O Falso Testemunho
- É isso mesmo meus irmãos. O demônio que estava em mim saiu, foi para os ares! Achou que poderia vencer um ungido do Deus vivo! – disse Euclides. Freneticamente. Levantando uma multidão. O rapaz nunca tinha feito contato com demônio algum, ou sequer sabia diferenciar entidade, potestade e principado. Mas dizer que estava livre do demônio tinha um efeito louvável. A alegria que na verdade era apenas vaidade foi a responsável pelo seus discursos que começaram a serem constantes de congregação em congregação, ele repetia as palavras. Com palavras estranhas. Amava causar impacto. As lagrimas e os "glória a Deus" que no final de cada testemunho era abastecido com "Você é incrível, um homem de Deus" faziam o levar essa mentira adiante.
Chegando em casa em uma sexta feita no dia 13. Olhou para o relógio e decidiu que precisava de uma boa noite de sono. Havia saído para jantar com uma das irmãs da igreja em que destilou suas mentiras. Ao deitar-se na cama logo dormiu. Por volta das 3 horas da manhã, sentiu algo cortando o seu ombro. Parecia uma faca. Logo imaginou que não deveria ser nada demais. Dando alguns tapas débeis, se aconchegou e suspirou que estava tudo bem. O som de uma onomatopeia maldita entrou pelos seus ouvidos e percebeu que estava sem ar. "Maldição! O que está acontece comigo?"
E ao tocar o pescoço percebeu um líquidos viscoso saindo e por um movimento peristáltico acolheu sua mão para fechar o estrago. Sem voz, sentia que haviam colocado areia em sua traqueia.
Tentou inspirar, mas ao fazer inalou o cheiro da morte. Um demônio estava ao lado dele.
- Você não é incrível, não é um homem de Deus e eu nunca sai do seu lado. Agora durma para sempre...
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