A Ascenção de um Líder Cruel 2

(... - Ela merece algo mais... a sua altura. )

- E eu concordo com o metamorfo. - os três foram surpreendidos pela voz grave de Borra. - Um protetor que não pode se quer proteger sua rainha contra reles humanos, não a merece nem que nasça de novo. - Borra falou o que já rondava sua cabeça a muito tempo. Havia conhecido Diaval no dia da batalha contra a rainha de Ulstead. O dito protetor da fada nunca estava por perto.
Não esteve quando ela foi atingida e salva por Conall; não estava quando Moors foi saqueada e levaram as flores da morte embora; não estava quando Conall foi alvejado e morreu para proteger Malévola; Não estava quando a filha da Fênix foi morta por Ingridh. Que tipo de protetor era esse que nunca estava lá para proteger? - Eu fui testemunha da sua capacidade como protetor e não chegou aos pés do que proteção significa.
- Borra. Aj agehc! - a voz de Udo foi forte o suficiente para tirar o líder das fadas do deserto do torpor de raiva que ele se encontrava.
- Você não me conhece. Não a conhece. - Diaval não recuou se quer um passo, mesmo Borra estando a menos de quatorze centímetros dele, mesmo o fada sendo obviamente mais alto e forte do que ele, mesmo seu coração quase estourando suas costelas. Ele nunca se sentiu tão impotente quanto se sentia agora, mas não demonstraria, não a esse que lhe julgava sem o conhecer.
- Mas já vi o suficiente para tirar minhas próprias conclusões. - dessa vez o olhar do fada foi afiado, mas não apenas na direção de Diaval, foi para Malek e Udo também, mas nenhum dos dois se abalou sob o olhar de Borra.
Assim que ele se retirou Diaval se sentiu aliviado, não o suficiente para chorar na frente de Udo e Malek.
- Preciso apenas de um pouco de ar. - o homem-corvo deu as costas aos outros dois e caminhou em direção a pequena mata que havia naquele local.

(...)

Diaval não saberia dizer o quão longe já tinha ido, mas seu cérebro martelava N novas respostas ou atitudes que ele poderia ter tomado em relação a Borra. - Poderia ter socado a cara daquele arrogante, poderia ter se imposto mais sobre ele... Deveria ter se defendido, humilhado Borra e não se calado. Malévola precisava de alguém de coragem, e se Diaval não podia enfrentar se quer um outro homem sozinho, de que ele era útil? - A canção que ele ainda podia ouvir da árvore dos mortos estava mais agitada agora. Como se fosse conectada com a agitação de seu corpo e mente. Diaval praguejou enquanto andava sem rumo e só parou quando sentiu uma dor na sola do pé quando pisou em uma raiz pontiaguda.

Destinados!

Diaval foi envolvido por um manto de fumaça gelado e escuro, ele não saberia dizer se havia anoitecido de repente ou se ele havia caído em um buraco cheio de neve. A dor em seu pé foi o menor de seus problemas quando ele sentiu o ar parar em seus pulmões, sua garganta estava sendo espremida por algo que ele se quer podia ver.
Ele se debateu desesperado, a canção da árvore agora era sombria. Diaval piscou sentindo o sangue se aglomerando em sua cabeça, tentou respirar e o aperto na sua garganta se tornou ainda mais justo, dessa vez retirando seu corpo do chão. Moveu os braços frenético e fosse o que fosse não podia ser alcançado por suas mãos, será que era Borra? O fada  estava atacando ele covardemente?

- Por favor... - foi o que tentou dizer, mas da sua boca não saiam mais do que chiados.

Destinados!

Escutou a palavra ser novamente sussurrada em sua cabeça. A canção da árvore agora se parecia com gritos, inúmeros deles, desde os mais sentimentais até os mais agoniantes.
Diaval sentiu as lágrimas descendo por seu rosto enquanto o sangue acumulado parecia que faria seu cérebro explodir. A falta de oxigênio começou a atingir sua visão e roubar sua consciência. Bem no fundo da sua cabeça escutou a voz de Malévola quase encoberta pelos gritos de agonia da árvore, além da repetição da palavra destinados, além até da dor alucinante que sentiu em seu peito. Um pedido de socorro. Estava na ponta da língua! Mas Diaval foi engolido pelo frio, o desespero e enfim a escuridão.

(...)

O homem-corvo acordou em seu ninho, novamente não se lembrava de nada. Lembrava apenas do dia emocionante que tivera com Malek e Udo e de seu pequeno desentendimento com Borra. Fora isso havia sido um dia normal. Malévola estava aninhada em seu peito e ele se sentia forte. Completo! Sorriu para ninguém em particular e voltou a dormir.

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Borra não é um cara muito agradável e aparentemente é bem rancoroso.

E Diaval, será que foi um sonho ou aconteceu de verdade? Em breve saberão...

Deixem os comentários e o like maroto pra fortalecer a gang!

Até o próximo!

❤️

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