Surpresas Inesperadas Mas Muito Bem-vindas
Malévola estava na companhia de algumas crianças aquela manhã, elas pareciam ainda não ter se decepcionado com ela. Diferente de como seu melhor amigo parecia. Mesmo as risadas animadas dos infantes não foi suficiente para afastar aquele mal estar que ela estava sentindo desde que sonhara que Diaval era Gilic. Ele não era... Não é?
Balançou a cabeça voltando a se concentrar na fruta que parou de comer sem perceber.
- Boa tarde senhorita. - Malek cumprimentou a fada, assim que encontrou ela alí. Malévola o olhou assustada, mas logo lhe deu um sorriso.
- Boa tarde Malek. - ela respondeu sem muita emoção.
- Acho que posso melhorar o dia da majes... Da senhora. Trago noticias. - Malek logo se corrigiu. Ainda se confundia sobre o tratamento real que Malévola merecia, mas como a fada já havia dito que preferia não ser tratada como realeza ele respeitava.
- Espero que sejam boas, não estou no humor para receber más notícias. - a seriedade da fada era sempre inabalável. Malek gostava desse jeito, mas gostava ainda mais do modo alegre da fada.
- Sua filha e o príncipe de Ulstead estão aqui. - a fada olhou para Malek como se ele agora tivesse adiquirido duas cabeças. Demorou oito segundos para assimilar.
- Aurora e Phillip estão aqui? - ela ainda tinha um ponto de interrogação enorme na testa.
- Acho melhor a senhora confirmar com seus próprios olhos. - Malek saiu voando sem dar mais explicações. Não demorou pra Malévola abandonar a fruta semi comida e sair voando atrás do fada de asas coloridas.
(...)
Aurora estava encantada com aquele lugar, mesmo sendo tudo tão comum, a quantidade de fadas e crianças aladas que havia ali deixava sua cabeça confusa e agitada. Talvez ela conseguisse entender a mãe agora, a ilha era feita dentro da montanha, a maioria dos caminhos alí era possível ser feita apenas voando, e Malévola ama voar.
- Este é Udo, chefe das fadas do gelo. - Nazca apresentou o fada que esperava paciente no templo onde a velha fada habitava.
- Eu sou Phillip. - o príncipe se apresentou primeiro.
- E eu sou Aurora. - a menina sorridente cumprimentou Udo, mas estava mesmo curiosa pela fada que estava acompanhando este.
- Está é minha irmã, Ária. Supus que a princesa gostaria de ter a companhia de alguém da sua idade, ela está aprendendo a sua língua então precisará de um pouco mais de paciência. - Udo explicou e então Ária saldou os recém chegados na sua língua nativa, a língua das fadas.
- Obrigada por nos receber. - Aurora agradeceu sentindo uma vibração diferente na língua estranha que a menina falava. - E você acertou ao deduzir que eu gostaria de uma companhia. Ária me parece muito simpática. - a menina de asas quase inteiras brancas sorriu envergonhada pela fala da princesa.
- Fizemos uma cabana terrestre simples para vocês. Espero que não se importem em comer apenas frutas e vegetais. - Todos concordaram com a dieta balanceada, não era realmente um problema passar quatro ou cinco dias sem carnes, não comiam carne com tanta frequência nem mesmo em Ulstead.
- Não faz diferença na verdade, não comemos carnes todos os dias. - Phillip tranquilizou a velha fada.
- Então, levaremos os senhores guardas até lá. E vocês Aurora e príncipe Phillip, levarei vocês até Malévola. - Aurora escutou paciente a explicação da fada.
Os seis guardas foram escoltados por duas fadas, uma delas sendo Udo, a aparência do fada chamou atenção dos guardas. Eram tão enormes e aparentemente pacifistas. Como podiam ter tantos músculos sem comer carne? Não saberiam pois nenhum deles teria coragem de perguntar, talvez nenhum deles.
Assim que o pequeno grupo formado por duas fadas e seis seres humanos desapareceu, Nazca fez menção de que agora seria hora de voar, mas mal teve tempo de preparar a princesa e o marido desta. Foi quando uma fada enorme de asas abertas e negras pousou no templo da anciã. Malévola estava ali, perante a sua filha e genro em toda sua majestosa imponência. Bem diferente da Malévola de outrora, a que só vestia preto e cores mórbidas. Aurora não pensou nem duas vezes antes de correr para os braços da sua fada madrinha e no segundo seguinte a princesa estava aos prantos, chorando alto como uma criança que se desculpa de alguma arte que fez. Malévola não entendeu bem no início, afinal já passará mais tempo longe, não que se orgulhasse disso, mas Aurora nunca tinha reagido assim.
