Pistoleiro


Seu Osvaldo tinha uma pequena mercearia no meio do nada. " Para os diabos com a logística" aquilo que os olhos veem acusava que aquele senhor carrancudo de um pouco mais de um metro e meio estava arrependido de ter escolhido tal lugar para começar seu comercio.

- Boa tarde! – disse um home com uma barba volumosa.

- Boa. Como posso ajudar? – perguntou o senhor sem muito entusiasmo.

- Preciso que me diga. Cara ou coroa? – olhou para o senhor que fez uma careta relutante.

- Não sei bem a intenção de sua pergunta meu rapaz. – disse no grau máximo de humildade.

- Diga. Quero saber se a sorte está com senhor.

- Cara, de coroa já basta a minha Vera. – deu um sorrisinho desengonçado para o rapaz que não pestanejou em jogar a moeda para o alto.

- Cara. Hoje é seu dia de sorte, meu senhor. – e ao dizer isso mostrou a pistola que estava no coldre. E se retirou da loja.

Como foi difícil engolir a saliva que ficou presa dentro da garganta.

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