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When I wake up, I'm afraid
Somebody else might take my place

Eu abraçava Jennie enquanto ela dormia tranquilamente em meus braços. Já deviam ser mais de três da manhã, mas o sono não vinha. Minha mente estava inquieta, perturbada pelas palavras de Yoon Taemoo, que plantaram dúvidas sobre meus próprios capangas.

Suspirei pesadamente e tentei sair da cama sem acordar Jennie. Funcionou. Ela se aconchegou em um travesseiro grande e continuou dormindo. Caminhei para fora do quarto, ouvindo passos leves atrás de mim. Olhei para trás e vi Kuma, que parou de andar assim que eu também parei. Sorri para o pequeno animal e continuei.

Fui para o meu quarto, peguei uma carteira de cigarros e um isqueiro, e fui até a sacada. A mansão estava envolta em escuridão, exceto pela luz da lua refletindo no vidro da porta.

Abri a porta deslizante e me sentei na sacada, esperando que Kuma entrasse antes de fechá-la novamente. Acendi um cigarro, na tentativa de aliviar o estresse, enquanto sentia Kuma brincar com meu pé. Olhei para baixo e vi o pequeno rosnando e batendo as patas em mim, como se estivesse bravo.

"O seu verdadeiro inimigo está do seu lado, Lalisa." As palavras de Yoon ecoavam em minha cabeça, me fazendo questionar quem poderia ser essa ameaça.

Eu não conseguia imaginar que fosse um dos meus capangas — meus amigos. — Nenhum deles teria coragem de trair minha confiança, muito menos trabalhar para Kim Jongin ou Shin Donghee. Mas, mesmo assim, a dúvida permanecia.

O Changbin, talvez? Ele está sempre ao meu lado, disposto a tudo. Até se recusou a me deixar entrar no cemitério sozinha. Mas Jungkook também parecia suspeito. Ele tem acesso a todas as minhas informações e consegue tudo sem deixar rastros. Se quisesse, poderia muito bem ter contato com a máfia italiana sem que eu soubesse.

O som da porta se abrindo me tirou dos pensamentos. Não me virei até perceber Kuma se afastar do meu pé. Vi Kuma entrar de volta na mansão e Jennie fechar a porta. Ela se encostou no parapeito e admirou a vista.

— Não quero beijar boca de fumante — disse ela, sem nem olhar para mim.

— Por que não está dormindo? Já tá tarde, você deveria descansar. — Coloquei o cigarro na boca, desviando o olhar para a paisagem.

— Você me deu um travesseiro pra te substituir. Achou que eu não ia perceber? — revirei os olhos e assenti. — É melhor parar de fumar, senão você não volta pra minha cama.

— Por que não tenta? Ajuda a aliviar o estresse. — Estendi o cigarro para ela, que ignorou. — É bom. Aposto que você vai gostar.

— Eu já fumei. Sei que é bom.

— Como assim? — perguntei, franzindo o cenho, surpresa.

— Quando eu era adolescente, andava com umas pessoas um tanto quanto suspeitas. — Jennie suspirou, cruzando os braços. — Por causa delas, comecei a fumar e beber cedo. Meu pai sempre tentou me criar como a princesinha perfeita, mas eu odiava isso. Parecia uma princesa por fora, mas fazia de tudo pra mostrar que não era.

Ela hesitou por um momento, desviando o olhar.

— Cheguei a ficar viciada por um tempo. Fumava pra esquecer do meu pai, da minha mãe, dos meus problemas...

— Nossa. Não parece que você era assim. Seus pais sabem disso?

— Não. Nunca souberam. Ninguém sabe, exceto as pessoas com quem eu fazia isso. Hoje, aos 24 anos, olho pra trás e me arrependo disso.

— Por quê?

— Porque foi difícil abandonar as drogas, e de certa forma, isso me prejudicou muito...

Arregalei os olhos, surpresa com a revelação.

— Então você foi uma drogada na adolescência? — Não consegui evitar o riso, ainda surpresa. — Eu tô chocada, Kim Jennie.

— Não vamos mais falar sobre isso, tá bom? — rebateu, seca. Assenti, respeitando sua vontade. — Agora me diga, por que tá fumando nesse horário? São quase uma da manhã.

Deveria contar o motivo? E se ela fosse a minha inimiga? Por que agora todos à minha volta me parecem suspeitos?

— Eu só tô estressada com as coisas que Yoon Taemoo disse. Não consigo dormir. Fico pensando se há alguém aqui dentro que vai me trair.

