Capítulo Quarenta
Uriel Castro
Termino de tomar meu banho e me enrolo na toalha felpuda. Meu peito ainda dói, minha cabeça parece pesar uma tonelada e sinto que estou ficando um pouco febril. Saio do banheiro e não me surpreendo ao ver Dylan parado em frente à porta, pronto para entrar caso acontecesse algo comigo.
Percebi o quanto ele ficou assustado com toda a situação, assim como eu. Eu entendo que Dylan têm um medo muito grande da perda e não quero que ele sinta isso comigo.
- Ei, eu estou bem, amor. - Sorrio para ele, mas meu namorado não parece convencido.
- Não me parece. Vai se trocar, meu tio vai examinar você. Ele está falando com seus pais agora. - Ele diz e isso me faz suspirar.
- Eles vão enlouquecer. - Falo, frustrado.
- Vão sim. - Dylan diz e deixa um beijo em minha testa, me deixando livre para trocar de roupa.
Respiro fundo e sigo até o pequeno closet que há no quarto. Coloco meu pijama quentinho, pois não tenho a menor vontade de sair do quarto e sinto que vou dormir em pouco tempo.
Volto ao quarto minutos depois e encontro não só Dylan no quarto, mas também Marcos e Alfredo.
- Como se sente, querido? - Meu sogro pergunta, claramente preocupado.
- Minha cabeça está um pouco pesada e meu peito dói. E acho que estou com febre. - Falo e levo minha mão até minha testa, querendo sentir minha temperatura.
- Eu vou te examinar, tudo bem? Já conversei com sua mãe e ela me disse quais remédios posso te dar. - Alfredo diz e eu assinto, um pouco surpreso por saber que ele é médico. Breno nunca me disse esse fato.
- Tudo bem. - Respondo e sigo até à cama de casal, me sentando na beirada.
Chamo Dylan com minha mão e ele vêm até mim, se sentando ao meu lado. Sua mão se entrelaça na minha e esse gesto me deixa mais seguro.
- Eles querem que eu volte, não é? - Pergunto após alguns segundos, vendo Alfredo abrir uma maleta que está em cima da cômoda.
- Não vou mentir, seus pais surtaram quando contei sobre o afogamento. Eles queriam sim que você voltasse, seu pai até propôs vir te buscar, mas eu consegui convencer os dois que está tudo bem por enquanto. E, se caso você der algum sinal de que há algo errado, nós vamos embora. - Marcos explica e eu concordo com um aceno.
- Me desculpem por isso, eu nem sei como fui me afogar de uma maneira tão boba. Eu sei nadar desde os quatro anos e hoje foi algo surreal. - Falo em um suspiro.
- Uriel, pelo amor de Deus! Por que está pedindo desculpas? Isso poderia acontecer com qualquer um, anjo. - Dylan diz ao meu lado e me abraça, me aconchegando em seus braços.
Não o respondo, ainda não consigo aceitar o que houve e só de me lembrar daquela sensação horrível de falta de ar, eu sinto todo meu corpo se arrepiar.
Fico alguns segundos abraçado a Dylan, até que me afasto, deixando Alfredo me examinar. Isso leva alguns minutos e após ele me dá um remédio para dor e febre que começou.
Assim que termina a minha pequena "consulta", Alfredo e Marcos deixam o quarto, me fazendo prometer que se eu sentir algo, chamar por eles.
Me deito na cama confortável e puxo o endredom grosso para cima do meu corpo, me ajeitando melhor na cama. Olho para Dylan, que me observa calado. Arqueio uma sobrancelha para ele, que balança a cabeça em negação e ri.
- Vou tomar banho, ok? - Ele diz e eu concordo com um aceno.
O observo seguir até o banheiro do quarto e fecho meus olhos quando a porta bate. Me sinto um pouco sonolento e quase pego no sono, mas o barulho do meu celular me impede.
Solto um resmungo baixinho e me estico na cama, alcançando o aparelho na mesinha de cabeceira. Vejo o nome "mãe" na tela e solto um suspiro.
Sei o quanto essa notícia assustou meus pais e isso me deixa com um sentimento de culpa.
- Oi mamãe! - Falo ao atender a ligação e me sento na cama.
- Filho, meu amor, você está bem? Eu fiquei louca quando Marcos nos contou o que aconteceu. - Ela diz e sei que é verdade.
- Me desculpem, eu não sei o que houve. O rio nem era tão fundo, mas eu pisei em um buraco e a correnteza me puxou mais para baixo. Foi horrível, mãe. - Falo e fecho meus olhos por um momento, ao que as lembranças tomam conta da minha mente.