- Me desculpa mamãe, me desculpe por não acreditar em você, eu fui uma péssima filha e eu sei que você jura que me perdoou, mas eu não consigo tirar isso do meu coração... - Malévola moveu graciosamente a mão, usando sua magia para acalmar a chorosa Aurora. Aos poucos a princesa parou com seu choro copioso. O rosto branco estava vermelho debaixo dos olhos e todo o nariz da moça havia ganhado um tom rosado adorável. Os olhos azuis estavam mais brilhantes e isso não passou despercebido para Malévola.
- Porque está se desculpando praga, está tudo bem. - a fada secou o rosto da menina tentando não sorrir. Diaval estava diferente pela mágoa, mas aparentemente sua Aurora ainda era a mesma praguinha de sempre.
- Desculpe por isso, é que eu ando, meio sentimental. - Aurora olhou fundo nos olhos verdes da mãe, um olhar diz muitas coisas e naquele momento o da princesa pedia que Malévola não dissesse nada sobre o que viesse a saber. Aquela altura Malévola já havia sentido o misto de energias em Aurora, sua menina não andava mais sozinha.
- Conversaremos sobre isso. - Malévola alertou uma só vez e então endireitou sua postura se libertando, ou melhor, libertando Aurora do seu abraço. - Olá Phillip. - a fada enfim cumprimentou o jovem príncipe sem esconder seu desagrado. Esse acenou levemente com a cabeça tendo um belo sorriso no rosto, ele sabia que Malévola gostava dele, bem lá no fundo ela gostava.
- Acho que não precisarei escolta-los até o seu lar temporário. - Nazca brincou com os presentes.
- Não será necessário. - Um Diaval surgiu pelo manto de folhas, Nazca sentiu um calafrio com a entrada do homem-corvo em seu templo.
- Padrinho. - Aurora estava mais calma, mas ainda sim a felicidade de ver seu padrinho em forma humana levou a menina a correr para os braços do corvo, assim como havia feito com Malévola.
- Senhorita. - apesar de Malévola ver com seus próprios olhos que não era Gilic alí, ela não deixou de sentir um aperto em seu coração vendo Diaval sorrir e abraçar a sua Aurora. Não parecia certo, não esse Diaval, e a fada nunca havia sentido tal coisa antes.
- Bom, vamos para casa, lá poderemos conversar melhor. Diaval quer que eu te transforme? - a fada perguntou temendo a resposta.
- Não preciso da sua magia, farei meu caminho por um atalho que encontrei. Vejo vocês em casa. - Diaval saiu sem falar se quer um oi para Phillip, todos estranharam a secura do corvo com a fada, e Nazca sentiu muitas coisas que não poderia dizer a Malévola agora. Mas que diria o mais rápido possível.
- Obrigada Nazca. Nos vemos amanhã. - Malévola agradeceu e depois de todos se despedirem propriamente Malévola e Malek transportaram a princesa e Phillip até o ninho da fada negra.
Enquanto isso em uma parte oculta da ilha sagrada, o mal encarnado, Gilic o Cruel, se deleitava com o cheiro adocicado e puro da princesa. Se deleitava ainda mais por saber o quanto a sua atitude fazia mal ao espírito de Diaval que estava engaiolado dentro do próprio corpo. E se deleitava ainda mais por ter sentido a vida que se desenvolvida no ventre da princesinha cor de rosa. O seu plano de lavar a terra com sangue parecia cada vez mais satisfatório, adoraria contar ao corvo quem mais ele teria que matar. Usando da própria magia, transformou-se em abutre e voou até o mais próximo possível do ninho e depois se transmutou em humano novamente, e por sorte, ninguém testemunhou a transformação do corvo.
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Agora não dá mais pra negar, até Malévola sentiu a segunda vida em Aurora. Será gêmeos ou uma criança só tá bom?
Não vou dizer que o conflito tá longe porque não tá, e eu espero que mexa com o coração de vocês, quero lágrimas!
Deixa o like e aquele comentário lindo, pra fortalecer euzinha e essa história maravilhosa.
Até a próxima!
♥️
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