040
Último capítulo, se não ter pelo menos 200 comentários até ano que vem, eu n faço segunda temp
I wish I could have told you that
I was born to love you
To love you with all my heart
Namjoon estava sendo espancado bem na minha frente, enquanto seus olhos desesperados buscavam a esposa e o filho, que Shin Donghee havia sequestrado. Eu queria fazer alguma coisa, qualquer coisa, mas estava imobilizada. Presa, incapaz de gritar ou me mexer, só conseguia assistir à cena aterrorizante.
A família dele chorava, conscientes de que Namjoon era apenas mais uma vítima na lista de Donghee. E, a cada golpe desferido, o desespero no rosto deles se tornava ainda mais evidente.
Namjoon caiu no chão com um baque surdo, ensanguentado e mal conseguindo respirar. Shin Donghee se aproximou dele, mas não para continuar os golpes. Ao invés disso, ele levantou a cabeça lentamente, olhando na minha direção com um sorriso cruel e predador.
— Kim Jennie. — Ele disse meu nome, o som saindo como um sussurro. — Ah, eu lembro de você.
Seu olhar percorreu meu corpo preso, como se estivesse me avaliando.
— Você foi muito ousada, entrando na minha festa como uma penetra. — Donghee deu uma risada baixa e sombria. — Você me deixou bêbado. E excitado. Sabia, sua vadia? — sua voz me deixou com medo do que poderia acontecer. — E depois fugiu como uma covarde, sem sequer terminar o que começou. — Ele se aproximou mais, agachando-se à minha frente para que eu não tivesse escolha a não ser encará-lo. — Foi divertido na época, mas agora? Agora você é muito mais útil pra mim de outra forma.
Eu queria gritar, xingá-lo, mas minha voz não saía. Ele levantou uma mão e acariciou meu rosto de forma ameaçadora, como se estivesse avaliando seu próximo movimento.
— Lalisa Manobal. — Ele sussurrou, o nome dela pingando veneno. — Sei que ela fará qualquer coisa por você. Qualquer coisa. Então, sabe o que eu vou fazer? Vou usar você pra atrair aquela vadia arrogante até aqui.
Ele se levantou, voltando sua atenção para seus capangas que cercavam a sala.
— Preparem tudo. Vamos atrair a Lalisa e acabar com ela de uma vez por todas. Quando eu terminar, não vai sobrar nada dela. — Ele riu, um som cruel e doentio. — E, finalmente, serei o mais novo dono da máfia coreana.
Donghee virou-se para mim novamente, os olhos brilhando com uma fúria quase insana.
— E você, Jennie, vai assistir enquanto o império dela desmorona. Talvez até te deixe viva pra lembrar disso. Afinal, você é boa em fugir, não é? — falou sério, mas logo riu, fazendo os outros rirem também.
Ele se afastou, deixando-me presa, enquanto Namjoon gemia de dor no chão e a família dele chorava baixinho no canto. Eu sabia que Lisa viria, mas também sabia que Donghee não a subestimava. A questão era: quem sairia vivo desse jogo mortal?
— Jennie... — Namjoon chamou, sua voz fraca e trêmula. — Não se preocupe, eu vou te tirar daqui.
Ele tentou sorrir, mas o sangue escorrendo pelo seu rosto e os hematomas recém-formados tiravam qualquer conforto daquela expressão.
Assenti lentamente, forçando-me a acreditar em suas palavras, por mais difícil que fosse. Bendita hora em que decidi sair para o cinema. Eu deveria ter ficado em casa. Nesse momento, eu poderia estar deitada no sofá, recebendo um cafuné nos cabelos enquanto assistia a um dorama e ouvia Lisa murmurar sobre como a protagonista era burra...
Quando me dei conta, as lágrimas já escorriam pelo meu rosto. Uma parte de mim gritava que eu nunca mais veria Lisa novamente, e só esse pensamento fazia meu peito se apertar de dor. A ideia de viver sem ela era simplesmente insuportável.