- Eu imagino seu desespero. Você está mesmo bem, filho? Eu posso ir até aí te buscar. - Ouço meu pai dizer.
- Estou sim, papai. Alfredo foi muito atencioso comigo e todos estão de olho em mim. Agora eu só quero aproveitar meu final de semana, ok? Nada mais vai acontecer. - Respondo com calma.
- Tudo bem, vamos confiar em você. Mas tome cuidado, ok? Voce é nosso bem mais precioso, filho. Não suportaríamos se algo de ruim acontecesse a você. - Minha mãe diz e eu suspiro baixinho.
- Eu vou tomar. Agora preciso mesmo dormir, tá bom? Amo vocês!
- Também te amamos, filho. - Meu pai diz e eu encerro a ligação em seguida.
Coloco meu celular novamente na mesinha de cabeceira e volto a me deitar. Dylan sai do banheiro no mesmo instante, já vestido com um short de pano mole. Seus cabelos ainda estão um pouco molhados pelo banho e alguns pingos de água escorrem por seu abdômen definido.
Ele vêm em direção à cama e se deita ao meu lado em seguida, me puxando para seus braços. Me aconchego nele e fecho meus olhos, conseguindo me sentir em paz.
- O que aconteceu hoje me fez perceber que você é muito mais importante para mim do que eu imaginava. Eu disse isso hoje e repito... Eu te amo, Uriel! Não quero jamais imaginar minha vida sem você, para mim isso não existe mais. - Dylan diz após alguns minutos de puro silêncio e abro um sorriso pequeno.
- Você também é muito importante para mim, bebê. Nós podemos ser novos, mas acredito que era para ser, entende? Nós dois já fomos escritos para estarem juntos, para sempre... Maktub. - Respondo.
Dylan não me responde, mas sinto seu aperto se tornar mais forte ao meu redor. Sinto um beijo sendo dado em meus cabelos e solto um suspiro, me sentindo protegido para me entregar ao mundo dos sonhos.
[...]
Sinto a claridade batendo em meu rosto e um suspiro audível escapa por minha boca. Abro meus olhos aos poucos e pisco algumas vezes, espantando o sono para longe. Minha visão logo toma foco e sorrio ao ver Dylan me observando.
- Isso é estranho, sabia? - Pergunto com diversão e ele dá de ombros.
- Você é bonito, e eu gosto de observar pessoas bonitas. - Ele diz e eu solto uma risada.
- Humm... Então eu devo sentir ciúmes? Não gosto muito da ideia de você observar pessoas bonitas que não seja eu. - Respondo e ele ri. E se tem algo que eu amo, é ouvir sua risada sincera.
- Você é ciumento de todo jeito, príncipe. Eu me lembro muito bem da sua cara emburrada quando a moça da sorveteria me deu o número de telefone dela. - Ele diz e reviro meus olhos.
- Aquela oferecida! Parece uma aprendiz da oferecida master que não vou citar nome para não me estressar. - Falo com irritação e Dylan ri ainda mais.
Ele rola na cama, colocando seu corpo em cima do meu, mas não deixa seu peso cair em mim. Nossos olhares se encontram e eu sinto meu coração bater um pouquinho mais acelerado do que antes.
- Não há razão para ter ciúmes, anjo. O único que me importa é você, ninguém mais pode fazer eu sentir esse amor que pulsa aqui em meu peito. - Ele diz, olhando em meus olhos, e eu me derreto.
Quem diria que Dylan Becker seria tão fofo e romântico?
- Isso me deixa feliz. - Sorrio para ele e passo meus braços ao redor do seu pescoço.
- E como você está se sentindo? - Ele pergunta, mudando de assunto, e encosta sua testa na minha.
- Melhor, meu peito não está doendo mais e sem dor de cabeça também. - Respondo e deixo um selinho em sua boca.
- Bom, mas me prometa que vai me contar caso sinta algo. - Ele pede e eu balanço a cabeça em afirmação.
- Prometo, agora acho melhor nós tomarmos banho e descer para o café da manhã. - Falo e vejo meu namorado sorrir com malícia.
- Tomar banho juntos? - Ele arqueia uma sobrancelha e sinto meu rosto ficar quente de uma hora para outra.
- Ahn... Eu não sei. - Respondo com sinceridade.
Eu sei tudo o que um namoro abrange e quero descobrir cada coisa nova com Dylan, mas não sei se ainda estou pronto para aquele próximo passo.
