Prólogo.
*Alguns anos atrás.*
__Chase, Cataleya onde vocês estão? Eu vou achar vocês em.__Helena Othar sorria vendo as risadas vindo de trás de uma porta.
Atrás da porta, Chase e Cataleya se escondiam e tentavam fazer o menor barulho possível. Mesmo que Helena já tivesse os encontrado, a alegria que os dois pequenos faziam eram de encantar a todos.
Chase, um menininho de 6 anos, cabelos negros como a noite, olhos claros mas já dava vestígios de mudar de cor ao decorrer do amadurecimento.
Rico de uma saúde forte e sua pele tão clarinha e lisinha, perdia na cor só para a pequena Cataleya.
Cataleya uma menininha de longas madeixas loiras, olhos em um tom azul claro, já sabiam que seus olhos não mudariam de cor, Serena e Midgar tem os olhos azuis em tons diferentes, mas azuis.
Não teriam de onde Cataleya puxar outras cores.
Tão clarinha que ficava vermelha facilmente. Uma princesinha de 5 anos.
Os pais de Cataleya e Chase já previam um futuro namoro entre os dois pequenos.
Chase nunca dormia sem falar com Cataleya, ou ao menos dormir abraçado com uma fotografia de ambos.
Cataleya era o mesmo, dormia abraçada com uma bonequinha de pano que ganhou no nascimento.
Foi um presente do Chase, Helena diz que Chase tocou a bonequinha na loja e não queria mais soltar.
Decidiram levar e o inesperado fora saber que Cataleya desde o momento que abriu os olhos só os fecharia novamente com a boneca.
E assim foi, o tempo passava e momentos eram vividos, lembranças eram registradas.
Inúmeras fotografias de Chase e Cataleya. Fotografias dos pais, padrinhos e de todos reunidos, uma família diferente, que cuida dos seus.
Mas uma fotografia em especial, a segunda tirada. Eram Chase e Cataleya deitados no sofá dormindo, ambos encolhidos e de mãos dadas, as cabeças uma encostando na outra.
Essa era a fotografia que Chase mais amava. Se apegou ao ponto de só dormir com ela.
A boneca com Cataleya e a fotografia com Chase.
O tempo passava e mesmo com os rasgos, sujeiras e desgastes que a boneca sofria, nada substituiria ela.
Serena até comprou uma igual e por algum motivo Cataleya sabia que não era a mesma.
"Não se pode enganar uma criança." Palavras de Midgar a sua mulher.
Mantiveram a boneca, concertavam os rasgos, lavavam com mais frequência, sempre quando Cataleya dormia, mas ao acordar a boneca tinha que estar ali, e ela sabia que não poderia e não daria pra ser outra.
Chase era o mesmo com a fotografia, ela continha amassados, alguns rasgos, tinha manchas e nada fazia Chase desapegar.
Helena e Cameron tentaram mostrar outras fotos, mas era aquela e não poderia ser outra.
"Não é o presente ou o objeto, é a pessoa."
Foram o pensamento de todos os pais.
No caso de Cataleya, não era a boneca em si, eram quem deu a ela. No caso de Chase, não era a fotografia em si, era quem estava nela.
Isso poderia ser dito a quem visse que era passageiro, mas os pais sabiam que não era. Principalmente Helena e Serena. Elas tinham essa ligação, tinham esse elo. Mesmo que só tenha se firmado nos 10 anos de Serena e no colégio Magic pra Helena. Elas sabiam que isso era a prova, Cataleya seria a guardiã de Chase.
Mesmo que no momento era Chase que cuidava dela e a protegia. Mesmo crianças, eles eram espertos.
Um legado que assombraria mães, mas não a Helena.
Ela sabia que Cataleya seria forte por Chase, assim como Serena era por ela.
Porém mesmo depois de anos, Serena ainda temia, temia sua filha nessa jornada perigosa.
Até por que Chase e Cataleya tem algo único, eles tem uma força que não se pode medir.
Ambos os dois são capazes de ser os únicos bruxo e guardiã no mundo todo e não seria pouco.
Algo que aguçou os sentidos da víbora, Madalynn Vance. Não só dela, mas da família Vance toda.
Mas Assim como Cataleya e Chase tem esse poder inexplicável, Madalynn tem o mesmo, ela tem o mesmo poder de ser a única bruxa com poder suficiente pra não existir mais bruxos.
Mas isso é pro mal, os poderes de Madalynn e de toda família Vance é ruim, um poder obscuro passado de geração a geração.
Poder esse que foi aprimorado, cavando fundo nas trevas do mundo mágico.
Mas não se julga um livro pela capa, não se referindo a Madalynn ou o restante dos Vance, mas em um único Vance puro de coração.
Kian Vance, um bruxo puro que foi renegado da família após negar aprender magias obscuras, se aliar a pessoas ruins e podres como os Vance se referiam aos outros mestiços.
Mas Kian só parou de ter contato com a família por completo, quando ele foi mordido por um lobisomem. Isso o tornou mestiço e aos olhos de sua família, uma aberração.
Mas isso não foi o fim dele, ele achou amigos que confirmou ser verdadeiros, quando não o abandonaram.
Eles se tornaram a família de Kian.
Helena, Cameron, Serena, Midgar, Damarion, Samuel e as crianças. Esses eram seus únicos familiares.
__Onde estão vocês?__Helena perguntava mesmo sabendo onde estavam.
Ao abrir a porta se deparou com a cena de Chase na frente de Cataleya e a mesma o abraçando por trás, ambos riam e após serem achados, os dois de mãos dadas correm pela casa.