Jennie se aproximou, abraçando meu braço apoiado no parapeito. Seus olhos encontraram os meus, brilhando na luz fraca da lua. Eu não queria acreditar que ela pudesse ser a ameaça, mas, ao mesmo tempo, havia algo tão suspeito nela...

— Se alguém te trair, eu mato. — Sua voz saiu em um sussurro. — Dessa vez, quem vai te proteger sou eu, Lili.

Jennie surpreendeu-me ao pegar o cigarro da minha mão e levá-lo à boca, piscando para mim antes de tragar.

— E se esse inimigo for você?

Jennie exalou a fumaça lentamente, seus olhos fixos nos meus enquanto dava um sorriso de canto, o cigarro ainda entre os dedos. Por um momento, o mundo pareceu desacelerar. O som do vento que agitava as folhas e o brilho da lua mal conseguiam me distrair. Tudo o que eu via era ela.

— Se eu fosse — começou, sua voz baixa, enquanto dava mais uma tragada no cigarro —, você me mataria, Lalisa?

— Não brinque com isso, Jennie. — Minha voz saiu mais firme do que eu esperava, mas o olhar dela não vacilou. Pelo contrário, ela deu um passo à frente, diminuindo ainda mais o espaço entre nós.

— Quem disse que eu tô brincando? — ela inclinou levemente a cabeça, soltando a fumaça que se dissolveu no ar entre nós.

Meus olhos desceram até seus lábios, agora entreabertos, mais atraentes do que normalmente. Jennie estendeu o cigarro para mim, mas sua mão parou no meio do caminho. Seus dedos tocaram os meus de propósito, lentos, como se testassem minha reação.

— Acho que você não confia em mim... — murmurou, a proximidade fazendo sua voz parecer mais profunda, mais grave.

— Eu confio. — Respondi no automático, mas até eu sabia que era uma mentira.

Jennie arqueou uma sobrancelha, desconfiada, e finalmente soltou o cigarro na minha mão. Seus dedos deslizaram pelos meus antes de se afastarem, e aquele breve contato foi como uma faísca percorrendo minha pele.

— Não parece. — Ela apoiou o cotovelo no parapeito, inclinando-se mais para perto, sua respiração agora alcançando meu rosto. — Talvez você devesse me investigar. Vasculhar meu quarto. Quem sabe até interrogar.

Seu tom era quase um sussurro, e o sorriso que brincava em seus lábios era provocador. Jennie sabia bem o que estava fazendo. Era de propósito.

— Você acha isso engraçado, Kim Jennie? — perguntei, provocando-a com o olhar e um sorriso de canto nos lábios.

Ela deu uma risada curta, carregada de sarcasmo, mas seus olhos brilhavam com algo mais. Algo que deixava claro que ela estava no controle. Ela tinha completamente o controle sob mim de novo...

— Acho fascinante, na verdade. Ver como você tenta manter a pose de chefe durona...

Jennie ergueu a mão e tocou o cigarro que agora estava em minha boca, puxando-o novamente para si, mas o que ela realmente fez foi encurtar ainda mais a distância. Seu rosto estava tão perto que eu podia ver cada detalhe de seus olhos, a determinação e... algo mais.

— Presta atenção no que eu vou te dizer... Eu não sou sua inimiga, muito menos trairia sua confiança com aquele velho. Eu sou só sua, Manobal, apenas sua... — Jennie sussurrou, os lábios quase roçando os meus, sua voz baixa e sexy.

Meu corpo congelou por um instante. O som do vento e o cheiro do cigarro misturavam-se ao perfume dela, que parecia me envolver por completa. Jennie não desviava o olhar, seus olhos presos nos meus como se quisesse ler todos os pensamentos que eu tentava esconder.

— Só minha? — murmurei, tentando esconder a vulnerabilidade na minha voz, mas era impossível. Jennie tinha o poder de desarmar qualquer armadura que eu colocasse.

Ela não respondeu de imediato. Em vez disso, aproximou-se ainda mais, eliminando o pouco espaço que restava entre nós. Seus dedos deslizaram pelo meu braço, subindo devagar até tocarem meu rosto. Era um toque leve, quase hesitante, mas carregado de intenções.

— Só sua, Lalisa Manobal. Sou só sua e serei somente sua pro resto da minha vida.

Minha respiração falhou. Jennie se inclinou, os lábios finalmente encontrando os meus em um movimento lento, quase como se estivesse me dando tempo para recuar. Mas recuar não era uma opção.

