Capítulo 1
PARTE 1
Enquanto a chuva cai...
Henryk olhou para seus homens que se aproximavam trazendo o que restara de uma pequena comitiva. Um casal vinha à frente do grupo, o homem era seguro por dois de seus homens por seus braços e a jovem mulher andava tropegamente sendo segura levemente pelo antebraço.
O britânico os encarou com certo desdém enquanto o homem era empurrado em sua direção. Seus olhos se desviaram rapidamente para a jovem, que tropeçou e caiu aos seus pés, batendo com o rosto contra sua bota. Henryk abaixou os olhos, vendo-a limpar o canto da boca antes de começar a esfregar a manga de seu vestido contra sua bota.
— Me desculpe... — ele ouviu a baixa e assustada voz dela, quase podendo ver as lágrimas descerem por sua pele. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, viu o homem a agarrar pelo braço e a puxar para cima. Ela mantinha sua cabeça baixa, os olhos ainda a lhe encararem as botas.
— Senhorita. — Henryk se aproximou dela, tocando seu queixo e a fazendo levantar o rosto para si. Havia uma marca que começava a arroxear em sua bochecha e seu lábio inferior estava cortado. — Me acompanhe.
Ele olhou irritado para o homem quando ele a segurou pelo pulso, abrindo a boca para reclamar. O olhar gélido e irritado do britânico o fez se calar e a soltar.
— Sente-se. — Henryk apontou para um caixote próximo à pilha, aos fundos da cozinha antes de olhar para o homem que passava carregando alguns suprimentos. — Chame a senhora West e peça que ela dê uma olhada nisso. Agora, senhorita — ele se abaixou lhe encarando os olhos assustados. — diga-me como conseguiu isso. E não ouse mentir para mim.
Henryk apontou para a marca na bochecha da jovem, vendo-a encará-lo com curiosidade por um momento.
— Sou muito desastrada, senhor. Não presto a devida atenção as coisas ao meu redor e muitas das vezes tenho atitudes estúpidas que acabam por fazer com que eu caia ou bata meu rosto, ou meu corpo, ficando com marcas espalhadas pelo mesmo. — ela suspirou, brincando com a saia de seu esfarrapado vestido.
Ele manteve seus olhos sobre ela por um momento a mais, vendo de soslaio a pequena senhora se aproximar. Henryk se levantou, deixando um pequeno e cansado suspiro escapar por seus lábios.
— Cuide disso e depois mande-a até meu escritório. — ele voltou seus olhos azuis para a senhora, que concordou com um leve aceno voltando sua atenção para os machucados da jovem.
Os passos pesados denunciavam a irritação do líder de fama egoísta e cruel do grupo de perigosos, bem treinados e letais mercenários que se instalara em Fort George. Seus homens o encaram com certo receio quando ele novamente se aproximou, os encarando e deixando sua irritação transparecer em seu olhar.
— Algum de vocês a tocou? Ou foi desnecessariamente rude com ela? — Henryk olhou ao redor, vendo seus homens negarem em uníssono. Seu 'comandante' se aproximou, fazendo uma educada mesura.
— Não, senhor Kenway. Ela foi bem... dócil. — Richard voltou os olhos para o homem loiro ao seu lado, de estatura mediana e comum de porte forte, como um bom trabalhador braçal. — Os homens ainda demonstraram alguma resistência, mas por influência dela, as mulheres nos seguiram sem nenhum problema. Acho que ela estava assustada pelo recente ataque de bandidos.
O britânico concordou com um aceno, olhando para o pequeno grupo antes de voltar seus olhos novamente para o ruivo e acenar com uma das mãos. Richard concordou, apontando para os três 'lideres' da pequena caravana enquanto as duas famílias restantes eram levadas para outro local.
— Venham. — Henryk tomou a frente do pequeno grupo, entrando no pequeno prédio de tijolos, pedra polida e madeira, subindo as escadas. A porta do escritório foi aberta, exibindo o cômodo simples, decorado com tapeçarias, um par de poltronas e estantes de livros. — Bem, senhores, vamos ao que interessa.
