.-olhou para Stanley.-Vaza daqui, não quero mais ver sua cara pela manhã.
Stanley:Um dia vc ainda me paga, Franz.-rosnou para o garoto, que só mostrou o dedo do meio.
Jimmy quase deu graças a Deus quando aquele alfa e seu grupinho babaca foram embora. Mas antes que ele pudesse ir para sua sala, o ruivo o abordou, animado.
Leon:Qual o seu nome? Eu sou o Leon e esse é o meu namorado Franz. A gente se conhece desde pequeno, sabe? Por que vc veio pra cá? Tem algum amigo daqui ou-
Franz:Leon, uma pergunta de cada vez.
Jimmy:Me chamo Jimmy. Obrigada por me ajudar com eles.
Franz:Por nada. Como vc pode ver, eu tenho um namorado que atraí muita confusão.
Leon:Ei, eu não-
Larry:LEON!
O ruivo se arrepiou e logo se escondeu atrás do namorado. Jimmy viu um rapaz alto, cabelos em dreads e pele morena se aproximando deles. Por algum motivo, seu coração disparou de uma maneira que ele desconhecia. Aquele rapaz lhe passava um ar de familiaridade.
Leon:O-Oi Larry.
Larry:Meu machado.-mostrou o mesmo em sua não.-Vc pintou ele!
Leon:Mas eu lavei depois!
Larry:Eu falei, mil vezes, pra vc não tocar nele sem minha permissão.
Leon:Desculpa!
Franz:Relaxa, Larry.-disse como apaziguador da situação.-Na hora do almoço ele te paga um sorvete, que tal?
Larry:Só não fico bolado com vc porque somos um trio.
Leon:Sim! O trio da bagunça!
Franz:Larry, esse aqui é o Jimmy. Um possível novo membro do nosso grupo.
E na hora que os olhares se encontraram, eles sentiram uma ligação quase mágica entre eles. O castanho reconhecia o azul e vice-versa. Uma mistura de sensações invadiu Larry e Jimmy, tanto que eles ignoraram a presença de Franz e Leon por alguns minutos.
Foi uma ligação de almas
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