16.




- Venha logo, verme, você vai se atrasar - minha mãe disse, me encarando da porta do quarto enquanto eu calçava meus tênis.

Hoje, eu fugiria de casa, finalmente.

Só estava saindo do quarto para ir até a escola, não podia fazer mais nada. Não iria esperar mais três meses até meu pai voltar do Japão para conseguir recuperar minha liberdade de novo. Dentro da minha mochila escolar haviam só roupas, eu já tinha planejado tudo.

Iria deixar meus livros e fichário no armário da escola, no livro de regras não disse que é permitido, mas também não disse que é proibido, depois das aulas, procuraria um dos meus amigos para me dar abrigo e comida até tudo se resolver em casa. Sou bem esperto, né? Sei que sou.

- Estou pronto. - tentei não demonstrar a ela nenhum sinal de raiva, apenas sai do quarto e me dirigi até a garagem, onde o motorista me levaria para a escola. Seu olhar mortal me seguia, e eu sentia-os perfurando minhas costas, como lasers.

- Eu vou te buscar às duas e quarenta, me espere no portão, sem seus amigos. - o motorista me disse assim que coloquei o sinto te segurança, murmurei um "tanto faz" e peguei meu celular.


bom dia beommie :((

ih ala.

tá bravo comigo pela conversa de ontem?

me dá um poster da yumeko e a gente conversa

você é neném demais, não deveria estar vendo kakegurui


- Pensei que sua mãe tivesse tomado seu celular. - ele estende a mão na minha direção, sem tirar os olhos da estrada. Desligo o aparelho e lhe entrego. Uma das vantagens de ser rico, é poder ter mais de um celular, escondido no bolso da mochila, mas ninguém precisa de saber disso, certo?

Guardo o chip que havia retirado sem ele perceber no bolso e começo a prestar atenção na paisagem passando pela janela.



- ♡ -


- Como assim "eu não posso ficar na sua casa"?? - grito.

- Você não pode ficar na minha casa. Você não é alérgico a gato? - concordo fraco com a cabeça enquanto minha prima, Jisu, tira uma mecha de cabelo da frente de seu olho. - A Yuna adotou uma gato. Arranje outro alguém para te hospedar.

- Mas Jisu.. - faço aqueles olhos de cachorrinho molhado, mas ela estava olhando ao redor, procurando alguém. Em certo momento, seu olhar para, e os cantos de seus lábios se inclinam para cima num sorriso sapeca.

- Choi Beomgyu! Venha aqui rapidão? - ela chama o menor. Olho para trás e vejo ele andar até nós com um sorriso esculpido nos lábios finos.

- Oi Jisu! Ah, oi Yeonjun! Em que posso ajuda-la?

- O Yeon fugiu de casa e precisa de lugar para morar, seria um problema ele ficar com você até as coisas melhorarem com a mãe dele? - merda.

- Uh... Claro! Pode ser! Te vejo na saída, minha mãe vai vir nos buscar. - concordo com a cabeça e ele pega o celular, consigo ver um semblante triste surgir enquanto ele se afasta e mexe em alguma coisa no aparelho.

- Não fique assim Yeon, você vai poder falar para ele que é o garoto das mensagens misteriosas!

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