Henryk se aproximou da escrivaninha que ocupava quase uma parede inteira, sentando-se na confortável poltrona de couro escuro e apoiando seus braços a mesa, encarando um documento a sua frente.
— Quero ver minha esposa! — o homem loiro se apressou em falar, dando um passo à frente.
— Você não está em posição de fazer exigências. — Henryk levantou seus olhos para o trio a sua frente. — Graças a vocês, perdi um importante negócio. Perdi uma preciosa carga quando meus homens correram para ajudar as mulheres de sua caravana.
— Não pedimos sua ajuda. — o loiro arrumou sua postura, o encarando como se fosse superior e isso fez Henryk sorrir cruel.
— Sabe, não é do feitio de meus homens ajudar as pessoas, normalmente não nos importamos que elas percam seus pertences... ou até mesmo suas vidas. — os olhos azuis do britânico faiscaram enquanto ele se levantava e dava a volta a sua mesa, segurando uma pistola Braddock. — Porém, eu tenho uma rígida regra quanto a estupros. Meus homens aprendem, ainda que na base do terror, a abominar essa prática e a serem solidários com mulheres quando as encontram nessas situações. Então quero que entendam que estão aqui apenas porque aqueles bandidos tentaram estuprar uma de suas mulheres. Caso contrário eu não me importaria de ter passado com minha preciosa mercadoria ao lado de seus corpos sem vida.
Henryk viu o trio trocar um olhar. Ele sabia que aquela caravana devia ser bem maior no início do inverno e que parte dela havia sucumbido à fome e ao frio, a outra parte provavelmente havia voltado para casa ou qualquer local onde pudessem sobreviver. E a parcela que restou, foi morta naquele ataque.
— Agora senhores, como eu disse anteriormente, vamos tratar de negócios. — Henryk voltou para trás de sua mesa, se sentando em sua confortável poltrona e começando a listar os gastos despendidos no pequeno resgate e quanto tempo levariam para quitá-lo com bom e bruto trabalho braçal.
***
— Bem, senhores, creio que já resolvemos as questões quanto a nosso débito. — Henryk olhou para o trio à sua frente, que se mantinha encarando o chão. — Mais uma coisa antes que eu me esqueça...
O britânico se levantou colocando novamente a pistola sobre a mesa e espalmando suas mãos sobre a mesma, chamando para si a atenção e o olhar dos três homens.
— Se eu vir algum machucado, por qualquer que seja novamente naquela jovem senhorita, irei cobrar seu débito de uma forma menos solidária. — os olhos de Henryk percorreram o semblante do trio a sua frente, se assegurando de que seu recado estava bem claro. — Ótimo, espero que minha política quanto ao tratamento as nossas caras mulheres esteja bem clara. Agora estão dispensados.
Ele se manteve os observando enquanto eles saiam do pequeno escritório a passos arrastados, como se estivessem cansados demais até mesmo para manter o que restara de sua dignidade.
🌼
Astraea seguia a pequena senhora pelo corredor do pequeno prédio de dois andares, ouvindo com atenção enquanto ela lhe dava instruções sobre a limpeza do local. Denise West era uma mulher de baixa estatura, na casa de seus 60 anos, já com seus anos de trabalho duro a transparecerem em sua voz calma.
— Este é o quarto do senhor Kenway. — ela abriu a porta de madeira escura, revelando um quarto igualmente escuro que a fez bufar. — Por que eles são incapazes de abrir as cortinas?
Astraea sorriu, acompanhando a senhora para dentro do cômodo. Denise abriu as cortinas, revelando um quarto simples com uma cama de casal em seu centro, aos seus pés um largo baú de tampa estofada, uma penteadeira de carvalho escuro e uma simples cômoda à cabeceira da cama com velas, uma caneta pena e uma pilha de livros sobre a mesma.
— Sra. West. — o grande homem ruivo chamado Richard surgiu a porta, exibindo um pequeno sorriso amarelo para a senhora. — Temos um problema?
