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I fall to pieces when I'm with you
— Senhorita, Kim Namjoon está aqui — anunciou Changbin ao entrar no meu escritório.
— Mande-o entrar — respondi com um sorriso.
Kim Namjoon foi segurança do meu pai e também meu por um longo tempo. Quando ele descobriu que seria pai, dispensei-o para que pudesse cuidar de seu filho até que ele estivesse em uma escolinha. Namjoon me viu crescer, brincava comigo e até me levava para passear. Eu o considero quase como um pai.
Não demorou para que ele batesse na porta. Dei permissão para que entrasse, levantei-me e me curvei em respeito. Ele retribuiu o gesto antes de nos sentarmos, ambos com sorrisos genuínos.
— Como está seu filho? Faz tempo que não te vejo, Nam — perguntei, enquanto ele soltava uma risada baixa.
— Meu filho está ótimo. Saudável e muito inteligente. Já o coloquei em uma escola, e por isso estou aqui.
— Ah, então sentiu minha falta, não foi? — brinquei, vendo-o concordar com um aceno e um sorriso divertido.
— Claro! Como poderia ficar tanto tempo longe de você? Voltei para cuidar da sua segurança — respondeu, rindo. — Aliás, Changbin já me colocou a par da situação. Como assim a mansão foi invadida?
— Tínhamos um infiltrado aqui dentro. Ele foi quem permitiu a entrada da máfia japonesa e italiana.
— Um infiltrado? Quem era? — ele estava aparentemente preocupado e curioso.
— Era o senhor Yoon Taemo. Mas já resolvi isso pessoalmente — falei, cruzando as pernas e observando sua expressão atenta. — Nenhum dos dois lados vai se atrever a voltar tão cedo. Bom, é o que eu espero.
— Você nunca muda, Lisa. Sempre tomando tudo nas próprias mãos. — Namjoon balançou a cabeça, com um sorriso misto de admiração e preocupação. — Mas e agora? Tá segura?
— Mais do que nunca. — Antes que ele pudesse responder, a porta se abriu levemente, e Jennie entrou hesitante.
— Com licença... eu posso falar com você, Lisa? — perguntou, seu olhar alternando entre mim e Namjoon.
Namjoon ergueu uma sobrancelha, curioso. Antes que eu pudesse respondê-la, ele perguntou:
— Quem é ela?
— É minha namorada.
Jennie congelou no lugar, os olhos se arregalando de surpresa. Era nítido que nadie stava esperando essa resposta. Namjoon, boquiaberto, apontou para Jennie e para mim.
— Sua o quê? — gaguejou, raciocinando.
— Namorada — repeti, casualmente, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Então olhei para Jennie, que ainda estava paralisada, agora um pouco corada. — Já estou terminando a minha conversa com Kim Namjoon, daí nós conversamos, ok?
Ela assentiu, engolindo seco. Namjoon sorriu para ela antes de se levantar.
— Vou deixar vocês a sós, Lisa. Nos falamos depois — olhou para mim sorrindo e eu brevemente retribui.
Observei Jennie caminhar até mim, com um sorriso no rosto, tentando esconder que estava envergonhada.
— Então... namorada? — perguntou, curiosa e sorrindo, para em minha frente.
Eu apenas dei de ombros, mantendo meu olhar tranquilo.
— Algum problema com isso?
Ela me encarou por alguns segundos antes de corar levemente e desviar o olhar.
— Não, nenhum problema — respondeu, visivelmente nervosa. Acabei sorrindo com isso e a puxei para sentar no meu colo. — Lalisa!
— Que foi? — abracei sua cintura, encostando meu queixo em seu ombro e olhando-a nos olhos. — Não posso ficar perto da minha namorada?
— É sério isso? — perguntou, rindo suavemente, exibindo seu sorriso gengival. — Não tô vendo aliança no meu dedo. Como pode falar que somos namoradas se ainda nem fui pedida em namoro?
— Então você quer que isso seja oficial? — arqueei as sobrancelhas, vendo ela assentir, tocando de leve a ponta do meu nariz com o dedo.
— Você poderia fazer um pedido bem romântico, sabe? — disse, abraçando meu pescoço e olhando para o teto. — À luz do luar, talvez? — sugeriu, voltando a encontrar meus olhos. — Ou na beira da praia?
— Você é bem exigente, né?
— É o mínimo, Manobal! Ou achou que era só me chamar de namorada e pronto? — perguntou com sarcasmo evidente.
— Claro que não! Uma princesa como você merece um pedido a sua altura... Maior que você seria o correto — recebi um tapa. — Se quiser, eu compro um anel de diamante pra você. Que tal?
— Nossa, como você é esforçada! — brincou, fingindo surpresa. — Me ama tanto assim?
— A ponto de fugir com você pro outro lado do mundo. Só eu e você — falei quase num sussurro, sorrindo apaixonada.
— E o Kuma! Não me diga que esqueceu do seu filho, Lalisa! — Sua voz expressava indignação.
— Desculpa... Foi sem querer! É que ele é tão pequeno que nem lembrei. Igual você.
— Tá me chamando de pequena? — assenti com um sorriso. — Bom, posso até ser pequena, mas corro mais que você. — Seu sorriso brilhava, iluminando todo o ambiente.
