I

O sol que entra pela janela reflete no meu rosto e me acorda. Abro os olhos com dificuldade o despertador digital que fica ao lado da minha cama, marca 7:23h do dia 15 de janeiro de 1999. Viro o meu rosto para o outro lado, onde fica a janela e posso perceber que o sol já está forte apesar de ser apenas sete da manhã. É uma típica manhã de verão. Acabo enrolando mais alguns minutos na cama porque o meu corpo quer mais algumas horas de sono, mas finalmente eu me forço a levantar. Vou ao banheiro lavar o meu rosto e escovar os dentes para ajudar a me despertar, depois volto para o meu quarto e coloco o meu biquíni e um vestido de alças florido por cima, calço as minhas havaianas e pego minha mochila de crochê e desço até a cozinha. Como de costume encontro os meus pais já sentados à mesa tomando café. Meu pai está lendo o caderno de esportes como ele sempre faz e minha mãe está lendo as notícias do dia e comentando sobre cada uma delas com o meu pai, que finge estar escutando e só responde cada comentário com um ruído.

— Bom dia senhores! — Eu falo antes de me sentar em uma das cadeiras da pequena mesa de madeira que fica na cozinha.

— Bom dia querida. — Meu pai responde me olhando por cima do jornal.

Eu me sirvo um copo de leite, ignorando a forma acusatória que minha mãe me olha

— Bom dia Alice, que bom que já está pronta para sair. – Estava demorando até que minha mãe fizesse algum comentário sobre o horário. Eu apenas sorrio fingindo que não entendi seu comentário, mas ela continua a falar. — Bem que você poderia ter esse mesmo empenho o resto do ano, me pouparia o trabalho de ter que quase de arrancar da cama para ir à escola.

— Eu só combinei com as meninas de ir à praia cedo para aproveitarmos o dia.

— Está tudo bem, querida. Foi só um desabafo.

— Aposto que na minha idade você também adorava se divertir. – Eu falo tentando quebrar o clima ruim que ela causou.

— Claro que sim, foi me divertindo na praia que eu conheci o seu pai, era um tempo maravilhoso. – Ela responde com um olhar nostálgico.

— Mas não é para a mocinha se animar e conhecer garotos por aí, namorar só depois dos trinta. — Meu pai diz, dobrando o jornal e o colocando em cima da mesa.

— Ora Carlos, deixa de bobeira. Aos vinte e cinco já é uma boa idade. — Mamãe sorri e me encara com um olhar de provocação.

Meu pai não responde nada, só permanece com aquela expressão séria de sempre. Às vezes eu realmente acredito que o desejo do meu pai é que eu só namore aos trinta anos. E pelo jeito parece que o desejo dele vai se realizar. Todas as meninas da escola incluindo as minhas amigas já deram o primeiro beijo, eu sou a única que nunca beijou ninguém, acho que o fato de eu ser tímida e um pouco CDF me atrapalha um pouco.

— Estou indo. – Falo depois de terminar de beber meu leite.

— Esteja em casa para jantar. – Minha mãe grita, eu faço que sim com a cabeça e saio de casa.

Vou para a garagem pegar a minha bicicleta, verifico se os pneus estão cheios e se os freios estão funcionando e a carrego até o portão de casa. Coloco minha mochila na cestinha que tem na frente me ajeitando para sair e percebo que estou sendo observada, eu olho em direção a enorme casa que tem em frente à minha, a famosa casa dos donos do mercado, eles com certeza devem ser as pessoas mais ricas da pequena cidade em que vivemos, a casa é linda e luxuosa e contrasta com as outras casas menores e normais da rua. Em frente ao enorme portão branco vejo meu vizinho Zac sentado em seu skate, mesmo com os cabelos compridos tapando quase todo o rosto dele, posso perceber que ele está me encarando.

Zac e eu costumávamos brincar juntos quando éramos crianças, mas conforme fomos crescendo nos distanciamos e apesar de sermos vizinhos e estudarmos no mesmo colégio nunca trocamos mais do que um "oi" que ele diz pra mim nos dias em que está de bom humor. Hoje parece não ser um desses dias porque eu aceno pra ele como uma idiota, mas ele não se dá ao trabalho de fazer nada, apenas permanece me encarando sem esboçar nenhuma reação. Me sinto uma tola toda vez que isso acontece.

Zac é conhecido por toda a cidade como um menino encrenqueiro, um rebelde sem causa, mas eu não sei exatamente o porque das pessoas falarem assim dele, nunca o vi fazendo nada de tão errado. Meu pai diz que os meninos que andam de skate são todos arruaceiros e estão sempre atrás de encrenca, mas eu não sei se concordo com isso.

Apesar de me sentir envergonhada por saber que o Zac não para de me me olhar com aquela cara de zangado, eu subo na bicicleta e começo a pedalar em direção à praia. Em poucos minutos eu começo a me esquecer do momento estranho de agora a pouco com o Zac e começo a relaxar e me concentro nas pedaladas que dou, o ar fresco da manhã bate contra o meu rosto e isso me traz uma sensação boa de felicidade. Começo a pedalar com mais força para ganhar velocidade, o vento é refrescante e bate contra o meu corpo, eu fecho os olhos para poder mergulhar nessa sensação maravilhosa. De repente escuto um barulho, parece alguém gritando, abro os olhos assustada, mas é tarde demais porque eu sinto bater em alguma coisa. Caio na rua rolando por cima da bicicleta e de mais alguma coisa que atropelei. Tudo aconteceu muito rápido e quando me dou por mim, estou no chão tentando entender o que acabou de acontecer.

Me sinto um pouco zonza por causa da queda e a minha primeira reação é de conferir se estou machucada, mas logo percebo que estou bem e respiro aliviada, mas a sensação de alívio dura pouco tempo porque logo e então escuto a voz de alguém falando comigo, falando não, gritando! Então eu olho para o lado e vejo um garoto caído em cima de uma prancha de surf com cara de irritado, ele diz algumas coisas que eu não consigo entender, só entendo algumas palavras isoladas como: "maluca" e "cega". E logo percebo que foi ele que eu atropelei.

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ESTOU DE VOLTA COM MAIS UMA FANFIC, ESSA SERÁ UM POUCO DIFERENTE. A HISTÓRIA SE PASSA NO INÍCIO DO ANO 2000 E DESSA VEZ TEREMOS DOIS PROTAGONISTAS, TAYLOR HANSON E ZAC HANSON QUE DISPUTARÃO O AMOR DE MADELINE.

É UMA HISTÓRIA CHEIA DE SURPRESAS E AVENTURAS QUE ESTOU DESENVOLVENDO AOS POUCOS, POR ISSO POSTAREI OS CAPÍTULOS CONFORME EU FOR ESCREVENDO.
ESPERO QUE GOSTEM 😘

❤️🎶 Dica musical para ler esse capítulo: a música que inspirou o título da história e da personagem principal Madeline, do álbum Middle Of Nowhere 🎶❤️

E NÃO SE ESQUEÇA DE DEIXAR SEU COMENTÁRIO 😘😘

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