— Não sei Richard. O que você e seus meninos aprontaram dessa vez? — Denise deu um passo à frente, encarando-o com severidade enquanto limpava suas mãos no avental.
— Bem, talvez tenhamos derrubado algo na cozinha e a alagado... — ele sorriu sem jeito antes que Denise bufasse e se voltasse novamente para Astraea.
— Acho que você pode cuidar daqui, querida. Eu vou ir resolver esse pequeno contratempo antes que o senhor Kenway sofra um acidente na cozinha por causa de seus desastrados rapazes. — Denise manteve os olhos sobre ela, vendo-a concordar com um singelo aceno. — Vamos, vocês parecem uma manada de búfalos numa loja de cristais.
Astraea sorriu voltando sua atenção novamente para o cômodo e pensando por onde seria melhor começar. Ela se aproximou da penteadeira, vendo a camada de poeira que começava a se formar sobre o móvel de aparência opaca.
— Precisa polir. — ela pegou o pequeno balde que trouxera consigo, despejando a água do jarro dentro do mesmo e começando a limpar a poeira dos móveis.
Levou algumas horas até que tudo estivesse devidamente limpo e organizado. A madeira dos móveis tinha novamente sua bela cor brilhante e mesmo que não se pudesse ver seu reflexo no chão, o mesmo estava devidamente limpo e polido e poderia ser facilmente limpo em outro momento caso necessário. Astraea havia deixado a pilha de livros e velas novas sobre a cômoda, já imaginando que seu dono tivesse o hábito de ler a noite.
— Você demorou... — Denise a olhou, se levantando e limpando as mãos em seu encardido avental. — Não se pode demorar tanto assim em apenas um lugar. Sei que não fez por mal...
Denise sorriu gentil para Astraea, que concordou com um aceno mantendo seus olhos baixos. De canto de olho ela pode ver Henryk Kenway sentado à mesa, vez ou outra levando uma xícara a seus lábios. Charles passou por ela, parando a porta e esperando que ela se aproximasse.
— Está trabalhando há menos de dois dias e já fez algo errado? — a voz do loiro soou alta o suficiente para fazer Henryk levantar seus olhos de seu precioso chá e voltá-los para a porta.
— Não... — Astraea levantou os olhos para o marido por um momento antes de voltar a abaixá-los ao notar sua expressão irritada. — Eu-
— Você o quê? — a voz da morena falhou ao ser interrompida, fazendo com que ela se encolhesse um pouco mais enquanto a de Charles soava alta, quase estrondosa aos ouvidos de Astraea. — Você é incapaz de prestar atenção às coisas ou de fazer algo direito! Pelo amor de Deus, Astraea, precisamos disso! Tente se esforçar um pouco!
— Mas- — sua voz falhou enquanto ela mexia nervosamente suas mãos, as apertando.
— Você sempre teve as coisas de forma muito fácil! Por isso não dá valor! Agora vai ter que trabalhar, essa vida de madame acabou! Olha pra mim quando eu estiver falando com você, porra! — Charles a agarrou pelo braço, o apertando com força e a sacudindo, fazendo com que Astraea se encolhesse e levantasse os olhos assustados para ele.
Henryk parou a porta, encarando-os. Seus olhos seguiram o braço de Charles, parando por um momento em sua mão ao redor do braço de Astraea. Os lábios do britânico se retraíram em uma expressão irritada enquanto seus olhos se voltavam para o loiro, que imediatamente soltou a esposa.
— Desculpe... Eu fiquei um pouco nervoso. — Charles voltou seus olhos para Astraea, aproximando-se um passo e a envolvendo em seus braços. — Nós precisamos disso e eu preciso que você preste um pouco mais de atenção as coisas ao seu redor, está bem?
Ela o encarou surpresa, concordando com um leve aceno antes que ele sorrisse e se afastasse, indo até os irmãos e deixando-a sozinha com um pequeno sorriso a lhe brincar nos lábios.