Perdi-me naquele olhar cativante e, sem perceber, fiquei um tempo admirando-a com um sorriso singelo. Jennie percebeu, envergonhou-se e virou o rosto, exibindo aquele sorriso gengival que sempre me derretia por completa.
— O que foi? Por que tá me olhando assim? — perguntou sem me encarar.
— Porque você é linda — respondi, quase num sussurro, vendo-a tapar o rosto e corar. — Nini... olha pra mim — pedi, esperando que seus olhos encontrassem os meus. Quando finalmente aconteceu, continuei: — Tá com vergonha?
Ela assentiu, e eu sorri.
— Não precisa! Se acostume com meus elogios, porque eu vou fazer vários.
— Como você consegue ser tão romântica comigo, mas botar medo em todo mundo ao seu redor?
— Porque você é a única que consegue me fazer ser romântica. Você me fez amar pela primeira vez, Jennie! Tem noção do quanto foi e é importante na minha vida?
— Para! Eu vou chorar — disse, com os olhos marejados e a voz embargada, antes de me puxar para um abraço e fazer um cafuné em meus cabelos. — Olha, já que me ama tanto, poderia me deixar ir ao cinema, né?
— O quê? — me afastei do abraço.
— Vai lançar um filme do meu livro preferido... Por favor, deixa eu ir — implorou, juntando as mãos.
— Caminhos Cruzados de Amor e Dor? — perguntei, mas ela negou. — Obsession? — novamente, negou com a cabeça. — Então qual é?
— Amor em Frente às Câmeras! — respondeu com um sorriso radiante.
— Eu posso até deixar, mas você sabe que vai cercada de seguranças, né? — ela assentiu de imediato. — Quer que a Nayeon vá também?
— Mas é óbvio! Foi ela quem me indicou o livro. Mas assim, você vai mesmo deixar? Não tá brincando comigo, né? — perguntou, desconfiada.
— Eu percebi que preciso te dar mais liberdade. Vai ser bom pra você, desde que volte direto pra mansão. Se você tentar fugir, eu vou atrás de você, entendeu?
— Não vou fugir da minha namorada mafiosa e psicopata que, com certeza, explodiria o mundo por mim — provocou, arrancando de mim uma risada ao vê-la sorrir. — Já te falei que você é a melhor?
— Melhor namorada?
— Cadê minha aliança? — perguntou, erguendo a mão e mexendo os dedos, provocativa.
Antes que pudéssemos continuar, alguém bateu na porta. Jennie saiu do meu colo antes que eu autorizasse a entrada. Namjoon entrou na sala apressado, a expressão carregada de preocupação.
— Desculpe interromper, mas preciso ir agora. Podemos adiar nossa conversa pra amanhã?
— O que aconteceu?
— Meu filho tá no hospital. Minha esposa acabou de ligar dizendo que o buscou na escola porque ele está com muita febre e dor.
— Vá cuidar dele, então! Não se preocupe comigo. Quando ele melhorar, venha conversar comigo pra decidirmos como ficará seu trabalho, combinado?
— Muito obrigado! — Namjoon curvou-se antes de sair às pressas.
— Ele tem filho? — Jennie perguntou, intrigada.
— Sim. Ele também é meu segurança. Foi o do meu pai antes de mim. Há cinco anos, precisou se afastar porque descobriu que sua esposa estava grávida. Disse que, assim que pudesse, voltaria.
Levantei-me e fui até ela.
— A partir de agora, ele será o seu segurança também. Sempre que quiser sair, me avise pra onde vai, e ele estará com você. Namjoon nunca deixou ninguém chegar perto de mim ou do meu pai, e tenho certeza de que vai proteger minha namorada com sangue e suor.
Jennie me olhou por alguns segundos, mordendo levemente o canto do lábio. Era o tipo de expressão que ela fazia quando não sabia se devia reclamar ou agradecer.
— Isso tudo é preocupação ou só um jeito de me manter sob controle? — provocou, cruzando os braços, mas com um meio sorriso que não escondia sua diversão.
— Um pouco dos dois, talvez. — Respondi, inclinando-me em sua direção. — Mas principalmente preocupação.
Ela revirou os olhos, mas o sorriso aumentou, entregando que não estava realmente irritada.
— Só me prometa que ele não vai ser tipo aqueles seguranças que ficam colados na gente o tempo todo, me fazendo parecer uma criminosa fugindo.
— Ele sabe ser discreto, Jennie.
— Tá, tá... Vou aceitar isso. Mas se ele começar a me seguir até no banheiro, eu vou reclamar, hein.
Eu ri, me aproximando para segurar sua mão.
— Eu vou cuidar de você do jeito que for preciso, quer você goste ou não.
Jennie abriu a boca para retrucar, mas foi interrompida pelo toque do celular em cima da mesa. Peguei o aparelho e olhei a tela. Era um dos meus capangas de Busan, e eu já sabia que a ligação traria problemas.
— Preciso atender. — Avisei, e ela assentiu, voltando a se sentar na minha cadeira.
Atendi e ouvi uma voz nervosa do outro lado.
— Senhora Manobal, temos um problema.
— Que tipo de problema? — perguntei, mantendo a calma, mas sentindo a tensão subir.
— Donghee descobriu o que íamos fazer com Son Chaeyoung e mandou ela pra fora do país.
— Merda... — murmurei. — Vou mandar Jungkook descobrir pra onde ela foi! Precisamos dela pra chantagear o Donghee.
— Ok, senhora!
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