__onde estão os meus lindinhos?__Damarion e Kian entravam na sala pegando as crianças no colo.
__como a princesa cresceu!__Damarion erguia Cataleya no alto.
__não tanto quanto esse meninão aqui. Olha só!__Kian fazia cócegas no pescoço de Chase.
__onde estão Serena e Midgar?__Damarion Pergunta após sentar no sofá e perder Cataleya que fugiu de seus braços correndo pela casa.
__ase, ase.__a pequena Cataleya chamava Chase eufórica.
__cat vamos brinca.__Chase corria com os braços abertos em direção a Cataleya.
__eles são tão lindos juntos.__Helena suspira, por problemas aos qual não poderia fugir pra sempre.
Porém Kian e Damarion não sabiam com exatidão como soaria esse suspiro.
Havia uma mistura de sentimentos.
__Helena, o que foi?__Kian olhava Helena com cuidado.
__ah Kian, eu sinto algo ruim sabe. Algo que está próximo, Serena foi averiguar uma coisa longe daqui e não me deu notícias tem 2 dias. Midgar foi ao encontro de alguns membros do brilho lunar e Cameron foi ao encontro dele hoje.
__eu peço perdão pela família Vance. Eu me sinto mal sabendo que sangue do meu sangue causa tanto sofrimento aos que amo.__Kian não sabia como se desculpar.
Mesmo que tenha sido expulso, é sangue dele e seu próprio sangue machuca e persegue a família que ele ganhou com os anos.
__que isso Kian. A culpa não é sua e não precisa se desculpar pelos atos deles.__Helena segura a mão de Kian tentando o confortar.
__Helena tem razão Kian, você não precisa sempre se desculpa por eles. Eles são os errados e você não precisa se sentir mal por isso.__Damarion aperta levemente o ombro do amigo.
__MAMA, MAMA!__do corredor Cataleya gritava animada por ver sua mãe chegando.
Após pegar Chase e Cataleya no colo, Serena anda em direção a sala.
__Serena que bom que está bem. Nunca mais faça isso comigo!__Helena aperta as bochechas da mais velha e beija todo seu rosto em forma de carinho.
__ei Lena! Esqueceu que sou eu? Não foi nada demais e não dei notícias por que queria fazer surpresa.__Serena fala soltando as crianças novamente.
Após um longo abraço apertado e sessões de beijos, elas sentam e entram em uma conversa animada com os meninos.
Serena disse que não tinha problema e que só era precaução essa averiguação.
Combinavam de ir acampar novamente, não fazem isso desde o incidente do gelo.
Mais agora eles estão mais atentos e não vão brincar de esconde-esconde com Chase e Cataleya lá.
Serena e Helena falavam por seus maridos que chegariam essa noite.
A viagem ocorreria amanhã cedo, Damarion e Kian marcaram de encontrar eles no bar de sempre e lá pegariam a estrada.
Após horas de conversas triviais, era a hora do choro.
Cataleya e Chase choravam muito na hora de irem embora.
Mas Serena precisava ir em casa, precisava ajeitar tudo e Cataleya já havia ficado tempo demais na Helena.
Serena não gostava de incomodar sua amiga.
Após o até logo, Kian e Damarion foram por um portal pra casa de Kian e Serena foi montada em Amon pra casa.
Cataleya sempre amava o cavalo de asa da mãe.
Palavras da pequena Cataleya ao se referi no Hipogrifo de Serena.
Pégaso ainda aprendia a voar, mas havia uma severidade entre Amon e seu filhote Pégaso.
Já que o menor sempre se esforçava pra voar ao lado do pai.
Serena não se metia, eram algo dos Hipogrifos e seus filhotes.
Ao chegar em casa, as luzes acesas e a fumaça da chaminé prova que Midgar já havia chegado e preparava o jantar.
Já que o cheiro de comida dava sinal a distância.
Ao entrar em casa se deparou com o marido usando um avental rosa na cintura e as mangas de sua camiseta levantadas.
__oi querido.
__PAPA, PAPA!
__Como vão as duas mulheres da minha vida?__Midgar após dar um breve beijo em sua mulher pega Cataleya no colo.
__bem, o cheiro está ótimo.__Serena sorri ao ver o agradecimento mutuo do marido.
__seu prato preferido. Por que não fazemos assim, a bela dama toma um relaxante banho e enquanto isso o papa aqui coloca a pequena princesa na cama?__Midgar sugeri imitando o jeito que Cataleya o chama.
__ótima ideia.
Midgar sobe pro quarto de Cataleya enquanto Serena toma seu banho.
__bueca.__Cataleya fala manhosa apontando os bracinhos para a poltrona.
A poltrona onde sua amada boneca estava.
__você quer a boneca? Ok, papai pega.
Após entregar a boneca a sua filha, Midgar observa a mesma abraçar forte o pequena boneca.
__ase.
__sim princesa. Foi o Chase que te deu.__Midgar acaricia as madeixas bagunçadas de sua primogênita.
Após um tempo, Cataleya dormia serenamente abraçada com sua boneca.
Após encosta a porta, Midgar desce para montar a mesa.
Midgar e Serena tiveram um belo jantar romântico e foram tomados pelas lembranças do passado.
Como se conheceram, como se apaixonaram. Onde foi o primeiro beijo. Eram momentos que ambos gostavam de lembrar.
Foi nessa noite apaixonante que duas crianças ficariam pra sempre marcadas, foi nessa noite que Madalynn destruiu as famílias Stafford e Othar, deixando sua marca em meras e indefesas crianças.
Foi a partir dessa noite que a história começou...
Olá meus Pandinhas...
Esse é o nosso prólogo foi nessa noite que tudo deu errado, a lembrança do Damarion em um dos capítulos é seguida dessa situação.
Agora, vamos ver anos depois...
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