Olhei ao redor, sentindo a desesperança crescer. Estávamos em um lugar abandonado, com as paredes cobertas de rachaduras e o teto ameaçando desabar a qualquer momento. O ar era pesado, com o cheiro de ferrugem e poeira, e o silêncio só era quebrado pelos gemidos de dor de Namjoon e pelos soluços abafados da esposa dele.
Eu precisava ser forte, mas tudo dentro de mim gritava em pânico. Lisa viria por mim. Eu sabia disso. Mas e se ela caísse na armadilha de Donghee? E se, por minha causa, ela não saísse daqui viva?
[...]
Acordei com os primeiros raios de sol entrando por uma fresta no teto quebrado. Meu corpo doía, e meu pescoço estava rígido pela posição desconfortável em que havia adormecido. Nem percebi que havia caído no sono.
Procurei por Namjoon e pela família, mas não havia sinal de ninguém. Apenas um rastro de sangue no chão, que parecia levar para fora do local. Meu coração disparou.
Tentei me convencer de que eles estavam bem, que Donghee talvez tivesse os levado para outro lugar. Mas o sangue... O rastro parecia fresco, e a incerteza era insuportável.
Olhei ao redor, tremendo, tentando pensar no que fazer. Estava sozinha agora, e a única coisa que conseguia manter na mente era uma prece silenciosa: que Lisa chegasse antes que fosse tarde demais.
De repente, pareceu que Deus havia me escutado e mandado um anjo para me salvar. A porta foi aberta com um estrondo, e lá estava Lisa, seu corpo firme e a expressão fria enquanto entrava no local, apontando a arma para todos os cantos, atenta a qualquer movimento.
— Jennie! — exclamou, correndo até mim, desesperada ao me ver amarrada. Ela rapidamente tirou o pano da minha boca, checando meu rosto centímetro por centímetro.
— Lisa... — meu coração disparou ao vê-la. — Lili... — senti o choro começar a me consumir.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, com um movimento rápido, Lisa desfez as amarras que prendiam meus pulsos.
— Você tá bem? Eles te machucaram? — Ela perguntou, os olhos percorrendo cada centímetro de mim em busca de ferimentos.
— Eu tô bem — respondi, minha voz trêmula, mas a segurança que sua presença trazia já começava a aliviar meu medo.
Lisa me puxou para um abraço apertado, e por um momento, tudo pareceu ficar em silêncio. Senti seu cheiro familiar e a força de seus braços ao meu redor.
— Eu pensei que nunca mais te veria — confessei com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto enquanto enterrava a cabeça em seu ombro.
— Eu te disse que ninguém iria te tirar de mim — ela respondeu, com a voz firme, mas cheia de emoção. — E eu também prometi que te protegeria de todo o mal, não prometi? — assenti. — Então... Eu tô cumprindo minha promessa
O momento foi interrompido por um som estrondoso. O teto começou a ranger e, em questão de segundos, o teto desabou bem acima de nós. Lisa reagiu antes que eu pudesse me mexer e raciocinar o que havia acontecido.
— JENNIE! — ela gritou, me empurrando para o chão enquanto se posicionava para proteger meu corpo com o dela.
Um pedaço de concreto atingiu sua perna com força, arrancando um grito de dor dela. Mas ela não pareceu se importar tanto, já que estava mais preocupada comigo. Ela me abraçou, protegendo minha cabeça com seu corpo enquanto o teto caía.
— Lisa! — gritei assim que ela se moveu um pouco, tentando se levantar. — Você tá maluca? Olha a sua perna, caramba! — minha voz saiu afiada, mas era impossível conter a mistura de raiva e preocupação.
— E se você tivesse se machucado? — ela retrucou, a voz rouca e firme, mas com um toque de fragilidade. — Eu só tô cumprindo a minha promessa de te proteger, Jennie. Não aguentaria te perder... principalmente, te ver morrer na minha frente e saber que não fiz nada pra impedir isso.
— E você acha que eu aguentaria? — rebati, a voz embargada pelo nó que se formava na garganta.