Eu a puxei pela cintura, pressionando-a contra mim enquanto o beijo se aprofundava. Seus dedos deslizaram pela minha nuca, puxando levemente meu cabelo, e meu corpo respondeu automaticamente, uma mistura de desejo e necessidade que eu não conseguia mais controlar.

O frio da noite desapareceu; tudo o que eu sentia era o calor dela. O jeito como seus lábios se moviam contra os meus, a suavidade mesclada com uma ousadia que só Jennie tinha. Ela mordeu meu lábio inferior, e um suspiro escapou de mim, arrancando um pequeno sorriso satisfeito dela.

— Isso te parece traição? — Jennie provocou, interrompendo o beijo por um segundo, sua voz baixa e rouca.

— Parece uma tortura — respondi, puxando-a de volta, minha boca buscando a dela como se o mundo fosse acabar ali, na sacada.

Seu corpo pressionou o meu contra o parapeito, e por um breve momento, senti o perigo da posição, mas nem isso importava. Jennie tinha um jeito de fazer tudo ao nosso redor desaparecer.

Quando finalmente nos afastamos, apenas o suficiente para recuperar o fôlego, seus olhos brilharam, uma mistura de diversão e algo mais profundo.

— Então, chefe? Ainda acha que sou sua inimiga?

Eu não consegui responder de imediato. Em vez disso, deslizei os dedos pelo rosto dela, tocando-o no canto da sua boca, onde um leve sorriso se formava.

— Não sei... Talvez eu só precise de mais provas.

Jennie riu, um som leve e quase infantil, contrastando com o clima intenso de segundos atrás. Mas seu olhar continuava carregado de tensão.

— Cuidado com o que pede, Lalisa. Eu posso te viciar.

Dessa vez, fui eu quem sorriu, um sorriso que misturava desafio e rendição.

— E se eu já estiver viciada?

Ela sorriu, mordendo o lábio inferior, enquanto sua mão deslizava lentamente entre os meus seios, fixando os olhos nos meus com uma intensidade que me fez perder o controle. Um arrepio percorreu meu corpo quando sua mão começou a descer, parando no cós da minha calça.

— E se eu dissesse que sou o tipo de vício que só piora com o tempo? — seu sorriso malicioso foi como um golpe direto.

— Então, o que você está esperando pra piorar ainda mais o meu vício? — perguntei, umedecendo os lábios, tentando manter o controle.

— Só pra avisar que... — se aproximou do ouvido —... vício por mim nunca teve cura, meu amor — sussurrou, mordendo meu lóbulo com suavidade. Depois, agachou lentamente à minha frente, o que fez meu corpo reagir involuntariamente, mordendo meus lábios para conter a reação.

De repente, senti Jennie desamar minha calça moletom com movimentos. Ela tirou meu membro para fora, o qual já estava ereto. Olhei para baixo, vendo-a começar a chupá-lo sem avisos, o que me fez morder o lábio para tentar segurar o gemido.

Os movimentos começaram devagar, mas logo ficaram mais rápidos. Levei minhas mãos até seus fios pretos e enterrei meus dedos entre eles, empurrando sua cabeça para que ela acelerasse mais. Uma de suas mãos entrou por dentro do meu moletom, indo em direção ao meu seio e o apertando fortemente.

— Filha da puta... — murmurei, inclinando a cabeça e contendo os gemidos. — Acelera essa merda!

Mandei, sentindo-a obedecer. Eu sentia meu corpo esquentar e, automaticamente, comecei a mover lentamente meu quadril, olhando para ela novamente. Ela apertou ainda mais o meu seio e aproveitou para brincar com meu mamilo usando seus dedos gélidos, enquanto continuava me chupando sem parar.

— Kim... — contive o gemido alto. — Eu te odeio, sua vadia — senti seus olhos em mim, e então eu acelerei os momentos do meu quadril, vendo-a apenas aceitar.

Quando eu estava quase chegando ao ápice, ela parou de me chupar e se levantou, ficando em minha frente e fazendo questão de encostar-se em meu corpo, fazendo meu membro roçar nela.

— Você me odeia, amor? — perguntou, num sussurro, e eu murmurei em aprovação. — Desconta todo seu ódio por mim na cama, então — sorriu, caminhando para dentro da mansão e me deixando lá sozinha.

Desculpem a demora, não tive tempo nem pra dormir essa semana.

Ah, e não esperem hot, dessa vez elas não vão transar, o capítulo de amanhã vai ser fofo, seus safados (as)

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