A Verdadeira Lenda

(...)

Ouve um tempo na história, onde a mágica reinava, ávida e forte. Onde a humanidade apreciava, estar ao lado do que era mágico. Onde guerras eram desconhecidas, onde o mal, esse não existia. Não em todo seu louvor.

A voz de Nazca vinha de algum lugar onde Malévola não a via. Mas ela não queria ver, a cena que se desenrolava diante dos seus olhos era deveras maravilhosa para que ela quisesse dividir com alguém. E mudou, mostrou ainda sua mãe quando criança, e seu pai, e mostrou seus avós quando crianças, e seus bisavós. Todas as gerações antes da sua, que viu a paz entre humanos e criaturas. Era lindo. Era calmo.

E diante a calmaria, outras crianças nasceram, todo o mundo era povoado por humanos e criaturas. Ambos se respeitando. Mas não duraria muito mais que mil anos.

A visão alegre que Malévola presenciava se tornou diferente. De repente ela estava em um campo de guerra, onde humanos e criaturas lutavam uns contra os outros. Aparentemente sem motivo, mas ela não precisava que lhe contassem pra sentir a ambição que dominava o ar.

As verdadeiras motivações foram apagadas da história, as criaturas foram apagadas das histórias. Nos tornamos apenas lendas e nada mais! Vencemos as guerras, mas a paz não venceu. Agora a cobiça humana ultrapassava os limites e temendo o mal, a grande fênix encontrou a criatura mais sensata entre as fadas negras e abençoou sua linhagem. Todos seus herdeiros seriam os protetores dos reinos mágicos. Mas a fênix não pode prever, que nem todos nascidos da bondade permanecem bons para sempre.

Malévola viu sua tataravó ser coroada pela fênix, e tal qual a ela foi seu bisavô e assim sua avó, sua mãe e essa deu a luz a ela, e ela nasceu com a magia, passada de geração a geração. Quando ela voltou para a visão dela com um ano ao lado de seus pais um garoto já nos seus sete anos surgiu. Malévola tinha um irmão! Ela sentiu uma pontada alegre em seu coração, passou a vida toda acreditando ser sozinha. Mas ela não era! Ela tinha um irmão. Mas por que Conall não havia lhe contado essa parte da história? Ele não sabia?

Nem todo coração nascido com magia é impenetrável. A maldade pode corromper. Gilic, o mais velho, amou e por um tempo foi amado. Mas ele foi rejeitado e não suportou. Ele culpou a família, os humanos e culpou o mundo pelo seu coração partido. O ódio reinou em seu coração mágico. Ele se tornou o grande monstro temido. Nem o amor de seus pais, nem o amor de sua irmã, pode curar o que havia se partido.

A visão era diferente, era como se a luz não pudesse mais chegar até onde eles estavam. Uma Malévola pequena chorava descontrolada enquanto gritos e coisas se partiam. Ela pode ouvir o irmão, mas não podia vê-lo, não estando escondida. E então ele fez uma promessa "Ela será minha, a qualquer custo. Ela é minha. E de mais ninguém" Malévola sentiu um calafrio no próprio corpo. Uma coisa tão ruim e poderosa que pareceu chegar até o seu agora.

Ele estava dominado, corrompido por uma raiva que não podia conter, ele não soube viver convivendo com a felicidade daquela que o rejeitou. Sem saber que aqueles que verdadeiramente o amavam estavam bem ali.

Ela viu a mãe e o pai deles tão preocupados que não sabiam para onde correr. Gilic era poderoso, e sendo tão nova ela se sentiu apavorada diante das imagens que via.

Eles então recorreram a magia antiga, para salvar a pureza que ainda existia. A menina foi apagada e renascida, as memórias modificadas e ela foi deixada para ser criada longe do mal que a cercava. E ao saber do temor de sua família, Gilic que já não possuía luz, tomou pra si aquela que ele achava ser dele e com a magia oculta o coração dela ele modificou. O amor que tanto desejava ele teve, mas não da maneira certa.