🌼
Henryk olhou para as três mulheres a sua frente, apoiando seu rosto a uma das mãos.
— Vamos começar senhoras... — Henryk arrumou sua postura, encarando-as com os frios olhos azuis. — Digam-me para onde foram designadas.
As duas primeiras jovens se limitaram a lhe dizer o que Richard já havia lhe dito, que ambas trabalhavam na pequena plantação próxima que pertencia ao britânico. A terceira mulher se aproximou, mexendo as mãos nervosamente, sua voz lhe soando familiar mesmo em um quase sussurro enquanto ela lhe dizia que estava ajudando nos trabalhos da casa.
— Certo, alguma das duas ajudou nas tarefas da casa ontem? — Henryk as viu negar com um aceno antes que ele suspirasse e voltasse seus olhos para a terceira jovem. — Mesmo assim irei perguntar, quem limpou meu quarto ontem?
Ele viu a jovem de longos cabelos castanho-avermelhados se mover nervosamente antes de dar um pequeno passo a frente.
— Fui eu. Desculpe. — Henryk podia ouvir o nervosismo, talvez até medo em sua voz.
— Não tem do que se desculpar. Sente-se. — ele apontou para a pequena e solitária cadeira estofada à frente de sua mesa antes de voltar sua atenção para as outras duas mulheres. — Umas das duas poderia, por favor, chamar a sra. West? Gostaria que ela ouvisse nossa conversa.
Henryk ofereceu um sorriso simpático à mulher que prontamente se levantou acenando com a cabeça e um momento depois saindo do escritório. Levou alguns minutos até que Denise West surgisse e dispensasse a segunda jovem, puxando uma cadeira por ali esquecida para si e se sentando de frente para o britânico.
— Senhor Kenway. — ela sorriu para Henryk antes de voltar seus olhos para a jovem ao seu lado e sorrir gentilmente para ela. — Astraea.
— Bem Denise, eu tenho uma pequena oferta para você e para a senhorita. — Henryk apoiou seus cotovelos à mesa, entrelaçando seus dedos. — Como você bem sabe, eu tenho o péssimo hábito de me isolar em meu escritório... Como já ouvi você e suas meninas reclamarem várias vezes.
— Não pode culpá-las, sr. Kenway. É incômodo para elas ter que parar uma tarefa pela metade para trazer algo para o senhor, ainda que seja nosso trabalho... — Denise sorriu sem jeito para seu patrão.
— Eu sei, por isso creio ter encontrado a solução perfeita. — Henryk voltou seus olhos para Astraea, que dividia sua atenção entre os dois. — Eu tenho que admitir que gostei do que a senhorita fez em meu quarto, mesmo que ele tenha que ser limpo com uma regularidade maior, o que de qualquer forma não me incomoda. Quero que fique responsável pela limpeza do mesmo e de meu escritório. Também desejo que fique à minha disposição para essas pequenas tarefas que costumam tomar tempo, tanto meu quanto da sra. West. O que tem a me dizer?
Astraea o encarou por um momento a mais. Era a primeira vez que recebia um elogio por seu trabalho.
— Entenda, senhora West, não estou fazendo pouco caso de seu excelente trabalho cuidando de minha propriedade... — Henryk voltou seus olhos para Denise, lhe oferecendo um mínimo sorriso.
— Apenas não se adequa a suas necessidades e gostos pessoais. Eu me lembro bem de nossas divergências quanto a isso, sr. Kenway. — Denise sorriu travessa para Henryk antes de voltar seus olhos para Astraea. — O que me diz? Pode ser uma boa oportunidade.
Astraea mexeu suas mãos nervosamente, pensando em como Charles reagiria a isso.
— Astraea. — Denise pegou a mão da morena entre a sua, apertando-a levemente. — É apenas um trabalho, ninguém irá comentar nada. Já é de conhecimento de todos aqui que seus companheiros de viagem são bem conservadores. Mas você não precisa se preocupar, o sr. Kenway é bem respeitoso.
