Cregg
- Ah, Cregg. Já disse para parar de lamber minhas mãos assim. – balbuciou Ana, que estava deitada na cama com os olhos semicerrados. Estava cansada e com as mãos estendidas recebendo as famigeradas lambidas de seu cãozinho.
- Eu já disse Cregg. Não vou dizer de novo, vamos. Hora de irmos dormir. – levantou o tronco para levar o adorável pet quando a porta se abriu e ali estava Cregg entrando no quarto. Os olhos que até então estavam pesados se ergueram formando uma careta horrível. A sensação mórbida atingiu a sua órbita e ao virar-se para ver quem estava acariciando viu um cão demoníaco babando compulsivamente e onde era para ser o globo ocular da besta, estavam dois buracos vazios. O grito se prendeu em sua garganta
Os pais de Ana chegaram ao escutar os gritos da filha, a hesitação na corrida de dona Claudia e senhor Paulo talvez tenham lhe custado caro demais, a pequena já não estava mais ali. Nem ela, nem o cão desprezível. Apenas Cregg.
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