Malévola viu uma mulher humana gritar de dor, e então era como se ela não tivesse mais o próprio corpo. Ela sabia o que era a violação. Ela já havia sido violada, entendia o sentimento da pior maneira. Lágrimas desceram pelos olhos verdes da fada e ela desviou os olhos para não ter que assistir a dor da outra.

Naquele mesmo dia, não satisfeito com o mal que havia plantado. Gilic temeu mais ainda a sua família, e disposto a se tornar o ser mais poderoso de todos ele recorreu a magia negra e proibida. Ele estava perdido, um caminho sem volta para quem não sabe ver o amor.

Malévola ainda não havia conseguido ver o rosto do irmão. Era estranha a sensação que lhe dava. Era como se ele fosse tão cruel, que nem merecia uma aparência.

Ele encontrou, no mais antigos dos livros. Um encantamento cruel, e sem exitar, voou de volta a sua Ilha sagrada, para consumir de vez todo poder que merecia. Ou que achava merecer. Sua chegada foi reconhecida com horror, nem mesmo pai e mãe o reconheciam tamanha a maldade que exalava. Sob palavras antigas e desconhecidas Gilic matou seu pai.

A sombra que Malévola era não a permitiu se mover. Foi como ter uma flecha de ferro cravada em seu coração. Ver seu pai cair aos pés de Gilic e nem uma pontada de arrependimento cruzar o brilho verde dos olhos do outro. Lhe causava arrepios a crueldade no coração do seu irmão.

Depois matou os avós, bisavós e então a sua mãe. Nenhuma morte foi capaz de fazê-lo se arrepender. Não havia luz ali dentro! Todos filhos das trevas temeram quando a fúria de Gilic se voltou contra eles, ele buscava a última da família. Mas não podia sentir sua presença, Malévola estava bem longe, e muito bem protegida. Ele não ouviu quando disseram que a menina havia morrido. Ele se revoltou contra seu próprio povo. Torturando e matando em busca da sua irmã. Ele queria o poder dela pra si.

Malévola sentiu um calafrio quando os olhos de Gilic encontraram os seus. Mesmo que não fosse real ela sentiu medo. Era como se ele estivesse alí, olhando para ela.

E então a fênix não suportou mais. Sobre as súplica dos seus filhos ela voltou. Seu poder foi o único capaz de conter Gilic e ele foi derrotado. Todo seu poder não pode ser destruído e foi enviado para o nada. Ele foi julgado e aprisionado, morreu em seu exílio. Mas seu poder, pela magia negra adquirido sumiu. Tornou-se um espírito cruel na natureza, que ainda castiga os homens, buscando corromper e destruir seus corações.

Malévola viu as guerras que se sucederam entre os homens. Quantas e quantas. Viu o seu povo sofrer, ser quase dizimado. Viu os se esconder. Ela não se viu mais em memória alguma. Para todos ela estava morta.

A criança pura não foi mais vista, o espírito mau se afastou. Nenhuma lenda foi esquecida e Gilic enfim havia partido. Mas nada foi como antes. Perseguidos e ameaçados nos escondemos aqui por anos e anos. Até o dia em que a criança pura foi corrompida. A sua dor foi sentida e temida.

Ela lembrava esse dia, o dia que todo seu medo e fúria cercaram Moors. Ela queria os proteger, não queria que eles sofressem como ela sofreu.

Mas a dor foi diferente. O que ela sentiu o mal sentiu, e despertou. Ela amou, e foi amada, seu coração foi curado. Enfim a fênix se alegrou, e nela renasceu. Mas o poder maldito não descansou, ele voltou.

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My people. Que capítulo GRANDE. O QUE ACONTECEU AQUI?

Bom, lhes apresento Gilic, o cruel.

O que vocês acham dele gente?ele teve motivos? Acham justo ele ser mal? Ele vai voltar?

Comentem, votem e me façam feliz, só pra fortalecer a gang!

Até o próximo

❤️

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