— E creio que vocês ainda não tenham tido a oportunidade de reparar que meu escritório está sempre às portas abertas, exceto durante minhas reuniões. Mas nesses momentos você estará dispensada. — Henryk exibiu um pequeno sorriso para Astraea, que concordou com um pequeno aceno e um sorriso animado. — Ótimo. Eu preciso sair por alguns instantes e creio que a senhora West ficará feliz em te explicar algumas coisas sobre o escritório.
Astraea concordou com um pequeno aceno enquanto ela e Denise se levantavam, fazendo uma mesura educada para Henryk, que saiu.
— São coisas simples. Apenas onde você não deve mexer. — Denise sorriu gentil para Astraea, lhe mostrando as gavetas da mesa e as pequenas caixas que ficavam guardadas nas estantes. — São em sua maioria documentos, mas ele é bem reservado quanto a isso...
Denise suspirou se aproximando de Astraea e pegando as mãos dela entre as suas, abrindo um grande sorriso.
— Você vai me tirar um grande peso das costas, não vou mais precisar ter um extremo cuidado com quem irei mandar para cá, com medo de que ela possa mexer em algo que não deve. — Denise apertou levemente as mãos de Astraea quando ela sorriu. — O sr. Kenway é um bom homem. Sei que deve ter sido uma jornada difícil até aqui, mas acredite em mim, agora as coisas se tornarão muito melhores.
Astraea sorriu, os olhos brilhando esperançosos enquanto seu coração se enchia com o sonhar de dias melhores.
🌼
Caleb apoiou seu corpo ao tronco da árvore, cruzando os braços em frente ao peito, seus pés cruzados sobre o grosso galho. As árvores continuavam alguns poucos metros à sua frente, aos poucos dando local à arbustos floridos e plantas mais rasteiras.
Ele mantinha seus olhos atentos à movimentação do forte, à espera que seu alvo surgisse. Estava há meses buscando informações e agora que as tinha, restava a ele apenas esperar o momento de entrar em ação.
— Que tédio... — Caleb suspirou, passando a mão por seus cabelos recém-cortados. As laterais estavam raspadas ao antigo estilo de guerra dos povos mohawks nativos daquelas terras. — Interessante...
Ele se esticou um pouco mais, olhando com atenção a figura que se aproximava, abaixando-se em frente à alguns arbustos floridos de margaridas e brincando com as flores pequenas entre seus dedos delicados. Caleb sorriu, mantendo seus olhos sobre ela e por um momento desejando ser um pouco mais parecido com os homens do forte apenas para poder se aproximar. Mas jamais poderia passar despercebido com sua pele morena de tom avermelhado ou sua altura um tanto acima da média dos homens dali.
O moreno se moveu, levando seu corpo algumas árvores à frente, ainda se mantendo escondido e tendo uma visão melhor da jovem. Algo nela fazia com que ele se lembrasse dos espíritos da natureza das lendas antigas ou das belas e pequenas ninfas dos contos estrangeiros, talvez a delicadeza ao lidar com as pequenas flores e arrumando com cuidado uma em seu cabelo.
Caleb se escondeu um pouco ao ver um homem se aproximando, ainda mantendo seu olhar atento sobre a jovem que parecia alheia a aproximação.
— Cuidado, pequena... — ele levou a mão a suas costas, segurando o cabo da faca de caça.
O homem se aproximou, parando alguns passos atrás da jovem que se levantou, voltando-se para ele. Caleb viu os dois trocarem algumas palavras, o homem se aproximando e levando a mão a uma das mechas do cabelo dela. Algo na forma como ele se portava com a jovem deixava Caleb incomodado. Ele a viu dar um passo para trás, se encolhendo e abraçando o próprio corpo. Não demorou muito para que ela se desvencilhasse do homem, indo para o forte.
— Não vá atrás dela... — a voz grave do moreno soou como um sussurro antes que ele decidisse distrair o homem que começava a caminhar em direção a jovem. O barulho de Caleb saltando de um galho para outro fez com que a atenção dele fosse redirecionada para si.
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