- Tomar banho juntos não significa que vamos transar, amor. Nós podemos apenas conhecer o corpo um do outro e mesmo assim não avançar para o próximo passo. Eu não sou mais virgem, mas nunca fiz sexo com outro garoto, então é novo para mim também. E você não é obrigado a nada comigo, vou respeitar seu tempo sempre. - Dylan diz e isso me faz sorrir. É bom saber que ele me compreende.
Fico alguns segundos apenas olhando para Dylan, me sentindo sortudo em tê-lo comigo. No princípio eu cheguei a achar que nós dois era impossível, mas não... Nós dois somos mais que possível juntos. A nossa história já está escrita e estamos apenas vivendo-a.
- Talvez eu queira tomar banho com você. - Respondo e automaticamente penso que meu pai teria um infarto se ouvisse minha fala.
- Oh! Talvez? - Ele pergunta com humor e eu dou de ombros.
Trocamos mais alguns selinhos, já que eu não iria beijar meu namorado com bafo, que horror, e após isso seguimos até o banheiro. Faço minha higiene bucal junto com Dylan e em seguida começamos a nos despir para tomar banho.
Confesso que me sinto um pouco tímido no início, pois jamais estive nu na frente de alguém, ainda mais sendo um namorado. Dylan, por outro lado, não se importa muito e em poucos segundos está nu, me deixando um pouco fora de foco ao admirar seu corpo.
Ele tem um corpo definido pelo futebol, coxas grossas, abdômen trincado, braços fortes e um pênis generoso para um cara de dezessete anos. Jesus!
- Gostou da vista? - Ele pergunta com deboche, chamando minha atenção e reviro meus olhos.
- Já vi melhores. - Dou de ombros e termino de tirar minhas roupas.
Sinto meu rosto quente e tenho certeza de que pareço um pimentão nesse momento. Sigo até o box e abro o registro do chuveiro, sentindo a água morna cair em meu corpo.
- Então o anjinho do Uriel fica cobiçando outros corpos além do namorado? Que feio, amor. - Ele sussurra em meu ouvido e sinto suas mãos em meu quadril, assim como seu corpo atrás do meu.
Fecho meus olhos e engulo em seco, sentindo todo meu corpo se arrepiar por seus toques e sua presença.
- E, só para constar, você é perfeito. - Ele diz e me vira de frente para ele, capturando meus lábios em seguida.
Solto um gemido durante nosso beijo, quando ele me encosta na parede fria do banheiro. Minhas mãos vão até seus cabelos, que nessa altura já estão molhados pela água que cai em nós dois.
- Posso tocar você? - Dylan pergunta segundos depois, ao que nossas bocas se separam.
Ofegante, eu apenas concordo com um aceno, não me importando mais com nada.
Sua boca passa a beijar meu pescoço e fecho meus olhos, sentindo suas mãos caminhar por meu corpo. Há um frio em minha barriga pela ansiedade e ele se intensifica quando a mão de Dylan pega em meu membro.
Sua mão começa um movimento de vai e vem em meu membro e é impossível conter os gemidos que escapam por minha garganta. Eu já me masturbei antes, mas nada se compara a essa sensação que sinto agora. E eu me surpreendo quando sinto algo molhado em volta do meu pênis. Abro meus olhos e me sinto um pouco alarmado ao ver Dylan abaixado em minha frente, me chupando.
Seus olhos se fixam nos meus e isso me deixa um pouquinho fora de órbita. A sensação de prazer que eu sinto é sem igual e eu sei que não vou aguentar por muito tempo. Dylan sabe exatamente o que fazer e seu olhar fixo no meu não ajuda em nada para que eu mantenha o controle. Aperto minhas mãos com força, quase sentindo minhas unhas machucar minha palma e respiro com um pouco de dificuldade. As mãos do meu namorado apertam minha bunda e sinto minhas pernas bambas. Aos poucos meu corpo inteiro parece estar pegando fogo e me sinto trêmulo. É uma mistura de dor e prazer que me atinge, até que eu esteja gozando na boca dele.
Meu membro desliza para fora da boca dele segundos depois, e meu namorado se coloca de pé, encostando sua testa na minha.
- Bom dia! - Ele sussurra e me beija, fazendo com que eu sinta o meu próprio gosto.
E, meu Deus! Se um boquete foi assim, imagina nossa primeira vez?
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Atrasada, mas cheguei!!
Gostaram, jujubas???
Ps: Vou fazer alguns contos de Natal e Maktub está concorrendo a uma vaga. Então, se quer um bônus de Dylan e Uriel, deixem seu voto no livro "Encontros de Natal".
Bjus da Juh, até a próxima 😘😘
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