Lisa desviou o olhar, pressionando os lábios enquanto tentava ignorar a dor. Fez força para tirar o pedaço de concreto que havia esmagado seu pé. Com muito esforço, conseguiu se levantar, ainda que de forma instável. Ela estendeu a mão para mim, como um gesto automático.
— Vamos sair daqui antes que Donghee chegue.
— Quando chegarmos à mansão, eu vou te matar, entendeu? — retruquei, ignorando sua mão. Levantei-me sozinha, percebendo a sombra de mágoa que passou por seu rosto.
Ela respirou fundo, com a voz trêmula, mas tentando soar firme:
— Você não vai voltar pra mansão.
— O quê? — Perguntei, incapaz de esconder minha surpresa e indignação.
— Já deu, Jennie. Eu não quero mais que você sofra por minha causa... nem que acabe morrendo por minha culpa. — Seus olhos estavam marejados, mas ela segurava as lágrimas com uma força que parecia maior do que ela mesma. — Você vai voltar pra sua irmã.
— Lisa...
— Vive a sua vida normalmente. Esquece de mim. Esquece que teve um relacionamento com uma mafiosa. — Ela tentou sorrir, mas o sorriso saiu quebrado, sem vida. — Só saiba que, mesmo longe de você, aos meus olhos, você sempre será a minha garota número um.
— Para...
— E, em outras palavras... — Ela respirou fundo antes de continuar. — Eu nunca vou entregar meu coração pra mais ninguém. Você sempre vai ser a dona dele.
Meu corpo tremia de raiva, dor e desespero.
— Eu não vou te deixar! Para com isso! — Me aproximei dela, segurando seus braços com força, forçando-a a olhar para mim. Mas Lisa desviava os olhos, como se encarar-me a quebrasse ainda mais. — Lili, por favor... Sem você, eu não sou ninguém! — Implorava, a voz saindo em soluços, enquanto lágrimas rolavam sem controle.
Ela mordeu os lábios, lutando contra o próprio choro, mas não dizia nada.
— Sua idiota do caralho! — gritei, batendo no seu peito, os punhos fracos e desajeitados. — Por quê? Você é meu escudo, porra! Quem vai me proteger agora? Hein?
— Você terá seguranças. Changbin, Nayeon, Jeongyeon, Jungkook, Jimin, Bangchan... Todos eles vão te proteger por mim, Nini.
— NÃO ME CHAMA ASSIM, CARALHO! — Meu grito ecoou, rouco e cheio de raiva. — Você só brincou comigo, né? E aquele lance de se mudar pra outro continente, só pra criarmos uma família e sermos felizes juntas? O que aconteceu com essa história, Lalisa?
Ela não respondeu de imediato, apenas baixou os olhos e sussurrou:
— Desculpa.
Minha respiração ficou mais pesada, o peito subindo e descendo rapidamente enquanto o mundo parecia desabar.
— Eu te odeio, sua desgraçada! — Falei entre soluços, sentindo minha garganta se apertar.
— Eu te amo... — Sua voz quebrou, as lágrimas finalmente escorrendo por seu rosto.
Meu coração parecia explodir, incapaz de aceitar a realidade que ela estava tentando me impor.
— Não... Não, Lisa... Por favor, não faz isso comigo. — Minha voz falhou enquanto as lágrimas deslizavam livremente pelo meu rosto.
Ela deu um passo à frente, e eu recuei instintivamente, como se o toque dela fosse me destruir mais ainda.
Lisa segurou meu rosto com delicadeza, o toque quente contrastando com a frieza da situação. Ela inclinou a testa contra a minha, seus olhos escuros brilhando com lágrimas que já não podia segurar.
— Eu te amo e sempre te amarei, meu amor... Mas preciso que você viva. Que tenha uma chance de ser feliz, longe de mim e dessa merda de vida. — Sua voz era um sussurro carregado de dor.
— E a minha felicidade? Você não entende que ela está com você? Que eu só respiro porque você está aqui? — respondi, desesperada, segurando suas mãos com força.
Ela sorriu tristemente, o tipo de sorriso que quebrava qualquer coração.
— Eu sou um perigo, Jennie. Minha presença te coloca em risco. Olha onde estamos agora. Não posso... Eu não vou te arrastar pra um mundo onde só há sangue e dor.
— Então me leva com você! Eu não me importo com o perigo. Eu só quero você!
Lisa se afastou um pouco, como se minha proximidade a machucasse mais.
— Eu te levaria, Nini. Eu te levaria pra qualquer lugar, mas você merece mais do que isso. Você merece uma vida normal, com risadas, paz... Algo que eu nunca poderei te dar.
— Eu não quero uma vida normal! Eu quero VOCÊ, sua cabeça-dura! — gritei, com lágrimas inundando meus olhos novamente.
Ela fechou os olhos, respirando fundo, como se tentasse guardar aquele momento, deixando mais lágrimas escorrerem.
— Esse será o nosso último adeus, Jennie. Eu já organizei tudo pra que você e sua irmã possam ir embora pra um lugar seguro. Eles não vão te encontrar, eu prometo — sua voz era firme, mas sua expressão mostrava que cada palavra a destruía.
— Eu não aceito isso... — sussurrei, exausta, sentindo meu corpo ceder à mistura de raiva e desespero. — Você não pode decidir isso por mim, Lalisa.
Ela me puxou para um último abraço, tão apertado que parecia querer me fundir ao seu corpo.
— Eu posso, e vou... Porque te amo mais do que amo a mim mesma.
Seus olhos estavam fixos nos meus, e eu sabia o que estava prestes a acontecer. Seu olhar, ainda que doloroso, parecia guardar todo o amor que ela insistia em negar. Eu queria gritar, queria impedir, mas algo dentro de mim congelou.
— Só mais uma vez... — sussurrou, a voz baixa, quase inaudível, enquanto suas mãos tocaram meu rosto com delicadeza, como se eu fosse feita de vidro e pudesse quebrar com qualquer coisa.
Antes que eu pudesse responder, ela se inclinou e seus lábios encontraram os meus. O beijo foi desesperado e cheio de sentimentos contraditórios — amor, dor, arrependimento. Cada movimento parecia um adeus, e eu queria segurá-la, impedi-la de ir, mas ao mesmo tempo, não conseguia me mover.
Minhas mãos instintivamente seguraram sua jaqueta, puxando-a para mais perto, como se isso fosse o suficiente para mantê-la comigo. Mas Lisa recuou levemente, ainda me olhando como se quisesse gravar minha imagem em sua mente.
— Eu te amo, Jennie. Nunca esqueça disso... — disse, com a voz embargada, enquanto passava os dedos pelas minhas bochechas, limpando as lágrimas que eu não conseguia conter.
Antes que eu pudesse responder, um som cortante ecoou pela distância. Sirenes. O barulho crescente que anunciava que não tínhamos mais tempo.
— Eu preciso ir... — murmurou, recuando um passo, mas minhas mãos ainda seguravam sua jaqueta.
— Não! — gritei, a voz rouca. — Não me deixa aqui!
— Eu não posso te levar comigo, Jennie. É perigoso demais. Eles já estão atrás de mim.
— Eu não ligo! — meus soluços aumentaram, meu peito parecia rasgar.
Lisa olhou para mim mais uma vez, com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas que ela insistia em conter.
— Você é forte. Você vai sobreviver... por nós.
E então, antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ela se soltou das minhas mãos e começou a tentar correr, mancando, em direção à saída oposta, o som das sirenes ficando mais alto a cada segundo.
— LISA! — gritei com toda a força que me restava, mas ela não parou, não olhou para trás.
Caí de joelhos no chão, as lágrimas escorrendo sem controle enquanto o som das sirenes se misturava ao eco dos meus gritos. O vazio que ela deixava parecia consumir tudo ao meu redor.
E eu fiquei ali, chorando e implorando, enquanto ela desaparecia na distância, levando consigo uma parte de mim que eu sabia que nunca mais recuperaria.
[...]
Acordei em um lugar todo branco. Meu corpo parecia pesado, mas quando virei levemente o rosto para o lado, vi Jisoo, folheando uma revista. Pisquei várias vezes, tentando ter certeza de que era ela de verdade. Parecia tão diferente... Seus cabelos estavam tingidos de castanho, com ondas feitas com babyliss, algo que nunca imaginei que ela faria.
— Chu... — murmurei, minha voz falha.
Ela ergueu o olhar e, assim que me viu, deixou a revista de lado e correu até mim, envolvendo-me em um abraço apertado.
— Jen! Meu Deus, quanto tempo! Pensei que você tinha morrido! — exclamou, sua voz carregada de emoção. — Não sabe o quanto eu chorei pensando nisso, sua idiota! Onde você estava? — perguntou, dando um tapa leve no meu ombro, mas claramente aliviada.
— É muita coisa pra te contar...
— Ah, não precisa! Já sei tudo, detalhe por detalhe. Um homem loiro me contou — disse, cruzando os braços com um sorriso desafiador. — Só perguntei pra ver se você ia falar a verdade.
— Jimin — murmurei, reconhecendo imediatamente quem era.
— Ele trouxe isso daqui, olha. — Ela me entregou uma pequena caixa preta e uma carta. — Mandou entregar direto nas suas mãos.
Minhas mãos tremeram enquanto abria a carta primeiro, curiosa e ansiosa. Conforme lia, as lágrimas começaram a se acumular em meus olhos, até que começaram a cair sobre o papel.
"Aqui estão suas alianças, namorada! Feliz agora? Eu ia fazer uma surpresa bem brega e romântica pra te entregar, mas um imprevisto aconteceu. Você pediu, e eu comprei. Estou usando a minha agora, e prometo que não vou tirá-la! Pode fazer o que quiser com a sua: usar, guardar, vender... só saiba que foi cara, ok? Talvez ela te ajude a espantar homens. Não que eu esteja mandando você fazer isso, mas é um bom conselho. Leia isso com atenção, Kim Jennie! Estou longe agora, e não posso dizer onde, mas saiba que não estou mais em solo coreano. Quero que saiba que nasci para te amar com todo o meu coração, minha princesa... Ou melhor, rainha! Minha rainha das lágrimas... Você chora muito, sabia?"
— Que idiota! — falei, rindo entre soluços.
— O que foi? O que tá escrito? — Jisoo perguntou, curiosa.
— Ela colocou um trecho do OST do meu dorama favorito e ainda me chamou de rainha das lágrimas. — Esfreguei os olhos, tentando conter o choro. — E eu nem choro tanto assim!
Jisoo arqueou a sobrancelha, cética.
— Tem certeza disso?
— Não... — admiti, rindo entre lágrimas, o que a fez rir também.
Com cuidado, abri a pequena caixa preta. Dentro, uma aliança brilhante capturou minha atenção. Era perfeita. Meu estômago deu um nó ao imaginar Lisa comprando aquilo e pensando em mim. Peguei a aliança com mãos trêmulas e a coloquei no dedo anelar. O encaixe era perfeito.
— Combinou muito com você! — Jisoo comentou, com um sorriso sincero.
— É... Ficou linda mesmo. — Sorri de leve, admirando o brilho da aliança e sentindo meu coração apertar.
A porta do quarto se abriu, chamando nossa atenção. O médico entrou, usando máscara, óculos e uniforme. Apesar da boca coberta, o sorriso em seus olhos era evidente.
— Que bom que acordou, senhorita Kim! — disse, segurando uma prancheta. — Estou com os resultados dos exames.
— Tá tudo bem com ela, doutor? — Jisoo perguntou, sua preocupação evidente enquanto se aproximava.
— Sim, está tudo ótimo. — Ele olhou diretamente para mim, antes de acrescentar: — A saúde de vocês está perfeita, senhorita Kim.
Senti meu coração parar.
— Vocês? — Jisoo perguntou, boquiaberta, franzindo o cenho.
O médico assentiu calmamente.
— Você está grávida, senhorita Kim!
Amei esse final, alguém mais amou?
Segunda temporada já está confirmada provavelmente pra março do ano que vem, pois quero deixar todos os capítulo prontos e completinhos pra publicar eles diariamente pra vocês
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